Be Afraid

22 Capítulo 22 - Uma imagem vale mais que mil palavras


Notas iniciais
EU CHEGUEI AO LIMITE. Foram o que? Três capítulos essa semana? Já paguei todas as recomendações hahaha BOMBA, OLHA A BOMBA! COMENTEM!

— Por favor não me odeie. – Tânia pediu assim que passou pela porta. Eleazar havia contada tudo e agora não haviam mais mentiras.

— Eu não odeio você. Não apoio o que você fez, mas não odeio. – Respondeu se sentando no sofá.

— Que bom. Tivemos medo de qual seria sua reação quando soubesse.

— Não importa. Pode me falar dela?

— Claro. O que quer saber? – Perguntou se sentando ao lado de Bella.

— Tudo, eu acho. Quero saber tudo. Desde o começo.

— Eleazar a conheceu no colégio.

— Que clichê! – Ralhou sorrindo e Tânia empurrou seus pés.

— Você vai ouvir ou não?

— Desculpe.

— Ela era presidente do clube estudantil e Eleazar não saia da biblioteca. Eu tive que empurra-la em cima dele.

— Por que?

— Porque ela tinha vergonha. E honestamente, aquela conversa mole estava me dando nos nervos. Queria que ele falasse comigo. DDevia falar com ele. Talvez assim seja melhor. Era a mesma coisa sempre. Eu via como ele a olhava e sabia que ele gostava dela. Então um dia, quando saíamos da biblioteca, eu a empurrei e ele a segurou.

— Fácil assim?

— Fácil assim. Quando é para ser, não há muito que se possa fazer, Bella. Eles começaram a conversar e em uma semana estavam namorando. Eleazar estava no ultimo ano da faculdade quando descobriram a gravidez.

— Ela ficou feliz? – Perguntou com um olhar vazio.

— É claro que sim, Bella! Como poderia não ficar? Foi um gravidez tranqüila. Ambas saudáveis. Mas então, aconteceu o acidente. – Comentou baixando os olhos.

— Acidente? Que acidente?

— Eleazar saiu em missão. O parceiro dele foi morto e ele baleado. Kate ficou histérica e desenvolveu um problema com a pressão. Ela estava de oito meses. Um pouco antes dele receber alta do hospital, ela entrou em trabalho de parto.

— Ele não estava presente? Quando eu nasci?

— Estava. Você o conhece. Ele derrubou um enfermeiro, mas estava ao lado de sua mãe quando você nasceu.

— Ele parecia bem na foto.

— Ele estava feliz. O dia que você nasceu foi o dia mais feliz da vida dele. Só se compara ao dia que Kate disse que se casaria com ele.

— Eles se casaram? – Perguntou curiosa, mas Tânia baixou a cabeça.

— Não. Ela entrou no hospital para dar a luz, mas nunca... Ela nunca saiu, Bella.

— Ela morreu no parto? – Indagou.

— Não, no parto não. Foi uma infecção. Se espalhou rápido.

— Então ela morreu.

— Eleazar ainda estava se recuperando do tiro e tinha você para cuidar. Ele não sabia fazer e nem podia fazer metade das coisas sozinho. Além disso, antes de morrer, Kate o fez prometer que nunca te envolveria nessa vida.

— Por causa do tiro?

— Exatamente. Então ele prometeu e fez o que pensou ser o certo.

— Me entregou para Renée e Charlie.

— Era o plano perfeito. Ele ainda veria a filhinha dele crescer. Linda e saudável, mas principalmente segura.

— Até Carlisle aparecer.

— De novo isso, Bella? – Questionou se levantando. – Pensei que tivesse entendido. Carlisle é inocente.

— Assim como Carmem era? – Retrucou deixando a loira sem palavras.

— Acho que já chega. – Disse suspirando, mas Bella a puxou.

— Foi estranho para você? – Perguntou e Tânia a olhou confusa.

— O que?

— Namorar o viúvo da sua irmã. Foi estranho?

— Eu o amo. Nunca tivemos nada enquanto Kate era viva. Éramos apenas amigos. Acho que a dor e o luto nos uniu. Então se transformou em algo a mais.

— Acha que isso é possível? O luto por alguém em comum é capaz de unir as pessoas? – Perguntou, quando uma ideia surgiu em sua cabeça.

— É claro. – Respondeu se despedindo.

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Um mês depois.

Bella treinava, quando ouviu uma batida na porta. Seu tio tinha a chave e ela não esperava visitas. Rapidamente pegou sua Glock g25 e correu até a porta, olhando pelo olho mágico.

— Merda! – Ralhou baixo, ao ver Edward parado em sua porta. Rapidamente escondeu a arma e mesmo com todos os seus instintos lhe dizendo para não fazer, ela abriu a porta.

— Olá. – Ele a cumprimentou. – Eu pensei em trazer flores, mas você não é esse tipo de garota.

— Não, eu não sou. – Respondeu olhando para os pés.

— Eu teria ligado avisando, mas você não atende minhas ligações, então.... – Acrescentou, movendo seu peso de um pé para o outro.

— Eu sei, eu... O que está fazendo aqui, Edward? – Perguntou esfregando os olhos.

— Eu achei que merecesse uma explicação. – Explicou.

— Sobre o que?

— Você foi embora, sem mais nem menos. Não pode terminar assim. – Declarou dando um passo, a fazendo recuar.

— Todos tem o direito de ir e vir. – Respondeu, mas ele contiuou avançando.

— Eu não acredito nisso. Aconteceu alguma coisa que a fez mudar de ideia. O que foi?

— Isso é coisa da sua cabeça. Não aconteceu nada.

— Quanto mais eu penso sobre isso, mais penso que foi depois que descobri sobre as cartas. Mas em que isso te afetaria? Esse é o meu passado! Não consigo entender.

— O que quer que eu diga? – Perguntou irritada.

— Quero que diga que falou sério. – Disse se aproximando e a encurralando.- Quero que diga que não sente nada, quando eu te toco. – Acrescentou acariciando seu rosto. Fazendo os olhos dela se fecharem.

— Edward...

— Quero que diga que não sente seu corpo formigar, quando eu me aproximo mais. – Declarou, colando o corpo dele contra o dela, a deixando tão vulnerável como jamais esteve.

— Por favor. – Suplicou, mas ele não a ouviu. Se recusava a se afastar. Precisava dela. Precisava senti-la.

— Se disser que não sente nada, eu vou embora. Mas quero que diga isso depois que eu a beijar. – Respondeu atacando seus lábios, fazendo com que Bella se entregasse.

As mãos dela foram até os cabelos de Edward, o puxando. Seus lábios travavam uma batalha, a qual nenhum dos dois estava disposto a perder. Em um impulso, ela saltou e ele a carregou suas coxas, a carregando em direção ao quarto.

— Eu senti tanto sua falta. – Ele declarou, mordiscando o pescoço dela, enquanto as mãos dele se livrara das roupas.

— Você está demonstrando muito bem isso. – Retrucou o agarrando com as pernas e os girando. – Podemos ir devagar outra hora. Agora eu quero você.

— Amo quando você diz isso. – Declarou acariciando suas costas, enquanto ela se erguia e se sentava sobre ele.

— Digo o que? Deus, isso é tão...- Gemeu tombando a cabeça para trás.

— Quando diz que me quer. Isso quase me faz pensa que você também me... – Ele dizia, mas ela aumentou a velocidade. Não querendo ouvi-lo dizer aquilo. – Assim, bem assim. – Gemeu alto, se sentando na cama e a puxando para um beijo ardente. Com mais alguns movimentou, ambos explodiram em seu limite, caindo exaustos.

Bella estava deitada no peito de Edward, enquanto ele acariciava suas costas. Os olhos dela estava fechados e sua respiração calma. Ele havia pensado que ela tinha dormido, então começou a falar para o vazio do quarto.

— Eu espero que estejamos bem. Porque agora não tem mais volta. Eu sei que você não está me ouvindo agora e assim talvez seja mais fácil. Eu me senti tão perdido com tantas mentiras. Então a única coisa real partiu também. Você partiu. E isso me deixou tão fodidamente assustado. Por que, merda, eu nunca amei ninguém até você aparecer. E agora não sei como lidar com isso. Não sei lidar com o fato que estou completamente apaixonado por você.

Depois de confessar o que sentia, Edward finalmente fechou os olhos adormecendo.

Seus olhos se abriram de repente e ele acordou assustado. Bella ainda adormecia ao seu lado, mas ele não conseguia mais dormir. Então se levantou e começou a olhar ao redor. A luz do sol já clareava o quarto o bastante para que ele pudesse andar e olhar ao redor.

Edward foi até uma antiga escrivaninha de carvalho. Haviam alguns papeis e anotações que ele não compreendia, graças a caligrafia ruim de Bella. Mas uma corrente brilhante chamou sua atenção. Ele a puxou e era um colar, com um pingente de rosa branca. A mesma de sua mãe, se lembrou. Então ele encontrou... Debaixo dos papéis, havia uma foto. A mesma que Eleazar havia lhe entregue quando fizera dezoito anos.

Ele soltou a foto como se ela tivesse lhe dado um choque. Aquele homem da foto, era o mesmo que ele havia pensado ser seu avô, quando na verdade era seu pai biológico. Por que ela teria uma foto de Charlie, pensou. Então ele virou a foto e leu a gravura que la havia.

Charlie, Renée e Bella Swan, desejam um feliz natal!

Na foto estava Charlie, acompanhado de uma mulher jovem e entre eles, havia um garotinha de cabelos castanhos. Era Bella. Podia reconhecer seu olhar. Ele voltou a olhar ao redor, se sentindo tonto. Quando encontrou um Cd. Nele estava escrito o nome de seu pai, Carlisle. Movido pela curiosidade, ele o pegou. Queria saber o que havia ali, mas não tinha como saber agora. O mais rápido que pôde, vestiu suas roupas e pegou o Cd, indo em direção a porta, mas antes, olhou para trás.

— Quem é você? – Perguntou, olhando em direção a uma Bella adormecida, antes de sair do apartamento, com o Cd nas mãos.

Notas finais
Eita que é agora que ele descobre. S´a título de informação. O Cd é onde a Bella gravou os videos psicoticos dela lá. E quem ta desconfiado? Isso mesmo, Carlisle. E quem melhor pra investigar do que o próprio Edward? Será que o video pode cair em maos erradas? COMENTEM!!