Beautiful Dangerous
7 1x07 Heart Attack
Notas iniciais
Fiquei sem computador esse tempo todo... mas voltei com um capitulo bom o/
Espero que gostem >
-- Aeroporto — Rio De Janeiro. 05/01/2013 08:27hrs
Desde que voltamos de BH eu e o Jason não havíamos nos visto. Ontem eu recebi a ligação dele, íamos nos encontrar no aeroporto Santos Dumont, iriamos viajar para Fernando De Noronha. Ou foi isso que eu disse para a minha mãe.
Na verdade nós iriamos para São Paulo, para fazer uma visita a certo politico.
Manuel Coimbra. 58 anos. Aspecto de velho, rosto enrugado, o senador era nojento. Ele era suspeito de ter estuprado 3 meninas. A notícia nunca vazou, mas o Jason a conseguiu mesmo assim, ele tinha acesso aos dados da polícia de todo o Brasil.
Entramos no avião, sem parecer nos conhecer, sentamos longe.
Durante toda a viagem eu dormi, ontem a noite tive que ficar escutando o Lucas chorando pelo celular, pedindo para voltar.
Desembarcamos no aeroporto de São Paulo e fomos para o hotel, cada um em um taxi diferente.
Poderíamos ter sido mais inteligentes, ficamos no mesmo quarto no hotel. Nosso disfarce foi em vão.
Chegamos juntos na recepção, o Jason me deu um beijo e me abraçou.
— Bem vindos, posso ajuda-los? – A Recepcionista sorria em nossa direção, um sorriso meio falso.
— Pode sim, eu liguei no dia 2, pedindo uma reserva.
Ela checou os registros do hotel.
— Nome, por favor! – Ela sorria para o Jason.
— Gabriel Souza. – Ele entregou uma carteira de identidade falsa para ela.
A recepcionista pegou a carteira conferiu e depois me encarou.
— É um quarto só para você e para sua amiga?
— Namorada! – Corrigi.
O Jason riu um pouco e passou seu braço pela minha cintura.
A recepcionista me olhou com cara de nojo.
— Então, Sr. Souza. Seu quarto é o numero 15. Aqui está sua chave. – Ela entregou um cartão com um grande numero 15, desenhado no mesmo.
O quarto era lindo, não era o melhor, mas era bom.
Uma linda cama kingsize no centro do quarto, com uma estante a nossa frente, uma tv na parede e o banheiro era lindo, com uma banheira na parede.
— Isso tudo para quê? A gente podia ter ficado em mais um motelzinho.
Ele apenas sorriu, colocou as mochilas no chão e se jogou na cama.
— Prefiro algo com mais luxo.
Me deitei do lado dele e ele me abraçou, ficamos um tempo assim.
— Jason, o que exatamente nós somos?
— Em qual sentido?
— Amoroso.
Eu estava me sentindo uma idiota.
Ele riu.
— Namorados. Eu acho.
Eu queria ouvir mais ou menos isso. Era um sonho namorar o Jason, o único problema era apresenta-lo a minha mãe: “Mãe esse é o Jason, meu namorado, eu sei que você já sabe, mas queria te dizer. E ah, antes que esqueça, ele é um serial killer, tá bom? Beijos”.
Claro, eu nunca faria isso, ele que ia se apresentar para minha mãe, ia falar alguma coisa, dar o sorriso maravilhoso e inventar alguma mentira que minha mãe ia acreditar e estava tudo certo!
— Ei gatinha, não vamos ficar muito tempo por aqui. Fiz a reserva de dois dias, vamos matar o senador hoje.
Fiquei olhando para ele por algum tempo.
— Como?
Ele sorriu, pegou a carteira.
— Vamos às compras.
Me sentei a cama e fiquei encarando-o. Além de ter soado gay a gente tinha acabado de chegar, estava morta.
— Jason, sabia que seria bem mais fácil se você me explicasse e preparasse os planos antes?
Ele riu, me tirou da cama.
- Vamos logo.
Saímos do hotel e pegamos um taxi. Fomos para um shopping e ele me comprou um vestido preto, de gala e um terno para ele.
Alugamos um carro e nos dirigimos até o centro da cidade, teríamos que esperar até as sete horas da noite, onde o senador estaria em uma peça teatral.
Jason não gosta de economizar. Alugamos um Mercedes Black CI
— Jason... Como vamos matá-lo?
— Como você vai mata-lo! – Ele corrigiu com um ar sério.
— Eu? Por que eu?
— Eu vou distrair os seguranças, ai você entra no camarote, o seduz e depois faz ter um ataque do coração.
— Como eu vou fazer isso? – Eu estava esperando matar o senador com uma faca ou algo do tipo.
— Tem um veneno no meu bolso. Faz a vitima ter ataque cardíaco e dores musculares. É uma dor insuportável.
A ideia de fazer o senador sofrer me deixava feliz.
Sorri disfarçadamente.
Jason chegou ao teatro, mas resolveu estacionar na parte dos fundos. Segundo ele, para não chamar atenção... Claro, um Mercedes nunca chamaria atenção.
Entramos em um prédio colado com o teatro, à ideia do Jason era genial.
O prédio estava praticamente abandonado, era uma empresa, mas estava falida. Só tinha um segurança e o chefe do escritório. Subimos pela lateral do prédio e ficamos no terraço.
— Hoje vamos fazer uma coisa louca. – Jason sorria enquanto tirava nossas roupas de sua mochila.
Ele disse isso como se tudo o que nós fazemos não fosse louco.
— Sabe os filmes e os jogos de ação? Então, vamos fazer mais ou menos isso!
“PULAR DO PRÉDIO?”
Realmente era uma coisa louca.
— É o que eu estou pensando?
— Depende... Se estiver pensando em pular desse prédio para o teatro. Sim!
Ele trocou de roupa, colocou uma faca no sinto, para garantir.
Ele sempre fica sexy quando está de terno.
Coloquei o vestido, e tenho eu dizer, fiquei extremamente bonita.
— Jason isso é meio louco.
— Eu sei.
Ele me abraçou me beijou e me entregou um frasco com um liquido transparente dentro.
— O veneno?
Ele fez que sim com a cabeça.
Deram sete horas e os convidados começaram a chegar ao teatro. Ficamos esperando até finalmente vermos o senador.
— Gatinha, não precisa pular, apenas ande por aquele cabo. – Ele apontou um cabo de força que ligava o prédio ao teatro.
— É um cabo eletrificado?
— Não se preocupa... Tá ruim.
Eu estava meio relutante. Mas no final eu consegui, passei de um prédio para o outro, me equilibrando no cabo.
Jason estava logo atrás.
— Como vamos entrar? – Eu ajudava-o a sair do cabo.
— Fácil. – Ele sorriu. – Pegou uma barra de aço que estava por ali e quebrou a porta do terraço. Fez um barulho enorme. – Não se preocupe... Eles não vão ouvir nada.
Entramos.
Tentamos não sermos vistos, íamos esgueirando de buraco em buraco. Ninguém deveria nos ver. Corríamos pelos corredores.
Em certo ponto, mais ou menos no quarto andar do teatro, Jason me abraçou e me cobriu na parede, trouxe seus lábios perto da minha orelha e sussurrou:
— Isso tá me excitando.
Pude senti-lo sorrindo e me arrepiei, ele me beijou.
— Jason, o senador. – Parei de beija-lo e o lembrei sobre nossa missão.
Ele se afastou e me entregou um bisturi.
— Guarde isso e espero os seguranças saírem do camarote, temos cinco guardas, três com ele.
Ele correu mais andares abaixo e eu me escondi entre uma coluna e uma mesa que havia no corredor.
Esperei por 22 minutos, estava começando a me preocupar com o Jason. Até que três guardas saíram correndo do camarote. Minha chance.
A porta era automática, trancava e só poderia ser aberta por dentro ou pelo cartão de acesso. Acho que por esse motivo os guardas nãos e preocuparam em deixar o senador sozinho.
Corri e impedi a porta de se fechar.
Estava quase pronto, eu já podia ver o senador morto e jogado no chão.
Entrei no camarote. Não havia câmeras por aqui, por isso não me importei em usar mascaras.
Ele olhava para o teto, sua cadeira estava longe da borda, acho que ele pouco se importava com o teatro.
— Olá, senador! – Falei com a voz mais sexy que tinha.
Ele se assustou e olhou rápido para trás. Pude ouvir seu pescoço estalar.
Ele sorriu.
— Olá, senhorita. Em quê posso ajuda-la? Está perdida?
O jeito dele de falar me lembrava de estupradores que eu via em programas de televisão.
Sorri.
— Estou no lugar certo, e você pode me ajudar. Me mandaram aqui para fazer um trabalho.
— Hm, gosto de prostitutas.
Sorri e me aproximei, deixando a porta trancar-se.
— Não sou prostituta senhor, me chame de encarregada.
Ele sorriu.
Peguei a taça de champanhe que ele deixara em cima da mesa e fui até a borda do camarote, o vidro fumê impedia as pessoas de me verem. Hora perfeita.
Tirei dos seios o vidro de veneno. Coloquei no champanhe e guardei o vidro. Pude ver pelo reflexo do vidro que ele olhava para minha bunda, enquanto alisava o pênis por cima da calça. Visão repulsiva.
Ajeitei os seios, tendo cuidado para não me cortar com o bisturi, que também estava ali.
Me aproximei dele.
— Vamos começar.
Fingi beber um pouco do champanhe. Deixei uma marca de batom na taça.
Ele tirou a calça e ficou só de cueca.
Sorri, mas queria vomitar.
Sentei em sei colo e lhe entreguei a taça. Ele não quis beber, mas consegui convence-lo.
Foi quase instantaneamente. Ele me empurrou do seu colo e se jogou no chão. Envolvia seu próprio corpo com tanta força que eu achava que as dores que ele estava sentindo não se comparavam as dores que ele estava se causando.
— Sua vadia, o que está fazendo comigo?
“Todo mundo me chama de vadia?”
Sorri. Me aproximei e sentei em cima da barriga dele.
— Matando você. Estuprador pedófilo.
Ele me olhava com raiva, ia gritar alguma coisa, mas começou a ter o ataque do coração.
Ele apertava o peito, nada saia de sua garganta. Essa era a hora.
Coloquei as luvas que havia trazido e escondido no sapato, peguei o bisturi e cortei os olhos da minha vitima.
Ele sangrava e se debatia. Sai de cima de seu corpo, peguei a taça e sai do camarote.
Quando fechei a porta ouvi passos em minha direção e algumas vozes.
Entrei em desespero. Corri de volta ao terraço.
O caminho pareceu mais curto.
Atravessei o cabo até o outro prédio e desci de volta a parte de trás do teatro. Um carro me esperava.
Tirei as luvas e embolei na taça, junto com o bisturi e com o frasco de veneno.
Joguei o bolo de provas dentro do bueiro e entrei no carro.
— Como foi?
— Foi tudo bem. – Dei um beijo no Jason e ele acelerou. Nos levando de volta para o hotel.
Chegamos rindo de nada, apenas para fazer cena. A recepcionista me olhou de cara feia.
Entramos no quarto e eu fui tomar banho. Estava na metade do meu banho e o Jason entrou no chuveiro comigo. No começo tomamos apenas banho. Depois começaram as caricias os beijos e mais tarde estávamos fazendo sexo. Saímos do chuveiro e fomos para a cama, molhando o chão e todo o resto.
Na manhã seguinte eu estava com cheiro de mofo. Tomei outro banho dessa vez sem Jason.
As 22h do mesmo dia nos estávamos a caminho de Fernando De Noronha. Sabe, para fazer alguma media, tirando fotos.
No caminho para o aeroporto eu estava me sentindo estranha, parecia que matar estava ficando chato, precisava de algo a mais, na verdade eu me sentia culpada.
Jason me acalmou, na verdade me reconfortou com apenas uma pergunta:
“Quem você mataria para salvar uma vida?”
Fale com o autor