Be Afraid
12 Capítulo 12 - Promessa é dívida
Notas iniciais
— O que vai fazer esse fim de semana? – Edward perguntou, enquanto Bella brincava com seus cabelos.
— Não sei. Acho que ficar em casa e ler um pouco. Por quê? – Questionou, interessada no rumo da conversa.
— O que acha de almoçar na casa dos meus pais? Conhece—los oficialmente. – Acrescentou e ela parou de mexer no cabelo.
— Oficialmente como o que? – Indagou, arqueando a sobrancelha.
— Como minha namorada, bobinha. – Respondeu sorrindo.
— E quem disse que eu sou sua namorada. – Retrucou sorrindo, mas o dele se desfez. Sabia que ela era difícil, mas pensava que a relação deles havia evoluído. – Não me lembro de um pedido. – Acrescentou ao ver sua expressão decepcionada.
— Então se eu fizesse, você seria minha namorada? – Perguntou se sentando e a olhando.
— Tente e descubra. – Retrucou e ele revirou os olhos, pegando sua mão.
— Então, Isabella Denali. Gostaria de ser minha namorada?
— Eu adoraria, Edward Masen, ser sua namorada. – Respondeu sorrindo e beijando seus lábios, o mordiscando levemente.
Edward a puxou para seu colo e por um segundo, se esqueceram que estavam no parque, mas logo se afastaram.
— Então?
— Então o que? – Perguntou, ainda brincando com seu cabelo.
— Maldição, Bella! O almoço com meus pais. – Ralhou, a fazendo gargalhar.
— Eu já disse como você fica adorável, quando está irritado? — Questionou beijando a ponta de seu nariz, o fazendo bufar. – Eu adoraria conhecer seus pais. Oficialmente.
— Ótimo! Mal posso esperar.
— E se não gostarem de mim? – Questionou o olhando, deixando uma gota de apreensão, transbordar em seu olhar.
— Ei! Não fique assim! Eles vão amar você! – A assegurou e ela assentiu.
— Eu tenho que ir. Está tarde já.
— Eu te vejo mais tarde? – Perguntou esperançoso, fazendo com que seu sorriso aumentasse.
— Claro. Podíamos ir para o seu apartamento, o que acha? – Sugeriu.
— Eleazar não vai se importar?
— Eleazar não vai saber. – Respondeu sorrindo e o beijando, enquanto se levantava.
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— O próximo. – Ela gritou, esperando que alguem desse um passo a frente, mas ninguém se manifestou. – Ninguem? – Voltou a perguntar, revirando os olhos.
— Eu gostaria de tentar. – Ouviu uma voz, assim que pegou suas coisas. Estava de costas para ele, então pôde sorrir largamente. Isso seria tão divertido.
— Ficou maluco, Masen! – Um dos rapazes sussurrou. O ultimo que havia desafiado Bella, ainda se contorcia de dor.
— Vai ser divertido. – Edward respondeu se aproximando.
— Ah sim, muito divertido. – Respondeu, quando Edward deu um passo a frente. – Pronto?
— Claro. Se quiser parar, avise, por favor. – Declarou, preocupado em machuca—la.
— Claro. – Respondeu com um sorriso inocente, e pôde ouvir as apostas em volta.
— 50 dólares que não passa dez minutos. – Um dos homens declarou.
— 100 dólares que não passa cinco.— O outro respondeu e Bella sorriu. Era bom saber que sua fama corria, mas nesse caso, precisava que ele ganhasse. Precisava manter a pose de garota indefesa. Aquilo era essencial em seu plano.
Edward começou a rodea—la, enquanto Bella estudava seus movimentos. Sempre que estava prestes a golpea—la, ele movia o pé esquerdo. Parecia ser canhoto, então sua postura estava invertida. Ela o observou por mais alguns instantes, até que Edward resolveu tentar derruba—la.
Bella desviou do golpe com maestria, e podia facilmente agarrar seu braço, já que deixou a guarda aberta, mas aquilo seria fácil demais. E ele não podia saber disso ainda.
— O que ela está esperando? – O rapaz perguntou, mas ela o ignorou. Se fosse qualquer outro como seu adversário, uma hora dessas, ele já estaria no chão, implorando misericórdia. Mas com Edward teria que ser diferente.
— Você é boa. – Ele comentou, a analisando.
— Você também não é ruim. – Respondeu com petulância e ele sorriu. Bella olhou para os pés dele e viu que ele estava prestes a golpea—la. Aquele jogo de gato e rato estava interessante, mas era hora de acabar. Edward a golpeou e ela segurou seu braço, mas manteve sua guarda aberta. Queria que ele a derrubasse e foi isso que ele fez.
Com uma rasteira, ela foi ao chão e ele a imobilizou.
— Caralho! – Um dos homens que assistia sibilou, ainda sem acreditar que ela havia perdido.
— Eu venci. – Edward sussurrou se levantando e estendendo a mão. Ela revirou os olhos, mas aceitou.
— Foi sorte.
— Não seja uma má perdedora. – Retrucou a seguindo, enquanto ela pegava suas coisas e seguia pelo corredor vazio do vestiário.
— Você teve sorte. – Respondeu ainda andando, enquanto ele a seguia. Exatamente do jeito que ela queria.
Edward olhou para os lados, para ter a certeza de ninguém os veria, e colou seu corpo contra o dela.
— Não seja má perdedora, Denali.
— Está bem. – Sussurrou ao sentir seu corpo tão perto. Inocentemente, ela empurrou seu quadril contra o dele e pôde senti—lo se animando, mas Edward rapidamente se afastou.
— O almoço será no sábado. Mas se quiser, podemos ficar lá até domingo.
— Não dá. – Respondeu voltando a caminhar.
— Por que não? – Perguntou.
— Eu tenho uma coisa para fazer no domingo. Mas sábado eu vou.
— Está bem. – Respondeu decepcionado. – Te vejo a noite? – Perguntou esperançoso. Ele não era nenhum garoto inexperiente, mas Bella e ele ainda não haviam estado juntos assim.
— Claro. – Sorriu, entrando no vestiário. Talvez aquela noite, isso mudasse.
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— Estou indo! – Bella ouviu uma voz, quando tocou a campainha. – Hey! – Disse beijando seus lábios, a deixando zonza. Só então, percebeu que ele vestia apenas a toalha.
— Eu trouxe comida chinesa. Talvez queira se vestir. – Disse sorrindo e corando. Com o passar do tempo, essa era uma das coisas que mais havia apreciado em aprender com o teatro. Sempre que corava, parecia doce e inocente, desarmando os inimigos. Era muito útil. Tudo que tinha que fazer, era se concentrar e mandar uma quantidade de sangue para suas bochechar e pronto, tinha o que queria.
— Claro, claro. Eu estava no banho. Volto em alguns minutos. Fique a vontade. – Respondeu voltando para o quarto.
Alguns minutos depois, Edward voltou para sala. Ele vestia uma calça de moleton cinza e uma regata branca. Seus cabelos ainda estavam molhados e seu corpo parecia quente. Bella havia arrumado a mesa de centro para que eles comecem.
— Agora estou apresentável. – Comentou sorrindo.
— Não que não estivesse bem antes. – Ela murmurou, corando e fazendo com que o sorriso dele aumentasse.
Algumas horas depois, eles já haviam comido e estavam deitados em um tapete no chão, enquanto viam um filme de ação. A mão de Edward acariciava os braços nus de Bella, fazendo com que ela sorrisse.
Era hora de descobrir até onde ele a deixaria ir. Era hora de testar seus limites e fazer com que ele ficasse mais involvido. Sábado ela começaria a freqüentar a casa. O primeiro passo seria conquistar a confiança de Esme, a mãe dele. Depois das crianças. Edward já estava na palma de sua mão. Precisava apenas dar o golpe de misericórdia.
Em um movimento rápido, Bella girou montando no colo dele. Ele a olhou confuso, mas ela sorria.
— Eu quero tentar uma coisa. – Disse, levando suas mãos aos fios de cabelo de Edward.
— O que? – Perguntou, tentando controlar a situação que começava a se formar em suas calças.
— Uma coisa muito boa. – Sussurrou em seu ouvido, mordiscando seu lóbulo. – Acho que vai ser bom. Muito bom.
Os lábios dela desceram pelo pescoço de Edward, fazendo com que ele gemesse e levasse suas mãos até a cintura dela.
— Eu acho que gosto disso. – Respondeu, adentrando suas mãos na blusa dela.
— Você acha? – Perguntou o olhando nos olhos e atacando sua boca. As mãos de Edward subiram pela lateral do corpo, tocando a curva dos seios dela, fazendo com que Bella gemesse e arqueasse seu corpo, em busca de mais atrito.
— Bella... – Gemeu seu nome, mas ela não queria mais esperar. Queria dar aquele passo. Precisava daquilo. Suas pequenas mãos ergueram a regata dele, a jogando no sofá. Ela olhou para ele, como se fosse uma visão. Já havia dormido com caras que não chegavam nem aos pés de Edward. Não seria um sacrifício tão grande. Além disso, precisava que ele confiasse nela.
— Eu quero você. – Sussurrou olhando em seus olhos castanhos. Aqueles lhe eram extremamente familiares, mas ela não conseguia se lembrar de onde. Decidiu ignorar aquilo e apenas se concentrar nas sensações que o toque de Edward causava em seu corpo.
— Você tem certeza disso? Não quero apressar as coisas. – Começou a dizer docemente e ela revirou os olhos.
— Você não está apressando nada. – Disse segurando seu rosto entre as mãos. – As coisas estão indo do jeito que são para ser. Eu estou pedindo para que faça amor comigo, Edward. – Disse o mais gentil que pôde e ele apenas sorriu assentindo.
Em uma lentidão excruciante, ele ergueu a blusa de Bella. A jogando no canto. Suas mãos foram para sua bunda, a apertando e erguendo, enquanto ele se levantava. Fez isso sem que seus lábios deixassem os dela.
— Onde vamos? – Perguntou tombando a cabeça para trás, lhe dando livre acesso ao seu pescoço.
— Para o quarto. – Respondeu, mordiscando sua pele macia.
Bella sentiu o colchão em suas costas e se ajeitou, enquanto via Edward se livrar do restante de suas roupas. Ela rapidamente fez o mesmo, e logo ambos estavam nus, um admirando o corpo do outro.
— Indescritivelmente linda. – Sussurrou para si mesmo e ela sorriu corando outra vez. Com um rosnado, Edward deitou sobre ela, enquanto beijava seus lábios novamente. As pernas de Bella rodearam sua cintura, quando ela se lembrou, o empurrando.
— Mudou de ideia? – Perguntou confuso.
— Não. Camisinha! – Murmurou e ele assentiu, abrindo sua gaveta e pegando o pacote laminado. Logo ele estava pronto e novamente em cima dela. Dessa vez, ela o enlaçou com as pernas, o trazendo impossivelmente para mais perto.
— Bella.— Gemeu mordiscando seu pescoço, enquanto ela arranhava suas costas. Lentamente ele a penetrou e para Edward, foi como se sinos tocassem. Era como estar em casa. – Fodidamente apertada. – Resmungou, com o rosto enterrado na curva do pescoço de Bella.
As mãos dela foram até seu cabelo, o puxando. A boca de Edward, agora trabalhava em seus seios. Com sua língua ele sugava e mordiscava levemente com seus dentes, enquanto usava sua mão para apertar o outro. Bella arqueou o corpo, em busca de mais atrito, enquanto gemia alto.
— Edward! – O apertou com suas pernas, enquanto se moviam em sincronia. Ele sentiu que não duraria muito mais, então levou uma de suas mãos até o clitóris inchado de Bella e o beliscou, enquanto mordia seu bico intumescido, a fazendo vir na mesma hora. Com mais algumas estocadas, pôde se derramar em sua própria borda e cair sobre ela.
Aquela noite não estava saindo como esperada para Bella. Seu plano era apenas transar com ele. Mas nunca havia sentido tanto prazer. Talvez tivesse sentido aquilo, porque fazia tempo que ninguém a tocava. Não podia se desviar de seu objetivo. E a pergunta que Edward fez, a trouxe de volta para os trilhos.
— O que vai fazer no domingo? – Perguntou fechando os olhos, com a cabeça contra o peito dela.
— Visitar meus pais. – Respondeu friamente. Ela não teria que visita—los, se não fosse pelo pai daquele que agora, estava em seus braços. Sua decisão estava tomada. Edward podia lhe causar sensações estranhas, mas no final das contas, era filho de um assassino. E eles pagariam por te—la deixado sozinha sem seus pais. Essa era uma promessa pela qual ela iria até o inferno para cumprir.
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