Notas iniciais
Ooooooooooi princesas!
Tudo bem?
Então, eu e a Gabx estamos fazendo uma fic juntas ( Que é essa aqui, óbvio u-u), e esperamos que gostem e acompanhem a fic.
Quem aí não leu as Notas da História, favor voltar até lá e ler, beleza?
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Cap tá meio estranho, mas depois tudo melhora! (:

(...)

Halloween.

Lá fora estavam os iludidos. Lá fora estavam os bobões que achavam que um dia poderiam se "curar", lá fora estavam os "pescadores de ilusões". Ocorria um tipo de festa, é, uma festa em uma reabilitação.

Minha unha sem tinta e grande batucava na mesa ao som de uma música com um ritmo bom. Levantei-me e caminhei até a janela, eu até gostava um pouquinho daquela reabilitação, não era apenas infelicidade e tristeza. Lá fora todos dançavam no som da música, meus olhos pesaram e em um momento de pura fraqueza, uma lágrima desceu.

Uma lágrima idiota e traíra desceu.

Meu joelho fraquejou e caí de joelhos no chão, bem assim, sem mais, nem menos, sem tirar, nem por. Minha pele entrou em contato com o chão frio e escorregadio, um buraco, é, um buraco estava aberto em meu coração e em minh'alma.

Sentei-me no chão com lágrimas escorrendo de meus olhos como se não houvesse amanhã e me escondi por entre as cortinas sem cor que varriam o chão, de tão grandes. Nenhuma alma vivente passava por ali, então me pus a chorar, a chorar com soluços.

A dor era grande e eu não acreditava que poderia um dia sair daquele local com paredes e coisas sem tom, era pertubadora minha falta de fé.

Meus pais, é, meus "pais" me abandonaram nesse local frio e vazio a dois meses e alegavam até a morte que era pelo meu bem, que apenas queriam o melhor pra mim, mas no fundo todos sabíamos que ninguém aguentava o fato de ter uma "ovelha negra" na família, ninguém me aguentava.

Eu até entendia, é, entendia perfeitamente o porquê que as pessoas iam embora de minha vida, entendia os motivos delas. Ninguém queria uma doente ao seu lado, ninguém queria uma doida que se auto-mutila do seu lado, ninguém queria uma pessoa que não gostasse até mesmo de falar.

Minha única lembrança boa é meu irmão, é, lembrança. Ele morreu ano passado, com apenas quatro anos, vítima de câncer e desde então minha vida passou a ser um inferno... Um inferno que piorava a cada dia que passava, a cada hora que passava.

Eu tinha uma doença, ou melhor, algumas doenças. Quando cheguei aqui eu me achava doida, e bem, ainda me acho doida, mas descobri que tenho um transtorno bipolar, e então tudo estava explicado. As minhas mudanças repentinas de humor e o vazio dentro de mim, mas no fundo eu sabia que não era apenas isso, no fundo eu sempre soube que minh'alma sempre foi infeliz.

Auto-mutilação, um erro. Um erro bom, pelo menos pra mim, um vício pior que maconha, crack, ou qualquer outra droga. Algo que me faz bem, algo que me faz feliz... Pelo menos por alguns míseros segundos.

Bulimia e anorexia, mais erros pra minha coleção do inferno. Quando eu era pequena, me chamavam de "gorda" e de "feia", com o tempo comecei a realmente me importar com minha aparência e então os problemas chegaram, tudo por causa de bullying, tudo porque dei ouvidos a bobagens.

Não me orgulhava de mim mesma, porque no final, acabei bem do jeitinho que eu prometi que nunca iria ficar. Acabei trancafiada em uma clínica e ainda por cima sozinha...

Suspirei tentando parar de soluçar, os soluços se ouvia de longe provavelmente e eu parecia uma otária chorando. Também nunca fui de chorar, nunca fui de expressar minhas dores ou simplesmente desabafar com alguém, por isso nenhuma psicólogo nunca conseguiu tirar de mim uma palavra de ajuda.

E bem, tecnicamente era isso que eu precisava. Ajuda.

Mas não daria o braço a torcer, não me auto-empurraria pra um mundo de ilusões onde eu pensaria que poderia ser "curada" um dia. Não permitiria aqueles olhares de pena em cima de mim, não permitiria receber palavras de conselho e muito menos de consolo. No final, tudo fica bem, eu acho.

Mais lágrimas desciam apenas em pensar no quanto tudo estava dando errado, no quanto absolutamente nada estava legal e cara, eu estava passando meu Halloween em uma clínica de reabilitação. Minha ficha caiu na hora e me pus a chorar desesperadamente. Estava passando uma das datas mais alegres do ano em uma reabilitação.

Não podia acreditar. Não dava pra acreditar, a data mais alegre e divertida do ano pra mim estava passando em branco, sem significado e vazia... Meu Halloween estava uma droga, meu único Halloween que nunca esqueceria.

E então me lembrei dele, do meu irmão, meu pequeno... Seria meu primeiro Halloween sem a presença dele, meu anjinho estava morto e enterrado abaixo de sete palmos de terra.

Queria voar, fugir pra bem longe. Queria sair daquela clínica, queria ir embora, queria não me lembrar que estava em uma clínica e que eu tinha problemas, mas não me permitia ir me divertir com todos lá fora e retornar a me jogar em um mar de ilusões, não queria me permetir sonhar.

Minha cabeça dóia, dóia de tanto eu chorar descontroladamente e principalmente dóia por eu apenas pensar em coisas do passado, em coisas que nunca mais voltariam e logo uma música calma e lenta começou a tocar baixinho lá fora, mas as risadas não se cessaram e a "festa" continuava.

Por um momento quis sair, por um momento quis ir curtir aquela droga de festa com todos. Por um momento quis sorrir, porém deletei a idéia rapidamente de minha cabeça, não me permitiria ser feliz novamente.

Suspirei novamente, não era tarde, talvez ainda seja 22h15min e tinha alguns "convidados" chegando. Era os familiares e amigos dos "pacientes", não havia nenhum amigo ou familiar meu ali. Na verdade, nunca tive amigos e muito menos familiares, minha família me ignorava a dois meses e com certeza me ignorariam até eu finalmente estar "curada", ou seja, no dia do são nunca.

Parei de chorar depois de longos minutos, agora só me sobrava dormir, não queria sair dali hoje e já tinha comido a algumas horas. Levantei-me do chão lentamente com minhas pernas doendo e encarei a janela. Lá fora chegavam pessoas e mais pessoas, bem, pelo menos alguém estaria feliz nesse triste e maldito Halloween.

Prestei atenção em todos lá fora que estavam chegando e notei que Justin Bieber e Selena Gomez estava saíndo de um carro preto com um segurança enorme atrás. Demi Lovato estava na mesma clínica que eu estava internada até o fim do tratamento. Provavelmente ela saíria daqui a dois meses, acho.

Arregalei meus olhos e me prendi a parede quando notei que Justin olhava fixamente para minha janela. Meu coração havia disparado, eu não queria ser notada nem ao menos pelas tias da faxina diária, quanto mais por uma estrela de Hollywood.

Esperei um pouco e respirei fundo, escovei meus dentes, deitei-me naquela cama de "hospital" e fechei meus olhos. Tudo que eu queria é que aquela data passasse logo.

Justin's PVO

Selena me pertubava a semanas e semanas para ir com ela a clínica de reabilitação, na qual Demetria estava internada por meses. No fim acabei cedendo a minha garota e arrumei um tempo pra irmos a clínica.

O caminho inteiro Sel ficara animada e feliz, iria ver a melhor amiga novamente e também levava um presente para Demi, pois era Halloween. Uma das datas mais felizes e divertidas do ano.

Chegamos a clínica e Kenny saiu comigo e com Sel do carro. Já na entrada dava pra notar que estava rolando uma "festa", não do tipo balada, mas mesmo assim uma festa. Subi meu olhar, querendo ver os detalhes daquele local, me surpreendi quando vi uma sombra de alguém na janela de um quarto. Afinal, pensava que todos estavam se divertindo aqui em baixo.

Entramos e comprimentamos todos, Demi não estava na festa, falaram que ela estava em uma sala e por ali com certeza havia muitas salas. Eu e Sel fomos cada um pra um lugar e o combinado era que quem encontrasse Demetria primeiro, iria ligar pro outro.

Pensei naquele quarto que tinha uma sombra de alguém na janela. Talvez fosse Demi... Entrei em um corredor branco e comecei a abrir as portas de todos os cômodos com cuidado, vai que talvez ainda tivesse alguém por ali. Já no final do corredor encarei uma última porta do imenso corredor que tinha alguns adesivos pretos colados "ilustrando" a porta.

Pensei bem antes de abrir, mas logo coloquei minha mão na maçaneta e abri a porta, que rangeu assustadoramente. Alguém se levantou rapidamente da cama e o quarto ficou em completo silêncio.

Não tinha luzes acessas, mas esse "alguém" estava em frente a janela que clareava um pouco o quarto, forçei minha vista e percebi que era uma garota, também percebi que não era Demi quando escutei a voz de anjo da garota em minha frente que automaticamente me fez sorrir.

— Quem é você?

Notas finais
Gostaraaaaaaam?
Não gostaraaaam?
Deixem reviews pras titias aqui e lembrem-se, sem review, sem capítulo! (chantagem MUAHAHAHA)
Beijoooooooooos ♥