Beautiful Dangerous
4 1x04 Ready or Not
Notas iniciais
–-- Apartamento do Jason — Rio De Janeiro. 24/12/2012 20:00hrs
Disse a minha mãe que passaria a noite fora de casa, na casa de uma amiga, mas pela risada dela no telefone ela sabia que era na casa de um “amigo”. Um amigo louco e lindo. Jason.
Se você acha que nossa noite juntos foi romântica está bastante enganado.
Jason me ensinou como usar uma faca corretamente, como amordaçar alguém, como amarrar alguém e me ensinou, na teoria, como desovar o corpo.
Dormimos na mesma cama, mas foi apenas isso. Dormimos.
Quando acordei de manhã o Jason ainda dormia, fui até o banheiro e depois voltei para o quarto. O meu psicopata já estava acordado.
– Bom dia gatinha! – Ele sorriu.
– Bom dia! – Retribui o sorriso.
– Vamos tomar café. – Ele se levantou, colocou a camisa e foi comigo para a cozinha.
Tomamos um café da manhã básico.
– Que horas tem? – Jason perguntou enquanto mordia um pão com manteiga.
Olhei para o celular.
– 09:52hrs. Por quê?
– Droga. – Ele soltou o pão e pegou seu celular. – Tenho que ligar para minha mãe.
MÃE? O Jason tinha mãe? Quer dizer, todo mundo tem mãe, mas achei que a mãe dele já estava morta ou algo do tipo.
Ele deve ter percebido a minha cara de espanto por que sorriu para mim e completou:
– Ela mora na Inglaterra. Ligo para ela todos os sábados de manhã.
– Bom saber que ainda tem um lado humano. – Brinquei.
– Corrigindo: Bom saber que sou um ótimo ator! – Ele pegou seu galaxy S3 e foi para o quarto.
Enquanto ele conversa com sua mãe eu terminava de tomar café. O ouvi gargalhando no quarto.
– Que surpresa! – Falei para mim mesma.
O dia estava chato, Jason me levou novamente para sua academia, almoçamos fora e voltamos para o seu apartamento. O dia precisava de emoção.
Ele mal tinha fechado a porta do apartamento e eu perguntei:
– Jason, quem vamos punir hoje? – Matar era uma palavra muito forte para ser usada.
Ele me olhou com cara de espantado.
– Ei! A gente não pode sair matando as pessoas por ai! Quanto maior o tempo entre as mortes melhor.
Fiquei cabisbaixa, queria emoção.
– Mas hoje, em especial. – Ele me olhou sorrindo. – Você tem um trabalho para fazer.
Eu sorri.
– Quem e por quê?
Ele pegou um notebook na gaveta da cômoda.
– Igor Ventille. – Vi a foto na tela do computador. Ele até era bonito, mas o olhar dele mostrava algo estranho em seu olhar. – Ele é empresário, foi acusado de lavagem de dinheiro, mas ele conseguiu destruir as provas.
Eu sorri.
– Se a justiça não os pega...
– ...Nós pegamos. – Jason completou
– Hoje a noite ele vai a uma boate, você vai encontra-lo e leva-lo até a fábrica.
– Até a fábrica? Ele não vai suspeitar?
Jason tinha um sorriso diabólico no rosto.
– Não! – Ele tirou da gaveta um vidro com um conta-gotas. — Ecstasy líquido. Ele vai fazer tudo o que você mandar!
Sorri. Jason se levantou.
– Vamos fazer compras!
Compras? Isso não fazia sentido.
– Compras?
– É, como acha que vai para a River?
River? River! Uma das melhores boates do Rio De Janeiro e é super cara...
“Espero que você pague tudo!”
Fiquei algum tempo no meu devaneio de como seria estar na River.
– Katy, vamos?
Fiz que sim com a cabeça, coloquei minha roupa e fomos até a garagem do condômino, entramos no Audi preto e fomos até o shopping. O Jason comprou um lindo vestido vermelho para mim, que colava no meu corpo e ressaltava minhas curvas.
– Vamos deixar tudo preparado, a festa começa em quatro horas. – Jason andava de mãos dadas comigo enquanto íamos para a fábrica.
A fábrica estava mais fria do que de costume. Seguimos até o porão.
O sangue do Sargento Oliveira ainda estava no chão, sangue seco e coagulado.
Sargento Oliveira. Me veio a cabeça.
– O que aconteceu com o corpo dele? – Falei baixo, mais para mim mesma do que para o Jason.
–Hm? O que?
– O que aconteceu com o corpo do Sargento Oliveira?
– Ah! Toma. – Ele jogou um jornal na minha direção.
Sorri ao ler a matéria.
O corpo do sargento foi encontrado em um campo de desova na favela. Os policiais achava que era vingança dos traficantes. O sargento já havia trabalhado na policia civil por 15 anos.
Vingança de traficantes? Hum. Acho que eles mudariam de ideia quando achassem o corpo do sr. Ventille com o mesmo modus operandi.
Demoramos duas horas para arrumar tudo. Limpeza, arrumamos a mesa, as facas, às mordaças, os aventais, as luvas, enfim. Tudo.
Nos subimos para o quarto para nos arrumarmos. Jason se arrumou em alguns minutos. Ele colocou uma calça jeans um pouco caída, uma blusa branca em gola v, colada ao seu corpo, ele estava extremamente sexy.
Eu demorei um pouco, fiz meu cabelo, me maquiei, coloquei o vestido. Na verdade até que me arrumei bem rápido, mas o Jason discorda.
Estávamos no Audi preto, indo para a boate e ele ainda estava reclamando.
– Eu te dei 2 horas para se arrumar e você levou duas horas e quarenta minutos. É bom que o Ventille ainda esteja lá. Ele costuma chegar cedo e sair cedo também.
– Jason, você me mandou ficar irresistível. Estou irresistível não estou?
Ele não disse anda, continuou dirigindo. Fiquei olhando para a janela. Queria parecer emburrada com ele.
– Mas... – Ele sorriu de lado e alisou a minha perna. – Você está irresistível.
Paramos alguns metros longe da River.
– Katy, desce aqui. Não podemos chegar juntos.
Ele me entregou o dinheiro, para o convite da River e guardei o ecstasy liquido entre os seios.
Fui andando até a porta da boate. E posso dizer, todas as atenções estavam voltadas para mim. Homens e mulheres ficavam me olhando, recebi até um desconto do recepcionista.
Fiquei esperando na fila para entrar, alguns caras me deram a frente na fila.
Se eu achei que tinha conseguido todas as atenções, eu estava errada. Jason conseguiu todas as atenções. Algumas meninas, retardadas, gritaram quando ele passou. Sorri discretamente.
A boate estava cheia, lotada para falar a verdade. Não encontrei com o Jason lá dentro, eu estava procurando a nossa vitima.
Não demorei muito, eu tinha gravado o rosto dele.
Ele estava no bar, enchendo a cara. Sentei-me ao seu lado e pedi um Raibow.
Ele me olhou, eu retribuí o olhar e acrescentei um sorriso.
– Boa noite! – Falei com o tom de voz mais sexy que pude.
Ele sorriu.
– Boa noite! Tudo bom com você? – Ele não era bom em cantar uma garota.
– Tudo ótimo. Então, noite difícil? – Apontei para o martini que ele estava bebendo.
– Mais ou menos. – Ele sorriu, tenho que admitir que ele tinha um sorriso bonito.
Sorri, me aproximei dele.
– Desculpe, qual o seu nome?
– Igor, e o seu?
Eu ia falar Catharina, mas em uma das aulas com o Jason eu lembro que ele me disse para nunca falar meu nome verdadeiro.
– Gabriela!
Ele sorriu.
Nos ficamos conversando por algum tempo. Ele me contou sobre a vida dele, disse que era empresário, eu disse que não trabalhava que estava só curtindo e enfim, ele pediu para me beijar, eu deixei.
Nos beijamos por alguns minutos e ele disse que ia para o banheiro mais que já voltava, era a minha chance. Coloquei o ecstasy liquido no martini dele.
Ele voltou, era a minha vez de usar o banheiro, precisava mandar uma mensagem para o Jason, para avisar que estava indo para a fábrica.
Entrei no banheiro, mandei a mensagem para o Jason. Quando sai do banheiro tive uma surpresa. Mariana, minha “melhor” amiga estava do lado de fora do banheiro. Nem preciso dizer a minha cara de surpresa. Ela também ficou pasma.
– Amiga, que saudades, nem sabia que estava aqui! Cadê o Lucas? – Ela me abraçou.
Sorri sem graça.
– Vim sem ele.
Ela fez uma cara de confusa. Não sabia oq eu fazer, precisava voltar para o Igor e tira-lo daqui, não esperava que a Mari estivesse aqui. Gaguejei um pouco.
– Eu tenho que ir, já volto amiga, to conversando com um amigo meu.
– Katy, ta traindo o Lucas?
“Sim”
– Não!
Ela começou a me seguir, consegui me esconder entre a multidão que estava dançando, mas ela ia conseguir me encontrar, meu vestido era super chamativo. Olhei de relance para trás e esbarrei em alguém. Me desculpei super apressada até que a pessoa segurou meu braço. Olhei para trás e lindos olhos azuis estavam me olhando confusos.
– Katy, o que houve?
– Jason, a Mari tá aqui ela está me seguindo, dá um jeito de tirar ela da minha cola, vai tudo dar errado!
Ele sorriu.
– Quem é ela, onde ela está.
Vi ela se desviando das pessoas. Bem na hora. Apontei com a cabeça.
– Vai, eu cuido dela.
Fiz o que ele mandou, voltei para o encontro do Igor, e ele já havia bebido todo o martini.
– Desculpe a demora, estive um pouco ocupada.
Ele sorriu.
– Sem problema. – Ele já estava alto. Estava falando tudo muito rápido.
Nos beijamos novamente, mas minha mente estava no Jason e na Mari. O que ele tinha feito com ela? Espero que ele não tenha a matado.
Não a matou. Pior que isso. Ele a beijou.
A Mari não era feia, ela era bonita, mas ela não era bonita o suficiente para ficar com ele.
Senti uma pontada de ciúmes, mas não podia fazer nada. Tinha que me focar na minha vitima. Igor Ventille.
Sentei em seu colo, beijei seu pescoço e falei em seu ouvido.
– Vamos para outro lugar, fora daqui? – Sussurei na voz mais sexy que eu tinha.
Ele se arrepiou, pude sentir.
Concordou com a cabeça, e saiu cambaleando comigo, pagamos a conta da comanda e estávamos do lado de fora da River, ele pegou o carro.
– Conheço um motel perfeito.
Eu sorri.
– Tenho uma ideia melhor, que tal satisfazer um fetiche meu?
Ele me olhou sorrindo.
– O quer que eu faça?
Homens fazem de tudo para satisfazerem o desejo sexual.
– Vamos, só vá para onde eu mandar!
Ele fez direitinho. Acho que o ecstasy o deixou completamente louco.
Ele seguiu para a fábrica, nem reparou quando eu mandei a mensagem para o Jason.
O fiz pegar o maior caminho, para dar tempo de o Jason chegar à fábrica.
Ele ficou olhando para a fábrica e ria como um idiota.
– Que fetiche sombrio.
– Você não sabe o quanto. – Sorri da ironia.
Descemos até o porão, abri a porta.
– Tá escuro aqui. – Ele estava idiota.
Acendi a luz.
– Uma mesa. Hum. – Ele começou a tirar a roupa. – Quantas posições podem se fazer em cima dela?
– Me diz você. – Joguei-o em cima da mesa e amarrei seus pés e mãos, rasguei sua cueca e ele estava completamente nu.
Ele sorria e eu via sua excitação.
Prendi o cabelo. Coloquei as luvas.
Ele ficou confuso.
– Ei gata, eu não curto isso, tá bom?
Eu sorri.
– Não se preocupe, vai acabar rápido.
– Para com essa porra!
Ouvimos uma risada vinda da porta.
– Quem é esse viado? Me tira dessa merda agora, sua piranha!
– Fica quietinho! – O Jason pegou uma mordaça e colocou na boca do sr. Ventille.
Ele colocou o avental e a luva. Colocou o avental e peguei uma faca. Sorri para o Igor.
– Igor Ventille, lavagem de dinheiro é uma coisa muito séria, ainda mais quando deixa de pagar seus funcionários e rouba o banco. Acha isso bonito?
Ele ficou gritando e soltando múrmuros.
– Você foi acusado, mas nunca foi preso, o que fez com as provas?
Jason tirou a mordaça da boca da nossa vitima.
– Enfiei tudo no seu cu! Me tira daqui!
Jason colocou novamente a mordaça.
– A gente vai tira-lo depois. – Sorri para o Jason.
Ele retribuiu o sorriso e nós começamos, Jason pegou uma faca e cortou o peito da nossa vitima.
Rasguei os olhos do sr. Ventille e nós dois começamos a rasga-lo, cortamos todas as partes possíveis de seu corpo. Jason deu o ultimo golpe, com bastante força, no coração, trazendo a morte para o empresário, e ladrão, Igor Ventille.
O cômodo ficou repleto de sangue, nossas roupas também, o cheiro de metal estava forte e eu estava me sentindo ótima.
Troquei de roupa e fui para casa, minha mãe me esperava.
Cheguei em casa a uma da manhã.
Ela me esperava na sala.
– Seus dias com o Jason foram bons?
Ela sabia que era com o Jason, ela me conhecia. Mais ou menos.
– Sim, foram ótimos.
Sorri e fui para o meu quarto, quis ter uma boa noite de sono.
Eu mal conseguia me segurar de tanta ansiedade, queria ver os jornais, eu estaria nas noticias. E mais importante, queria saber quem seria minha próxima vitima.
Notas finais
Desculpem, esse capitulo foi meio fraco (pelo menos eu achei), mas o próximo capitulo vai ser bem melhor, será eletrizante... o nome, só para terem uma ideia, será "Monster".
Obrigado por lerem !
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