Be Alright
2 02
Notas iniciais
Olha, vi que tem 2 lindas garotas acompanhando a fic.. Pois bem, nao deixaram review no cap anterior né bonitinhas?! Vou deixar passar porque foi o primeiro, mas olha, não sou tão boa assim viu?!
Espero que gostem *------*
PVO Amy
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Assistir á alegria alheia explicita estava me deixando entediada. Ou melhor, fraca.
Fraca por não ter a capacidade de todos ali, fraca por estar aqui, observando o mundo girar enquanto eu fico pra trás. Fraca por ver o mundo desabando e não fazer nada, exatamente nada, para impedi-lo.
Fraca por desistir.
Em meio aos meus devaneios sobre minha fiel dor, a porta foi aberta e, por conseqüência, um rangido assustador me "acordou",
Engoli em seco, e tentei formular alguma frase.
- Quem é você? — perguntei com a voz embargada, devido ao meu recente choro.
O ser não se identificou, obrigando-me a me virar e encarar sua linda — ironia — face que não seria linda dali a alguns segundos. Juntei minha coragem, reuni forças e me virei.
Bem, de primeira não foi possível ver muita coisa, não havia iluminação, exceto a janela que refletia algumas luzes da grande festa que acontecia ali abaixo.
Forcei meus olhos e pude perceber que era um menino. Não pude aderir nenhuma característica á ele, poderia até mesmo ser o Jason da Sexta Feira 13.
Pois bem, seja o que Deus quiser. E se eu morrer, bom, estarei é recebendo um presente.
Andei devagar até o interruptor, passando pela criatura evitando ao máximo o contato. Cheguei na porta e dei um suspiro leve, apertando o interruptor em seguida.
- Justin Bieber?! — perguntei incrédula, olhando o garoto á minha frente.
Seus cabelos eram impecáveis, brilhavam sob a luz acesa. Ele se virou e pude admirar melhor sua beleza. Olhos cara melados brilhantes, um brilho diferente. Havia algo de ingênuo em seus olhos que me atraía cada vez mais á admirar-lhe.
Seus lábios carnudos e vermelhos esticaram-se dando forma á um lindo e sincero sorriso, que poderia iluminar uma cidade inteira sem fazer mínimos esforços.
E olhando aqueles olhos, pude senti-lo. Sentir o calor dele em volta de mim, a felicidade dele me enrolando delicadamente como uma mãe enrola seu bebe.
E eu sorri. Depois de tempos deixando lágrimas caírem, sem esboçar um sorriso falso, odiando a alegria eu sorri.
Perguntei-me se já havia gozado de toda sua beleza, quando seus lábios sem entreabriram hesitantes, e logo, meu pelos se eriçaram ao ouvir aquela voz rouca e de certa forma delicada.
- Qual o seu nome?
Balancei a cabeça, em seguida e respirei fundo. E parecia que quanto mais aqueles olhos maravilhosos me fitavam, mais a minha forte armadura de "garota forte" se afrouxava. E ouvir sua voz fez com que ela caísse de vez.
Porque agora era apenas eu e ele ali. Não "Justin Bieber" e "Amy, A forte". Apenas eu e ele. Justin e Amy.
- Amy McGarvey. — sussurrei tímida, pigarreando em seguida.
- Prazer. — ele disse rapidamente, sem deixar seu jeito delicado. O mesmo estendeu sua mão para que eu a pegasse.
- Igualmente. — levei lentamente minha mão em direção á sua.
E enquanto nossas mãos se tocavam, pude sentir espasmos percorrerem pelo meu corpo, trazendo-me uma sensação boa.
Mas eu não podia me tornar aquilo. Eu tinha que fugir.
Sim,eu sou uma fujona. Porque eu não posso me tornar uma iludida bobalhona. Não posso me igualar á aqueles idiotas. Não mesmo! Eu estou bem com minha dor.
Ah, aquela dor.
A dor fiel que me rasgava por dentro e jogava na minha cara todas as verdades que sempre ouvi. A dor, ridícula, ingrata, hipócrita e desgracenta.
Mas não mais desprezível que o amor.
O amor que te ilude, te engana, te arregaça e te faz chorar. O mesmo amor que te acaba, o amor sem graça, o amor que te faz mal. O amor é uma desgraça.
E antes que pudesse insultar mais a desgraça que é o amor, senti mãos quentes posaram hesitantes em meu ombro. Agora, minha cabeça que estava abaixada, levantou-se.
Senti uma brisa leve trazendo uma ardência em meus olhos. Bieber secou a umidez em meu rosto e me abraçou.
Talvez fosse mais um de meus erros para a coleção. Já cometi erros de mais essa noite, e talvez o primeiro foi não expulsar o medíocre cantor de meus aposentos. ue se dane.
Porque tudo o que eu precisava era daquilo que mais desprezava. Ajuda.
O abraço foi se desfazendo aos poucos, até estarmos ambos envergonhados um a frente do outro.
- Vamos de descer? — Justin, por sua vez se manifestou, coçando a nuca de leve, corando em seguida.
- Não. — disse e me sentei na cama, ajeitando o grande vestido/uniforme daquele bodega que chama de reabilitação.
- Sabe do que você precisa? Ajuda. — Justin disse o óbvio. Antes de me pronunciar, ele interrompeu-me dizendo: — mas não ajuda alheia. Amy, se você necessita melhorar, você precisa querer melhorar. Ajudar a si mesma. Porque o seu corpo não é lixo para vocês desprezá-lo a ponto de causar lesões físicas. Você precisa se amar em primeiro lugar, porque quando ninguém estiver ao seu lado você poderá dizer: Eu não estou só. Eu estou comigo mesma. — ele deu uma pausa, o que foi o suficiente para meus olhos marejarem. — Não chore. Sorria, pois eu lhe prometo que nunca lhe deixarei; mal te conheci e sinto um dever proteger-lhe. — finalizou.
- Obrig-
Antes que pudesse formular minha resposta á tais palavras, ouvi um som de celular. Justin tateou suas mãos pelo bolso de suas calças e pegou seu aparelho.
- Oi amor. — sua voz ecoou pelo meu quarto.
[...]
- Ah, sim, onde vocês estão?
[...]
- Já estou indo. — Não, não vá!
[...]
- Beijos, te amo.
E finalizou sua curta ligação, olhando-me em seguida.
- Escute, estou indo agora. Mas não se preocupe, eu voltarei. E não só dessa vez. Porque eu preciso proteger você, tudo bem? — sua voz saiu embargada, talvez pela velocidade excessiva na qual foram pronunciadas.
E o momento que eu mais queria adiar chegara depressa.
Com um beijo no topo de minha cabeça, Justin despediu-se, dando largos passos devagar.
E da mesma forma que ele andava lentamente, um peso caia sobre meu coração. Eu fui chamada de volta á realidade. A minha realidade, onde estou sozinha.
Me vi necessitada daquilo novamente, a dor. Olhei ao meu lado, encarando maliciosamente o abajur, tive pêsames por causa de seu fim trágico. Olhei de esguelha a janela, e vi Justin beijar levemente a boca da sua namorada. Desviei meu olhar dali e apoiei minha mão no abajur, pegando-o e jogando-o em seguida no chão com toda minha força. O barulho de vidro se estilhaçando era semelhante ao do meu coração quebrando em pedaços.
Peguei um caco de vidro e me sentei na cama, forçando-o o contra meu pulso. Ouvi a porta ser aberta em um estrondo e apressei os atos. Meu sangue caía enquanto em debatia tentando livrar-me dos braços fortes dos seguranças.
Notas finais
Minha leitorinha favorite ta lendo gente *-* Que honra *-*
Espero reviews RUN'
Beijos
xoxo -Ju
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