Be Alright
11 Eleven
Notas iniciais

Pov Jaime
Eu estava jogado na minha cama com um sorriso idiota no rosto enquanto pensava no beijo que eu dei na Maria. O beijo dela é tão maravilhoso que até me surpreendi, já que eu fui a primeira pessoa que ela beijou. Sim, eu sabia que a Maria nunca tinha beijado ninguém, por isso que eu me segurei para não beijar ela no dia do parque, e hoje eu até tentei fazer o mesmo, mas quando ela praticamente me ordenou a beija-lá, eu não tive mais como me segurar.
Saio dos meus pensamentos quando lembro que tinha que ligar pra MaJo.
Ligação On~
– Hey. — Falei animado quando ela atendeu no terceiro toque.
– Oi Jm. – Falou com uma vozinha tímida.
– Como está se sentindo?
– Feliz, muito feliz. E você?
– Eu acho que você já deve saber a resposta. — Eu disse enquanto começava a tirar a roupa ficando só de boxer, me jogando na cama novamente.
– Eu posso ter uma idéia.– Soltou uma risadinha, na qual eu acompanhei.
– O que você está fazendo?
– Nada, e você?
– Nada. — Depois disso ficamos uns seis minutos em silêncio, só escutando a respiração um do outro. — Posso te pedir uma coisa?
– Claro.
– Passa o dia comigo amanhã? É que depois de amanhã eu já vou ter que pegar um vôo com a equipe para Salvador. – Escutei ela dar um suspiro triste.
– Salvador? – Murmurei em concordância. – Tudo bem, você vem me buscar que horas?
– Assim que você acordar.
– Eu te mando mensagem então.
– Você está bem?
– Sim. Porque a pergunta?
– Você está parecendo meio tristinha.
– É impressão sua Jai. – Tentou fazer uma voz um pouco mais animada, mas mesmo a conhecendo há alguns dias, eu já conseguia desvendar um pouco seu tom de voz.
– Eu tenho certeza que não é impressão.
– Ta bom, mas é bobagem.
– Mesmo, sendo bobagem eu quero ouvir. – Ela bufou, mas logo começou a contar.
– É só que... Bom, desde quando a gente se conheceu, três ou quatro dias atrás, a gente se vê todo dia, e vai ser estranho isso só acontecer de vez em quando agora.
– Sim, vai ser bem estranho. – Fechei os olhos pensando em como o destino sacaneia a gente, porque em um dia descubro que estou gostando de alguém, e no outro temos que nos afasta por conta da distância.
– Jm, eu vou dormi agora tudo bem? Amanhã te mando mensagem.
– Boa noite então, MaJo.
Ligação Off~
(...)
Estava em frente à casa da Maria encostado na lateral da minha Ferrari, e fazia uns dez minutos que eu estava ali parada e nada da minha MaJo aparecer, até que...
– Uma Maria vestindo um vestido branco rodado com um laçinho preto e uma sapatinha também preta vem correndo na minha direção, o que fez nossos corpos chocarem-se, me fazendo rapidamente abraçar seu pequeno corpo.
Como consegue ficar tão linda a essa hora da manhã? – Perguntei e segundos depois vejo suas bochechas ganharem uma coloração vermelha.
– Você também não está nada mal. – Falou divertida me fazendo rir e me afastar um pouco dela, para me dar uma olhada melhor.
– É, não to nada mal. – Eu vestia uma camisa gola V com uma frase qualquer azul, uma bermuda jeans puxada pra baixo, um vans azul e por fim um aba reta branco com a aba para trás. Coloquei meus braços de volta na sua cintura e ela passou os seus pelo meu pescoço.
– Pra onde vamos? – Perguntou me encarando.
– Gosta de parque de diversões? – Seus olhos ganharam um lindo brilho deixando-os ainda mais perfeitos.
– Sim, muito na verdade.
– Então vamos entrar no carro logo pra irmos, e também por que eu quero muito fazer uma coisa agora. – Falei e ela me lançou um sorriso sapeca, enquanto tirava seus braços do meu pescoço. Abri a porta do carona para ela e depois segui pro lado do motorista, fechando a porta e atacando seus lábios segundos depois. Ficamos nos beijando por algum tempo, mas ai eu lembrei que ainda estávamos paradas na porta da sua casa. Encerrei o beijo e lhe dei vários selinhos, para me endireitar no acento em seguida. – Tem certeza que nunca tinha beijado ninguém antes?
– Você sabia que eu nunc...
– Sim.
– Como? – Perguntou surpresa me fazendo soltar uma risadinha .
– Ei, eu era e ainda sou Boyharmonizer de carteirinha certo? Nada mudou, exceto que agora eu estou pegando uma das cantoras. – Falei sorrindo malicioso, o que me fez ganhar um tapa no braço. – Ai MaJo, doeu.
– Era pra doer mesmo, porque isso não é uma coisa que se fale pra alguém que você só beijou duas vezes. – Falou tentando fazer uma carinha brava, mas não deu muito certo porque ela logo começou a sorrir de novo quando eu dei um selinho nela.
– Vamos logo, porque quero aproveitar cada minuto contigo.
(...)
Jai, eu acho que está fechado. – Maria falou do meu lado olhando pro parque a nossa frente que estava praticamente vazio.
Na verdade ele está fechado para outras pessoas, não para nós.
Você mandou fechar um parque pra gente? – Perguntou surpresa e eu soltei uma risadinha estacionando o carro e saindo para abrir a porta para ela.
Isso ai. – Falei entrelaçando nossas mãos, o que fez ela olhar para elas sorrindo bobamente. – Eu queria privacidade, então além de nós aqui, só haverá os donos das barracas, que graças ao dono do parque, não foram permitidos é o que não vai faltar. – Ela sorriu pra mim ficando na ponta dos pés para me dar um selinho.
(...)
– Parece que você não é tão bom nisso não é ô especialista. – Maria falou debochada quando pela terceira vez eu não consegui acertar nenhum daqueles patinhos idiotas que estavam girando lentamente.
– Eu aposto contigo que consigo acertar agora e ganhar aquele panda que você tanto quer.
– O que você ganha se conseguir?
– Um beijo.
– Hmm. – Fingiu pensar colocando a mão no queixo. – Feito. – Sorri convencido e virei pra barraca onde só tinha uma mulher que parecia alheia demais babando em mim para presta atenção na minha conversa a Mari. Dei três tiros certeiros acertando os três patos precisos para ganhar o panda de pelúcia.
– Ham ham. – Fingi limpar a garganta enquanto olhava para Maria que também que também me olhava, mas de uma forma hilária.
– Você me enganou.
– Enganei nada, foi sorte. – Dei de ombros rindo. – Agora cadê meu beijo? – Fiz um biquinho que ela revirou os olhos, mas sorrio me dando um delicioso beijo.
– Prontinho, agora me dá meu panda. – Pediu manhosa e eu assenti, entregando a arminha pra mulher e pegando o urso. – Podemos ir à roda gigante?
– Mas é de dia. – Franzi o cenho confuso
– O que tem haver?
– A vista vai ser péssima ué.
– Deixa de frescura e vamos logo Jaime. – Assenti contrariado e logo seguimos pra roda gigante, onde tinha um senhor controlando-a.
– Espero que estejam gostando do dia. – O senhor fala gentilmente.
– Estamos sim. – Maria e eu sorrimos simpáticos e sentamos em um dos pequenos “sofás”, que não demora muito a se movimentar.
– Nossa, eu não sabia que a vista daqui de cima de dia era tão bonita quanto à noite. – Falei surpreso.
– Fico feliz que tenha gostado. – Mari diz segurando minha mão e deitando a cabeça no meu ombro, e assim ficamos, olhando para aquela vista maravilhosa enquanto aproveitámos a companhia um do outro, até que... – Você não vai esquecer isso tudo quando viajar não é? – Maria pergunta baixinho, sem desfazer a posição que estávamos.
– Eu juro que não, e peço que você também não esqueça, porque isso aqui está significando muito para mim. – Falei levantando sua cabeça fazendo com que ela olhasse nos meus olhos, onde eu transmitia toda a verdade que aquelas palavras tinham. Ela só sorriu amavelmente e me beijou. E ali, na frente daquela vista, nós formamos um laço que será difícil de ser “quebrado”.
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