Be Afraid

13 Capítulo 13 - Aquela cadela psicótica


Notas iniciais
Olha eu aqui!! E hoje temos mais sobre o passado da nossa matadora!! Quem veio ler achando que a Carmen vai fazer parzinho com o Eleazar, vão ter uma surpresa!! COMENTEM!

7 anos depois do crime...

— Bella? — Eleazar a chamou enquanto terminava de arrumar a gravata. — Você vai ficar bem sozinha?

— Já disse que sim, Tio.

— Pensando bem, eu acho que não preciso sair... — Comentou franzindo o cenho.

— Tio, eu tenho 14 anos. Eu não vou dar uma festa ou algo assim enquanto você está fora, ok? Vá e divirta-se.

— Eu sei que muito bem o quão responsável você é Bella.

— Quando eu vou conhece-la? — Ela perguntou, chegando onde queria.

— O que? Eu vou encontrar um amigo. — Defendeu- se.

— E eu acredito em papai Noel. Qual é, Tio. Para um agente, você mente muito mal.

— Eu não estou mentindo. — Alegou, passando a mão pelos cabelos e sua voz o entregou.

— E você mexe no cabelo toda vez que mente. Exatamente como está fazendo agora. Trejeitos são ruins pra alguém nessa área, sabia? — Questionou, fazendo ele arquear a sobrancelha.

— Está bem. Eu vou me encontrar com uma amiga, mas não é nada demais.

— Eu a conheço? — Perguntou. — É alguém da agencia?

— Não. Ela é psicóloga. O nome dela é Carmen e você não a conhece ainda. O que acha se eu traze-la para almoçar aqui amanhã? — Perguntou a sobrinha. Queria que elas se conhecessem, mas faria isso aos poucos.

Bella não tendia a lidar bem com grandes mudanças.

— Um almoço?

— Sim. Assim vocês se conhecem oficialmente, porque eu sempre falo de você.

— Pode ser. — Respondeu dando de ombros.

— Eu tenho que ir agora. Por favor, tente não colocar fogo na casa enquanto estou fora, querida.

— Nada de promessas.— Bella cantarolou olhando para seu livro.

— Eu falo sério Isabella! — Ralhou e ela revirou os olhos.

— E eu estou brincando. Eu vou terminar aqui, treinar um pouco e dormir. Está bem?

—Ok. Não durma tarde. Até depois. — Se despediu.

—Até.

~*~*~*~*~*~*~*~*~*

Já passava da meia noite, quando Bella terminou seu treino, e seu tio ainda estava fora. Ela pensou em espera-lo, mas estava tão exausta que tudo que conseguiu fazer foi tomar um banho e cair na cama.

A manhã veio e com ele o tão esperado almoço. Bella estava feliz que seu tio havia encontrado alguém, mas era estranho. Foram apenas eles por muito tempo, seria diferente alguém vivendo com eles.

— E você deve ser a famosa Bella. — Uma mulher com roupa e cabelos perfeitamente alinhados, a cumprimentou.

— Isabella. — A corrigiu. Só permitia que poucas pessoas a chamassem pelo apelido. — E tenho certeza que meu tio exagerou.

— Duvido disso, querida. — Respondeu sorrindo e piscando para ela. — Eu ouvi muito sobre você mocinha.

—O curioso é que eu não ouvi nada sobre você. — Retrucou, decidindo provocar. Não conhecia a tal mulher, mas podia dizer que havia algo errado. Ela não parecia doce a amável como seu tio a descreverá. Havia algo escuro nela, mas Bella não sabia o que era,

—Bella! — Eleazar advertiu, mas ela ignorou.

—Tudo bem, querido. Eu entendo que essa situação seja nova para ela. Perder os pais em um acidente de carro tão trágico e ser criada pelo tio. É estranho ter uma figura feminina tão perto.

Para todos os efeitos, a história oficial sobre a morte dos pais de Bella, era a do acidente de carro. Para todos que não sabiam de sua verdadeira natureza.

— Eu tenho uma influência feminina. Tânia tem nos ajudado muito por esses anos. — Retrucou pensando na amiga do tio.

— Tania?— Carmen perguntou olhando para Eleazar, que olhou para Bella claramente zangado.

— Ela é uma colega de trabalho. Existem alguns assuntos que eu não poderia ajudar Bella. Ela trabalha comigo desde que Bella veio morar comigo e tem nos ajudados desde então.

Carmen baixou seus olhos dourados em direção a garota a sua frente e analisou Bella, que sustentou o olhar, como poucos adultos fazia.

Carmen pensou que tivesse encontrado um bom futuro marido, mas não contava com uma sobrinha petulante. Envolve-lo tinha sido fácil. Homens quando apaixonados só enxergam o que querem ver. A sobrinha seria um problema se ela não o resolvesse logo.

— Eu vou ver como está o almoço. Por que não conversam um pouco? — Eleazar disse, chegando perto de Bella e sussurrando em seu ouvido. — Comporte-se, por favor.

— Eu sempre me comporto. — Respondeu inocentemente, fazendo o tio suspirar.

—Então, Bella...

—Isabella. — A corrigiu novamente.

—Desculpe. Eleazar disse que você preferia o apelido.

—Os únicos que me chamam assim são as pessoas da minha família. O que não é seu caso.

—Talvez por pouco tempo, querida. — Carmem disse dando ombros. Percebendo que fazer o papel de boazinha não funcionaria decidiu ser mais direta.

— Eu não sou sua querida e duvido muito que isso aconteça.

— Por quê? Seu tio não tinha lhe falado de mim até ontem. — Retrucou, a provocando.

— Esse é um dos motivos. Meu tio não me esconde coisas. Não as importantes pelo menos. — Rebateu, sem se deixar abalar.

— Eu poderia ser legal com você mocinha. Podíamos ter sido amigas, mas já vi que isso não vai dar muito certo.

— Quer dizer que percebeu que eu não sou tão manipulável quanto meu tio? — Perguntou, fingindo estar ofendida. — Que sorte a minha! Assim não tenho que ver seu teatrinho. Vamos ver quanto tempo dura.

— Acho que tempo o bastante até o casamento. — Respondeu com um sorriso maléfico nos lábios. — Seu tio é um ótimo partido. Me surpreende que ele ainda esteja solteiro.

— Eu sou muito boa em espantar golpistas. Você ficaria surpresa. — Declarou a analisando atentamente.

— E é por isso que logo depois do casamento você vai fazer uma pequena viagem. — Respondeu com um sorriso brincando nos lábios. Já sabia como resolver tudo.

— Viagem? — Bella perguntou confusa.

—Diga, Bella. Você já conhece a Suíça? Ouvi dizer que os colégios de lá são os melhores do mundo. — Comentou, analisando as próprias unhas, que estavam impecáveis.

— Você não se atreveria! – Grunhiu irritada. Estava perto de avançar naquela mulher, mas sabia que só teria a perder se o fizesse.

— Me tente, querida. Eu tenho dado muito duro para uma fedelha tirar Eleazar de mim. — Sussurrou, mas parou, ao ouvir Eleazar se aproximando.

—O almoço esta pronto, meninas. — Disse Eleazar, entrando na sala e interrompendo a conversa.— Então? Do que falavam?

— Eu estava falando para Bella que talvez umas sessões de terapia fariam muito bem a ela. Com o trauma da perda dos pais pobrezinha. — Comentou, voltando a usar sua voz mais doce. Deixando Bella de queixo caído. Pelo visto não era a única a dominar a arte do teatro.

— Eu conversei com ela varias vezes sobre isso, Carmen. Talvez você consiga convencê-la.— Bella ainda estava chocada com as palavras que saiam da boca daquela oportunista. Ela precisava de ajuda. E rápido.

Eles decidiram almoçar na cozinha mesma. Haviam três pratos na mesa. Um em cada ponta e um ao meio. Eleazar estava sentado em uma das ponta. Bella ia ocupar o lugar ao seu lado, mas Carmen tomou seu lugar.

— Desculpe, querida. Ia se sentar aqui? — Perguntou sinicamente, fazendo Bella rosnar.

Ao notar a tensão nos ombros da cozinha, Eleazar interveio.

— Bella, querida, por que não se senta ali? — Perguntou apontado para a outra ponta.

— Tanto faz. — Murmurou, se sentando.

Assim que o almoço terminou, Eleazar disse que queria passear com Carmen. Ela convidou Bella, que disse estar com dor de cabeça e preferia ficar em casa. Assim que os dois saíram ela correu para seu quarto pegando o telefone.

— Bella? — A voz a chamou.

— Oi, Tany. Eu estou atrapalhando? — Perguntou.

Claro que não, querida. Você nunca atrapalha. Algum problema? — Tânia perguntou preocupada.

— Na verdade tem sim. — Respondeu suspirando. — Um dos grandes.

Bella contou tudo sobre Carmen para Tânia, e ela disse que investigaria para tentar descobrir algum podre daquela megera.

Como Tânia também era agente, foi muito fácil gramper o telefone da oportunista, assim se ela falasse alguma das coisas que ela falou para Bella, seria pega.

— Eu acho que você devia conversar com Eleazar, Bella. Ele não a trocaria por ninguém. Você é... — Começou, mas suspirou. — Você é a sobrinha dele, Bella. Sabe que ele te escolheria em um piscar de olhos.

— Pode ser. — Respondeu em um suspiro, mas parou ao ouvir a porta bater. — Ele chegou, Tany. Obrigada pela ajuda.

— Quando quiser, garota.— Bella desligou e ouviu uma batida na porta.— Entra!

— Oi. — Disse entrando no quarto. Está melhor? — Perguntou preocupado.

—Um pouco. — Respondeu segurando o livro, fingindo ler.

— Podemos conversar? — Perguntou, se sentando.

— Precisamos? — Retrucou.

— Bella, por favor. — Pediu e ela assentiu, soltando o livro.

— Está bem. O que é?

— O que achou da Carmen? — Perguntou e Bela retorceu o rosto, pensando se devia abrir o jogo. Pensando no que Tânia havia dito, decidiu jogar tudo no ventilador.

— Quer dizer a megera que quer me colocar em um colégio interno assim que vocês se casarem? — Disse tentando soar indiferente e ouviu Eleazar suspirar. — O que foi?

— Eu entendo que você esteja com ciúmes, mas não tem motivos para isso, pequena.

—Espera, eu o que? — Perguntou, ainda processando as palavras.

— Eu entendo mesmo, Bella. Carmen é psicóloga e disse que você podia reagir assim. Só não pensei que você fosse inventar uma historia dessas. Você é sempre tão madura. — Comentou, passando as mãos pelo cabelo.

— Espera, você acha que eu estou inventando que aquela vadia... — Dizia, mas ele a interrompeu.

—Olha a boca!— Rosnou, a repreendendo.

— Ah me desculpe. Que aquela doce e inocente pútrida disse tudo isso, porque eu estou com ciúmes?

— Talvez seja melhor conversarmos outra hora, Isabella. — Respondeu a chamando pelo nome, demonstrando que estava decepcionado.

—Não, não. — Ralhou se levantando e andando de um lado para o outro. — É isso que você acha?

— Ela disse que é perfeitamente normal esse comportamento, Bella. Que é normal que você tenha se apegado a mim e não queira dividir. E honestamente, essa é a única coisa que faz sentido, porque eu não sei o que pensar, porque você não é assim. — Explicou.

— Puta merda! — Ralhou indignada. Não conseguia acreditar no que ouvia.

— Olhe a boca, Isabella. Francamente, pensei que tivéssemos conversado sobre esse palavreado.

— Não! Você me conhece desde que eu tinha seis anos. Essa piranha te agarrou a seis meses e você vai dar ouvidos a ela? — Questionou indignada com a situação. Não conseguia acreditar no que estava ouvindo.

— Isabella! — Tentou argumentar, mas ela o interrompeu.

— Isabella coisa nenhuma! Não da pra acreditar nessa merda!

— Já vi que não adianta conversar com você agora. — Disse se levantando.

—Ei, onde você vai? Eu ainda não terminei! — Rugiu fora de si. — Eu não acredito que você vai ouvir aquela megera e a mim, que sou sua sobrinha.

— Já chega disso, Isabella! —Vociferou. — Você está de castigo!

— Castigo? — Questionou. — E desde quando você me deixa de castigo? Aposto que foi idéia dela. — Murmurou com desdém.

—Não, não foi ideia dela. Sou perfeitamente capaz de pensar sozinho.

—Olha, agora não parece é o que parece, não. Parece mais um boneco nas mãos daquela... — Dizia, mas ele a interrompeu farto.

— Agora já chega! Você está de castigo. — Declarou, caminhando até a porta do quarto. — Sem sair, sem telefone e sem treino! — Disse saindo e batendo a porta.

— Puta merda. — Murmurou inconformada.

~*~*~*~*

Bella esperou cerca de uma hora, sabendo que seu tio havia ido dormir, então apanhou sua mochila com algumas roupas. Calçou suas botas e saiu pela janela, usando a escada de incêndio.

Estavam tentando tirar dela tudo que restara de sua família. E ela precisava de ajuda. Agora mais que nunca.

Notas finais
Carmen não vale nada!! Será que Bella ai abrir os olhos do tio? Tania ia dizer uma coisa, mas mudou de ideia. O que será? COMENTEM E RECOMENDEM!