Be Afraid
10 Capítulo 10 - Informações são tudo que preciso.
Notas iniciais
Dias atuais...
— Recebi sua mensagem, Garrett. — Anunciou, entrando no depósito abandonado.
— Bom te ver também, Belinha. — A cumprimentou, descendo do capô de seu Cadillac preto.
—Informações, Mitchell! — Ralhou com ele, fazendo-o revirar os olhos. Já estava acostumado com suas grosserias. — Eu quero informações! — Disse impaciente.
—Sabe. — Respondeu se aproximando, com um envelope em mãos. — Você podia fingir que está aqui porque somos amigos. — Acrescentou.
—Não somos amigos. — Declarou entediada. — Nós transamos algumas vezes e foi divertido. Agora você me passa as informações que eu preciso. — Comentou. — Você quer Carlisle morto tanto quanto eu. E é aí que nosso acordo acaba. — Se aproximou dele, quase como um predador se aproxima da presa. — A informação é quente?— Perguntou puxando o envelope de suas mãos e o abrindo.
— E eu já te dei alguma que nos fosse? — Questionou, voltando a se sentar no capô. — Aliás, lindo trabalho com o Félix. Um rostinho bonito abre portas.
— Você sabe que eu sou mais do que isso, Garrett. — Declarou convencida.
— É, e eu também sei que as pessoas estão fazendo perguntas. — Retrucou, baixando os olhos.
— Que tipo de perguntas? — Questionou preocupada. Não era nada bom que fizessem perguntas.
— A história que corre na agência é que temos uma assassino com assinatura a solta. — Respondeu, enquanto mexia em seu celular.
— Consegue controlar as notícias? — Questionou, com um tom de desafio e ele sorriu.
— Ah, por favor, querida. Eu sempre consigo. — Respondeu se colocando de pé. — Soube que foi apresentada ao nosso amigo em comum ontem.
— Você também o viu? — Questionou.
— Claro que eu vi. Eu estava na festa, mas você garota, você levou as coisas para outro nível! — Comemorou. — Envolver o filho dele? Brilhante!
—Eu trabalho com oportunidades. — Retrucou com um sorriso brincando nos lábios. — E o menino de ouro é a melhor até agora.
— Só tome cuidado, está bem? Eu já vi o Masen trabalhando. O garoto não é burro. É até bastante esperto.
— É mesmo? Eu aposto que sou mais. — Declarou.
— Estou falando sério, Bella. Tome cuidado. — A alertou.
—Porque eu tomaria cuidado? Tudo que ele sabe sobre mim é que meus pais morreram em um trágico acidente de carro e que eu fui criada pelo meu tio. — Contou, voltando a fazer a cara de vítima. As aulas de teatro que havia tido na escola, lhe serviam muito bem. — Eu aposto que quando ele era pequeno ele gostava de cuidar dos animais machucados que encontrava. — Comentou. — E para ele, eu sou exatamente isso. A doce, frágil e inocente órfã.
— Você só se esqueceu do psicótica e vingativa.— Respondeu sorrindo.
—O que eu vou fazer com o pai dele não é vingança. — Retrucou. — É justiça! Vingança será o que eu vou fazer com os outros. — Acrescentou, fazendo com que o sorriso de Garrett morresse.
—O que?Espera aí! Que outros? — Questionou confuso
— Você achou que Carlisle seria o suficiente? — Perguntou cerrando os olhos. — Ele tirou tudo de mim. Minha família! E é exatamente o que eu vou fazer com ele. Ele mandou matar meus pais na minha frente e é desse jeito que ele vai perder a família. Eu quero que ele assista cada morte, antes que a dele chegue.
— O acordo não era esse! — Rugiu irritado. — Era pra ser só o Carlisle, Isabella.
— Não, meu querido. Você disse que queria Carlisle morto e é exatamente isso que vai acontecer. Todo o resto não é da sua conta. — Disse, fechando o envelope e saindo.
— Isabella? — Garrett a chamou, fazendo com que ela parasse. — Tem mais uma coisa. Eleazar está na sua cola.
— Com tanto que você mantenha sua boca fechada, eu não tenho com o que me preocupar. — Respondeu sem se virar.
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Bella chamou um taxi e voltou até seu apartamento, encontrando Tânia digitando em seu computador.
— Oi. — Tânia a saudou, sem tirar os olhos da tela.
—Olá. O que você está digitando? — Questionou, se aproximando.
— Assuntos da agência. Sabe que não posso falar sobre isso, Bella. E agora que você saiu, seu tio não quer você envolvida. — Respondeu, pegando sua caneca e bebendo seu café.
— Sério, Tany? Desde quando guarda segredo de mim? — Questionou chateada e ela revirou os olhos.
— Está bem! Senta aqui. — Disse e Bella foi para seu lado.
—O que é? — Questionou curiosa, olhando para os arquivos.
— Não temos certeza ainda, mas encontramos um padrão. O que é bom, mas não existe ligação entre as vítimas.
— Padrão? — Bella perguntou, querendo saber até onde Tânia sabia.
— Olha.— Disse, apontando para a tela.— Vê? Todos com tiro na cabeça e tem essa flor no meio do sangue. No inicio pensamos que era parte da decoração dos hotéis, mas olhe para esses. Eles estavam nas salas de sua casa. E não parece um lugar que tenha flores. — Comentou, fazendo Bella sorrir internamente, ao olhar para cada um dos assassinatos. Ela havia feito um ótimo trabalho.
— Então é um assassino com assinatura? — Perguntou, fingindo inocência.
—Exatamente! Eleazar acha que é coisa da minha cabeça, mas tem alguma coisa por trás disso. — Declarou frustrada.
— Quem são? Pessoas comuns? — Bella perguntou, já sabendo a resposta. Sabia exatamente quem eram aqueles homens e para quem trabalhavam.
— Todos criminosos. Procurados pela polícia ou conseguiram sair da cadeia, mas ainda sim criminosos. — Respondeu, voltando a analisar as fotos.
— Então ele está fazendo um favor. — Debochou, se levantando.
— As coisas não são assim, Bella. Eleazar está preocupado. — Respondeu, olhando para a garota.
— Por quê? São criminosos! Tiverem o que mereceram.
— As coisas não são feitas assim, Bella. — Explicou. — Eles eram criminosos sim, mas deveriam receber um julgamento e uma punição. Não serem executados!
— Quantos foram até agora?
— Nove até agora. O ultimo foi encontrado há alguns dias. Felix Volturi.
—Esse não é... — Começou, mas Tania a interrompeu.
—Um dos mais procurados do FBI? Sim ele era.
—Você sabe mais coisas? — Questionou amarrando as botas.
—Não. Nosso cara é espero. Sabe limpar a bagunça. É quase como se desaparecesse. — Acrescentou.
— Seu cara? Então acha que é um homem? — Perguntou, sentindo o ego ferido.
— É o que todos acham. Pessoalmente? — Declarou sussurrando. — Eu acho que pode ser uma mulher.
— E por que acha isso?
— Esses caras não deixariam um homem estranho chegar tão perto, Bella. São espertos. Mas uma mulher? Tudo que ela precisaria é da roupa certa.
— É um bom palpite. Boa sorte com o caso. Parece que vão precisar. — Declarou com um sorriso presunçoso, se jogando no sofá.
—Eu também acho. Mas agora chega de falar disso. Eleazar me contou, sobre o Edward. Existe algo que você queira compartilhar?
—Não, Tany. Nem começa! — Respondeu, jogando uma almofada na amiga.
—Ah não, Bella! Você tem que falar! — Gritou de volta. — Não credito que fingiu que estava bêbada pra sair com ele!
—Eu queria sair da festa e consegui. Ponto para mim, agora eu tenho que ir. — Respondeu se levantando.
—Não, senhorita! Nós temos que conversar.
— Nós vamos, eu prometo, está bem? Mas eu tenho que sair agora.
— Tudo bem, mas quando você voltar nós vamos conversar! — Respondeu e Bella revirou os olhos.
— Eu sei. Até mais tarde, Tany. — Declarou indo até o quarto, pegando sua mochila e jogando nos ombros.
— Ei, espera! Aonde você vai? E de mochila? — Questionou, arqueando a sobrancelha.
— Não precisa surtar, está bem? Eu marquei de encontrar uma amiga e vou passar a noite na casa dela.
— Uma amiga? Ou um amigo? — Questionou e ela sorriu.
— Tany... — Disse em tom de advertência.
— Ei! Não estou julgando, está bem? — Argumentou, erguendo as mãos. — Você é maior de idade. Só quero saber aonde você vai para quando seu tio perguntar.
— Edward e eu marcamos de sair. Nada de mais.
— Eu sabia! — Comemorou.
—Até mais, Tany.
— Usem camisinha! — Gritou antes que a porta batesse.
~*~*~*~*~*~*~*~*~*
Bella pegou sua mochila e colocou nas costas, montando em sua moto e pilotando até o endereço do Black.
Já estava escurecendo e ela sabia que ele não estava em casa. Seu contato estava o vigiando e a avisaria quando ele saísse do bar.
Ela entrou pela janela próxima a central de alarme e mexeu na caixa, cortando os fios antes que disparassem. Entoa começou a preparar sua brincadeira.
Estava tudo preparado, quando Bella recebeu uma mensagem. Seu alvo estava a caminho. Algum tempo depois ela ouviu a porta ser aberta e ele estava sozinho. Bêbado, mas sozinho. Ele entrou na sala, e tentou acender as luzes, mas ela havia cortado a energia.
— Mas que merda!— Ralhou, batendo a porta e a trancando. Quando ia em direção ao quarto, ouvi apenas uma ordem.
—Não se mexa!— Ele congelou no lugar. Estava perto de uma mesinha onde deixava sua pistola. Como estava escuro, rapidamente a pegou.
— Vire-se.— A voz ordenou e ele obedeceu, se virando, com a pistola na mão e a encontrou sentada em sua poltrona.
— E quem é você? — Questionou um pouco mais tranqüilo. Era apenas uma garota. Uma garota pequena, que pagaria por invadir sua casa. Pagaria de um jeito muito divertido.
— Não é você que faz as perguntas aqui. — Jacob apontou a pistola, mirando na perna dela e apertou o gatilho, mas não houve disparo. Bella havia descarregado a arma.
— Está bem! — Ralhou, dessa vez, irritado. — O que você quer? – Ele perguntou jogando a pistola no chão.
— Quero você exatamente onde está. — Respondeu sorrindo e disparou em seu joelho o fazendo cair.
Quando ele tentou se levantar recebeu outro disparo no ombro.
— Eu pago o dobro! — Gritou em desespero. — Por favor! Não me mate. — Implorou.
— Porque não? — Questionou, sorrindo com o desespero dele.
—Por favor! — Voltou a implorar, ainda de joelhos.
— Você não se importou quando meu pai implorou. Por que eu me importaria? — Questionou se aproximando. Sabia que estava ferido e não seria um risco para ela.
—O que? Eu... — Questionou, gaguejando e agonizando de dor.
— Mas pode ser que eu não te mate. — Respondeu com um sorriso inocente. — Se você me ajudar com uma coisa.
— Qualquer coisa. Eu faço qualquer coisa!— Gritou, urrando de dor.
— Como eu encontro seu amiguinho? Qual o nome dele mesmo? — Perguntou, colocando o dedo no queixo, fingindo pensar. Por quinze anos, aqueles nomes não saíram de sua cabeça. — Ah sim James Broken.— Ao ouvir o nome de James, Jacob congelou. Sabia o que aquilo significava.
— Eu sabia! — Gritou, com lágrimas nos olhos. — Sabia que Charlie tinha uma filha! Eu o avisei que isso aconteceria! Eu avisei! Sabia que você viria atrás de nós um dia. — Desabafou, desesperado, já imaginando seu destino.
— E isso não te impediu de mata-lo, não foi? — Rosnou as palavras.
— Eu não queria! Eu juro que não queria!
— Pois eu acho que queria. — Retrucou, caminhando a sua volta. — Eu acho que você queria muito. Na verdade, acho que queria muito mais que isso. Foi você que eu vi com a minha mãe. — Cuspiu as palavras, ao se lembrar das mãos imundas daquele verme, descendo pelo pescoço de sua mãe. Para o azar deles, Bella tinha memória eidética. Também conhecida como memória fotográfica.
— Por favor! — Implorou! — Foi apenas uma brincadeira! — Tentou se defender.
—Eu sei disso, querido. Nós também vamos brincar um pouquinho. — Respondeu se aproximando. — Sabe, eu sei que existe um código de lealdade entre vocês. Mas você vai me dar o paradeiro dele. — Comentou sorrindo. — E então eu vou fazer uma coisa bem legal pra você.
—Tudo bem, eu falo tudo o que eu sei, mas não me mata! — Suplicou.
— Bom garoto. — Bella sorriu, por leva-lo exatamente onde queria. — Agora que você está sendo legal comigo, eu posso ser legal com você também. Eu não vou matar você. Eu prometo. — Bella disse jogando as algemas para ele.
— Para que isso? — Questionou, olhando o objeto metálico.
— Ali! — Apontou para o sofá, que era preso ao chão. — Se algeme no móvel.
Ela mandou e ele obedeceu. Quando ele estava preso, Bella colocou a arma na cintura e caminhou até ele.
— Você está sendo um bom garoto. — Comentou, mexendo nos cabelos dele. — E bons garotos merecem recompensas. — Disse, abrindo o zíper dele e puxando sua calça. Ele pensava que ela era no mínimo louca, mas pelo menos estava satisfeito com a promessa que ela não o mataria. Ela puxou sua calça junto com a boxer e viu que ele estava começando a se animar.
— Você tem sido um bom garoto, mas já fez coisas muito ruins não foi? — Perguntou, com uma voz rouca e sensual, fazendo ele fechar os olhos.
— Eu fiz. — Respondeu, soltando um gemido. .
— E você se arrepende? — Questionou, decidindo lhe dar uma última chance.
— Não. — Retrucou rapidamente, tentando erguer o quadril, em busca de mais atrito.
—Não? — Ela perguntou, arqueando a sobrancelha.
— Não mesmo. — Respondeu sorrindo, voltando a abrir os olhos.
— Ótimo!— Indagou, puxando uma faca de sua cintura e colocando perto do membro dele.
— Espere! O que você...? — Mas antes que ele dissesse mais alguma coisa, ela o cortou e ele gritou.
— Isso é por pensar que podia colocar suas patas na minha mãe! — Declarou sorrindo e ele perdeu a consciência por alguns minutos. Quando acordou ela estava no sofá. Apenas o observando.
— Pensei que a brincadeira tivesse acabado. — Comentou, olhando para as unhas, sem lhe dar muita atenção.
—Você prometeu que não me mataria. — Declarou, tonto e ofegante, pela perda de sangue e pela dor.
—Ah, mas eu não vou! — Respondeu se levantando e apanhando sua mochila. Já havia limpado suas digitais e caminhava até a porta.
— Espera. — Suplicou e ela sorriu se virando e sussurrando em seu ouvido.
— A hemorragia vai! — Disse mostrando seu membro cortado dentro de um saco plástico e ele olhou para si com horror, enquanto gritava, quando Bella jogou uma rosa branca e saiu, sem ao menos olhar para trás.
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