Beautiful Lies 1ª temporada
6 Capítulo 6
Notas iniciais
– Katherine, é arriscado demais, você está muito vulnerável – disse a bruxa num tom preocupado.
Katherine aproximou-se a passos curtos da bruxa e, observou atentamente através da janela. O branco fosco da cortina turvava a visão do lado de fora, mas não o suficiente para impedir que a mulher observasse uma silhueta masculina do lado de fora, além dos limites do feitiço barreira colocado pela bruxa.
– Você vai permitir que ele entre. Ele e somente ele, entendeu? – apesar de ser uma frágil humana, ela ainda entonava imponentemente, como se ainda fosse uma vampira poderosa de 500 anos de idade.
A mulher a sua frente estava visivelmente contrariada, mas fez o que Katherine pedia e então aquele homem adentrou a barreira. Ele bateu na porta quando a morena atendeu, esperou que ela o convidasse para entrar.
– Quem diria que um dia eu precisaria convidar um vampiro para entrar. – disse ela sarcasticamente, apoiando-se no batente da porta. Ela observou as unhas atentamente antes de verbalizar o convite: — Entre.
Em seguida, ela lançou um olhar significativo a bruxa, que os deixou a sós na simples sala de estar da nova casa de Katherine Pierce.
– Ninguém pode dizer que você não sabe se esconder – comentou o vampiro, com um sorriso lateral no rosto.
– É sempre bom cobrar favores – ela respondeu dando de ombros. – Então, vamos ao que interessa. O que trouxe você, Damon e a Barbie vampira aqui há uma semana?
Ela caminhou, dando as costas a ele e se sentando no sofá, cruzando a perna direita sobre a esquerda delicadamente e arrumando os pesados cachos de seu cabelo para frente de seu ombro.
Ele acompanhou os passos dela, mas não se sentou. Manteve-se em pé de frente para ela. Agora sua expressão era séria e concentrada.
– Elijah veio até nós com um plano que nem mesmo eu fui capaz de acreditar totalmente, e é claro que ele precisa de você.
– Klaus disse que isso aconteceria – Katherine respondeu com uma voz sonhadora, quase como se sua mente não estivesse realmente naquela casa.
– Klaus? O que você quer dizer com isto?
A voz desconfiada de Stefan fez com que a moça voltasse a si. Ela balançou a cabeça negativamente, aparentemente descrente de que as palavras do híbrido fizesse sentido e não fosse simplesmente uma tentativa de manipula-la
– Quero dizer que Klaus esteve aqui logo depois de eu me tornar humana. Ele me ofereceu perdão e tranquilidade desde que eu selasse um acordo com ele.
Stefan estava tentando acompanhar Katherine, que discursou de uma maneira realmente rápida. Ele sentia-se mal por estar ali, escondido de todos os outros, numa missão própria.
– Ele me disse que Elijah iria me envolver em algum plano no qual eu não sairia viva. Eu não acreditei no começo, mas agora... – ela falou, diminuindo a velocidade com que pronunciava as palavras. Era difícil ver Katherine daquela maneira frágil. – Mesmo não acreditando, tomei minhas providências anti vampiros, como você bem viu.
Ele não conseguia realmente entender o motivo de Katherine parecer tão desapontada com aquela história, afinal, ela sempre fora perseguida por Klaus e por muitos outros do mundo sobrenatural por seus feitos egoístas em nome da sobrevivência.
Agora ela era fraca. Não tinha como se defender sozinha e nem fugir rápido o suficiente. Como humana, ela também não poderia compelir outros a fazer suas vontades. Tudo tornara-se mais difícil.
– Que tipo de acordo você selou com ele? – indagou Stefan, perplexo.
– Aparentemente ele só pode fazer mais híbridos com o sangue da cópia humana e sua querida Elena agora é vampira, então eu aceitei doar meu sangue para ele.
Stefan caminhou em círculos por um momento naquela sala. Klaus estava montando um pequeno exército de uma raça superior enquanto ele conversava secretamente com Katherine.
Vampiros e lobisomens não teriam chance contra híbridos. Aquela situação era preocupante e foi exatamente o que ele disse a Katherine.
– Elijah veio a nós com o plano de destruir Klaus, Katherine. Não falou nada sobre matar você – ele falou, testando o conhecimento daquela mulher a sua frente.
Ele notou que por um segundo o rosto dela se iluminou em uma felicidade que mal poderia caber em seu peito, mas logo isso desapareceu.
– Isso é impossível, Stefan. Se Klaus morrer toda a sua linhagem morre com ele. Isso significa todos vocês, caso não tenha ficado realmente claro – ela ficou em pé prontamente e então correu para o andar de cima, sem dizer mais nenhuma palavra. Deixou Stefan plantado na sala por longos cinco minutos, até o momento em que retornou, com algum pacote nas mãos e com a respiração ofegante.
Caminhou em direção a cozinha e sobre o balcão ela depositou o pacote, abrindo-o delicadamente. Ali estavam guardados uma adaga metálica, com o cabo trabalhado em detalhes finos, provavelmente forjada a mão, e sua ponta terrivelmente afiada e, ao seu lado havia um pequeno frasco, recheado com algum tipo de cinza. Stefan elevou uma sobrancelha quando terminou de examinar aquele material.
– O que é isto, Katherine? Você mal me deixou explicar...
– Shh – ela falou, elevando um dedo e colocando ele nos lábios de Stefan. Com a surpresa do ato, ele realmente se calou. – Não tem jeito de matar um original sem levar toda a sua linhagem com ele, Stefan. Acredite nisto. Isto aqui é como se mata um Original.
Stefan pensou que Katherine estava completamente louca. Quando Finn morreu, pelas mãos de Klaus, ele viu exatamente o material utilizado. Era uma estaca de carvalho branco enfeitiçada para que nunca fosse destruída. De nada se parecia com aquilo que Katherine estava mostrando.
Ele aguardou que a mulher tornasse a falar e, após um longo segundo que ela utilizou para analisar as feições de Stefan, ela continuou.
– O efeito não é tão duradouro quanto à estaca de carvalho branco que Klaus possui e o trabalho não pode ser feito por um vampiro. – ela tornou a guardar os objetos em uma caixa acolchoada e em seguida os embalou com um pano antigo e entregou hesitantemente para Stefan, como se ela mesma desejasse fazer o trabalho. – Klaus deixou isto comigo, prevendo todo o plano de Elijah. Enquanto esta adaga estiver empunhada em seu coração, ele estará para todas as vias, morto.
– Por que eu deveria confiar no que você está me dizendo, Katherine? Tudo o que você fez foi mentir para sobreviver e agora você espera que eu pegue esta adaga e apunhale um original? – Stefan retorquiu, completamente dominado pela desconfiança.
Katherine virou completamente o corpo na direção de Stefan e agarrou os ombros dele com ambas as mãos, numa expressão de súplica.
– Stefan, você realmente acha que eu deixaria você entrar em minha casa, contaria para você todas as coisas que contei e, por fim, lhe presentearia com este objeto, se não estivesse dizendo a verdade? Molhe a adaga nas cinzas de carvalho branco e você terá um original fora de sua vida. Enquanto Klaus tiver o meu sangue, ele não irá incomodar vocês em sua queria Mystic Falls.
Ela baixou os braços e mudou sua expressão. Agora seu olhar era desdenhoso e seu rosto carregava uma expressão de superioridade.
Katherine não sabia se era possível matar um original sem levar toda a linhagem com ele, mas há minutos, aquele era o único argumento que ela pode dar para que fosse capaz de convencer Stefan Salvatore que ela conhecia todos os segredos da magia. E o próximo argumento que ela daria, era de fato mais verídico do que o primeiro, mas algo que ela realmente não tinha certeza:
– Eu conheço Elijah há séculos, Stefan. Ele é nobre demais e valoriza sua família a cima de muitas outras coisas, você realmente acha que ele mataria o próprio irmão?
Quando Rue retornou a ver Katherine, esta estava na cozinha, comendo salgadinhos com uma expressão vitoriosa no rosto.
– Então? Conseguiu convencer o vampiro de que Elijah não é tão confiável quanto diz? – indagou a bruxa, sem realmente se importar com a resposta.
– É claro que sim. Eu sou Katherine Pierce. Eu faço o que for preciso para sobreviver.
– Você sabe que o Elijah pode vir atrás de você, caso descubra seu plano, não sabe?
– Sei. – Ela respondeu brevemente, levando uma batata frita aos lábios e, após engolir, tornou a falar: — Mas conheço bem os dois irmãos Salvatore e ainda sei como manipulá-los.
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