Be Alright
10 Ten
Notas iniciais
Pov MaJo
– Melhor primeiro beijos de todos. – Sussurrei ainda de olhos fechados, depois de afastarmos alguns centímetros nossos lábios.
– Estou feliz de ter sido o primeiro. – Ele murmura sorrindo. – E pretendo ser o único. – Assenti concordando enquanto começávamos mais um beijo apaixonado.
– Maria Joaquina. – Escuto uma voz longe, o que me fez quebrar aquele beijo maravilhoso e franzi o cenho para o garoto a minha frente, que me olhava sorrindo.
– Porque não me chamou de MaJo?
– Do que ta falando MaJo? – Perguntou confuso se afastando de mim.
– Esquece, é só que... Ei, pra onde você vai? – Comecei a segui-lo, mas ele estava cada vez mais distante e ainda me olhando confuso.
– Mari – Ouço a voz me chamar novamente, porém estava desesperada demais para dar-lhes ouvidos.
– Não vai. – Murmurei tentando continuar a andar, mas por algum motivo eu não conseguia mais me mover. – Jaime. – Gritei assustada sentando com tudo na minha cama, percebendo que estava no meu quarto com uma Joana de olhos arregalados me encarando.
– A menina está bem? – Ela perguntou passando a mão no meu cabelo.
– Estou sim. – Suspirei passando as mãos no rosto. – Que horas são Joana?
– 9:42 Mari. – Falou depois de olhar para o meu despertador que ficava no criado-mudo ao lado da minha cama, e eu me perguntei o quão burra sou por não ter lembrado que ele ficava ali. – Desculpa acorda você agora, mas é que aquele jogador, Jaime, está lá na sala com mais três pessoas e ele pediu para falar com você. – Rapidamente olhei para Joana.
– O Jaime? – Ela assentiu. – Tudo bem, fala pra ele que eu já desço. – Assentiu novamente e saiu do meu quarto, enquanto eu dava um alto suspiro e me perguntava mentalmente como conseguiria olhar pra cara dele depois desse sonho que tive.
(...)
Tomei meu banho, fiz minha higiene e depois fui até meu closet, colocando uma calcinha e um sutiã, seguida de uma saia rosa clarinha e uma blusa branca por dentro da sai. Como era cedo, resolvi não me maquiar e só passar um brilho labial. Dei um jeito no meu cabelo e pus um lacinho branco.
– A gente vai perder nosso horário se demorarmos mais Jai. – Escutei a voz de um adolescente enquanto descia as escadas lentamente.
– Cala a boca Jona... – Jaime se interrompe quando eu apareço na entrada da porta. – Hey MaJo. – Falou parando na minha frente, e caramba... Aquele apelido me levou imediatamente de volta ao sonho, o que me fez inconscientemente (Ou não) olhar para aqueles lábios naturalmente rosados, que no momento tinha um sorriso de canto, os deixando ainda mais convidativos... Oi? – Ta ai? – Perguntou risonho movimentando a mão perto do meu rosto, me tirando dos meus devaneios.
– Eu to... É, to sim, mas do que me chamou? – Perguntei como quem não quer nada.
– De MaJo, porque como você me deu um apelido ontem, resolvi te dar um também. – Sorriu todo fofo me derretendo toda. – Não gostou?
– Não... Quer dizer sim... Arg – Bufei irritada. – Eu amei. – Falei por fim sorrindo e começamos a nos encarar como dois patetar no meio da sala.
– Cof cof. – Paro de encarar aqueles olhos castanhos perfeitos quando uma tosse forçada se faz presente na sala. – Desculpa interromper o momento fofo e tal, mas estamos atrasadas Jai. – Olhei para o lado e vi que tinha mais três pessoas na sala, e uma delas eu reconheci ser o melhor amigo do Jaime, que também é jogador.
– Sempre atrapalhando, né Paulo? – Jaime falou do meu lado sorrindo cínico, o que fez eu e o casal de adolescente rirmos. – Mas você ta certo. Só mais um minuto e nos vamos, calma. – Paulo assentiu. – Mari, deixa eu te apresentar meus irmãos. – Me puxou pela mão até onde seus irmãos estavam sentados. – Amanda e Jonas. – Acenei sorrindo para eles dois que sorriam de volta. – Você disse que queria conhecer a Amandinha, então aqui a chance. – Ficou acenando de mim para Amanda, que no momento estava corada.
– Eu disse que queria conhecer ela, não que queria olhar pra ela por dois minutos e tchau.
– Não vai ser por dois minutos. – Olhei confusa pro garoto do meu lado, e ele logo começou a explicar. – Paulo, Jonas e eu vamos passar o dia junto jogando basquete e fazendo outras coisas que a Amanda não gosta, então queria saber se você ta livre pra fazer essas frescura de garotas com ela. – Dei um tapa no braço de Jaime que fez biquinho lindo.
– Será um prazer passar um dia com você Amanda. – Falei olhando para a moreninha que deu um grande sorriso.
– Então é isso, vamos. – Jonas levantou do sofá seguido de Paulo, mas Jaime os barra antes que eles saiam da sala.
– Vocês duas querem carona pro Shopping, salão, sei lá...
– Queremos sim Jm. – Falei carinhosamente, o que fez Jonas e Paulo começaram a rir, provavelmente pelo apelido, mas param quando Jaime lhes lança um olhar assassino, seguido de um sorriso fofo pra mim.
– esperamos no carro. – Os três saíram da minha casa me deixando a sós com Amanda.
– Pronta pro melhor dia de garotas da sua vida? – Ela assente animada levantando do sofá e dando pulinhos, me fazendo rir. – Vou só por uma sapatilha.
(...)
– Venho pegar vocês 17:00, certo? – Jaime anunciou quando paramos em frente do segundo melhor shopping de toda São Paulo.
– Tudo bem. – Falei descendo da Ferrari e em seguida Amanda fez o mesmo.
– Qualquer coisa me liguem, que eu venho... — Jaime provavelmente iria começar algum discurso, mas é interrompido por Paulo, que passava entre o banco do motorista e do passageiro até sentar no banco que era ocupado por mim minutos antes.
– Cala a boca e acelera. – Jonas começa a grita animado do banco de trás e Jaime só assente, acelerando a Ferrari em seguida.
– Espero que eles não façam nenhuma merda. – Amanda murmura do meu lado e eu concordo.
– Vamos esquecê-los por algum tempo e aproveitar. — Falei levantando os braços concordo.
– Vamos lá. – Entramos no shopping e tentamos não chamar muita atenção, já que não seria nada bom formarmos um tumulto sem ter nenhum segurança do nosso lado.
– Antes de começarmos o “Melhor dia de garotas da sua vida”. – Falei com uma voz estranha as últimas palavras. – Eu preciso comer alguma coisa. – Ela concorda e seguimos para o Mc’Donalds.
(...)
– É sério que o Jaime chorou assistindo A culpa é das estrelas ontem? – Perguntei rindo. Não que eu também não tenha chorado assistindo todas as 50 vezes, mas é que a forma na qual ele falou ontem me fez pensar que ele era forte o bastante para suportar a tristeza do filme.
– Sim, você tinha que ver Mari. Olha esse vestido. – Paramos em frente uma vitrine que tinha três vestidos em exposição, e tenho certeza que meus olhos brilharam quando eu vi o vestido longo que estava no meio, e o mesmo acontecia com Amanda, que praticamente babava pelo vestido bem mais curto que estava no lado esquerdo.
– Vamos. – Entramos na loja que estava um pouco cheia, o que fez Manda e eu abaixar a cabeça enquanto íamos atrás de uma vendedora. Procurávamos a vendedora, mas também olhávamos todos os looks lindos que havia naquela loja, no qual tinha uma quantidade maior de vestidos floridos, parecidos com os que vimos na vitrine.
– Posso ajudar vocês? – Uma voz um pouco enjoativa falou atrás de nós, e no mesmo instante viramos e encontramos uma mulher que não tinha mais de 25 anos com o logo da loja na blusa. – Ow. – Disse surpresa quando viu nossos rostos. – Ai meu Deus. – Falou um pouco mais alto.
– Por favor, moça, não chame atenção. – Amanda pediu e ela assentiu ainda com a boca aberta.
– Desculpa, é só que eu... Na verdade minha irmã é muito fã da sua banda. – Olhou pra mim. – E eu, bom, eu sou Muito fã do seu irmão. – Ela disse sorrindo maliciosa, olhando agora para Taylor, o que me fez fechar a cara.
– Na verdade a banda não é minha, eu só participo dela. – Falei rude, o que fez Manda rir baixinho.
– Ahn, tudo bem, me desculpe, mas você poderia autografar aqui pra ela? – Tirou um bloquinho do bolso que tinha na farda e me entregou juntamente com uma caneta.
– Claro, como ela se chama? – Perguntei mais calma.
– Laura. – Assenti e escrevi uma frase com minha assinatura no fim, entregando para a Srta. Piranha. – Obrigada, mas então, vão levar algo?
– Ainda estamos escolhendo. – Sorri cínica pra garota, que parece não ter percebido.
– Certo. Qualquer coisa chame ta? – Assenti com o mesmo sorriso na cara vendo ela se distanciar e pensando “Vamos chamar sim moça... Mas não você”.
– Isso foi tenso. – Manda falou do meu lado e eu só assenti. – Vamos pegar os vestidos e pagar, pra não ter perigo de você dar mais uma patada em outra vendedora. – Ri do que ela disse e fomos pegar os vestidos, e por alguma graça mais ninguém nos reconheceu.
(...)
– Mari, já são 13:50, vamos na praça de alimentação almoçar? – Assenti, porque eu também já estava ficando com fome.
– Gosta de comida tailandesa? – Perguntei e ela fez uma careta negando, me fazendo rir. – E comida orgânica?
– Ta me zoando? – Soltei uma alta gargalhada, o que chamou atenção de algumas pessoas a nossa volta. Viramos de costas rapidamente e fingimos olhar uma vitrine para disfarçar.
– Que tal irmos a uma pizzaria?
– Agora falou minha língua . — Andamos apressadamente para o elevador, já que os restaurantes ficavam todos no terceiro piso.
(...)
– Eu odeio essas putas. — Amanda resmuga irritada olhando algo no celular enquanto eu terminava de beber minha coca.
– Que putas? — Perguntei interessada.
– Essas putas que não podem ver meu irmão e já vão caindo em cima. — Me mostrou a tela do seu celular que tinha uma foto postada há pouco minutos por alguma garota no insta, e na foto aparecia um Jaime de sunga preta, com um óculos clubmaster e dando um sorrisinho de lado lindo, na verdade a foto seria inteiramente linda, se não tivesse duas vadias de bíquinis, uma de cada lado de Jaime, esse que tinha as mãos passadas pelas costas das duas, segurando-as na cintura.
– Ela não disse que iam jogar basquete? — Perguntei rispidamente.
– E você acha que aqueles três iam perder a oportunidade de ver mulheres quase nuas? — Perguntou revirando os olhos.
– Vamos assistir algum filme pra passar o tempo? — Perguntei querendo mudar de assunto e ela assentiu, deixando algumas notas na mesa e levantando. Eu não reclamei dela ter pagado tudo só, já que só tinha trago cartão.
Fomos ver os filmes em cartas e Amanda e eu quase demos um grito por vermos que o novo filme da 1D tinha lançado. Eu comprei os ingressos enquanto Amanda comrpou a pipoca, refrigerante e alguns doces.
(...)
– Não acredito que perdi o dia da estréia, mas meu Deus, filme perfeito. — Manda falou quando saímos do cinema e começamos a andar até a saída, porque Jaime já deiva está vindo.
– Eu concordo, eo Harry com aquele cabelão uh. — Fiz um gesto com a mão como se me abanasse, o que fez Amanda rir.
– O Harry pode ta uma maravilha com aquele cabelo, mas ainda prefiro meu Nini cute cute. — Ela falou fazendo uma vozinha de bebê. — O carro do Jai. — Apontou pra Ferrari que estava estacionada no canto mais distante do estacionamente. Andamos disfarçadamente até lá e logo Amanda estava no banco de trás e eu no da frente.
– Se divertiram? — Jaime perguntou sorrindo pra mim, mas seu sorriso desmanchou quando viu que eu não retibui.
– Não mais do que você. — Respondi seca lhe olhando de cima a baixo, vendo que ele tinha trocado de roupa e também graças às luzes do estacionamento eu pude ver que ele estava bem vermelho, já que provavelmente não deve ter passado o protetor.
Ele não respondeu me respondeu, apenas ligou o carro e arrancou dali, enquanto um clima bem tenso se formava no carro.
(...)
– Avisa pra mamãe que eu fui deixar a Maria, Manda. — Amanda assentiu já fora do carro e só deu tempo dela acenar pra mim, porque logo Jaime acelera o carro novamente, mas dessa vez indo em direção a minha casa.
(...)
– Obrigada pela carona. — Murmuro pronta pra sair do carro, mas uma mão no meu braço me impede. Olho pra mão de Jaime e em seguida para seu rosto, e ele entende tirando sua mão dali.
– Porque ta me tratando assim? — Ele perguntou baixo.
– Não é nada Jaime, é só que eu estou cansada. — Tento sair do carro, mas ele me interrompe novamente.
–Tudo bem, mas antes de você ir, me deixa falar uma coisa. — Assenti olhando para ele, que parecia está perto de ter um ataque. — Eu... Acho que gosto de você. — Sussurrou olhando para suas mãos, que estavam no seu colo.
– Eu... — Tento falar algo, mas nada sai. Eu realmente estava surpresa com o que ele falou.
– Espera, não terminei. — Respirou fundo começando a me encarar. — Eu sei que não faz muito tempo que a gente se conhece, também sei que você está me odiando por isso agora, mas eu não tive culpa. — Falou um pouco assustada.
– Ei, calma. — Segurei suas mãos que estavam um pouco tremulas. — Eu não te odeio.
– Por quê? — Perguntou como se eu tivesse dito algo absurdo.
– Por que... — Suspirei. — Acho que também gosto de você. — Ele arregalou levemente os olhos e eu continuei antes que ele falasse algo. — Eu não tenho tanta certeza, já que nunca gostei de ninguém desse jeito, mas acho que pensar em você 85% do meu dia, talvez, mas só talvez, signifique algo. — Ele deu aquele maravilhoso sorriso de lado, que logo foi se desmanchando a cada centímetro que ele aproximava seu rosto do meu.
– Eu quero muito fazer uma coisa. — Sussurrou.
– Porque não faz? — Falei no mesmo tom.
– Não sei se é certo. — Quase me derreti com a fofura, mas só foi quase mesmo, porque eu estava mais concentrada naqueles lábios perfeitos próximos do meu.
– Só cala a boca e faz logo. — Depois disso só senti o impacto das nossas bocas se chocando seguida da melhor sensação que eu já senti na vida. Começamos apenas com um encostar de lábios, mas ele passou de leve sua língua pelos meus lábios, e eu sabia que tinha que fazer algo, só não fazia idéia do que. Abri só um pouco minha boca levando um epqueno susto quando ele foi adentrando-a com a sua língua, mas eu rapidamente relaxei quando senti um gosto delicioso de menta. Ele começou a explorar cada canto da minha boca, como se quisesse guarda na memória ou algo assim. E eu realmente poderia passar o dia ou no caso, o resto da noite beijando Jaime, mas eu ainda precisava respirar, então aos poucos fui quebrando o beijo e puxando seu lábio inferior entre meus dentes quando ele começou a se afastar, o que me fez ganhar um selinho.
– Wow. — Ele falou respirando fundo, enquanto eu ia abrindo os olhos devagar.
– Wow mesmo. — Murmurei envergonhada demais pra ohar o garoto do meu lado. — Eu já vou entrar.
– Espero. — Gritou assim que eu pus meu pé pra fora. Olhei para ele que tinha um sorriso besta no rosto. — Posso te ligar mais tarde? — Assenti e quando ia virar meu rosto pra frente novamente, ele se paroxima e me dar um rápido selinho, me fazendo sorrir. — Tchau. — Acenei depois de bater a porta da Ferrari e começar a andar para a porta da minha casa tentando não começar a pular ou a dançar, porque no momento era o que eu queria muito fazer.
– Mari, você chegou. — Uma Ju animada desceu as escadas correndo se jogando nos meus braços.
– Oi meu amor, que saudades. — Falei abrançando-a apertado. — Não te vi o dia todo.
– Eu tava na aula. — Falou fazendo um biquinho.
– Muito bem, continue dando orgulho pra sua mana aqui ta? — Assente sorrindo envergonhada. — Se o Papis e a Mamis perguntarem por mim, diz que eu não quero jantar e já estou indo dormi ta bem? — Concorda saindo do meu colo e voltando a correr para algum canto.
(...)
Me joguei na cama com um sorriso completamente idiota, enquanto passava meus dedos pelos meus lábios.
– Melhor primeiro beijo de todos. — Sussurei lembrando do sonho soltando uma risadinha baixa
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