Beautiful Dangerous

5 1x05 Monster - Part 1


Notas iniciais
Dividi em duas partes, para ficar melhor de ler e pá...
Espero que gostem, esse capitulo é apenas a ponte para o grande show que está por vir!

--- Rio De Janeiro. 28/12/2012 06:30hrs

Faziam 7 dias que eu e o Jason não nos víamos, nos falávamos apenas por mensagens, mas não é a mesma coisa...

Durante todos esses setes dias, o Lucas não me procurou, achei estranho, considerando eu antes ele me procurava todos os dias. Já a Mari, me ligava sempre para falar do gato que ela pegou na River. O MEU gato.

Tive que acordar cedo, em pleno sábado eu estava acordando as seis e meia da manhã. Teste de direção.

Fiz tudo direitinho, eu acho. Devo receber minha nota na semana que vem.

Cheguei em casa as dez horas. E adivinhem quem me esperava na porta? Lucas!

Imaginem a minha cara de surpresa.

— Amor, o que tá fazendo aqui? – Tentei parecer surpresa de um modo feliz.

— Você nunca tá em casa quando eu te ligo, perdeu o celular, tinha que achar um modo de te ver! – Perdi meu celular? Mas que merda era essa? Meu celular estava no meu bolso.

— É, perdi. Desculpa, eu ia te ligar hoje, sabe é que fiquei com o tempo tão corrido. – Sorri amarelo.

Nós entramos em casa.

— E a viagem de amanhã? – Ele entrou abraçado comigo.

— Desculpa Lu, tive que cancelar. To resolvendo umas coisas aqui.

— Que coisas?

Antes que eu pudesse responder algo, ouvimos minha mãe gritar:

— Catharina, seu amigo bonitão ligou, o convidei para almoçar! Ele chega daqui a pouco. – Tudo o que eu precisava. Obrigada mãe!

Lucas arqueou as sobrancelhas, como se perguntasse: “Que amigo bonitão?”.

Minha mãe saiu da cozinha e veio ao meu encontro. Imaginem a cara de espanto dela quando viu o Lucas na nossa sala de visitas.

Ela ficou vermelha, literalmente.

— Lucas, quanto tempo! Porque sumiu? – Minha mãe era mais teatral que eu e tão falsa quanto.

— Pois é. Só tenho falado com a senhora por telefone. – Calma ai? Com a minha mãe? Já sabia quem tinha falado do celular, o que mais ela tinha mentido para ele? – Quem vai almoçar aqui?

“Não é da sua conta!”

— O amigo da Katy!

— O gay que não é gay? – Como ele sabia disso?

Meu coração começou a bater mais rápido.

Mariana. Fofoqueira desgraçada!

Deve ter contato tudo!

— Ele não é gay? Catharina, você sabia disso?

— Acho que não, a Mari ficou com ele na River. – Lucas respondeu por mim. – Amor, acho que ele te disse que era gay para poder se aproximar de você.

Controlei meu riso. Fiz cara de espanto.

Minha mãe me lançou um olhar significativo, pelo menos, para mim.

“Termine com o Lucas”.

Nossos pensamentos eram os mesmos.

— Lucas, a gente pode conversar?

Ele sorriu, feito um idiota.

— Claro!

— Mãe?

Ela entendeu pelo meu olhar, colocou fones de ouvido e foi para a cozinha.

— O que foi amor? – Ele se sentou no sofá.

Sentei ao seu lado. Eu conseguia matar qualquer um, mas me sentia desconfortável terminando um namoro.

— Sabe o que é? É que não to me sentindo bem...

Ele tirou um fio de cabelo que estava no meu rosto e ficou me encarando com aqueles olhos verdes. O motivo de várias garotas caírem aos pés dele.

— Tá passando mal? Tá sentindo o que?

“Idiota”.

Ele não entendia o que eu queria dizer, tinha que fazer isso rápido.

— Lucas, não está dando mais, acho que não me sinto bem quanto a nós dois. – Falei tudo muito rápido. As palavras pularam da minha boca.

— Katy, tá terminando comigo? – Seus olhos se encheram de água.

— Sim, sinto muito Lu.

— É aquele cara não é?

Nada fiz. Apenas olhei para baixo. Ele já sabia da resposta.

Meu ex-namorado se levantou com força e velocidade e saiu da minha casa, batendo a porta e derrubando o quadro da minha mãe que ficava na mesma parede.

— Dramático. – Falei para mim mesma.

Minha mãe colocou a cabeça para fora da cozinha e ficou me olhando.

— Pronto, mãe. Agora me explica, porque convidou o Jason para vir para cá?

Ela sorriu, tirou os fones de ouvido, que eu acredito que estava completamente mudo, e fez a cara mais lavada do mundo.

— Ele ligou para você e eu o convidei para vir almoçar aqui.

Mentirosa!

— Mãe, o Jason não tem meu numero de casa. O que você fez?

Ela apertou a colher de pau de estava em sua mão.

— Tá legal, eu peguei o numero dele no seu celular e o convidei!

— MÃE! – Gritei! – Não pode ficar mexendo assim nas minhas coisas!

— Calma, eu sei que você vai gostar.

Eu não podia fingir que não gostaria.

Alguns minutos depois o meu futuro namorado tocou a campainha. Abri e ele me deu um beijo perto da boca, minha mãe viu.

Almoçamos sem nenhum problema, sem nenhuma pergunta constrangedora da minha mãe. Ela só perguntou o básico: Onde estavam os pais dele, a idade (22), onde morava, o que queria fazer de profissão (nada), enfim.

Ela gostou dele, do humor e da aparência.

Minha mãe saiu de casa, disse que ia fazer compras, mas a nossa dispensa estava cheia.

— Por que aceitou o convite dela? – Esperei minha mãe bater a porta para brigar com ele.

— Porque é falta de educação recusar um convite como esses. – Ele sorriu.

— Jason, isso é sério! Acabei de terminar com o Lucas!

— Finalmente, sou bem melhor que ele!

Uma verdade irrefutável.

Subi para o meu quarto, e o Jason me seguiu.

— E agora que terminou com ele... – Ele fechou a porta do meu quarto e me levou até a minha cama. – É só minha! – Ele sorriu e me beijou, alisou todo o meu corpo.

Eu estava com saudades do toque dele, estava com saudades do beijo dele. Infelizmente eu estava apaixonada por ele. Mas isso já aconteceu há muito tempo, desde a primeira vez que o vi.

— Jason, não foi só pelo almoço que você feio não é? – Eu estava sentindo a diferença em seus beijos.

Ele sorriu, tirou seu corpo de cima do meu, o que foi triste.

— Temos uma nova vitima? – Eu sorria

— Novas. – Ele tirou o celular do bolso.

Me levantei rapidamente.

— Quantas?

Ele me jogou o celular.

— Conte você mesma.

4.

Dois homens e duas mulheres. Foram acusados de homicídio culposo (sem intensão de matar).

Eles haviam atropelado uma senhora de 74 anos e seu neto de 13 anos, às dez e quatro da noite de natal. O motorista e os outros três passageiros estavam completamente bêbados. Não foram condenados porque tinham dinheiro o suficiente para comprar a liberdade.

A raiva subiu meu corpo.

Como eles não tinham sido condenados? O Brasil (talvez até o mundo) estava precisando mais de mim do que eu pensava... Como eu poderia viver em um país (ou mundo) onde o dinheiro pagava uma vida?

— Quando e como a gente vai mata-los?

Ele sorria diabolicamente.

— Viajaremos até Belo Horizonte amanhã.

“BH?”

— Por quê?

— Porque eles vão estar lá. Rastreei todo o caminho deles para as próximas semanas — Ele sorriu.

— Stalker! – Rimos juntos.

Ele foi para seu apartamento e eu fiquei arrumando minhas malas. Comuniquei minha viajem a minha mãe. No começo ela não gostou e me proibiu de ir.

Quando já eram por volta de oito horas, ela disse que eu podia viajar com o Jason, desde que avisasse como eu estava a cada duas horas.

Arrumei minha mala, apenas para dois dias. Segundo o Jason, nós só ficaríamos lá por dois dias.

Ele respondeu minha mensagem alegremente.

No dia seguinte ele me buscou em casa e minha mãe ficou enchendo nosso saco, pedindo para não fazer nada de errado, que ele cuidasse de mim e todo o rosto daquela baboseira de mãe.

Eu achei que iriamos de avião para Minas, mas ele preferiu ir de carro, não levantaria pistas sobre o nosso paradeiro.

A viagem durou mais de quatro horas, minha mente estava esgotada. Mal chegamos ao motel e eu dormi.

Sim! Ficamos em um motel. Por quê? Porque é mais barato e ninguém fica te fazendo pergunta o tempo todo. Infelizmente era um motel de uma estrela só.

A cama era boa, o colchão era ruim, minhas costas estavam doendo no dia seguinte. Acordei primeiro que o Jason.

Fui ao banheiro e tomei um banho demorado. Ainda estava com sono, mas não queria voltar para aquela cama.

Coloquei a mesma roupa de ontem. O Jason pediu para levar um vestido para noite e uma roupa comum. Foi o que eu fiz.

Mandei uma mensagem para minha mãe, só para avisar que estava bem.

O Jason acordou alguns minutos depois de mim, ele tomou um banho e, assim como eu, colocou a mesma roupa do dia anterior.

— Bom dia gatinha! – Ele me deu um selinho.

Saímos para tomar café fora. E foi apenas isso, voltamos para o motel.

— E ai, o que quer fazer? – Ele estava com um sorriso travesso no rosto enquanto trancava a porta do nosso quarto.

Sorri, alisou seu rosto.

— Que tal você me contar seu plano?

Ele fingiu estar chateado com a minha pergunta.

— Tudo bem. – Mudou de expressão. – Me espera na cama!

— Jason! – Eu ri. – To falando DO plano. – Dei ênfase em “do”.

Ele pegou um notebook da mochila e jogou em cima da cama.

— Acho que eu estava falando de que? – Ele riu mais uma vez.

Colocou musica bem alta em seu celular. Estava tocando uma musica que eu não conhecia muito bem, ele me disse que era da banda Papa Roach. Era uma boa musica.

Sentamos juntos na cama e ele ligou o computador.

— Katy, são quatro pessoas... Não estamos em casa, vamos mata-los em algum lugar.

— Algum lugar? Achei que tinha um plano.

— E tenho, mas apenas para como chegar até eles, mas nada.

Fiquei irritada, como ele viaja sem um plano?

— JASON, PORQUE FEZ ISSO? – Gritei o mais alto que pude, mas acho que a musica abafou minha voz.

— Você tem que começar a pensar nisso também sabia? Somos uma dupla!

“Somos uma dupla!” Fiquei repetindo essa frase mil vezes na minha cabeça.

— Então eu tenho que começar a fazer os planos também?

Ele fez sim com a cabeça.

Ficamos horas e horas vendo as fotos. O restaurante em que os quatro estariam essa noite, o horário, os lugares próximos. Tudo.

— Alguma característica incomum neles? – Eu estava pensando em um plano.

— Não que eu lembre.

— Jason, você precisa lembrar! – Fiquei olhando com um pouco de preocupação no olhar.

Ele se levantou e ficou andando de um lado para o outro no quarto, no ritmo da musica, que agora mudou para uma do Linkin Park. Pelo visto o gosto preferencial do Jason era rock.

— São dois casais, gostam de bebidas, festas, coisas de grife, coisas da alta classe e... – Ele de repente parou de andar.

— E... – esperava a resposta.

— E são swinger!

Não consegui disfarçar a cara de nojo.

Swinger, pessoas que praticam sexo grupal de maneiras diferentes. Quando digo diferentes quero dizer MUITO diferente. É como uma suruba.

Infelizmente, e felizmente, eu formulei um plano graças a isso.

Sim, era exatamente isso.

— Jason... O que acha de fazer swing por hoje?

Ele ficou me olhando indiferente.

— Como pretende aborda-los?

Eu não tinha pensado nisso.

— Damos um jeito, improvisamos!

Ele sentou-se a minha frente.

— Katy nós nunca improvisamos, isso sempre dá errado. Sempre!

— Então formule a abordagem, já arrumei um motivo.

Nossa discussão estava sem sentindo, assim como a lista de reprodução do Galaxy do Jason. De Linkin Park para LMFAO.

— Precisamos saber se eles farão swing hoje. – Ele se animou, sem motivo.

— Por quê?

— Porque vamos montar uma casa de swing!

O tom irônico na nossa conversa estava presente a todo o momento. Chegava a ser engraçado.

As horas passavam enquanto nos arrumávamos do melhor modo possível. Iriamos a um jantar, prato principal: 4 idiotas.

Alugamos um carro, com identidades falsas. Eu me chamava Helena e o Jason se chamava Carlos.

Alugamos um Fiat palio preto e fomos até o restaurante “In The Dark”.

Era um restaurante especial, ele não era totalmente escuro, tinha iluminação. Uma fraca luminária vermelha no centro das mesas.

— Nós somos um casal e donos de uma casa de swing e nós queremos trocar de parceiros essa noite. – Jason sussurrava.

— Eu sei, já falamos isso! E eu já os encontrei.

Não era difícil encontra-los. Estavam no fundo do restaurante, com a luz baixa, mas riam tão alto que era impossível não repará-los.

Acho que o Jason sorriu, não conseguia ver muito com aquelas luzes vermelhas.

Mas eu conseguia vê-los. Minhas vitimas, os corpos que eu mutilaria e jogaria em algum lugar de Belo Horizonte, os corpos dos idiotas que eu iria matar.

Notas finais
Comentem! prfv! o/