Notas iniciais
Oi gente, Eu sei que eu sumi por 2 meses e queria esclarecer algumas coisas aqui. Nesse meio tempo eu passei por várias intempéries e tive um bloqueio bem hard; li todos os comentários nos dois sites e mais muitos outros que vocês me mandaram por whatsapp e eu comecei a me cobrar demais, me cobrei tanto que por algum tempo eu meio que decidi abandonar a história (isso eu não contei pra ninguém, mas sim, eu quis largar tudo). Fiquei um bom tempo nesse torpor sem fim, tanto pelo que estava rolando na minha vida pessoal quanto pela minha relação com a fic. Tem muito de mim em cada personagem, eu sou a Regina que se faz de forte e independente mas sempre precisa do colo e do carinho da irmã, eu sou a Emma que vive perturbada por fantasmas do passado e tem medo de se envolver porque já não confia mais em ninguém e acaba machucando a si mesma e ao próximo quando tenta se enganar em relação aos seus sentimentos, eu sou a Zelena que se preocupa e ama incondicionalmente a sua família e amigos, eu sou a Dana tímida, eu sou um pouquinho de cada, o tempo todo. E aí se eu não sei como dar uma continuação na minha vida, como vou continuar essa história? Porém, nesses 2 meses eu conheci algumas pessoas maravilhosas e me aproximei de outras que eu já conhecia mas nunca tinha conversado. Uma delas é a MissChristine/@v4ginamills/Fabiele. Eu falei pra ela que eu não sabia mais como continuar, porque eu tinha toda uma história na minha cabeça, mas meus leitores queriam que SQ acontecesse logo, porém, de acordo com o que eu planejei desde o inicio, tem algumas poucas coisas pra rolarem ainda e agora eu já não sei mais como fazer isso, porque eu não quero decepcionar ninguém; então a Fabi me fez a pergunta: - Moni, você escreve para os outros ou pra você?- Então eu disse o que citei ali em cima, eu amo que as pessoas apreciem o que eu escrevo, mas para mim, escrever é uma forma de libertação, é nesse momento que eu me exponho, que eu consigo expressar um pouco de mim em palavras digitadas, escrever é a única coisa que me acalma. Então a Fabi disse pra eu continuar, pra eu continuar colocando as coisas da maneira que meu coração mandar, quem realmente gostar da história vai acompanhar e vai ter paciência, e aí então quando as coisas acontecerem, todos vão perceber que esse tempo todo de “demora” foi necessário, lá na frente tudo se explica. A pessoa pela qual eu me aproximei foi a Manusah/Manu ♥. Preciso dizer que ela é uma das minhas escritoras favoritas e me ajudou bastante com alguns toques em relação à história e a forma como eu escrevo. Enfim, tá aí o tão aguardado próximo capítulo, obrigada pra quem leu até aqui! Devo dizer que vou continuar escrevendo da forma como meu coração manda e as coisas vão acontecer conforme eu planejei desde o início. Apenas sejam pacientes, o amor é paciente! Xoxo.

“- Nossa, você... Você está espetacular, Regina.— Emma gagueja — Preto te cai muito bem— A loira diz tentando se recompor.

— Preto é a minha cor, baby.— Regina dá uma piscadinha. – Todos prontos? Vamos então, que o amor da minha vida está me esperando lá embaixo.

— Ahn? — Emma questionou Zelena.

— Ah, é o carro dela, obviamente. – A ruiva disse virando os olhos.

Tinker dá um gritinho e bate palmas animada e todos se dirigem ao elevador.

Tinker e Jefferson foram no carro de Regina, enquanto Emma, Zelena e Ruby foram com Zelena. No caminho Emma recebeu uma mensagem de Lily avisando a loira de que ela já havia chegado ao evento e estava esperando Emma na entrada.”

Quando estavam chegando, Emma viu Bette e Helena descendo de uma limousine, acompanhadas de Dana, Alice, Shane e Killian. Logo que os carros de Regina e Zelena pararam uma fila de fotógrafos se formou em frente à Ferrari da morena, e Emma viu outros tantos que vinham acompanhando Lily até o Porsche de Zelena. Lily abriu a porta do carro e estendeu uma mão para Emma. Elas foram recebidas por dezenas de flashes, até que Lily decidiu que era suficiente e puxou Emma para a porta de entrada da festa; pelo canto dos olhos, Emma observou Regina dando autógrafos e tirando fotos com fãs. Ela estava incrivelmente linda e totalmente segura de si, Emma percebeu que, sem sombra de duvidas, aquele era seu mundo. Regina parecia estar em outro planeta, só dela, onde ela era dona de tudo; era incrível como ela conseguia atrair todas as atenções para si. Um repórter chamou Bette para tirar uma foto ao lado de Regina e alguns outros perguntaram para Lily se ela e Emma estavam namorando. Emma estava extremamente tensa e tinha consciência de que nesse momento sua foto já devia estar em vários sites de fofoca do país, ela não sabia o porquê, mas aparentemente Lily também era famosa. Elas caminharam para dentro do salão principal fugindo um pouco do tumulto de pessoas que havia lá fora.

— Não aceite cerveja de ninguém além de mim e das meninas, ok?— Regina disse alcançando Emma e a puxando para um canto.

Emma revirou os olhos.

— Ninguém vai colocar nada na minha bebida, Regina.

— Só não aceite, ok? Você não está mais no Maine, flor. Apesar de toda a pompa, essa ainda é uma festa de faculdade, cheia de veterano espertinho.

— Já ouvi essa antes, mas ok, não se preocupe.— Emma vê Lily surgir atrás de Regina e sorri para a moça.

— Eu já te disse que você está linda?— Lily disse com brilho nos olhos.

— Acho que sim, mas é sempre bom ouvir de novo. E você também está muito bonita.

— Obrigada— Lily se coloca ao lado de Emma. – Pensei que depois da entrada você não fosse ficar— Lily diz para Regina.

— É, pois é. Esse ano eu mudei de ideia.

— Tô vendo.— Lily olha para Emma - Quer tomar um pouco de ar?

Emma fez que sim com a cabeça e Lily pegou sua mão, guiando-a por entre as pessoas, até que chegaram em um jardim a céu aberto. Elas caminharam até chegar em um coreto lindo, todo iluminado por luzinhas que se revezavam entre folhas secas e flores brancas.

— Uau, que lindo aqui!— Emma comentou boquiaberta.

— Eu meio que, hum, pedi pra decorarem assim. Que bom que você gostou.— Lily disse sorrindo e apertando a mão de Emma. – Essa ala está proibida para os convidados, então vamos ter um pouco de sossego para conversar.

Emma arqueou as sobrancelhas e olhou ao redor, admirando a beleza do lugar. Passou pela sua cabeça perguntar por que os outros não podiam estar ali, mas Lily podia, mas ela preferiu não falar nada.

— Então... você conhece a Regina há muito tempo?— Lily perguntou, mostrando um banquinho rústico para elas se sentarem.

— Uns 3 meses.

— Nossa!— Lily ri. – E já são tão próximas?

—É, pois é. Ela é minha amiga. De onde vocês se conhecem?

— Nossas famílias são vizinhas lá nos Hamptons. Nós meio que crescemos juntas, estudamos juntas, depois que ele saiu de casa e veio para NY nos esbarramos aqui pela faculdade, fizemos parte da mesma fraternidade... E nesse meio tempo eu mudei de curso duas vezes e acho que temos algumas boas histórias pra contar. Mas não importa agora. – Lily sorriu.

Emma assentiu com a cabeça.

— Nossa, amanhã isso aqui vai estar uma bagunça, a equipe de limpeza vai ter muito o que fazer. — Lily disse aleatoriamente para quebrar o silêncio.

— Vocês tem uma equipe de limpeza pra recolher o lixo das festas?

— Sim, os calouros— Elas riram. – Mas não se preocupe, você e sua amiga terão passe livre, por serem minhas amigas— Lily estufou o peito com orgulho e ela e Emma caíram na gargalhada. — Além de não morarem na casa.

— Você mora na casa?

— Atualmente sim. Moro na Hamilton’s House. Mas estou procurando um apartamento, quero um lugar mais calmo pra estudar nessa reta final.

— Wow, que bacana! Mas nossa, perai, a Regina fazia parte da Hamilton’s House?— Emma riu, como se fosse uma ideia absurda.

— Aparentemente sim. Não é muito a cara dela, né. Mas ela é uma Mills, então ela meio que já estava dentro antes de nascer— Lily deu de ombros.

— Entendi. Fale-me um pouco sobre você, não, não, espera! Deixe-me adivinhar... Você faz engenharia. – Emma disse arqueando uma sobrancelha.

— Quase!— Lily finge uma cara de surpresa – Na verdade eu faço medicina. – As duas riram. – Estou seguindo os passos da minha família.

— Seus pais são médicos?

— Meu pai é cirurgião ortopédico e minha mãe cirurgiã plástica.

— Wow... – Emma soltou num suspiro.

— E você?— Lily pergunta. – O que me conta?

— Eu escrevo desde que me entendo por gente, sempre soube que queria fazer jornalismo.

— E seus pais?

— Eu realmente amo escrever!— Emma ri e dá de ombros.

— Ok, ok. Tudo bem, não precisa falar se não quiser. Confiança é uma coisa que se adquiri aos poucos...— Lily coloca uma mão no joelho de Emma e aperta de leve. – Mas... Pra qual área do jornalismo você pretende se dedicar depois da faculdade?

— Não sei ainda.

— Típica resposta de calouros.

Emma dá um suspiro dramático.

— Acho que acabei de destruir a minha chance de parecer brilhante.— a loira balança os ombros.

— Ah, você com certeza não precisa se preocupar com isso, eu prestei atenção em você desde a primeira vez que te vi.

Emma sorriu e ajeitou uma mecha de cabelo atrás da orelha.

— Me expressar por meio de palavras sempre foi meio que muito fácil pra mim. Fui tão bem no ensino médio que ganhei 3 bolsas integrais quando terminei, aí já tenho uma especialização.

— Uau, isso sim é impressionante.

Elas ficaram conversando por mais de uma hora sobre tudo, desde os restaurantes locais, até como Emma se tornou tão amiga de Regina.

— Eu meio que não queria falar nada, mas vocês parecem que realmente são o assunto do momento. A nossa cena na entrada pode até enrolar um pouco os fotógrafos, mas aqui pela faculdade eu não sei não.

— Ah, que ótimo.— Emma murmurou.

— É que a Regina ainda é muito popular aqui e é meio fora do comum a relação de vocês. A Regina quase não tem amigas mulheres, na verdade ela normalmente tende a transformá-las em inimigas.

— Ah, não sei não. Já vi varias sofrerem de perda de memória ou serem bem tolerantes em se tratando dela.

Lily riu. Os dentes brancos contrastavam com a pele bronzeada.

— As pessoas só não entendem o relacionamento de vocês. Você tem que admitir que a coisa é um pouco ambígua.

— Você está me perguntando se eu transo com ela? E, faz uma semana que a gente se conhece, como pode dizer isso?— Emma fez uma falsa cara de ofendida.

Lily sorriu

— Bom, primeiro que, se você estivesse transando com ela, vocês não estariam aqui juntas. Conheço a Regina desde que me entendo por gente e sei bem como ela funciona, só que é curiosa a relação de vocês. E ah, tenho que admitir que, VOCÊ me conhece há uma semana, mas eu sempre te vejo no The Planet. Esse mundo é muito pequeno, Emma. Todo mundo se conhece e frequenta os mesmos lugares.— Lily fica um pouco corada.

— Ela é quem ela é— Emma dá de ombros — Nós saímos juntas, comemos, rimos, assistimos televisão, discutimos... É basicamente isso.

Lily riu alto, balançando a cabeça com a honestidade de Emma sobre o assunto. Antes que elas percebessem, a conversa se esticou até que o céu começou a ficar cor-de-rosa, anunciando o sol que nascia no horizonte. Lily olhou a hora no relógio do celular e se deu conta de que a musica alta havia cessado.

— Parece que a festa acabou.

— É melhor eu ir ver onde estão a Ruby e a Zel.

— Algum problema se eu levar você até em casa?

Emma tentou controlar a animação.

— Problema nenhum! Vou avisar a Ruby...— Emma para de digitar no celular e olha para Lily – Você sabe onde a Regina mora?— Ela diz mordendo a parte interna da bochecha.

— Sei sim, Por quê?

— Eu estou ficando um tempo lá. – Emma disse esperando pra ver qual seria a reação dela.

— Você está ficando no apartamento da Regina?

— Sim... Eu meio que perdi uma aposta, então vou passar um mês lá.

— Nossa, um mês?

— É uma longa história — Emma deu de ombros, envergonhada.

— Tá, mas vocês são só amigas?

— Sim.

— Então eu levo você até o prédio da Regina. — Lily disse e sorriu.

Elas voltaram para o salão principal e encontraram todas as meninas perto do bar, já se arrumando pra ir embora. Emma passou por Regina, que aparentemente estava irritada com uma garota bêbada que conversava com ela. Regina deixou a moça falando sozinha e seguiu Emma até elas chegarem ao lado de Ruby. Emma deu um puxão no vestido da amiga.

Podem ir na frente, Lily vai me dar uma carona até em casa.

— O que?—Ruby disse com o olhar animado.

— O quê?— Regina bufou.

— Algum problema?— Ruby fuzilou Regina com o olhar.

Regina olhou furiosa para Ruby e depois puxou Emma para um canto:

— Você nem conhece ela.

Emma se soltou da pegada da morena.

— Não é da sua conta, Regina.

— Claro que é! Não vou deixar você pegar carona com uma estranha que você só conhece há uma semana. E se ela estiver bêbada e se aproveitar?

— Eu iria adorar, ela é uma gracinha.

Regina bufou e olhou com raiva para Lily, que se despedia do pessoal.

— Será que dá pra você parar de bancar a minha irmã mais velha?— Emma disse irritada. – Eu sou maior de idade e sei me cuidar, ok?

— Que seja.

— Vamos?— Lily surgiu enroscando seus dedos entre os de Emma. – Tchau, Regina.— Ela ofereceu um sorriso cordial, enquanto Regina apenas olhou diretamente em seus olhos e desviou, com uma cara de desprezo, saindo de perto delas. – Sempre educada, essa Mills.— Lily riu e elas seguiram para fora. – O meu é o prateado.

— Uma BMW, eim?

— Uma BMW Z4 Conversível.— Lily diz sorrindo, enquanto abre a porta para Emma, e dá a volta para entrar do outro lado.

— Ah, e deixa eu adivinhar, ela é o amor da sua vida. – Emma disse se lembrando da fala de Regina mais cedo.

— Não, que isso. O amor da minha vida vai ser uma mulher com o meu sobrenome.

Emma se permitiu dar um leve e sorriso e tentou não ficar tocada além do normal. Lily segurou sua mão e olhou para Emma, antes de ligar o carro.

— O que você vai fazer hoje à noite?

— Hoje à noite?

— Sim! Ainda é de manhã e quero convidar você pra jantar antes que alguém passe na minha frente.

Um sorriso iluminou o rosto de Emma.

— Não tenho planos pra hoje à noite.

— Pego você as seis então?

— Pode ser.

Lily sorriu e entrelaçou seus dedos nos de Emma. Ela foi dirigindo calmamente até o apartamento de Regina, dentro de limite de velocidade, segurando a mão da loira. Ao chegar, ela estacionou na frente do prédio e como havia feito antes, deu a volta e abriu a porta.

— Tudo bem se eu te acompanhar até lá em cima?

— Acho que sim.— Emma apertou o botão que as levaria até a cobertura e mordeu os lábios com um sorrisinho bobo.

Quando a campainha do elevador soou e a porta se abriu, Emma avistou Regina sentada no sofá de pernas cruzadas, com a mesma roupa da festa. A morena agitava uma perna compulsivamente, meio irritada.

— Até que enfim. – Regina disse.

Lily arqueou a sobrancelha e lançou um olhar desconfortável para Regina.

— Alguma menina humilhada e largada por aí precisando de carona?— Lily fingiu olhar pelo apartamento.

— Não começa.— Regina disse.

Lily sorriu e deu uma piscadinha.

— Eu adoro irritar a Regina. Ficou mais difícil fazer isso nos últimos tempos porque nos afastamos, mas pelo jeito agora vamos recuperar o contato, né, Regis?— Lily apertou Emma pela cintura e a trouxa mais pra perto de si.

— Nossa, vocês se amam tanto assim?

— Você não tem ideia de quanto amor envolvido há aqui, flor.— Regina ofereceu um sorriso sarcástico.

— Flor?— Lily perguntou.

— É, hum, abreviação de beija-flor, é só um apelido, não sei nem de onde surgiu.

Pela primeira vez Emma se sentiu estranha em relação ao apelido que Regina havia lhe dado no dia em que se conheceram.

— Você vai poder me contar depois. – Lily deu um beijinho no rosto de Emma – Boa noite, Emma.

— Você quis dizer bom dia?— Emma deu um tchauzinho enquanto Lily entrava no elevador.

— Isso também.— A porta do elevador se fechou e Emma pode ter um último vislumbre do sorriso de Lily.

O som de um copo batendo na bancada da cozinha despertou Emma de seus devaneios. Regina estava olhando fixamente pra ela, com uma cara indecifrável.

— Que foi?— Emma perguntou.

A morena virou os olhos balançando a cabeça e subiu as escadas em direção aos quartos. Emma foi atrás dela e entrou no quarto dando pulinhos, enquanto tentava arrancar um sapato.

— Ela é legal, Regina.

— Você vai se magoar.— Regina suspirou e veio andando até Emma, enquanto enganchava um braço em uma cintura com uma das mãos e tirava o sapato de Emma com a outra. Regina pegou os sapatos e jogou num canto, enquanto despia a si mesma do seu vestido. – Pode usar esse chuveiro aqui, eu vou no banheiro do corredor.

***

Emma saiu do banheiro só de lingerie, se enfiando em uma camiseta larga de dormir enquanto abria o fecho do sutiã e o tirava pela manga da blusa. Quando estava prendendo o cabelo em um coque notou o olhar de Regina, que estava sentada na cama lendo alguns papéis.

— Tenho certeza que não tem nada aqui que você nunca tenha visto. – Emma revirou os olhos e se jogou na cama, se cobrindo com o edredom e ficando de costas para a morena. Emma sentiu Regina se levantar e ficou se perguntando o que a morena estava fazendo de pé, parada ao lado da cama, até que sentiu um peso se chocar contra ela e seu corpo ficar tenso quando Regina colocou a mão em seu quadril.

— Vocês demoraram.

— Nós viemos no limite da velocidade, sem interrupções, você é quem vem igual uma fora da lei. Aliás, porque ainda estava lá embaixo?

— Eu queria me certificar de que você chegaria bem.

Emma virou os olhos.

— Já falei que não gosto que fique bancando a minha babá.

Regina fez um traço imaginário com o dedo na extensão do braço de Emma, causando um arrepio na espinha da loira.

— Eu sei... Acho que ainda me sinto mal pela noite anterior.— Regina suspirou.

— Eu já disse que não me importo.

Regina apoiou a cabeça no cotovelo, enquanto Emma se virou para ficar de frente para ela.

— Foi por isso que você foi dormir na sala? Porque não se importa?

— Eu só não conseguia dormir depois que as suas “amiguinhas” foram embora.— Emma disse com a voz carregada de ironia.

—Você conseguiu dormir muito bem na sala, porque não conseguiu aqui comigo?

— Você realmente quer que eu te explique porque eu não consegui dormir do lado de uma pessoa que fedia como as duas bêbadas que ela tinha acabado de mandar embora? Não sei, que egoísta da minha parte.

Regina se encolheu.

— Eu disse que sentia muito.

— E eu disse que não me importava. Boa noite.— Emma se virou, ignorando a morena.

Algum tempo se passou, até que Regina deslizou a mão sobre a cintura de Emma e encontrou a mão da loira, entrelaçando seus dedos em um forte aperto enquanto ela dava um leve beijo no cabelo de Emma, trazendo-a para mais perto de si.

— Eu tive medo de que você nunca mais falasse comigo... Mas pior ainda é ver que você não liga.

Emma fechou os olhos e suspirou fundo.

— O que você quer de mim, Regina? Você não quer que eu fique chateada com o que você fez, mas quer que eu me importe. Diz à Ruby que não quer me namorar, mas fica puta quando eu digo a mesma coisa, tão puta que sai igual a uma inconsequente e enche a cara a noite toda ficando ridiculamente bêbada e fazendo um monte de merda pra ficar se lamentando depois. Eu não te entendo.

— Foi por isso que você disse aquelas coisas pra Ruby? Porque eu falei que não ia ficar com você?

Emma cerrou os dentes. Regina havia acabado de insinuar que ela estava fazendo joguinhos com ela. Pensou um pouco e formulou a resposta mais direta que conseguiu:

— Não! Eu quis dizer exatamente tudo o que eu disse, só não tinha a intenção de te ofender.

— Eu só disse aquilo por que...— Regina se remexeu nervosamente – Não quero estragar nada. Eu acho que nem saberia ser a pessoa que você merece, eu só estava tentando trabalhar isso na minha cabeça.

— Seja lá o que você quer dizer com isso... Eu tenho que dormir um pouco. Tenho um encontro hoje à noite.

— Com a Lily?

— Sim. Posso dormir agora?

— Claro. — Regina disse se levantando com tudo da cama e batendo a porta ao sair.

***

Emma estava tomando uma ducha, quando ouviu a porta do quarto bater.

— Regina?— ela gritou.

— Não, sou eu.— Ruby disse entrando no banheiro e se sentando em cima do vaso. – Eu soube que você vai ter um encontro hoje, eim? A Regina está irritadíssima.— Ruby disse sorrindo abertamente.

— Sim, às seis! Ai, ela é tão fofa, Ruby, a gente poderia ter ficado conversando lá por mais umas duas décadas, ela simplesmente...

— Te deixou sem palavras?— Ruby sorriu maliciosamente. – Isso me soa promissor, baby. Mas apesar de tudo acho realmente uma pena que você e Regina não tenham dado certo. Você é a única que talvez pudesse ter conseguido... — Ruby suspirou.

— Não importa, isso não vem ao caso agora.

— Você é tão má quanto ela, você sabe né?

— Eu sei.

Uma hora depois Emma estava linda num vestido tomara que caia vermelho e sapatos de salto. Ela caprichara na maquiagem e deixou seus longos cachos loiros soltos, dando a si mesma uma aparência angelical. Ela franziu sua testa enquanto observava seu reflexo em frente ao espelho; não era Lily a quem ela queria impressionar e talvez ela não tivesse o direito de se sentir insultada quando Regina havia insinuado que ela estava com joguinhos, no final das contas.

Emma desceu as escadas e encontrou Regina sorrindo, e não era essa, de jeito nenhum, a reação que ela esperava.

— Você está... Linda.— A morena disse.

— Obrigada.— Emma falou com certa perturbação na voz, pela ausência de qualquer irritação ou ciúme por parte de Regina.

Do outro lado da sala, Zelena bateu palminhas.

— Boa escolha, Emma. Você está linda, divirta-se!

Emma observou os números que marcavam os andares no painel do elevador subindo lentamente, até chegar na cobertura e a porta se abrir com uma campainha suave.

Lily estava parada segurando um buquê de flores, trajando calça Skinny, salto alto e blazer boyfriend. Ficou olhando para Emma por um segundo até que finalmente se fez falar:

— Uau, você é simplesmente a criatura mais linda que eu já vi na vida.

Emma sorriu e se despediu das meninas no apartamento e acompanhou Lily até sua BMW reluzente.

— Aonde vamos?— Emma perguntou enquanto Lily abria a porta para que ela entrasse.

— Num restaurante italiano... É uma franquia da minha família, espero que você goste.

— Amo comida italiana!

Lily foi dirigindo até o restaurante na velocidade limite, dando seta quando ia virar e desacelerando a cada sinal amarelo. Quando ela falava, mal tirava os olhos do caminho. Quando chegaram ao restaurante, Emma deu uma risadinha.

— Que foi?— Lily perguntou.

— É só que... Você é uma motorista muito cuidadosa.

— É muito diferente de andar na Ferrari da Regina?— Lily perguntou com um sorriso.

— Não vamos falar da Regina hoje à noite, ok?— Emma disse.

— Parece justo.— Lily sorriu e apertou o joelho de Emma.

Elas foram conduzidas até uma mesa luxuosamente preparada perto de uma sacada com vista panorâmica.

— Esse lugar é incrível.— Emma sussurrou.

Lily sorriu encantada com a constatação da loira.

***

— E então, vocês estão ansiosas?— Helena perguntou, enquanto Regina e Bette procuravam por algo no cardápio do The Planet.

— SIM— elas respondem em uníssono.

No dia seguinte Regina e Bette iniciariam as gravações de seu terceiro filme juntas e era engraçado como a toda a imponência de ambas sumiam nas vésperas de algum evento desse tipo.

— Olá, senhoritas— Shane aparece com um sorriso enorme, enquanto Regina e Bette a olhavam com certa seriedade — Vamos lá, garotas! Estamos voltando com tudo, estou ansiosíssima para rever os seus decotes, Regina. — ela ri enquanto leva um tapa da morena – Como vocês são engraçadas— Ela senta e enlaça deus dedos aos de Regina. – Relaxa, baby!— Shane era a cabeleireira do cast desde o primeiro filme.

— Hey ladies!— Alice chegou com um sorriso resplandecente, acompanhada de uma Dana Fairbanks extremamente tímida.

— O quê?— Regina diz com empolgação, quando vê as amigas de mãos dadas. – Gente, isso merece muita comemoração! O cupido realmente está trabalhando por aqui, primeiro Zelena e Ruby, depois Bette e Helena, agora Alice e Dana.— Regina ergue a mão para a garçonete mais próxima, que vem até a mesa suspirando – uma rodada de cerveja para as moças, por favor.— Regina agradece com uma piscadinha que causa um mini infarto ridiculamente disfarçado pela atendente.

— Zel e Ruby, eu e Helena, Al e Dana... não está faltando mais ninguém, Regina? — Bette ergue uma sobrancelha para a morena.

— Não sei, não me diga que você está apaixonada, Shane! – Regina olha incrédula para a amiga.

— Por favor né, Regina. – Shane diz e todas na mesa viram os olhos.

— Que foi?— Regina pergunta com uma inocência sincera e leva um tapinha na cabeça, dado por Shane – Ai! Qual o seu problema? Qual o problema de vocês?— a morena fecha a cara irritada, enquanto todas gargalham.

— Falando na ruiva Mills, onde ela está?— Alice pergunta com a boca cheia de algum aperitivo salgado que estava na mesa.

— Deve estar fazendo muito sexo selvagem nesse momento. Ela e Ruby não quiseram vir.— Regina diz.

— Você já falou com a Ruby e com a Emma, Regina?— Alice pergunta.

— Ainda não, eu e a flor, hum, a gente meio que não se falou muito nos dois últimos dias. Mas eu falo pra ela quando ela chegar em casa; ela meio que está num encontro com a Irritante Page. — Regina diz fixando os olhos no copo em sua frente.

— Será que vai ficar séria a relação delas?— Helena questiona.

— Não sei e não me importo, tampouco.— Regina murmura.

— Tá certo. Vamos então falar sobre o campeonato. Dana, está chegando! Acho que estou mais ansiosa que você para os jogos — Helena diz com brilho nos olhos – Eu soube que a mamãe também vai te patrocinar agora, que incrível!

Dana bate palminhas animada e entra em uma conversa com Helena sobre Tênis, campeonatos e patrocinadores.

***

Emma e Lily conversaram sem parar sobre comida, a Columbia, autores famosos e até mesmo sobre a Hamilton’s House. Lily era charmosa, divertida e dizia todas as coisas certas, como se medisse cada pensamento antes de torna-lo palavra falada. Várias pessoas se aproximavam para cumprimenta-la e ela sempre apresentava Emma com um sorriso orgulhoso.

— O que vamos fazer agora?— Emma pergunta.

— Ahn, eu realmente estou amando a sua companhia, mas... amanhã nós temos aula cedo e eu preciso chegar antes, pois tenho meus deveres como veterana. Tudo bem se eu te levar pra casa agora?

— Claro! Eu estou começando a ter uma crise de ansiedade e é melhor eu ir dormir logo— Emma diz rindo.

Lily levou Emma até o prédio de Regina e a conduziu pela mão até o elevador.

— Você me acharia muito perseguidora se eu me oferecesse pra te levar pra aula amanhã?— Lily diz juntando as sobrancelhas.

— De jeito nenhum!— Emma diz tentando controlar a empolgação.

— Te pego amanhã cedo então.

— Perfeito!

E então, antes mesmo que Emma pudesse pensar em qualquer coisa, Lily segurou seu rosto e a puxou para perto, depositando um beijo macio nos lábios da loira. Emma conseguiu recuperar o fôlego bem a tempo do elevador se abrir, onde como na noite anterior, Regina se encontrava sentada no sofá, balançando a perna de forma irritada. Emma olhou a morena e não conseguiu evitar rolar os olhos.

— A gente se vê amanhã, Emms.

— Até amanhã.

Emma acena para Lily, enquanto a porta do elevador se fecha.

— Emms? Que tipo de apelido é esse?— Regina diz de forma irônica.

— Todo mundo me chama de Emms, ok? E beija-flor? — Emma respondeu com o mesmo desdém – Um pássaro que fica voando e fazendo um barulho esquisito.

— Você gosta de beija-flor. – Regina disse na defensiva — e é um pássaro lindo, igual a você. Você é meu beija-flor.

Emma riu e elas subiram para o quarto.

— Foi bom?— Regina perguntou enquanto observava Emma trocar seu vestido por um pijama folgado.

— Foi fantástico, perfeito— Emma suspirou – Ela é tão...

— Ela te beijou?

Emma pressionou os lábios e fez que sim com a cabeça.

— Ela tem lábios macios, e uau, eu fiquei meio nervosa, eu odeio primeiros beijos.

— Não me interessa que tipo de lábios ela tem, e eu também odiaria se tivesse que beijar Lilith Page.

Emma virou os olhos e riu.

— Se o encontro estava tão bom porque voltaram tão cedo?

— Porque amanhã temos aula cedo e precisamos dormir, Regina. Não que eu ache eu vá conseguir, mas ela pelo menos pode tentar.

— Nossa, ela te trouxe cedo pra ir embora dormir? Sério? Eu pensava que ela valorizaria mais a companhia da namorada.

— Ela tem um monte de obrigação como veterana, Regina. E eu não sou a namorada dela, nós só saímos duas vezes.— Emma disse em tom de bronca.

— E o que vocês fizeram?— Emma olhou para Regina de um modo meio hostil e a morena riu – Que foi? Sou curiosa.

Vendo que Regina estava sendo sincera, Emma contou tudo, desde a forma como Lily dirigia, até os detalhes da mesa do restaurante e todas as coisas fofas e divertidas que Lily falava. Ela sabia que estava sendo patética, mas não conseguia conter um sorriso ridículo que estampava seu rosto enquanto ela detalhava sua noite pereita para a morena.

Regina observava Emma com um sorriso divertido enquanto ouvia a loira tagarelar. Até fazia uma pergunta ou outra em alguns momentos de pausa. Embora estivesse um pouco frustrada com a situação, Regina parecia feliz por ver Emma alegre.

— Você é uma menininha mesmo.— Regina disse rindo quando Emma terminou.

— E como foi sua noite? Pegou quantas no The Planet?— Emma olhou inquisidora.

— Não peguei ninguém.

— Ah, conta outra né, Regina.— Emma disse debochada.

— É sério, flor. Eu não fiquei com ninguém.

— E por quê?

Regina não respondeu, apenas balançou a cabeça e estava saindo do quarto, quando Emma insistiu.

— Sério mesmo que você não pegou ninguém? Eu duvido.

Regina se apoiou na parede e olhou Emma por um instante, olhou a loira de uma forma gélida, como se congelasse sua alma.

— Você gosta mesmo da Lily?

Quando Emma percebeu Regina estava a centímetros de distância.

— Não estrague as coisas para mim, Regina.— Emma se esforçou ao máximo para sustentar o olhar da morena.

— Lilith Page...— Regina a encarou por mais um instante e desviou o olhar, se afastando – Eu preciso falar com você e com a Ruby, vamos descer, é importante.

A morena disse se esgueirando pelo corredor e deixando uma Emma tempestiva para trás.

“Eu sempre acreditei que o amor é paciente, é perseverante. Se for pra você ter alguém na sua vida, então você vai ter, porque quando duas pessoas realmente se amam, não importa o que aconteça, nem o quanto o destino tente separá-las, uma hora ou outra elas vão acabar se reencontrando, não importa o quanto vocês briguem ou tentem fugir um do outro, em algum dia aleatório, em algum momento inesperado, você vai perceber que seu coração ainda bate mais forte por aquele sorriso, e sempre vai bater, porque vocês se amam. l-ethargic/tumblr”

Notas finais
Espero que tenham me compreendido...