Notas iniciais
Então pessoal, minha primeira história aqui no Nyah e é minha primeira história usando uma menina como narradora em primeira pessoa. Então deem um desconto. E se quiserem me ajudar a como escrever ficarei muito grato!

--- Rio De Janeiro. 18/12/2012 19:00hrs

Era o meu aniversário e minha família e amigos resolveram fazer uma festa em uma pizzaria. E como sempre eu estava atrasada.

O ônibus tinha quebrado e eu estava correndo pelas ruas escuras da cidade carioca. Precisa chegar á pizzaria. Eu sempre me atrasava para tudo e minha mãe sempre reclamava disso.

Eu corria o mais rápido possível, mas não consegui ser mais rápida que a chuva.

Meus cabelos castanhos estavam ensopados. Fazia alguns meses que eu não o cortava, estava até o meio das costas. Caiam varias gotas nos meus óculos, ofuscando o verde-oliva dos meus olhos.

Eu era diferente, eu era a nerd/linda/popular. Mas tudo ia mudar amanhã. As aulas iriam acabar e eu entraria de férias como uma mulher de dezoito anos.

Tudo passava muito rápido pela minha cabeça. Acho que todos os pensamentos tiraram o meu equilíbrio e me jogaram no chão. Meus óculos estavam em algum lugar por ali. Sem ele eu não enxergo nada!

- Eu já deveria ter colocado as lentes, que merda, onde estão esses malditos óculos? – Eu desenvolvi a capacidade de falar comigo mesma. Era estranho até para mim.

Senti os óculos tocando meus dedos e os levei até o rosto. E para minha surpresa eu vi um cara muito lindo!

Era loiro, devia ter 1,80 de altura, tinha olhos azuis que estavam brilhando na luz. Pela camisa molhada eu podia ver seu corpo sarado.

Ele era perfeito, não podia ter um melhor momento para eu vê-lo. Exceto, se ele não estivesse matando um homem.

A faca em sua mão estava ensanguentada, sua feição ao me olhar era gélida. Era fria. Era... vazia. Como a minha.

Eu não sabia o que fazer. Fiquei parada no chão olhando para ele. E ele ficou parado em cima do cara me olhando.

Ficamos alguns minutos assim, até ele se levantar e andar na minha direção. Meu coração bateu muito rápido, parecia que ia pular do meu peito. Esse deus grego assassino iria acabar comigo. Eu estava ferrada.

Fechei os olhos esperando eu ele me esfaqueasse.

Mas imagine minha surpresa quando ele falou com a voz mais sexy do mundo:

— Quer ajuda?

Abri os olhos e ele estava na minha frente com a mão (a que não estava segurando a faca) estendida para mim.

Eu estava robótica, não sabia como agir. Segurei na mão dele e deixei ele me levantar.

— Você me assustou, sabia? – Ele sorria brincalhão.

“Eu? Eu te assustei? Você estava matando um homem e eu que te assustei?”. Foi oq eu pensei, mas o que eu disse foi:

— Ah, sinto muito!

Estava muito nervosa, queria chegar logo na pizzaria e esquecer tudo aquilo.

— Desculpe, estou atrasada! – Me virei e tentei sair o mais rápido possível de perto dele.

Mas ele segurou meu braço.

— Calma! Qual é o seu nome?

— Camila. – Menti.

— Sério? Camila? – Ele estava desconfiado. – Acho que está mentindo. – Ele sorriu.

Meu coração bateu cinquenta vezes mais rápido. Eu iria morrer esfaqueada por esse cara lindo!

— P-Por que acha isso? – Gaguejei.

— Porque seus olhos estão me dizendo a verdade.

“Meus olhos?”

— Como assim?

— Você tem os olhos iguais aos meus. Sem treinamento são nossos piores inimigos – Ele parecia saber do que falava. Ele me fascinava ao mesmo tempo em que me matava de medo.

- Vamos fazer o seguinte: Eu falo o meu nome primeiro depois você fala o seu, tá bom?

Respondi “sim” com a cabeça.

— Meu nome é Jason. Jason Lauren

— Meu nome é Katy.

— Katy o que?

— Rose. – Estava me segurando para não chorar.

— Katy Rose?

Respondi com a cabeça novamente.

— Bonito nome. Combina com você, mas acho que você ficaria muito melhor sem esses óculos!

Ele tirou meus óculos e ficou me olhando.

— Bem melhor assim.

Lagrimas começavam a escorrer pela minha bochecha.

— Por favor. Não me mate. – Eu já estava aso prantos.

— Te matar? – Ele parecia espantado. – Por que eu faria isso Katy?

Eu não respondi nada, apenas olhei para o cadáver atrás dele.

Ele seguiu meu olhar.

— Ah! Aquilo? Não se preocupe Katy, você não é o meu padrão. Mas faz o meu tipo. – Ele sorriu.

— Padrão? – Eu estava tremendo.

— É, minhas vitimas! – Ele falou com toda a calma do mundo. – Pessoas bêbadas entre 18 e 25 anos. E falando nisso, quantos anos você tem?

Ao ouvir a pergunta dele eu senti enjoo. Queria correr e chamar a policia. Mas eu queria ficar e ouvir mais sobre Jason Lauren.

— Meu aniversario é hoje. Acabei de fazer 18.

— Sério? Puxa, que legal. Eu tenho 23 anos.

Meu celular começou a tocar. Jason me encarou.

— Quem é? – Ele tinha mudado o tom de voz.

— Minha mãe. – Olhei o visor do meu Iphone.

— Me empresta? – Ele pegou o celular da minha mão e jogou longe. Perto do cadáver. – Pronto! Odeio interrupções. – Ele sorriu.

Comecei a chorar novamente.

— Por favor, em deixe ir!

Ele enxugou minhas lagrimas.

— Ei! Não precisa chorar Katy. Eu vou te deixar ir. Mas primeiro quero te fazer uma pergunta: Você é feliz?

A pergunta me pegou desprevenida, não esperava por isso.

Fiz que sim com a cabeça. Ele sorriu.

— Mentira. Você é vazia, infeliz, um zumbi. Você se sente péssima todas as noites, você não sabe como preencher sua vida.

Eu não sabia como, mas ele estava acertando em tudo.

— Sabe, eu era assim também. Mas mudei, e agora estou bem melhor. Se quiser se entender e ficar completa. – Ele se aproximou. E sussurrou no meu ouvido. – Me liga.

Ele colocou um papel no bolso da minha calça e me beijou.

Eu retribui o beijo, não sei o por quê. Mas ele foi embora correndo e me deixou parada na chuva.

Eu estava atordoada. Mas tive um pensamento rápido. Meu celular!

Não só porque era um iphone4, mas porque se a policio o encontrasse perto do corpo eu estaria ferrada.

Corri peguei meu celular e fui para a pizzaria. Dei a desculpa de o ônibus ter quebrado e ter ficado a pé na chuva. Falei que tinha perdido meus óculos e esse foi outro motivo para ter demorado. O que não era mentira, mas os meus óculos ficaram com o Jason, e eu precisava recupera-lo.

Notas finais
Comentem, me ajudem, critiquem, odeiem, amem!
Qualquer coisa me ajuda a escrever mais o/