Be Afraid
25 Capítulo 25 - Nem mais um passo
Notas iniciais
Edward despertou lentamente, sentindo sua cabeça explodindo. Olhou ao redor e ainda estava no cemitério, mas havia anoitecido e ele estava completamente sozinho.
O mais rápido que pôde, se levando indo até seu carro. Mesmo sabendo que ela não estaria lá, foi em direção ao apartamento de Bella.
— Por favor, esteja viva e não tenha feito nenhuma estupidez! – Rugiu, apertando o volante e pisando no acelerador.
*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*
— Acorde! – Ralhou chutando sua perna. Bella sentia sua cabeça latejar e suas mãos amarradas. Estava amarrada e jogada no chão. Como um animal. Estava completamente indefesa e o assassino de seus pais estava a sua frente, com uma arma na mão.
— O que você pensou menina? Que matando aqueles homens iria me assustar? — Os braços de Bella estavam amarrados nas costas e ela se manteve calada. Quando não houve respostas Carlisle a chutou a fazendo gemer de dor.
— Eles não passavam de uns cães. Que deviam ter se livrado de você anos atrás. Você me fez um favor ao se livrar deles.- Mais um chute, e ele pôde ouvi-la rosnar. Ele sorriu.
A cabeça de Bella fervia, tentando pensar em algum jeito de se libertar e ter sua tão sonhada vingança.
— Mas quer saber o que realmente me irritou? — ele se abaixou apertando o queixo de Bella, fazendo seus olhos se encontrarem. — Você não se contentou em perseguir só os meus capangas não é? — perguntou aumentando a pressão que sua mão fazia no queixo da garota.- Você foi atrás da minha família. Fez aquele garoto burro se apaixonar por você. Achou que ele se voltaria contra mim?
— Eu não preciso vira-lo contra você, seu cretino. Você garantiu isso quando matou o pai dele!
— Quer dizer seu pai. Ele sabe? Que vocês são irmãos? – Perguntou com ironia. — É claro que não. Veja a que nível você levou isso. Não tem limites. Mas não importa, porque você perdeu.
~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*
Edward chamou seu parceiro. Carlisle seria preso e pagaria por seus crimes. Mas isso significava entregar Bella também. Talvez Eleazar ainda pudesse ajuda-la.
Com seu parceiro e reforços, chegaram até o depósito abandonado. Do lado de fora, podia ouvir os gritos de Eleazar. Haviam rastreado seu celular até lá.
— Edward? Onde ela está? Se ele a machucar eu mesmo o mato! – Rugiu descontrolado.
— Não! Mãe! – Edward gritou correndo até onde o corpo de Esme estava caído.
— Me solte! Eu preciso ir até ela! – Gritou, mas Edward parecia aéreo.
— Mas que merda é essa? – Garrett perguntou, entrando no depósito. – Droga, Isabella.
— Foi ela, não foi? – Edward perguntou para Eleazar, mas ele ainda estava fora de si.
— Eleazar, se acalme! – Garrett mandou, o desamarrando.
— Calma, porra nenhuma! Se ele tocar em um fio de cabelo dela, eu acabo com a raça ele! – Gritou completamente Dora de controle.
— Ele quem? – Garrett perguntou, blefando.
— Aquele filho da puta do Carlisle. Eles estão juntos nisso.- Disse apontando para o corpo inerte de Esme. — Ela me trouxe até aqui. Bella chegou e a matou. Mia! – Gritou, se lembrando do que a filha havia dito. – Onde Mia está? – Perguntou.
— Em casa. Fui até procura-los e ela e Carter estavam em casa. O que meu pai fez? Onde eles estão?
— Ele a levou! O desgraçado a levou e ele pensa que Bella matou a Mia!
— Inferno! Garrett, me traga o computador, vamos encontra-los! E precisamos de reforço!
*~*~*~*~*~*~*~*~*~~*
— Isso ainda não acabou. – Ela rosnou, puxando as cordas.
— Acabou, sim. Você perdeu. Desperdiçou sua vida em uma vingança inútil. Eu não posso ser morto! – Vociferou a chutando e a erguendo pelo pescoço. — Pena você não ter sido mais esperta. Puxou seu pai, aposto. Charlie.
— Seu desgraçado!
— Sim, eu o matei! – Sibilou, com um sorriso diabólico. — E agora, eu vou matar você. – Acrescentou, jogando a arma no chão, a erguendo e pegando sua faca.
Nesse momento a porta foi escancarada e Edward apareceu, empunhando uma arma.
— Não preciso que ela faça minha cabeça contra você, Carlisle.- Disse o observando. Os olhos de Bella se arregalaram de surpresa. Aquele era o momento que por noites havia sonhado. Descobrir se Edward era igual ao pai.
Quando lutaram no cemitério, pensou em acabar com tudo. Mas precisava saber. E agora saberia.
— Edward? Como chegou aqui? – Carlisle perguntou, afrouxando o aperto. Bella trabalhava freneticamente com as mãos, soltando os nós.
— Eu sempre fui um ótimo agente, Carlisle. Sabe disso. Rastrear você não foi difícil.- Edward apontou a arma para Carlisle- Se entregue pai. Vai ser melhor. – Acrescentou, sem deixar de olhar Bella. Seu rosto lindo e delicado estava cheio de sangue e hematomas.
— Você não pode estar falando sério. — em um movimento rápido Carlisle ergueu Bella a usando como escudo. E com a faca que tinha na mão, a colocou contra o pescoço de Bella. – Acho melhor você ir embora, Edward. Isso não é assunto seu, garoto.
— Não. Eu não vou a lugar algum. Agora solte-a! – Exigiu, fazendo Carlisle rir.
— Você é tão burro assim, garoto? Não vê que essa vadia só o usou para se aproximar de mim? Para ter sua vingança? – Questionou a sacudindo.
— Eu mandei solta-la. Agora! — Gritou mais alto, já impaciente.
— Isso não vai acontecer. — Carlisle posicionou a faca nas costas de Bella.
— Último aviso, Carlisle. – Declarou posicionando a arma. Não tinha dúvidas. Atiraria se precisasse.
— Você não vai atirar em sei próprio pai. – O lembrou, sorrindo.
— Eu mandei solta-la. – Rugiu apontando a arma, a segurando com mais firmeza.
— Você passou para o lado dela! – Comentou chacoalhando Bella com mais força. — Nem parece um Cullen! Como pode ser meu filho?
— Eu não sou. — Murmurou. — Não é? — Perguntou, olhando para Carlisle, que mantinha Bella refém. — Não é?
— Então você sabe a verdade.
— A verdade em que você além de não ser meu pai biológico, mandou que o matassem?
Edward respirava com dificuldade. Já sabia disso, mas ouvir aquilo em alto e bom som, fazia com que seu estomago revirasse. Como se suas entranhas queimassem.
— Como se sente em saber que são irmãos? — Perguntou com uma gargalhada perversa. – Acho que não terão tempo para descobrir. – Sorriu maliciosamente.
Edward era inteligente, e sabia como aquilo terminaria. E não estava disposto a perder nenhum dos dois.
— Estou pedindo para não fazer, pai. – Implorou, apertando a arma com mais força. – Por favor.
— Não há nada que possa fazer para impedir isso, Edward. É o certo. É o que deve der feito. E quando eu acabar com ela, estaremos livres daquelas pragas!
— Não vou permitir. – Retrucou, apontando a arma para própria cabeça.
— O que pensa que está fazendo? – Carlisle perguntou curioso.
— Se a matar, eu puxo o gatilho. – Garantiu. – A polícia está aí fora. Você não tem como fugir. Esme está morta e você será preso. Se não se importa comigo, ótimo, mas vai deixar Mia e Cartes sozinhos.
— Não ouse usa-los contra mim, seu moleque! — Rugiu irritado com a chantagem. Sabia que havia sido pego.
— Não precisa acabar assim, Carlisle.
— Acha que ela irá desistir? Você não conhece a mente doente dela. – Rugiu apertando a garganta de Bella, a fazendo gemer.
— Ela não fará mais nada.
— Mentira! – Carlisle gritou irritado. Pressionando a faca com mais força, quando Edward destravou a arma. – Pare!
— Eu estou lhe dando uma escolha. Os três podem sair daqui, pai. – Carlisle refletiu por um tempo. Não queria ver sua garotinha em um orfanato. Ele a amava. Sempre a amou.
— Sua irmã. É só uma criança! – Murmurou, com os olhos saltados, fora de órbita. – Você precisa cuidar deles, Edward. Eles não tem ninguém. Não tinha que ser assim. Você podia ter ficado do meu lado. Acabaríamos com ela e ninguém nunca saberia.
— Não poderei cuidar deles, se me obrigar a isso. – Blefou, balançando a arma.
— Você é um bastardo traídor, mas ainda é meu filho! Apenas cuide dos seus irmãos. — Ralhou, jogando Bella sobre Edward e correndo pela porta dos fundos.
Com o impulso, as cordas se partiram, libertando as mãos dela.
— Bella? Você está...
— Ele vai fugir!- Ela gritou, empurrando Edward e correndo em direção a Carlisle.
— Espere! — pediu os seguindo, com a arma nas mãos.
Carlisle correu por trás do galpão, até ficar perto de um penhasco. Edward viu que ele tentaria fugir, e deu um tiro de aviso para o alto.
— Não! Ele é meu! — Bella gritou correndo até ele. Estava desarmada e Carlisle também. O mataria com as próprias mãos se necessário.
— Você esperou muito por esse momento, não esperou? — pergunto calmamente, sabendo qual seria seu fim.
— Você não tem ideia. — Rosnou, lançando seu corpo contra o dele. Mas antes de se desequilibrar e cair, ele a puxou pelo pulso, a levando junto, rumo a vingança que sempre sonhou.
— Bella não! — Edward gritou, largando a arma, enquanto o pai e a namorada, caiam do penhasco, bem diante de seus olhos.
Fale com o autor