Beautiful Disaster
19 Capítulo 19
Notas iniciais
“- Vem, flor. Eu fiz tudo isso pra gente, quero que essa noite seja especial para você.”
Emma olhou para Regina e inclinou a cabeça levemente, tentando captar o máximo possível daquela cena, daquele momento. Regina estava tão linda. Emma estava acostumada a vê-la se equilibrando em saltos enormes com roupas elegantes e impecáveis na maior parte do tempo, mas vê-la ali, de calça jeans, t-shirt e pantufas, sem maquiagem alguma, tão pequenina, tão doce, tão... Maravilhosa. Era de uma sensação inexplicável.
— Flor? Tá tudo bem?— Regina disse, despertando Emma de seu transe.
A loira encarou a mulher à sua frente. Regina estava com as sobrancelhas franzidas e uma expressão preocupada, encantadora – Emma pensou.
— Não, quer dizer, sim! Tá tudo bem, eu... Só...— Emma balançou a cabeça e fechou os olhos. Nada de concreto viria a sua mente naquele momento. Ela então deu a volta no balcão, puxou Regina pela cintura e a abraçou.
Regina não esperava por aquilo e a primeira reação foi de espanto. Ela estava com os braços levemente erguidos enquanto a loira a enlaçava por completo. Ela então suspirou descompassadamente e abraçou Emma de forma terna. Emma sentia o cheirinho inebriante de Regina que lembrava maçãs fresquinhas e todo um filme passava por sua cabeça, desde a primeira vez, quando Regina a fez tomar um banho da jarra de suco até tudo o que passaram para chegar ali. Todas as birras, as brigas, os ciúmes, as risadas, o jeito fofo e complicado de Regina, tudo as fizeram chegar ali.
— Flor, quem normalmente puxa as cinturas sou eu. Mas, eu gostei disso. – Mais uma vez Emma foi tirada de seu transe pela voz rouca da morena, falando a centímetros da sua orelha. Emma se arrepiou e elas se distanciaram. Sem salto Regina era alguns centímetros mais baixa que Emma, a loira sorriu ao constatar isso mais uma vez. — Que foi?— Regina falou com uma cara emburrada, percebendo que Emma estava rindo dela.
— Nada. É só que não é tão sexy quando você me fala isso usando jeans e pantufa. — Emma riu alto, depositando um beijinho no nariz da morena, que virou os olhos e se distanciou voltando sua atenção para o fogão.
— É que eu achei que você fosse chegar mais tarde. Era pra estar tudo pronto.— Regina disse encolhendo os ombros. — Mas eu posso ir me trocar agora, se te agradar. – A morena enxugou as mãos em um guardanapo próximo e já ia se dirigindo às escadas, quando Emma a puxou pela mão.
Puxou rápido demais, forte demais, desesperada demais. Regina cambaleou e veio direto à Emma, seus corpos se encontraram, suas respirações se cruzaram e olhos castanhos e esmeralda se chocaram.
— Não. Não precisa, você está ótima assim, eu gosto. Você está... — Regina contraiu o maxilar e sua respiração fraquejou enquanto sua mão direita passeava levemente pelo braço de Emma, até chegar na curva do pescoço da loira – maravilhosa. Você, você é maravilhosa. – Emma fechou os olhos, mas, para seu espanto Regina a soltou, andando para trás de olhos fechados.
Regina inspirou todo o ar ao seu redor e o segurou o máximo que pôde, ainda com os olhos fechados e assim ficou até não aguentar mais. Ela então olhou para Emma, que sorriu.
— É você quem está cozinhando hoje?— Emma disse numa tentativa desesperada de quebrar a tensão que se instalara no ambiente.
— Sim! Chef Regina Mills à sua disposição essa noite, mademoiselle.— Regina disse sorrindo e imitando um chef de verdade.
— Uau, Regina. Eu não sabia que você sabia cozinhar.
A morena dera a volta no balcão e se concentrava no fogão a sua frente.
— Claro né, beija-flor. Senão você ia querer que eu cozinhasse todas as noites. – Ela se virou para Emma, falava num tom despreocupado, mas seu sorriso havia sumido.
Emma molhou os lábios com a língua e fechou e abriu suas mãos algumas vezes. Aquilo estava sendo mais difícil do que ela imaginava.
— Hum, então. Qual o prato de hoje, senhorita?— Emma disse, tentando entrar na brincadeira.
— Ah, é um prato muito exótico, passei anos pesquisando e realizando testes até chegar nessa receita sublime— Regina continuava imitando um chef francês. – Ou talvez eu tenha um super aplicativo de celular e panquecas seja a coisa menos complicada que eu achei. – Ela deu de ombros com um sorrisinho sem graça, enquanto mostrava o visor do aparelho para Emma.
A loira riu alto e Regina a observou por um instante. Ela também não queria perder nenhum segundo daquele momento, daquele sorriso, daquela voz.
— Ahn... Bem, acho que está pronto! — Regina disse meio acanhada — Espero que goste de molho vermelho, foi o único que eu consegui fazer.— Ou talvez ele já venha pronto na embalagem – Regina sussurrou para si mesma, fazendo Emma gargalhar mais ainda.
— Deixa eu te ajudar a levar as coisas então. – Emma disse.
— Nem pensar! Já viu algum cliente carregando panelas ou pratos dentro de um restaurante? Fica quietinha aí que eu já te chamo. — Regina disse autoritária. Emma adorava quando ela falava daquele jeito.
A morena então levou tudo para a mesa na sacada e subiu as escadas correndo.
— Eu já venho, flor. Só vou tomar uma ducha rápida e tirar essa roupa com cheiro de comida.
Emma estava debruçada na sacada observando as luzes da cidade se misturarem às estrelas do céu no fim do horizonte e divagando sobre como as coisas seriam dali pra frente. A loira sentia um vazio no peito semelhante ao que sentiu quando precisou deixar seu irmão e se mudar para Nova York.
— É lindo, não é?— Regina disse se debruçando ao lado de Emma. – Quando eu escolhi essa cobertura, a principal coisa que eu levei em consideração foi essa vista— Regina olhou para cima e girou nos calcanhares observando as estrelas e sorrindo. – Eu sempre tive essa conexão, sabe? Com as estrelas. É como se acalmasse essa fúria aqui dentro— Regina pegou a mão de Emma e colocou sobre seu peito – Quando eu me sinto perdida, me encontro no firmamento.— A morena volta a fitar o céu — Existe toda uma coisa intrigante nas estrelas... Ao mesmo tempo em que as observamos, muitas delas nem existem mais, mas seu brilho permanece percorrendo o espaço, num jorro de energia que, para nós, parece infinito. Mas eu sempre me pergunto: Quantas vidas são necessárias para ver uma delas se apagar? Já me peguei tantas vezes olhando para o alto e tentando descobrir se elas ainda estão ali ou não... É como alguns encontros e desencontros aqui na terra, eles são como uma explosão, duram apenas o tempo necessário, mas mesmo depois de muito tempo continuam irradiando coisas boas em nós. Se algo ainda existe? Sempre haverá esse questionamento, mas fica a certeza de que o bem ainda é real. Tal qual esse brilho que viaja o espaço— Regina sorri se virando para Emma, apontando uma estrela.
— Eu também vou sentir a sua falta, Regina.
— Você ainda vai aparecer por aqui, não vai?
— Você sabe que sim!— Emma sorri — Vem, vamos experimentar as suas panquecas, porque estou morrendo de fome.
Elas se sentaram e Regina serviu Emma com panquecas e vinho.
— Você também vai aparecer lá no Brooklin pra me ajudar em algumas coisas da faculdade, né? Além do fato de que vamos nos ver nos estúdios quase todos os dias. – Emma disse tomando um pouco do vinho.
— Mas não vai ser a mesma coisa — Regina suspirou. — Você vai estar namorando a Lily, a gente não vai ter tempo... Vamos acabar seguindo rumos diferentes.
— Não vai mudar tanta coisa assim. E eu não tenho nada com a Lily, deixa disso.
Regina conseguiu dar uma única risada.
— Quem poderia imaginar, da primeira vez que nos encontramos, que estaríamos sentadas aqui agora? Eu nunca teria acreditado, lá atrás, que ia ficar tão triste por ter de me despedir de uma garota...
Emma sentiu um soco no estômago.
— Eu não quero que você fique triste.
— Então não vá embora— Regina suplicou.
A expressão da morena era tão desesperada que a culpa formou um nó na garganta de Emma.
— Eu não posso morar aqui, Regina. Isso é loucura.
— Quem disse? Acabei de ter as quatro melhores semanas da minha vida.
— Eu também.
— Então por que eu sinto que nunca mais vou ver você direito de novo?
Emma não tinha resposta para a pergunta de Regina. Seu maxilar ficou tenso, mas ela não estava com raiva. A urgência de ir até ela crescia insistentemente em Emma, então ela se levantou e deu a volta na mesa, sentando-se no colo da morena. Regina não ergueu os olhos, então Emma abraçou seu pescoço, pressionando seu rosto no dela.
— Você vai perceber o pé no saco que eu era e vai esquecer completamente de sentir a minha falta— Emma falou ao ouvido de Regina.
Regina soltou o ar enquanto esfregava as costas da loira.
— Promete?
Emma se inclinou para trás e olhou nos olhos da morena, tocando cada lado de seu rosto com as mãos, fazendo carinho no queixo dela com o polegar. Sua expressão era de partir o coração. Fechou os olhos e se inclinou para beijar o canto de sua boca, mas Regina se virou e Emma beijou mais do que tinha pretendido.
Mesmo tendo sido pega de surpresa pelo beijo, Emma não recuou de imediato. Manteve os seus lábios colados, mas não foi além disso.
Por fim, Emma se afastou e deu um sorriso.
— Amanhã vai ser um dia corrido. Vou arrumar a cozinha e depois vou pra cama.
— Eu te ajudo— Regina disse.
Lavaram a louça com um silêncio mórbido pairando no ambiente. Regina secou e guardou o último prato, depois levou Emma pelo corredor, segurando sua mão com um pouquinho de força demais. A distância entre a entrada do corredor e o quarto parecia duas vezes mais longa. As duas sabiam que o momento do adeus estava próximo.
Dessa vez Regina nem tentou fingir que não estava olhando enquanto Emma trocava de roupa, colocando uma de suas camisetas para ir para a cama. Regina tirou toda a roupa, ficando só com uma regata de cetim e calcinha, e se enfiou debaixo do cobertor, esperando que Emma se juntasse a ela.
Assim que Emma fez isso, Regina apagou a luz e a puxou para junto dela, sem permissão nem desculpa. Seus braços estavam tensos e ela soltou um suspiro. Emma aninhou o rosto em seu pescoço e fechou os olhos com força, tentando saborear o momento. Ela sabia que desejaria ter esse momento de volta todos os dias de sua vida, então aproveitou ao máximo.
Regina olhava pela janela. As cortinas entreabertas lançavam uma sombra sobre o seu rosto. A morena cerrou os olhos, e um sentimento pungente e triste tomou conta de Emma. Era terrível ver Regina sofrer, sabendo que ela era não só a causa daquele sofrimento, mas a única pessoa que poderia fazer com que ela deixasse de senti-lo.
— Regina? Você está bem?— Emma quis saber.
Seguiu-se uma longa pausa antes que ela finalmente respondesse.
— Nunca me senti menos bem na vida.
Emma pressionou a testa no pescoço da morena, e ela a abraçou mais apertado.
— Que bobagem— Emma disse — A gente vai se ver todos os dias.
— Você sabe que não é verdade.
O peso da perda que ambas sentiam era esmagador, e uma necessidade irreprimível de se salvar surgiu dentro de Emma. Ela ergueu o queixo, mas hesitou — o que ela estava prestes a fazer mudaria tudo. Ponderou que Regina via a intimidade apenas como uma maneira de passar o tempo, então fechou os olhos de novo e engoliu seus temores. Ela tinha que fazer alguma coisa, sabendo que ambas ficariam ali, acordadas, temendo cada minuto que se passasse até a chegada da manhã.
Seu coração quase saiu pela boca quando tocou o pescoço da morena com os lábios, sentindo o sabor frutado de sua pele em um lento e terno beijo. Regina olhou para baixo, surpresa, e seus olhos adquiriram uma expressão suave quando se deu conta do que Emma queria.
Regina se inclinou, pressionando os lábios contra os de Emma, com uma delicada doçura. A quentura de sua boca viajou até os dedos dos pés da loira e Emma a puxou mais para perto, era como se vários fogos de artificio explodissem dentro delas. Agora que tinham dado o primeiro passo, ela não tinha intenção de parar.
Emma entreabriu os lábios, deixando que a língua de Regina encontrasse o caminho até a sua.
— Quero você— Emma sussurrou.
De repente, o beijo ficou mais lento, e Regina tentou se afastar. Determinada a terminar o que tinha começado, a boca de Emma lidou com a de Regina com ainda mais ansiedade. A reação da morena foi recuar até ficar de joelhos. Emma se levantou com ela, mantendo suas bocas unidas. Regina agarrou os ombros da loira para se afastar.
— Espera um pouco— Regina sussurrou com um sorriso terno, respirando com dificuldade. Ela pegou as mãos de Emma de forma suave e depositou um beijo em cada palma — Você não tem que fazer isso, Flor. Não é disso que se trata essa noite.— Regina colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha da loira, sem desviar seus olhares por nenhum segundo.
A morena estava se segurando, mas Emma podia ver em seus olhos que seu autocontrole não duraria muito tempo.
Emma se inclinou para frente de novo e, dessa vez, os braços de Regina deram espaço o bastante para que ela roçasse os seus lábios nos dela. Emma ergueu o olhar, resoluta. Demorou um instante para proferir as palavras, mas ela as diria.
— Não me faça implorar— sussurrou, de encontro à boca de Regina.
Com essas quatro palavras, as reservas da morena se foram. Regina a beijou intensa e ardentemente. Os dedos de Emma percorreram a extensão de suas costas e pararam no elástico da calcinha de Regina, e ela, nervosa, percorreu com os dedos o tecido o puxando para baixo, fazendo Regina se livrar dele rapidamente. Os lábios da morena foram ficando mais impacientes, e Emma caiu de costas no colchão quando Regina se deitou sobre ela. Sua boca encontrou o caminho até a da loira novamente e, quando Emma ganhou coragem para tirar a regata de Regina, a morena soltou um gemido.
Regina ajudou Emma a tirar sua regata e puxou a camiseta de Emma pela cabeça, e sua mão, foi descendo pacientemente pela lateral do corpo da loira. – Você tem certeza, flor?— Regina interrompeu o beijo perguntando de forma doce. – Não precisa ser agora, eu posso esperar você estar pronta.— Emma se perdeu por alguns segundos dentro das orbes castanhas de Regina antes de conseguir proferir alguma palavra. — Eu... Preciso. – Emma disse quase como uma súplica. Suas bocas se encontraram mais uma vez, iniciando um beijo lento e carregado de paixão. Suas línguas passeavam em sintonia dentro da boca uma da outra, como se quisessem conhecer e gravar aquele lugar para sempre. Um turbilhão de emoções e sensações passava pelo corpo das duas, embora fosse algo novo, era como se elas sempre se pertencessem.
Regina ergueu Emma pelo pescoço até ficarem ajoelhadas frente a frente, sem desgrudarem os seus lábios. Elas abriram os olhos juntas e a loira sorriu, depositando uma sequencia de beijinhos na boca da morena. A expressão de Regina se derreteu quando seus olhares se encontraram. – Seus olhos possuem uma galáxia todinha dentro deles, beija-flor. Eles são lindos tais quais aquelas constelações lá fora.— Regina disse com um sorriso terno, decorando cada detalhe do rosto de Emma com a pontinha dos seus dedos. Ela formou o desenho das sobrancelhas, das maçãs do rosto, do nariz e por fim, da boca de Emma, encerrando seu deslumbramento com um selinho demorado. Que logo se espalhou por todo o rosto de Emma, Regina beijava de forma estalada os olhos, bochechas, testa, queixo, nariz e por fim, retornava à boca, fazendo a loira rir. — Você é a mulher mais linda desse universo— A morena disse baixinho.
Emma sorriu envergonhada e abaixou os olhos. Regina deu um beijo em seu maxilar e foi descendo pelo pescoço de Emma, que se arrepiava a cada toque.
— Olha pra mim, Beija-Flor.
Emma ergueu o olhar para Regina, e os olhos da morena tinham um ar resoluto e suave ao mesmo tempo. Regina inclinou a cabeça, abaixando-se para beijar Emma com ternura. A morena desceu seus dedos pelas laterais dos braços de Emma suavemente até suas mãos se alcançarem. Ela entrelaçou os braços de Emma no seu pescoço e voltou seus lábios para os da loira, enquanto suas mãos apertavam a cintura de Emma trazendo-a para mais perto de si. Ainda ajoelhadas, Regina encontrou o fecho do sutiã nas costas de Emma e os desabotoou, fazendo a respiração da loira dar uma fraquejada. Regina deu um beijinho em cada ombro e deslizou suavemente a peça pelos braços de Emma, suas pupilas se dilataram e seu sorriso apaixonado foi substituído por um safado, ao observar os bicos dos seios de Emma endurecidos de desejo.
— Ora, você é Regina Mills afinal. – Emma disse virando os olhos e sorrindo, ao perceber a mudança na expressão da morena.
— Hoje eu não sou ninguém, não sou nada além de sua.— Regina interrompeu qualquer resposta da loira com um beijo demorado, que foi descendo pelo pescoço até o colo de Emma.
— Você é tão linda...— Regina disse ao mesmo tempo em que sua língua passeava em um dos seios de Emma e sua mão massageava levemente o outro. Emma arqueava suas costas para trás e sua respiração falhava.
— Regina... – Emma murmurou encontrando os olhos da morena. Ela deu um sorrisinho sacana e se virou rapidamente derrubando Regina no colchão e se posicionando em cima dela, com uma sobrancelha arqueada.
— O que você pensa que está fazen... — Antes da morena terminar Emma abriu o fecho de seu sutiã e ficou estagnada com a beleza da morena. Sem pensar duas vezes Emma apertou levemente o bico do peito de Regina entre os seus dedos, arrancando um gemido rouco da morena, enquanto ela passeava a língua por seu pescoço, sentindo o gosto delicioso de Regina.
A morena então agarrou o cabelo de Emma o puxando para trás dando fortes chupões no peito da loira e inverteu as posições mordendo o lábio de Emma.
— Que beija-flor mais atrevido.— Regina disse de forma sexy no ouvido de Emma.
Elas iniciaram um beijo selvagem e Regina deslizou sua mão até a calcinha de Emma, soltando um gemido abafado quando sentiu o pedaço de pano encharcado. Ela então começou uma massagem torturante em cima da peça, seus dedos subiam e desciam levemente, fazendo Emma arquear sua cintura praticamente implorando por mais. Regina desceu sua boca pelo abdômen definido da loira, beijando cada centímetro da pele alva de Emma, quando chegou na linha da calcinha ela levou suas duas mãos do lado de cada coxa da loira, abaixando com cuidado a peça e saboreando cada segundo até se livrar completamente de qualquer resquício de roupa da mulher deitada a sua frente.
— Emma...— Regina disse carregada de desejo, causando uma descarga elétrica deliciosa no corpo da loira ao ouvir a morena proferindo seu nome com a voz rouca cheia de malícia.
— Eu quero você, Regina... Ago... ra. — Emma disse de maneira sôfrega arqueando suas costas enquanto Regina a provocava passando as unhas na parte de dentro de suas coxas a centímetro do seu sexo.
— O que? O que você quer?— Regina sussurrou sensualmente no ouvido de Emma. – O que você quer, beija-flor? Fala pra mim.— Regina provocava.
— Eu... Eu não vou falar.— Emma mordia seus lábios, entrando no jogo da morena.
— Ah não? — Regina deslizou um dedo ao redor da abertura de Emma, soltando um suspiro ao sentir o quão molhada a loira estava. – Você não vai me dizer o que quer, flor? Se você não disser não tem como eu saber.... — Regina sussurrou.
— N-não...— Emma disse puxando os cabelos da morena e a beijando de forma selvagem.
— Você está tão maravilhosa e pronta pra mim, flor. – Regina suspirou deslizando um dedo para dentro da loira sem aviso prévio, fazendo- a soltar um gemido alto e tombar sua cabeça para trás. – Basta pedir.— Regina disse tirando seu dedo e massageando o clitóris de Emma.
Emma segurou o rosto de Regina com as duas mãos e mordeu os lábios de forma sexy, deslizando sua língua por toda extensão do pescoço da morena até chegar em sua orelha e sussurrar:
— Me fode, Regina.
Bastaram essas 3 palavras para Regina segurar os cabelos de Emma para trás deixando seu pescoço a mostra pronto para receber a boca quente da morena, enquanto ela deslizava sem cerimônia um dedo para dentro da loira, estocando avidamente enquanto Emma gemia e rebolava em busca de mais contato.
— Você me deixa louca, flor. Completamente louca...— Regina disse de maneira descompassada deslizando sua boca por toda extensão do pescoço da loira, descendo para seu colo e ventre, até chegar no sexo encharcado de Emma, que pulsava de maneira convidativa.
— Regina, você... Eu, eu preciso de... mais. — Emma disse suplicante.
A morena então deslizou sua língua pelo sexo da loira, sentindo o gosto inebriante de Emma e inseriu então o segundo dedo dentro da loira de forma deliciosa, fazendo-a gritar de prazer. Regina sentia seu próprio corpo reagindo enquanto as paredes de Emma se apertavam em torno de seus dedos dando sinal de que seu ápice estava próximo. Ela continuava estocando levemente enquanto Emma gemia e se contorcia ansiando por mais. Regina torturava Emma daquele jeito, esperando ela implorar por mais.
— Regi... mais, por favor, mais...— Emma gemeu.
Regina atendeu ao seu pedido e começou a estocar Emma com rapidez, fazendo a loira gemer mais alto, enquanto sentia a si própria embriagada por todos os gemidos e sussurros da outra.
— Oh, sim... Não, não para... — Emma sussurrou de maneira descompassada.
Regina concentrou todos os seus desejos ali e continuou penetrando Emma com vontade e desejo, até que sentiu as paredes da loira se fecharem sobre os seus dedos e logo em seguida seu desejo escorrer, acompanhado de espasmos de prazer por parte de Emma, enquanto sua respiração ia voltando lentamente ao normal.
Regina sorveu cada gota de Emma enquanto a loira soltava gemidos baixinhos por conta do sexo ainda sensível. Quando Regina terminou e seus olhos se encontraram, Emma puxou Regina e lhe entregou um beijo selvagem e demorado, carregado de urgência e paixão. Não demorou muito tempo para Emma se recuperar e sentar-se em cima de Regina começando um movimento ritmado, proporcionando muito prazer mútuo.
— Eu te desejei por tanto tempo, Emma. Você é tudo o que eu quero.— Regina sussurrou enquanto apertava com força as coxas da loira enquanto ela rebolava em cima da morena de maneira lenta e torturante.
— Oh, Regina...— Quando Emma pronunciou seu nome Regina reuniu todas as suas forças para inverter as posições mais uma vez, se encaixando no meio das pernas da loira e fazendo movimentos mais rígidos. Os gemidos das duas foram se tornando mais altos até que elas chegaram ao orgasmo juntas.
Regina sorriu e deixou sua cabeça tombar no pescoço de Emma tremendo, enquanto suas respirações se acalmavam e assumiam um ritmo mais lento.
Emma fez carinho no cabelo da morena e a abraçou forte, eliminando qualquer milímetro de espaço que pudesse existir entre elas. Regina correspondeu o abraço e ergueu-se levemente até encontrar os olhos de Emma, beijando-a delicadamente.
— Esse foi um primeiro beijo e tanto— Emma falou, com uma expressão cansada e satisfeita.
Regina analisou seu rosto e sorriu.
— Seu último primeiro beijo.
Emma ficou chocada demais para responder.
Regina tombou ao seu lado de bruços, esticando um dos braços sobre a sua barriga e descansando a cabeça nos peitos da loira, abraçando-a docemente. Emma percorreu com os dedos a pele desnuda de suas costas fazendo carinho até ouvir o ritmo já normal de sua respiração.
Emma ficou acordada durante horas, escutando as inspirações profundas de Regina e o vento assoviando lá fora. Zelena e Ruby entraram em silêncio pelo elevador, e Emma ouviu Ruby ralhando com Apolo para que ele não subisse as escadas. Onde elas haviam levado o cachorro ela preferia nem saber, pensou, rindo sozinha. Pouco tempo depois, ouviu as duas andando na ponta dos pés pelo corredor, sussurrando uma para a outra.
Emma já havia feito suas malas no dia anterior, e se encolheu ao pensar em como a manhã seria desconfortável. Ela achava que, quando Regina transasse com ela, sua curiosidade seria saciada, mas em vez disso ela estava falando sobre elas ficarem juntas para sempre e isso a assustava. Seus olhos se fecharam rapidamente só de pensar na expressão da morena quando ela soubesse que o que tinha acontecido entre elas não era um começo, mas uma conclusão. Ela não podia seguir aquela estrada, e Regina a odiaria quando ela lhe contasse isso.
Com uma manobra, Emma conseguiu se desvencilhar dos braços da morena e se vestiu, carregando os sapatos pelo corredor até o quarto de Zelena. Ruby estava sentada na cama, e Zelena tirava a blusa na porta do closet.
— Está tudo bem, Emma?— Zelena perguntou, olhando a loira pelo espelho.
— Ruby?— Emma chamou, fazendo um sinal para que ela viesse até o corredor.
Ruby assentiu, encarando a loira com olhos cautelosos.
— Que foi?
— Preciso que você me leve até o Brooklin agora. Não posso esperar até amanhã.
Um dos cantos da boca de Ruby se levantou em um sorriso sagaz.
— Você nunca foi boa em despedidas.
Ruby e Zelena ajudaram Emma com as malas, e Emma ficou olhando pela janela do carro em sua jornada de volta ao outro lado da ponte. Quando colocaram no chão do quarto a última mala, Ruby segurou a loira pelo braço.
— As coisas vão ser tão diferentes no apartamento agora.— Ela disse baixando os olhos.
— Obrigada por me trazer pra casa. O sol vai nascer daqui a pouco, é melhor você ir — Emma falou, abraçando a amiga antes que ela partisse.
Ruby não olhou para trás quando saiu do quarto, e Emma mordeu o lábio, inquieta, sabendo como ela ficaria brava quando percebesse o que a loira tinha feito.
A camiseta de Emma estalou quando ela a puxou pela cabeça, pois a estática no ar tinha aumentado com o inverno que se aproximava. Sentindo-se um pouco perdida, se enrolou que nem uma bola debaixo do espesso edredom e respirou fundo pelo nariz — o cheiro de Regina ainda permanecia em sua pele.
Emma sentia a cama fria e estranha, um contraste evidente com a quentura do colchão de Regina. Ela tinha passado trinta dias confinada em um apartamento com a mulher considerada a mais safada e infame de Hollywood, e, depois de todas as brigas e as convidadas da madrugada, aquele era o único lugar onde ela queria estar.
As ligações começaram às oito da manhã e continuaram, de cinco em cinco minutos, durante uma hora.
"Me fita
Que eu gosto de me enxergar
Por dentro do teu olho
É tão bonito de lá
Tem cor de marte
E teletransporte
Pra galáxia que mora em você
Me passeia
Que eu gosto de arrepiar
Sob sua digitais
É impossível calar
É feito sorte
Me abraça forte
E tateia todo meu caminho..."
Fale com o autor