Beautiful Dangerous

6 1x06 Monster - Part 2


Notas iniciais
Segunda parte de Monster! Espero que gostem! Comentem sobre o comportamento da Katy! (se quiserem k)

--- Restaurante In The Dark — Belo Horizonte. 29/12/2012 19:00hrs

Nos sentamos na mesma mesa que eles. Claro, no começo eles ficaram assustados.

— Desculpem chegarmos assim, mas o pessoal aqui é muito chato, vocês estão se divertindo... Gostaríamos de nos divertir também! – Jason sorriu para eles, isso soou idiota para mim, mas acho que o álcool já estava no cérebro deles.

— Claro, sem problema! Meu nome é Matheus, essa é a Jessica, minha namorada – Ele apontou para a menina ao seu lado. – Esses são o Gui e a Pietra!

— Prazer, meu nome é Carlos e essa é minha namorada Helena.

Nos apresentamos e nos sentamos a mesa. Eles já estavam com comida em seus pratos, Jason e eu fomos atendidos alguns minutos depois.

Discretamente mandei uma mensagem para minha mãe.

O papo deles eram os mais fúteis possíveis. Falavam de academia, como estavam seus corpos. Falavam mal de um monte de gente que eu não conhecia. Falavam sobre compras, aparelhos eletrônicos. Essas coisas irritantes.

Mas então, eles falaram uma única coisa que despertou o meu interesse.

— Vocês não são de BH, são de onde? Não conheço vocês e são muito bonitos para eu não conhece-los... – Matheus riu.

Tentei disfarçar o meu olhar para Jason.

— Eu e o Carlos somos cariocas. – Infelizmente não iria conseguir mentir quanto a isso, nosso sotaque nos entregava. – E obrigado pelo elogio, também achei você muito bonitos, todos os quatro. – Sorri de forma simpática.

— E falando nisso. – Jason se inclinou para frente. – Vocês parecem ser divertidos e topar tudo!

Eles riram e se entreolharam como se estivessem pretendendo algo.

— E topamos. – O Gui se aproximou um pouco de nós, pegou na minha mãe e na mão do Jason. – Topamos tudo.

Ele sorriu. Me senti enojada, mas tinha que continuar com o disfarce.

Eu sorri.

— Até swing? – Fiz cara de sexy.

Eles riram e depois os quatro se aproximaram consideravelmente de nós.

— Principalmente. – Pietra alisou o braço do Jason.

“Vadia!”

— Querem ir para o nosso hotel?

— Conhecemos uma casa de swing boa por aqui! – Matheus se levantou. – Vou pagar a conta, calma ai!

— Não! – Todos me olharam. – Sabe o que é? Nosso hotel está bem perto e eu já estou muito excitada!

— Tá bom! Vou pagar a conta e vamos com vocês. – Minha vítima, Matheus, foi correndo até o caixa e pagou a conta, Jason foi atrás dele e pagou nossa conta também. Com dinheiro vivo, nada de cartões.

Saímos do restaurante, e como esperado, a rua estava deserta.

— E então, a gente segue vocês? – Matheus ascendeu um cigarro, mas não era de nicotina.

— Melhor irmos todos no carro de vocês. – Jason esticou a mão.

— Meu carro! – Matheus se orgulhou.

Desde o começo, eu estava pensando em matar o Matheus de forma dolorosa, agora sabia o porquê. Ele era o motorista.

Ele entregou a chave para o Jason. Entramos no carro. Eu e Jason na frente e eles quatro atrás.

Mal tínhamos saído com o carro e eles já estavam se pegando lá trás. Passando a maconha de boca em boca, bebendo uma garrafa de vodka, que eu não sei de onde saiu.

A orgia no palio alugado estava gigantesca. O Matheus pegava a Pietra, o Gui e a Jessica, que pegava a Pietra, o Gui e o Matheus. Enfim, todos os quatro se pegavam, numa orgia nojenta.

Fiz cara de nojo, mas o Jason me beliscou. Doeu, mas eu não disse nada.

Chegamos até o meio da floresta. Não tinha hotel nenhum, só uma casa abandonada e um rio.

Tínhamos achado esse lugar algumas horas antes de sairmos para o restaurante, era bem isolado e de difícil acesso. Acho que eles estão tão loucos que não repararam na demora da viajem.

Saímos do carro e adentramos na mata.

— Seu hotel fica por aqui?

— Tivemos uma ideia melhor que o hotel. Um a casa abandonada. Podemos fazer tudo lá dentro. – Eu ia à frente.

“Tudo mesmo!”

Entramos na pequena casa abandonada. Jason trancou a porta.

— Então, vamos começar? – Me virei e sorri para eles.

— Claro. – Matheus se aproximou e começou a beijar o meu pescoço.

Fui andando de costas e fiz sinal para que todos me seguissem. Os beijos dele estavam molhados e ele fedia a bebida e maconha.

Entramos em um quarto preparado. Acho que eles nem repararam.

— Tirem as roupas. – Me afastei deles. Fui até uma mesa, prendi meu cabelo e coloquei as luvas e o avental.

— O que é isso? – Matheus me olhou e começou a rir.

Eles estavam todos pelados. E se pegando.

A cena era estranha. Pietra fazia sexo oral na Jessica, que masturbava o Gui, que fazia sexo oral em Matheus.

Senti o vomito subindo pela minha garganta. Resolvi acabar logo com isso!

— Vamos brincar! Vem Gui! – Chamei-o com o dedo.

Ele parou de fazer o que fazia e veio comigo até o outro quarto.

Enquanto Jason ficou no quarto, se certificando de que eles não fugiriam, eu acertei a cabeça do Gui com um martelo, amarrei seus pulsos na viga que havia no teto e sorri para ele.

Ele estava meio desacordado, mas ainda estava de olho aberto, estava idiota.

— Para com isso! Não curto isso!

Sorri mais uma vez. Ele não entendia mesmo!

— Isso não é sadomasoquismo, é um assassinato. Vocês foram muito idiotas não é? Mataram aquela senhora e o neto dela, e não se importaram com nada. Apenas compraram sua liberdade.

Agora ele havia entendido, seu olhar mudou, ele estava desperto.

— Não, por favor! – Ele implorou. – Me perdoa!

Sorri novamente para ele, rodei o martelo na mão.

— Não é a mim que deve pedir perdão!

Acertei com o martelo na cabeça dele. Uma vez, duas vezes, três vezes, quatro vezes.

Peguei a faca e cortei seus olhos.

Olhei-o por um tempo. Seus olhos verdes estavam invisíveis no vermelho em seu rosto. Suas bochechas estavam enormes, mas era por causa dos ossos quebrados. Ele estava desfigurado.

Sai do quarto e parei na porta do outro. Bati três vezes na porta.

Eles não saberiam o que era, mas o Jason saberia.

O ouvi falando alguma coisa e chamando as meninas. Me escondi atrás de uma pilastra e deixei o Jason passar com as meninas.

Entrei no quarto e o Matheus ficou me olhando espantado.

— Isso ai no seu avental... é sangue?

— É!

— Por quê? — Ele começou a gaguejar.

Vi que sua excitação passou assim que viu o sangue.

Sorri.

— Porque acabei de matar o seu amigo!

Ele gargalhou. Mas ficou sério e me olhou espantado quando ouviu o grito de suas amigas. Aposto que elas viram o corpo inerte e suspenso do Gui.

O Matheus entrou em desespero. Começou a correr para a porta de entrada. Mas o Jason já havia a trancado.

— Helena, para com isso! Por favor!

Eu ri.

— Meu nome é Catharina!

— Catharina, porque tá fazendo isso?

— Porque vocês merecem. Compraram a liberdade depois de terem matado uma senhora e uma criança. Não merecem viver.

Ele se desesperou e sai correndo em minha direção, como se fosse me atacar. Um grande erro.

Deu um chute em suas genitálias, ele caiu no chão.

Ouvimos as meninas gritando varias vezes. De repente só ouvimos uma voz gritando. Jason havia terminado com uma delas.

— Vamos Matheus!

O arrastei até o outro quarto.

Jason o amarrou na viga, como fez com as meninas.

Eles estavam nus, inertes e suspensos no ar.

Jason havia matado a Jessica. Pietra chorava descontroladamente e Matheus chorava e xingava.

— Jason, vamos nos livrar dos outros corpos, está ficando apertado por aqui. – olhei para os corpos sem vida e depois olhei para nossas vitimas.

Jason e eu carregamos os corpos para o hall de entrada. Jogamo-los de qualquer maneira no chão duro e podre.

Sorri para ele, ele sorriu para mim.

Meu celular tocou. Era minha mãe.

Atendi.

— Oi mãe!

— Catharina, você não me mandou mensagem!

— Desculpa mãe, estava meio ocupada...

— O Jason te ocupa por duas horas?

— Mãe! Não é isso... Esquece. – Comecei a andar em direção ao quarto onde estavam nossas vitimas. – Tudo bem com você?

— Tudo sim filha, e ai, como estão?

— Bem, tudo ótimo. Eu o Jason nos entendemos mãe, é divertido, fazemos varias coisas juntos!

Ouvi uma risada do outro lado da linha.

— Várias né? – Ela debochou.

— Mãe!

— Tudo bem, beijos filha, fica com Deus, manda um beijo para o Jason!

Deligamos.

— Ela te mandou um beijo.

-Ok! – Ele fez uma pausa e diminuiu a velocidade dos passos. – Fazemos varias coisas juntos não é? – Ele começou a rir.

Eu ri também.

— Para com isso! – Dei um tapa fraco no peitoral dele, marcando o avental com uma palma de sangue.

Guardei o celular. Eu me esqueci de tirar a luva e acabei sujando meu celular de sangue, mas tarde eu o limparia, mas primeiro tinha que terminar o que havia começado.

Eu estava ansiosa para matar as vítimas restantes, estava mesmo. Estava com sede de sangue. Imagine a minha surpresa quando cheguei ao quarto e não encontrei ninguém nele.

— Onde eles estão? – Jason gritou!

- Eles ainda estão aqui, só estão escondidos, querem brincar de pique esconde.

Ouvimos um barulho de vidro se quebrado.

— A janela! – Jason estava com raiva no olhar. – Eles não podem fugir Katy! Eles viram nossos rostos!

— Tá bom! – Gritei irritada.

Corri até a janela quebrada, vi pela mesma que havia um corpo correndo na escuridão, um corpo masculino. Matheus.

Sorri diabolicamente.

— Jason procura a Pietra na casa. – Gritei.

Pulei pela janela e comecei a correr atrás do Matheus. Minha vítima número 1.

Corri incansavelmente atrás dele. Não demorei muito para alcança-lo.

Ele estrava bêbado e drogado, caiu de cara no rio que havia ali por perto. Pulei em cima de seu corpo.

— Matheus, porque fugiu? A gente ainda tem que resolver umas coisas, lembra? – Sorri e apertei suas genitálias com força.

Ele urrou de dor.

- Fica calmo amor, tá na nossa hora de trocar! – Meus sorrisos estavam loucos e medonhos.

Ele tentou lutar, me jogou na água e saiu correndo, mas cambaleou. Levantei irritada e fui atrás dele, chutei suas pernas e ele caiu na água.

— Alguém me ajuda! Pelo amor de Deus! – Ele gritava.

Montei em cima dele, prendi suas mãos em baixo dos meus joelhos.

— Ninguém... – Dei um soco no seu rosto. – Vai... – mais um. – Te... – Mais um. — Escutar! – Segurei sua cabeça pelas orelhas e bati com força no chão coberto pela água correndo do rio.

O sague dele correu junto com a água do rio. Isso me deu uma ideia.

— Sabe Matheus, você foi muito mau! Não devia ter dirigido bêbado! – Bati sua cabeça novamente.

Mais sangue escorreu.

Ele era mais forte do que eu pensava, a academia fez bem a ele. Ele me derrubou e correu mais uma vez, mas dessa vez caiu de cara na água.

Sorri diabolicamente, montei em suas costas e comecei a afogá-lo.

— Para de lutar contra isso Matheus, você não pode lutar contra isso!

Ele se movia desesperadamente, ele queria ar, ele queria respirar. Resolvi ser boa com ele.

Puxei sua cabeça para cima deixando-o respirar tempo suficiente. Depois bati sua cabeça com força no chão do rio. Mais sangue correu com o rio.

Estava cansada, queria matar a Pietra também. Precisava.

Afoguei-o mais uma vez, mas dessa vez, só tirei seu rosto da água quando ele ficou inerte.

Precisava deixar minha marca. Não tinha trazido nenhuma faca comigo.

Olhei para todos os lados. Vi a coisa perfeita. Uma pedra pontiaguda.

Peguei a pedra, virei o rosto dele para mim. Sorri.

Mergulhei a pedra em seus olhos, cegando-o. Tentei deixa-lo com as características das minhas vitimas. Rasguei a região do olho com a pedra. O rio se tornou vermelho.

Sai de lá o mais rápido que pude.

Quando retornei a casa, Jason estava com Pietra no quarto, ela estava suspensa mais uma vez e chorava mais do que antes.

— Não a matou? – Achei que ele já teria acabado com isso, para o meu alivio não.

— Deixei para você. – Ele me entregou uma faca. – Toma, acaba logo com isso.

Sorri, dei um selinho nele.

— Não Jason, ela foi malvada, ela precisa aprender. Não vou mata-la de um modo simples.

— Você não matou ninguém de modo simples Katy, a única que está com nossas marcas é a Jessica. O outro está desfigurado, porque você o matou com um martelo. E o outro eu não faço a mínima ideia.

— Com uma pedra. – Passei por Jason e soltei a Pietra.

Ela começou a agradecer e a beijar meus pés.

— O que você está fazendo Katy? Ela sabe nossos nomes, viu nossos rostos!

— Eu juro que não conto a ninguém, eu juro! – Ela chorava.

— Eu acredito! Venha vou te levar até a porta.

— KATY! – Jason gritou o mais alto que pode.

O olhei e pisquei.

Ele andou atrás de nós enquanto eu leva-la Pietra até a porta.

Destranquei a porta e a abri.

— Muito obrigada, eu juro que eu vou mudar, não farei mais nada, eu juro!

Sorri para ela.

— Eu sei!

Joguei-a de quatro no chão e fechei a porta. A cabeça dela bateu com violência no batente da porta. Sangue explodiu na madeira velha da casa. A porta se partiu.

Enquanto Pietra agonizava no chão eu peguei-a pelos cabelos e carreguei-a até o primeiro quarto.

— Katy, para com isso, mate-a logo. – A voz do Jason estava pesarosa, ele não estava acostumado com aquilo, mas eu queria fazer.

— Não Jason, ela foi uma menina má, meninas más precisam aprender. Assim ela fica boazinha na próxima vida.

Pietra começou a gritar, mas sua voz estava esganiçada e rouca.

— Pare com isso Pietra, vamos acabar com isso logo, logo!

No quarto havia duas mesas de cabeceiras. Arrastei seu corpo para perto de uma delas.

— Até a próxima vida!

Bati com os olhos dela na quina das mesas, cegando-a e agonizando-a. Deixei seu corpo jogado no chão, agonizando, ela se contorcia com o rosto de vida que tinha. Esvaindo de seu corpo.

Jason e eu limpamos tudo que pudesse nos incriminar. Tiramos as digitais da maçaneta da porta, pegamos nossas coisas e jogamo-las dentro de uma mochila. Pegamos o carro e saímos da floresta. Voltamos para o motel.

Arrumamos nossas coisas, e tomamos um banho quente e demorado, juntos.

Eu estava excitada, beijei o Jason com todo o calor que eu tinha, transamos de forma amorosa. Eu estava com muito tesão.

O Jason me fazia completa, coisa que o Lucas nunca fez.

Não dormimos no motel, fizemos nosso check-in e saímos na mesma hora. Paramos na estrada e queimamos a mochila e abandonamos o carro deles por lá.

Entregamos o carro alugado para a alugadora. Felizmente eles ficavam abertos 24h.

Jason pegou seu carro e voltamos para o Rio de Janeiro, mais três horas de viagem. Dessa vez o Jason foi o mais rápido que pode. A estrada estava vazia.

A gasolina estava acabando, abastecemos em um posto e fomos para seu apartamento.

Dormimos juntos, como namorados.

Hoje tinha sido o melhor dia da minha vida, eu tinha me realizado, eu havia matado três pessoas em uma noite, todas de formas diferentes, dolorosas, monstruosas.

Eu estava cheia.

Notas finais
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