Be Afraid

21 Capítulo 21 - A melhor das alunas


Notas iniciais
Olha eu aqui!! O número de comentários ta me animando muito!! Então aqui estou. Essa fic está causando e eu amo as teorias!! COMENTEM QUE HOJE TEM BOMBA!!

Edward se levantou bem cedo, preparando o café da manhã. Bella nunca ficava para comer, porque sempre partia ao amanhecer. Ele arrumou a bandeija bem reforçada e caminhou até o quarto, passando pelo porta retrato destruído e pela foto.

Apoiou a bandeja no criado mudo e se sentou na cama, acariciando as costas dela. Na noite passada ela parecia diferente. Talvez fossem as revelações, mas ele havia a sentido diferente.

— Bom dia. – Saudou, beijando suas costas nuas, a fazendo saltar.

— O que? Que horas são? – Perguntou alarmada.

— Quase onze, mas é sábado. Não precisamos sair do quarto até..

— Merda! – Ralhou se levantando e apanhando suas roupas.

— O que? Bella, espera! Aonde você vai? – Perguntou enquanto ela se vestia.

— Isso foi um erro, Edward. Não devia ter feito isso.

— Isso o que?

— Me envolvido com você. Deixei isso ir longe demais. Você não tem nada com isso, está bem? Eu sinto muito.

— O que? Você vai embora? – Questionou saltando da cama. – Por que? O que aconteceu, Bella. Conversa comigo!

— Não! – O censurou com um tom alto, fazendo com que se calasse. – Isso foi um erro, mas eu ainda posso corrigir. Eu não sou boa para você, Edward. Não sou quem você pensa e vou te machucar ainda mais se ficar.

— E o que acha que vai fazer se sair por aquela porta? – Perguntou, agora irritado.

— Te deixar viver. – Murmurou, pegando suas coisas e batendo a porta.

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— Esse seu investigador é um inútil! – Carlisle ralhou irritado.

— Eu lamento senhor, mas ele encontrou o que pôde.

— Não é o bastante! Aqui tem registros a partir de quando ela devia ter o que? Sete anos? Ela foi um fantasma antes disso?

— Se me permite, patrão, por que tanto interesse nessa garota?

— Isso não é da sua conta. Você está aqui para cumprir ordens. Estou indo para casa. Quero ser avisado se aquele inútil encontrar mais alguma coisa. – Respondeu apanhando os papeis e saindo.

Carlisle entrou em seu Audi preto, ainda pensando na garota. Não sabia porque havia cismado com ela, mas se tinha aprendido algo, era que seu sexto sentido nunca falhava. Havia algo ali.

Depois de um tempo, chegou em casa e foi até o quarto, onde encontrou Esme sentada.

— Chegou cedo. – Declarou se levantando e ajeitando os cabelos.

— Sim, pensei em sairmos para jantar. – Tentou soar gentil. Apesar de tudo que haviam passado e tudo que ela havia feito, ele a amava. Verdadeiramente, ele a amava.

— Podemos ir outro dia? Estou um pouco indisposta hoje. – Respondeu sem olha-lo.

— Esteve chorando? – Carlisle perguntou, mesmo sabendo a resposta. Os olhos da esposa estavam inchados e sua voz fraca.

— Não, claro que não. Por que choraria? – Perguntou indo rapidamente ao banheiro. Ela tentou fechar a porta, mas ele foi mais rápido.

— Vai mesmo mentir para mim, Esme? Pensei que tivesse aprendido a lição na primeira vez. – Comentou com um sorriso diabólico.

— Edward descobriu a verdade. – Declarou.

Carlisle fechou os olhos e passou a mão pelo cabelo.

— Como isso aconteceu?

— Isso não importa. – Retrucou, lavando o rosto.

— Isso quem decide sou eu. Eu fiz uma pergunta.

— Eu não sou um de seus capangas, Carlisle. Não fale comigo como se fosse. – Respondeu, o empurrando, mas ele agarrou seu braço. – Você está me machucando!

— Eu fiz uma pergunta, Esme! Responda! – Crispou entre os dentes.

— Ele encontrou as cartas! Feliz agora? Era isso que queria saber? Sim, eu guardei as cartas porque elas são as únicas lembranças que tenho do Charlie.

— Sua...- Rosnou, erguendo a mão, fazendo Esme se encolher, mas antes que perdesse o controle, ele a empurrou.

— Acha que cartas serão o suficiente? A morte daquele verme foi culpa sua! Se tivesse se afastado dele quando mandei, isso não teria acontecido. Você é tão responsável quanto eu

Esme escapou de seu aperto e saiu do quarto, com o pulso dolorido onde Calisle havia a segurado. Eram momentos como aquele, que ela se arrependia de ter mantido aquele casamento. Com o tempo ela passou a ama-lo, mas o medo era um sentimento muito mais presente do que o amor entre eles.

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Um mês depois...

Bella treinava ainda com mais raiva. Nunca pensou que Edward pudesse ser filho de Charlie. Isso mudava um pouco as coisas. Novas teorias se crivam em sua cabeça, mas ela ainda não sabia o que pensar. Talvez fosse por isso que Carlisle tivesse matado Charlie, mas isso não explicaria Renée. Quanto mais pensava nisso, com mais raiva ficava.

— Isabella? – Eleazar passou pela porta gritando, a fazendo saltar. – Onde você está?

— Aqui. – Respondeu saindo do quarto. – Por que está gritando? – Perguntou curiosa.

— No meu escritório, agora! – Rugiu, lhe dando as costas. Ela rapidamente caminhou até lá, imaginando o que poderia ter acontecido. Ao chegar no escritório, sabia que a hora havia chegado.

Na mesa do tio, haviam várias fotos. Fotos dos crimes que ela havia cometido.

— Sente! – Ordenou e ela nem se atreveu a responder.

— Qual o problema? – Perguntou demonstrando o interesse, mas não o nervosismo. Sabia que essa hora chegaria. Eleazar a encarou incrédulo pela falta de reação da sobrinha e apontou para as fotos.

— Qual o problema? Bem, esse é o problema! Por favor, Isabella, eu perguntarei apenas uma vez então não ouse mentir. Seus joguinhos não funcionam comigo. Me diga que não é você por trás disso. – Pediu apontando para as fotos.

— Não fui eu. – Respondeu friamente, olhando Eleazar nos olhos.

— Isabella, eu estou avisando. – A advertiu.

— Como pode pensar que eu faria isso? – Questionou, falsamente ofendida.

— Porque eu conheço você. Sei como pensa e sei como age.

— Eu não vou ficar ouvindo isso. – Apertou os lábios se levantando da cadeira.

— Eu mandei você sentar! – Rugiu.

— Eu ouvi! Ouvi também quando meu tio me acusou de ter matado vinte e duas pessoas! – Gritou histérica.

— Os crimes foram feitos por alguém de dentro. Alguém que sabe como trabalhamos. E esse alguém é bom! Eu sei do que você é capaz Isabella. – Grunhiu, mas parou ao ouvir o que ela havia dito.- Espere um minuto, o que foi que você disse?

Eleazar a encarou, mas ela o ignorou, exatamente como fazia quando era uma criança.

— Na mesa só tem vinte e uma fotos, Isabella. O que foi que você disse? – Ela continuou calada até que ele bateu na mesa. – Que merda há de errado com você? Eu sabia que era você. O que acha que você vai conseguir com isso?

— O que eu vou conseguir? Vou conseguir aquilo que a polícia não foi capaz de fazer! – Retrucou se levantando e apoiando as mãos sobre as fotos.

— Então é mesmo você? Sempre soube que você havia sido uma criança diferente, mas eu dizia a mim mesmo que era por causa do trauma. Mas isso, Isabella? Você é doente?

— Eu sou doente? – Perguntou, sorrindo com escárnio. – Carlisle Cullen mandou que matassem meus pais por capricho e eu sou doente.

— De novo isso? Pensei que tivesse entendido há anos! Carlisle não fez nada.

— É mentira.

— Edward? É por isso que se envolveu com ele? Deus, Isabella! O garoto não tem nada com isso! – Ralhou sem acreditar que aquilo estava acontecendo.

— Eu sei disso. Foi por isso que o deixei. Não vou mais mata-lo. Apenas Esme e Carlisle.

— Você está se ouvindo? – Gritou agarrando o pulso dela. – O que pensa que vai ganhar com isso? Com o sentido disso?

— Eu quero ele morto! Mas descobri que a morte é um alívio em algumas situações.

— Eu quero que me escute com bastante atenção, Isabella. Você vai parar com isso. Eu vou dar um jeito dessa merda toda não ser jogada no ventilador, você vai parar com isso e vamos procurar um tratamento. – Disse calmamente, mas ela sorriu diabólica.

— Sinto muito, tio. Eu vou terminar o que eu comecei.

— Você precisa de tratamento, Bella. – Disse passando as mãos pelo cabelo.

— Não! Eu preciso que aquele desgraçado pague. E acredite, ele vai! – Ela já estava perdendo a paciência.

— As coisas não são assim! – Gritou irritado e ela revirou.

—- Você deveria me apoiar! – Rugiu andando pelo escritório

— É? E por quê? – Eleazar questionou em tom baixo, querendo entender a garota. Não sabia como podia ter errado tanto.

— Porque o que eu estou tentando fazer aqui, é o que você deveria ter feito. Ele matou sua irmã!

— Você não tem como provar isso, Isabella! Isso já virou uma obsessão.

— Eu quero que ele pague. E você deveria me ajudar. Devia acreditar em mim apesar de tudo! – Ralhou irritada.

— E por que eu faria isso, quando sei que está errada? – Questionou.

— Porque é o que um pai deveria fazer! – Rugiu perdendo o pouco de paciência que tinha. – Como meu pai, você deveria me apoiar, Eleazar. – Acrescentou, o deixando momentaneamente mudo.

— O que você disse? – Indagou.

— Pensou que eu não soubesse? Você me ensinou bem a parte da investigação. Naquela noite, eu ouvi a briga que teve com Tânia.

— Então você sabe a verdade. – Respondeu se sentando em sua poltrona. – Eu ia te contar.

— Então é verdade.- Comentou se afastando dele e ele a olhou. – Você também me ensinou a blefar. – Acrescentou com lágrimas nos olhos.

— Bella, eu ia te contar. Eu juro que ia.

— O engraçado é que eu pensei que Tânia fosse minha amiga.

— E ela é. – Respondeu se aproximando da garota que voltou a se afastar.

— Então por que ela nunca me contou? Por que nunca me contou que é minha tia?

— Ela não fez, porque eu pedi. Eu queria contar.

— E você ia? Ou só está dizendo isso porque eu descobri tudo? – Grunhiu.

— Como descobriu?

— Eu encontrei essa foto. – Disse tirando a foto do bolso. Nela havia uma mulher na cama de hospital, segurando um bebê. E ao lado delas, estava Eleazar. A mulher parecia cansava e bastante frágil. Ao olhar para a foto, foi como se Eleazar tivesse voltado no tempo.

— Eu havia me esquecido disso.

— Eu não sabia que esse bebê era eu. Até Tânia falar da irmã no outro dia. Eu ouvi a discussão de vocês.

— Deus, Isabella. Eu imaginei essa conversa centenas de vezes. Mas nunca me senti tão perdido quanto agora. – Respondeu cobrindo os olhos.

— Escute bem tio. Eu sei o que eu ouvi aquela noite. A polícia não acredita em mim, mas eu sei o que eu ouvi. Você é minha única família. Estou pedindo para ficar do meu lado. – Implorou olhando para foto.

— Sua mãe nunca quis nada disso para você. Quando a entreguei para Renée, disse a mim mesmo que assim seria melhor. A manteria segura. – Declarou suspirando. – Você realmente tem certeza, Bella? De que Carlisle está por trás disso?

— Eu sei que está!

— Pois bem. Eu vou fazer o trabalho sujo outra vez, e apagar os registros. Mas vamos fazer isso da maneira correta, Isabella. Você não vai mata-lo. Nós vamos prende-lo. – Declarou.

— Mas...

— Isso não é negociável! Será ele ou você na cadeira, Isabella. E eu espero de verdade que seja a segunda opção.

— Está bem. – Respondeu.

— Me prometa. – Ordenou.

— Eu prometo. – Prometeu, mesmo sabendo que jamais cumpriria aquela promessa.

— Agora, gostaria de ouvir a história toda sobre sua mãe? – Questionou lhe entregando a foto.

— Você vai continuar mentindo?

— Não. Sem mais mentiras. Eu prometo.

Notas finais
eITA!!! Carlisle ta chegando perto!! Vazou a bomba da paternidade da Bella!! Quem achou que eles eram irmãos, errou!!! OLHA QUE A TRETA TA SÓ COMEÇANDO!! COMENTEM!!