Beautiful Lies 1ª temporada
5 Capítulo 5
Notas iniciais
– Oi, Matt. Dose dupla de tequila, por favor – Elena pediu educadamente, sem se preocupar com as pessoas que se sentavam ao seu lado no balcão do Mystic Grill.
O loiro serviu a bebida em um copo de whisky, sabendo de que a amiga a sua frente estava com problemas e que não se limitaria apenas a uma dose dupla. Ele apoiou as mãos ao lado do corpo, fazendo com que seus braços fizessem um triângulo e, com uma expressão paternal, perguntou:
– Está tudo bem com você, Elena?
Matt era um dos amigos que Elena mais admirava. Apesar de nunca ter tido uma família estável, ele sempre soube ser um rapaz exemplar, cuidou de sua irmã mais nova enquanto a própria mãe estava mais preocupada em encontrar novos namorados. Mas agora, apesar de Elena desejar com todas as forças contar para ele o problema que estava por vir, ela resolveu privá-lo. Assim como estivera privando Jeremy.
– Os meus dois ex namorados e minhas melhores amigas estiveram me enganando nos últimos dias, Matt– ela falou após beber em dois goles a dose da bebida – Mas eu não quero falar sobre isto.
Ela notou que pelo o seu lado esquerdo um homem pulava um banco para se aproximar, mas não julgou como algo ameaçador, muito pelo contrário.
– A próxima dose é por minha conta – ele se manifestou, com um sorriso encantador nos lábios, revelando dentes brancos perfeitos.
Ele tinha os olhos verdes-amarelados e lábios tão vermelhos que alguém poderia dizer que aquilo era batom. Elena devolveu o sorriso do rapaz de forma simpática e aceitou que ele lhe pagasse uma bebida. Matt, por outro lado, tinha estreitado os olhos em fenda, visivelmente desconfiado de toda aquela situação.
Ele olhou de esguelha para Tyler e o lobisomem fez um gesto positivo com a cabeça, que significava que ele também achava toda aquela situação estranha.
– Então, eu conheci essa garota, Rebekah... – Matt começou a falar, enquanto trabalhava atrás do balcão, servindo drinks para as pessoas que chegavam. A mera pronuncia daquele nome, fez com que Elena desviasse sua atenção do charmoso rapaz ao seu lado para prestar atenção no amigo.
– Rebekah? E como ela é?
– Linda, Elena – ele se limitou a dizer, mas a morena sabia de quem ele se referia, não havia nenhuma outra moça com este nome em toda Mystic Falls – Então nós marcamos de sair e eu passarei para busca-la hoje a noite.
– Onde ela mora? – indagou Elena apressadamente, sabia que aquela era a pista que precisava pra concluir, de fato, quem era aquela mulher que Matt estava falando e, confirmar ou não suas suspeitas.
– Na antiga Mansão Lockwood. Ela foi reformada, lembra-se? Agora ela e o irmão mais velho moram lá – ele esclareceu bobamente.
Elena gemeu. Levantando-se aceleradamente e deixando sua segunda dose de bebida intocada. Pediu desculpas ao rapaz que parecia se esforçar muito para ganhar sua atenção e saiu, pelas portas do fundo do bar.
Agarrou seu celular e o primeiro número que veio a sua cabeça foi o de Stefan.
Ela não podia, simplesmente, permitir que Matt saísse com uma vampira Original. Ela provavelmente o manipularia ou o manteria feito um fantoche.
Mesmo com raiva por ele ter escondido informações cruciais para o plano de Elijah, ela não hesitou em discar o número, mas quando levou o celular ao ouvido, sentiu uma pressão em suas costas, forte o suficiente para fazê-la decolar alguns centímetros do chão e, ao cair, foi amparada por um firme aperto em seu pescoço do homem que há poucos minutos estava flertando com ela.
– Escute bem, copiazinha sem graça – Ele alertou numa voz letal, muito parecido com o tom que Katherine usaria. – Pare de tentar me achar. Seja lá o que você e seus cachorrinhos Salvatore estão planejando. Me deixem em paz.
O homem a sua frente, revelou suas feições vampirescas, mas ao contrário da vermelhidão, seus olhos eram de um tom opaco de branco.
Elena soube naquele momento que ele estava sob uma espécie de transe, feito provavelmente por um feitiço. E aquele era o tom de Katherine, pois ela falava através dele, exatamente como um fantoche.
Ela tentou se livrar do aperto, mas não conseguiu. Debateu-se inutilmente abaixo das mão dele que tudo o que faziam era apertar ainda mais. Ele não parecia ter intenção de soltar, até que ele sofreu um tranco fortíssimo em suas costas e afrouxou o aperto, caindo molemente sobre seus joelhos em seguida.
Elijah aguardava com o coração do vampiro nas mãos, sua expressão era a definição de perplexidade.
– Você está em todo lugar? – Elena indagou, massageando o pescoço e respirando com certa dificuldade.
Ela vislumbrou um rápido sorriso brincar nos lábios daquele original e, rapidamente desaparecer, enquanto ele soltava o coração inerte. Elijah retirou do bolso de seu terno um lenço e o utilizou para retirar o excesso de sangue de suas mãos.
– Você pode me dizer o que acabou de acontecer aqui? – Ele falou, observando uma estaca de madeira improvisada rolar pela rua, vinda de alguma parte da jaqueta de couro daquele homem.
Elijah se perguntou o motivo de as cópias serem perseguidas daquela maneira irracional por todo o mundo sobrenatural e se deparou, por fim, sentindo pena do destino cruel que aguardaria Elena através dos séculos.
Ela estava visivelmente abalada. Elijah pode notar que as pupilas de Elena estavam completamente dilatadas e podia ouvir as batidas aceleradas de seu coração.
– Foi a Katherine, Elijah. – ela cuspiu. – Ela sabe que nós estamos atrás dela.
Ele terminou de limpar o excesso de sangue em suas mãos e deixou o lenço cair feito uma pena no corpo sem vida do vampiro a sua frente.
– Como ela saberia? – sua voz era extremamente calma e controlada quando ele tornou a falar, forçando uma suave entonação de perplexidade.
Ele havia notado através daquele rápido momento de deslize de Bonnie que alguém estava escondendo algo e não se surpreendeu com aquilo. De certo modo, esperava a traição inicial daquelas pessoas que mal conhecia e preferiu ignorar aquela pequena demonstração de desrespeito até o momento em que fosse capaz de distinguir quem sabia as verdadeiras facetas do plano.
Elena vacilou antes de responder. Baixou os olhos que, até então, encaravam os de Elijah firmemente. Ele dobrou a cabeça para o lado e franziu os lábios delicadamente.
– É só que... – ela tentou dizer, hesitando. Sabia que não poderia simplesmente entregar os amigos e contar a Elijah que eles já sabiam do paradeiro de Katherine, mas não foi rápida o suficiente para mentir.
Foi salva por Tyler, que finalmente irrompeu pela portados fundos do bar, fazendo com que ela batesse contra a parede com um baque alto.
– Elena, o que foi? Você estava demorando demais e eu notei que aquele cara saiu logo atrás de você – os olhos do lobisomem baixaram rapidamente para o local onde jazia o homem do qual ele se referia. Sua boca formou um ‘O’ perfeito de espanto, mas logo a sua expressão foi desfeita e, sua atenção, voltou-se a Elijah. – Quem é esse cara?
Elijah virou-se elegantemente na direção de Tyler e, vestindo um falso sorriso, introduziu-se de maneira educada:
– Eu sou Elijah, irmão da garota que o seu melhor amigo têm saído nos últimos dias. – Elijah fora rápido demais, até mesmo para os olhos de Elena acompanharem. Ele fechou a porta corta-fogo do bar silenciosamente e prensou o corpo musculoso de Tyler contra a parede de tijolos. – Você não vai se lembrar de que viu este corpo aqui. Elena estava conversando casualmente comigo quando você chegou. Entendeu?
– Elena estava conversando com você – Tyler repetiu bobamente, e após fazê-lo, Elijah conduziu seu retorno ao bar, com uma mão em seu ombro, como se fossem velhos amigos e não retornou para o lado de fora, dando a chance que Elena precisava para voltar a pensão Salvatore com algumas coisas para pensar.
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