Notas iniciais
Oi pessoal, aqui vai mais um capítulo com algumas revelações e alguns mistérios. Espero que gostem. Ah! Preciso contar, vai haver um capítulo gigantesco mais para frente, então o que vocês preferem: Que eu poste ele inteiro ou que divida em dois? Beijos

Damon estava sentado no balcão do Mystic Grill havia algum tempo, tomando algumas boas doses de Tequila. Tantas quantas seu corpo sobrenatural pudesse aguentar e ainda estava longe de seu máximo.

Alaric sentou-se ao seu lado pouco tempo depois, pedindo para si mesmo uma dose de Bourbon.

– Alguém está afogando as mágoas aqui – ele comentou num tom monótono enquanto bebericava o liquido âmbar de seu copo.

– Estou refletindo – respondeu Damon de má vontade. – Sobra toda aquela situação Original que está atormentando todo mundo mais uma vez.

– E quem exatamente você vê refletido no fundo do seu copo, Damon? – respondeu o professor de história num tom sábio. Damon não respondeu aquela pequena provocação, em vez disso terminou outra dose e pediu para que a garçonete que substituía Matt deixar a garrafa.

Ele ainda via Elena no fundo daquele copo. Incapaz de superá-la tão bem quanto ela havia aparentemente feito com a relação deles, lembrou-se do modo como ela corava levemente quando olhava para o vampiro Original e como ele a encarava, com um certo encanto nos olhos. Uma ponta de ciúme corroeu seu coração por um segundo, até que ele desviou aquele pensamento. Pensou em todo o plano de Elijah e como Bonnie havia dito que poderia haver muitas falhas na execução do feitiço. Ele simplesmente não queria morrer. Katherine cruzou sua mente. Ele pensou na droga que deveria ser viver como humana após 500 anos como vampira.

– Melhor do que estar morto – ele murmurou para si mesmo antes que pudesse notar que falava sozinho.

– E aí está um habito comum entre os solitários – zombou Alaric, com um sorrisinho mínimo nos lábios. Damon sorriu de volta, mas de um jeito carrancudo e de má vontade. – Onde está Stefan?

– Não sei, eu pareço com uma babá? – respondeu Damon. – Talvez com a Barbie vampira. Eles têm passado muito tempo juntos ultimamente.

Captou pela sua visão periférica uma garota sentando alguns bancos de distância do dele. Olhou para o lado e contemplo uma visão que seria mais agradável aos olhos, se não fosse tão jovem. Mais jovem do que Elena. Talvez tivesse apenas dezoito anos, sequer podia estar bebendo aquela tequila, mas para que seguir as leis em uma cidade cheia de vampiros?

– Não é muito jovem para estar bebendo isto? – ele perguntou, mais pelo impulso prazeroso de jogar algo divertido com alguém.

Ela se virou, fazendo com que seus cabelos castanhos e levemente cacheados nas pontas ondulassem em direção as suas costas. O rosto era redondo e ainda havia alguns traços infantis nele, mas não havia nenhuma inocência naquele par de olhos azuis. Seus lábios rosados retorceram-se em um sorriso convidativo.

– Não é realmente da sua conta. – ela respondeu, sua voz era doce aos ouvidos.

Damon tomou a liberdade de se aproximar alguns bancos e as suas costas Alaric fez um gesto negativo com a cabeça, baixando os olhos para seu copo. Aquele era o Damon de sempre, que estava disposto a descontar suas mágoas em pessoas inocentes.

– Você não é daqui – ele pontuou usando seu charme da melhor forma que sabia usar. Elevou lentamente uma sobrancelha e a olhou penetrantemente. – Como é o seu nome?

– Não sou daqui, mas talvez eu tenha vindo para ficar – ela jogou se volta, apoiando um cotovelo sobre o balcão e apoiando sua cabeça. Ela sustentou o olhar de Damon firmemente e esperou que ele desse o próximo passo.

– Diga-me o seu nome – ele falou, aproveitando-se do contato visual para hipnotiza-la, o que não funcionou muito bem. Ela continuou olhando-o nos olhos, desta vez com mais determinação.

– Seu controle mental não vai funcionar comigo, Damon Salvatore.

Damon sentiu-se ligeiramente confuso pelo comportamento da garota a sua frente. Afastou seu corpo, que estava instintivamente inclinado na direção dela, a ideia do jogo da sedução desapareceu de sua mente por completo. Ele olhou para trás de relance e notou que Alaric mantinha os ouvidos atentos a conversa.

– Eu sei que seu amigo há poucos bancos de distância presta atenção no que falo para você, sei que desconfia de quem eu sou e devo dizer que vim até aqui para dar algumas informações.

A cabeça de Damon girava devido ao efeito do álcool e a perplexidade ajudava no desconforto.

– Dar informações? – ele perguntou, fingindo um interesse que não existia. – Por que não começa me dizendo seu nome e como sabe quem eu sou.

– Eu sou fascinada por história, Damon – disse ela lenta e sensualmente. Seus lábios eram carnudos e tão róseos que poderiam dar a falsa impressão que ela tinha passado batom. – Quando vim para cá, pesquisei sobre as famílias fundadoras e a partir daí não foi difícil reconhece-lo. Olhos azuis, cabelos escuros, bebe quando está infeliz, seduz e mata pelo mesmo motivo.

– É, este parece exatamente comigo – ele respondeu, com a voz carregada em sarcasmo. – Imagino que seu sangue esteja carregado em verbena.

– Ponto para você. Mas não se preocupe, você jamais conseguiria me atacar de qualquer forma. Meu nome é Davina e eu sou uma bruxa.

Ele nunca tinha ouvido aquele nome antes, mas levando em consideração a presunção da garota sobre os próprios dons, ele imaginou que não era saudável desafiá-la. Não pelo menos naquele lugar público.

Tudo o que precisávamos. Mais problemas. Pensou ele, infeliz.

– Que tipo de informações você quer me dar, Davina? – indagou ele, servindo-se de outra dose e sorvendo em um único gole. Ele ofereceu a bebida para a garota que recusou com um aceno negativo.

– E se eu lhe dissesse que Elijah atraiu a matilha para Mystic Falls, trouxe mais um Original com ele e o seu plano final é tomar a cidade com a ajuda de Klaus, exatamente do mesmo jeito que ele fez com Nova Orleans. Você acreditaria?

– Eu me pergunto como é que uma criança sabe de tantas coisas – Damon respondeu, sentindo uma afinidade pelas informações recebidas da jovem bruxa.

– Você ficaria surpreso com as coisas que sei. Se aceita um conselho, pela aquela adaga e enfie-a no coração de Elijah. Deixe-o apodrecer em algum lugar esquecido.

Damon surpreendeu-se com o ódio que ouviu nas palavras de Davina. Tão jovem e ainda assim guardando todo aquele rancor. Mas apesar de gostar da jovem mulher a cada segundo que se passava, ele não poderia se permitir acreditar tão fácil.

– Quando você disse que Elijah trouxe outro original, você se referia a quem? Um deles está morto e o outro fugiu assim que ouviu o nome de Silas.

– O irmão imprudente, vaidoso, e cruel Kol – ela respondeu para o desgosto de Damon, a este bastardo Original ele já havia sido apresentado. – Eles querem a cidade, eu sei. Vivi com eles por tempo demais em Nova Orleans, como prisioneira por poderosa.

– Se é tão poderosa por que não mostra o que pode fazer? – Damon desafiou.

– Talvez eu mostre – ela respondeu com um sorriso malicioso tomando conta de seus lábios bem desenhados. – Se você me prometer um favor.

– E qual favor seria este? – novamente o corpo de Damon estava inclinado para frente, na direção de Davina e o dela estava exatamente na mesma posição.

Os dois conversavam num tom tão baixo e sigiloso que Alaric deixou de ser capaz de ouvir a conversa chegar a parte em que ela confessava ser uma bruxa poderosa, então olhou para o lado, a fim de ver o que estava acontecendo. Damon estava tão reclinado sobre o próprio corpo que a única explicação para sua coluna não partir-se ao meio era o fato de ele ser um vampiro.

Ele revirou os olhos impacientemente ao notar que o amigo que pretendia seduzir fora completamente seduzido. Ele deixou uma nota sobre o balcão do Mystic Grill, referente a bebida que estivera tomando e deixou o bar em seguida.

– Parece que despistamos seu amigo curioso – Davina falou num tom triunfante, acompanhando o lento caminhar de Alaric com os olhos azuis. – Podemos?

Ela se levantou lenta e elegantemente do assento, pagou pela bebida que havia pedido e esperou que Damon pagasse pela garrafa que havia consumido praticamente sozinha. Caminhou na frente dele para que ganhasse alguma distancia, elevou as sobrancelhas bem desenhadas pela genética e exibiu um sombrio sorriso de conquista.