Be Afraid

16 Capítulo 16- Um passado enterrado


Notas iniciais
Olha eu aqui!! Agora esse é o último capítulo do ano!. Espero que gostem porque vocês estão meio paradas!! Bora criar teorias!! COMENTEMM

— Minha mãe adorou você. – Edward comentou, acariciando as costas nuas de Bella.

— Que bom. Porque eu estava apavorada.

— Então enfrentar vários caras no tatame, tudo bem, mas conhecer meus pais te assusta?

— Basicamente. – Respondeu se levantando.

— Onde você vai? Acabou de chegar- Lamentou com um bico.

— Eu cheguei tem quatro horas. E eu marquei de jantar com meu tio.

— Tudo bem. Como foi lá ontem?

— Bem. – Murmurou, sabendo que ele falava de seus pais. – Não quero que pense que eu não...

— Bella! Tudo bem. Você queria um momento sozinha com eles. Eu entendo. Quando eu levo flores para o meu avô, também vou sozinho. Não há problema nisso.

— Leva flores para ele? – Perguntou se vestindo.

— Todos os anos. Sempre antes de amanhecer. O cemitério faz parte da rota do meu pai. Não quero que ele me veja lá.

— Quantos anos você tem? – Zombou.

— Não é medo. É por respeito. Por que acender uma briga antiga?

— Tudo bem, tenho que ir agora.

— Te vejo amanhã? – Perguntou segurando a mão dela, a fazendo o sorrir.

— Claro.

Assim que Bella saiu, Edward decidiu se levantar. Rapidamente se vestiu e dirigiu até a casa dos pais. Ainda pensando em seu avô.

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— Pensei que não fosse aparecer! – Esme ralhou abraçando o filho, amorosamente.

— Oi, mãe. Até parece que não me viu ontem.

— Não importa. Você sempre será meu bebê. Nunca me canso de te ver. – Respondeu sorrindo docemente. – O almoço está quase pronto.

— Ótimo. Onde está o pai? – Perguntou.

— Teve uma emergência no trabalho. Disse que algum negócio foi interrompido e que precisava resolver isso. Eu não entendo nada disso. – Disse balançando a cabeça.

— Bom. Mãe?

— Sim, querido?

— Eu estava pensando... Hoje é...

— Eu sei. – Baixou a cabeça suspirando. – Já lhe pedi para não pensar nisso, Edward. Se seu pai soubesse...

— Se zangaria, eu sei. Esqueça o que eu disse, está bem? Eu me lembrei de uns livros que eu tinha, acho que os guardei no sótão, será que posso procura-los?

— Claro, querido. Apenas tente não se sujar muito, está bem? – Pediu e Edward assentiu.

Ele caminhou até o segundo andar e baixou as escadas, subindo logo depois. Havia mais coisa nessa misteriosa história de seu avô e ele descobriria. Ele sabia que Esme não se livrava de nada, sobretudo quando era algo importante para ela. E houvesse algo, estaria ali.

Edward olhava caixa por caixa e se passaram horas, até que ele finalmente havia decidido desistir.

— Edward? Está tudo bem? – Assim que ele havia terminado de almoçar, havia subido outra vez, deixando Esme curiosa. – Encontrou o que procurava, filho?

— Ainda não, mãe! – Gritou, passando a mão pelos cabelos. Estava a ponto de desistir quando a luz da janela, refletiu em algo, o fazendo brilhar.

Edward caminhou lentamente até lá, encontrando um pequeno baú. Ele era preto, com alguns detalhes prateados. Se lembrava de te-lo visto no quarto de sua mãe, quando era pequeno. Por que estaria ali agora? Quando o pegou, notou que estava trancado. Sempre fora bastante habilidoso com fechaduras, então não teve problemas em abrir.

Dentro da pequena caixa, haviam cartas, cartas que pareciam bastante antigas. Edward as observou, pensando se deveria ou não le-las. Talvez fossem cartas trocadas entre seus pais no tempo de namoro. Não havia nada de mau nisso. Não teria problema se ele lesse, pensou.

Se sentou no chão, com a primeira carta em mãos. Elas estavam enumerados, então era fácil de saber a ordem, então afoitamente, começou a le-las.

Como estão as coisas em sua nova vida? Eu sei o que seus pais lhe obrigaram a fazer e não tenho palavras para dizer o quanto lamento, meu amor.

Seria um hipócrita se dissesse que espero que o ame, porque a verdade, é que a quero só para mim.

Sei que a essa hora, já sabe que também me casei. Ela é uma boa moça, apesar de tudo, mas meu coração é e sempre será seu.

Sempre seu. C.S

Ao terminar de ler a carta, Edward estava confuso. A assinatura parecia de seu pai. C de Carlisle, S de Scott, seu segundo nome, mas as palavras não faziam o menor sentido. Então ainda mais curioso do que antes, ele pegou a próxima carta.

Eu sei que o que fizemos pode parecer errado, mas nunca senti algo tão certo, do que o que sinto por você, Esme. Também sei que não existe a menor chance de abandonar seu marido, assim como não pretendo deixar a mulher com quem me casei.

Sei também que você merece algo melhor. Uma boa casa, um marido para beija-la quando chegar do trabalho. Acredite, querida, eu queria ser esse homem.

Não tenho palavras para descrever o que senti quando a vi em nosso ultimo encontro. Talvez tenhamos sido apressados, mas acredito que tenha sido o tempo separados.

Prometo que iremos mais devagar em nosso próximo encontro. Em breve será seu aniversário e eu gostaria de lhe mandar flores. Suas flores favoritas. Mas não acho que Carlisle vá gostar de saber que sua esposa anda recebendo rosas brancas de outro homem, então por hora, esperarei por nosso próximo encontro.

Sempre seu C.S

Edward terminou de ler a carta, ainda perdido. Sua mãe teve um caso? Quando tempo durou? Quem era o outro homem? Isso ainda acontecia? Ele rapidamente pegou a próxima carta, ainda mais curioso do que antes.

O que quer dizer com grávida? Quero dizer, eu sei o que isso quer dizer, mas preciso saber o que significa. E o mais importante, existe alguma chance de ser meu?

Eu seria mais do que feliz em ter um filho com você, meu amor. Mas se eu não for o pai, isso significaria que nosso relacionamento acabou? Por favor, não diga isso. Eu não suportaria.

Ele já sabe? De quanto tempo você está? Agora estou ainda mais ansioso do que antes pelo nosso próximo encontro. Mal posso esperar para ver você, tocar você, amar você.

Sempre seu C.S

Ela estava grávida. Pela data das cartas, ele era a criança de que falavam nas cartas. Sua mãe havia tido um caso e Carlisle podia não ser seu verdadeiro pai. Isso o deixou enjoado e completamente perdido. Nunca imaginou que se sentiria tão perdido. Havia ido buscar por um segredo e encontrou um ainda pior.

Edward apanhou as cartas e se levantou. Com elas dobradas e enfiadas nos bolsos, saiu o mais rápido que podia dali.

— Edward? – Ouviu sua mãe chama-lo, mas a ignorou, entrando em seu carro e dando partida. Precisava terminar de ler as cartas e o mais importante, precisava saber quem era. C.S.

Notas finais
Levanta a mão quem sacou quem é o SC. Se Edward não é filho do Carlisle, de quem é?COMENTEM!!! Esme não é tão doce e inocente assim não. Ninguem aqui é. hehehe