Be Afraid

11 Capítulo 11 - Espírito de vngança


Notas iniciais
Olha eu aqui!! Ta sendo uma fic por dia, gente. NÃO TA FACIL!!!

Oito meses e a investigação sobre a morte dos pais de Bella havia sido arquivada, pois não tinham nenhuma pista relevante e aquilo frustrava Eleazar de um jeito enlouquecedor. Ele sentia que estava falhando com sua irmã e... com sua pequena Bella.

Ele precisava extravasar essa frustração, então foi para ala de treinamento do FBI. Queria descontar toda sua raiva e dor nos sacos de areia. Não aguentava pensar que perdera sua irmã, que Bella perdera sua mãe, e ele não conseguira trazer justiça para o nome de Renée.

— Eleazar. — Uma voz doce e conhecida o chamou.

Ele usava bermuda, tênis e camisa a regata. O suor banhava seu rosto, assim como suas roupas.

Tânia o olhava com certo desejo no olhar, ele estava lindo demais. Ele tinha noção do quanto mexia com ela? Bem, ela sabia a resposta para essa pergunta estúpida. Eleazar a via apenas como uma amiga e ela precisava superar isso e seguir em frente.

— Ligação pra você. É da escola da Bella.

Rapidamente Eleazar saiu do tatame e correu até seu escritório, com Tânia em seu encalço, e então ele capturou o telefone.

— Denali.

— Senhor Denali, aqui é a senhorita Salvatore do colégio da Isabella. O senhor é o tio dela?

— Sim, sou eu? Algum problema? Bella se machucou? — Perguntou alarmado e a mulher suspirou.

— Isabella está bem. Seu colega de classe por outro lado... O senhor poderia vir até aqui para conversarmos?

— Daqui a pouco chego ai. — Ele desligou.

— O que houve? — Tânia perguntou.

— Parece que Bella se envolveu em alguma briga na escola. Eu tenho que ir lá.

— Claro, qualquer coisa você me liga. — Ele assentiu e saiu em disparada para o colégio de Bella, mas antes tomou uma rápida ducha em seu apartamento e vestiu jeans, camisa polo branca e calçou sapato social preto.

Chegando na escola, Bella estava sentada em um banco e ao seu lado haviam duas mulheres e um menino com um curativo no nariz.

— O que aconteceu?

— Senhor Denali, pode me acompanhar, por favor? — Eles entraram na sala da diretora e se sentaram. — Essa é a senhora King. Mãe de Royce. — Ela disse apontando para o garoto com o curativo. — Ao que parece houve um desentendimento e eles... brigaram.

— Essa maluca quebrou o meu nariz. — Royce gritou chorando.

Eleazar olhou para Bella com um olhar inquisitivo e ela sustentou o olhar sem emoção nenhuma, ele esperava ver um pedido de desculpas, vergonha, arrependimento. Nada! Nem mesmo remorso.

— Como eu dizia, eles se desentenderam e houve uma briga. Isabella bateu em Royce e quebrou seu nariz.

— Eu sinto muito. — Eleazar fez uma careta em desgosto.

— Eu espero que entenda que esse comportamento é inaceitável.

— Eu quero essa menina longe do meu filho, senhorita Salvatore.

— Eu entendo, senhora King e...

— Espere, a senhora não vai expulsar a Bella, né? Eu entendo que o que ela fez foi errado, mas ela não é assim. Deve ter tido um motivo. — Tentou interceder pela sobrinha. — Não que justifique, mas... — Ele disse olhando para Bella. — Por que bateu nele?

Bella disse friamente:

— Eu perguntei para a senhorita Forbes se fazer o cartão de dia das mães era obrigatório e ele — cuspiu a palavra olhando para Royce — disse que eu não devia gastar folha porque fantasmas não leem cartões. Depois ele disse que eu era estranha por... — Calou-se jogando de ombros. — Não importa e eu também não lamento.

Eleazar nunca ouviu sua sobrinha falar daquele jeito, ele já estava acostumado com certa falta de empatia, ser ignorado e o semblante neutro dela, mas ouvi-la pronunciar aquelas palavras o fez repensar a ideia de que Heide talvez devesse estar confundindo a paciente, pois disse que Bella a cada sessão ficava mais doce e... gentil. Aquela garota a sua frente não tinha nenhum desses traços.

— Você ouviu, senhorita Salvatore? A menina não está arrependida pelo seu comportamento. O que vai fazer?

— Espere um momento, senhora King. O seu filho não agiu certo também. Esse tipo de comentário que ele fez a respeito da mãe da senhorita Isabella também não é aceitável. — Argumentou. — Isabella — ela disse e Bella a encarou —, eu sinto muito que ele tenha dito isso. Você disse... disse que ele a chamou de estranha. Por que ele disse isso?

Bella apertou o tecido da saia entre os dedos, irritada. Ela já havia dito que não importava, por que os outros a faziam dizer e fazer coisas que não queria?

— Podemos ir, tio? — Perguntou, ignorando a diretora.

— Suponho que essa pergunta seja irrelevante, senhora Salvatore, ela já explicou o motivo. — Eleazar não a exporia daquela forma na frente de desconhecidos, conhecia a sobrinha e sabia que ela não agiria daquela forma se o garoto Royce não tivesse realmente a tirado do sério, pois quando algo a aborrece ela apenas olha torto ou ignora.

— Parece que tudo foi esclarecido, senhora King. — A diretora disse com um suspiro.

— Então vai expulsá-la? — Ela perguntou e Royce sorriu.

— Não. Ambos estão errados. Acredito que uma suspensão está de bom tamanho. Parece justo para você, senhor Denali?

— Muito justo, senhorita Salvatore. Eu vou conversar com Bella. Isso não vai se repetir.

— Pois para mim não. Não quero meu filho estudando com essa delinquente.

— Eu já tomei minha decisão, senhora King e gostaria que não se referisse aos alunos dessa maneira. — Respondeu com o maxilar travado. Era compreensível o porquê do filho dela agir dessa forma, com um exemplo desse em casa. — Agora se me dão licença. — Ela disse indicando a porta para que se retirassem.

~*~*~

Assim que chegaram em frente a Mercedes preta, Eleazar parou e ficou de frente para Bella.

— Por que ele te chamou de estranha?

A garota de saia rodada, sapatilha e camiseta a regata, suspirou frustrada. Não podiam esquecer isso?

— Ele me viu saindo do cemitério ontem.

Eleazar arqueou uma sobrancelha e se abaixou, fitando-a.

— Que horas você foi ao cemitério?

— Enquanto eu te esperava.

Bella o aguardava de segunda a sexta na escadaria do colégio durante um período de quarenta minutos, mas nunca imaginou que ela fosse capaz de sair andando sozinha por ai.

— Por que você não pediu para que eu a levasse, Bella? Não quero que isso se repita nunca mais, você está me ouvindo? É perigoso andar sozinha.

Bella apenas assentiu, ainda estava chateada por ter sido obrigada a falar.

— Por que não pediu pra que eu te levasse? — Perguntou novamente.

— Ontem foi o aniversário da mamãe. — Eleazar ficou boquiaberto.

Céus! Como ele era terrível com datas. Precisava com urgência colocar post its em seu quarto com datas comemorativas importantes.

Ela abriu a porta do carro.

— Quero ir pra casa, tio.

Ele assentiu, mas antes que ela entrasse no carro ele segurou o pulso dela, gentilmente.

— Desculpe, Bella, eu sinto muito não ter lembrado.

— Não importa.

— Importa sim, me desculpa. — Pediu outra vez e ela levantou a mão e a colocou sobre o rosto dele, que fechou os olhos com o toque, estava surpreso pela atitude da sobrinha.

— Você está se saindo bem, tio. — Ele abriu os olhos e se deparou com um pequeno e sincero sorriso, que aqueceu o seu coração.

Sim, ele estava se saindo bem e com o passar dos dias ela sentia que ele era digno de sua confiança, em todos os meses que se passaram ele conseguiu ultrapassar o muro que ela construiu ao seu redor. Bella passou a amá-lo verdadeiramente.

— Não vejo nenhum arranhão em você. — Eleazar comentou sorrindo, de certa forma orgulhoso.

— Tive um bom professor. — Respondeu e o sorriso dele cresceu ainda mais.

— Quer tomar sorvete? — Perguntou se levantando e a ajudando a entrar no carro, ela apenas assentiu.

Bella pensou em seu futuro e no futuro daqueles que tiraram seus pais. Ela tinha sim um bom professor que a ensinaria tudo o que ela precisaria saber. Ela não tinha o que temer, por outro lado aqueles que se meteram em seu caminho...

Nem que levassem anos, mas eles pagariam por toda a dor que trouxeram à ela.

Notas finais
Bella é fria e bastante dissimulada. Próximo capítulo vamos ter mais Cullen!! COMENTEM E RECOMENDEM!!