Bastidores

18 You said you'd never let me down.


Notas iniciais
Eu demorei? Neeeeeem. *espero que tenham sentido a ironia transbordando*
E a Marilu que bota ovo pelo cu fez uma recomendação! Yeahhhhhhhh
Esse capítulo é dedicado pra ti, Marilu que me ama s2
E leiam a fic dela: Garota Rebelde. To mandando. No/
Tá, leiam:

– Ninguém termina assim comigo, Senhorita Evans. – ele disse, em um tom ameaçador.



– Luke? O que... O que você está fazendo aqui? – Lily perguntou, tropeçando nas palavras.



– Eu morei aqui por quase um ano, esqueceu? Eu ainda tenho a chave. – Luke respondeu, balançando no ar um objeto prateado. Lily, rápida, pegou a chave, examinando-a.



– Filho da puta... – murmurou, jogando a chave no chão.



– Olha aqui sua vadia... – Luke começou, encarando os olhos verdes de Lily que fumegavam de raiva.



– Olha aqui você! – James se pôs entre Lily e Luke, com tanta raiva que a veia em sua testa poderia explodir a qualquer momento. – Sai daqui agora, ou eu faço você se arrepender de ter nascido.



– O que você vai fazer? Me dar uma guitarrada na cabeça? – Luke falou debochado, ignorando o fato de James ser mais alto e forte que ele.



Toda a curta paciência de James fora pelos ares. Luke sempre o irritou profundamente, ainda mais com o sorriso debochado que ele tinha nos lábios. Em um movimento rápido, o punho de James acertou o maxilar de Luke com força suficiente para fazer os dentes dele irem parar no cérebro.



E muitos socos da parte de James e muito sangue saído do nariz de Luke depois, ele estava saindo do apartamento de Lily, murmurando ameaças.



Lily estava pálida e suava frio. Abraçou James tão forte que ela teve certeza que pelo menos uma costela dele havia se quebrado. Afundou o rosto em seu peito, a respiração entrecortada.



Ela tinha medo. Medo do que Luke ainda poderia fazer. Do que Luke com certeza faria. Não medo de que algo com ela mesma acontecesse, mas que ele fizesse algo para machucar aqueles que ela ama... James, Sirius, Remus, talvez até Tonks ou Marlene. A simples idéia de que algo poderia acontecer com eles a causava uma imensa dor, um peso indescritível em seu coração machucado.



James beijou sua testa, e ela teve certeza que estava protegida.



– Eu estou com medo. – a ruiva murmurou, quase inaudível.



O medo é só um simples compromisso.



Ela riu fracamente da resposta de James. Quem diria, James Potter filosofaria um dia.



Todo o momento “fofo” fora interrompido pelo toque alto do telefone. Lily, bufando, atendeu depois de perceber que a pessoa do outro lado da linha não desistiria tão fácil.



Era Frank, mais uma vez – ele estava ligando demais para Lily, o que torrava a paciência – ameaçando Lily, caso ela não chegasse ao local do show em dez minutos. Ela pensou em cancelar, falar que não iria... Mas ela de certa forma precisava mostrar que ela estava bem. Não para a imprensa, não para os fãs. Para Luke. Mesmo ela tendo quase certeza que ele não veria, ela precisava mostrar também para si mesma, convencer-se de que ela era forte e ameaça nenhuma a faria deixar de fazer o que gosta.



Correu para o quarto, e enquanto colocava suas roupas ela gritava com James, apressando-o. Colocou um curto short jeans claro, uma camiseta maior que ela e as meias 7/8 pretas (estas já estavam quase fazendo parte de seu corpo).



Calçou os sapatos altíssimos de plataforma, bagunçou os cabelos, passou a já habitual sombra preta ao redor dos olhos, que faziam seus olhos ficarem mais verdes que o comum. Saiu do apartamento acompanhada de James (não sem antes cheirar um pouco de cocaína – apenas um ritual típico).



O local estava lotado, pelo que Lily pôde constatar. As pessoas da fila, que aguardavam para entrarem no local, gritaram quando o carro passou por elas. James, que estava no volante, teve que acelerar para não serem atacados pelos fãs, o que quase os fez bater na traseira de um carro da frente.



Rindo escandalosamente, James e Lily deixaram o carro, na entrada dos fundos, longe da multidão histérica.



Assim que entraram no camarim, uma mocinha de preto avisou que eles deveriam entrar em alguns minutos, a banda de abertura – que Lily lembrou de quando eles abriam para bandas maiores – estava quase acabando.



A atenção de Lily foi diretamente para Tonks, que exibia os cabelos – num tom de rosa pink extremamente chamativo – para Marlene, que tirava fotos em sua mais recente aquisição – uma máquina fotográfica profissional.



Minutos depois, eles entraram no palco, cumprimentado as garotas da banda desconhecida – uma banda só de garotas, a vocalista pensava que era Cherrie Curie, mas elas eram péssimas. Onde Frank estava com a cabeça quando chamou-as pra abrir o show, mesmo?



Subiu no palco, o coração como sempre pulando. Aquela sensação de sempre, boa demais, que fazia tudo ter uma adrenalina especial.



What You Want (Evanescence)

Do what you what you want
If you have a dream for better
Do what you what you want
Till you don't want it anymore (remember who you really are)



Cantou apenas acompanhada pela bateria. Sentiu-se como em seu primeiro show. Sentiu-se como se sentia sempre.



Do what you what you want
Your world's closing in on you now (it isn't over)
Stand and face the unknown
(got to remember who you really are)

Every heart
In my hands
Like a pale reflection

Hello, hello remember me?
I'm everything you can't control
Somewhere beyond the pain
There must be a way to believe
We can break through

Do what you what you want
You don't have to lay your life down (it isn't over)
Do what you what you want
Till you find what you're looking for
(got to remember who you really are)

A multidão gritou quando as luzes se acenderam. Pularam praticamente a música inteira. Lily gostava daquela música. Falava sobre quem você realmente é, sobre fazer o que quiser, sobre ser incontrolável. Falava daquilo que ela própria não conhecia a dois anos atrás: Fazer o que quiser. Frase antes desconhecida por ela.



But every hour
Slipping by
Screams that I have failed you

Hello, hello remember me?
I'm everything you can't control
Somewhere beyond the pain
There must be a way to believe

Hello, hello remember me?
I'm everything you can't control
Somewhere beyond the pain
There must be a way to believe

There's still time
Close your eyes
Only love will guide you home
Tear down the walls and free your soul
Till we crash we're forever spiraling down
Down, down, down

Hello, hello, it's only me
infecting everything you love
Somewhere beyond the pain
There must be a way to believe

Hello, hello remember me?
I'm everything you can't control
Somewhere beyond the pain
There must be a way to learn forgiveness

Hello, hello remember me?
I'm everything you can't control
Somewhere beyond the pain
There must be a way to believe
We can break through

A música ser mais pesada pareceu agradar aos ouvidos de todos. Lily estava feliz. Andava pelo palco, jogava seus cabelos que pareciam chamas no ar de tão vermelhos.



Remember who you really are
Do what you what you want



Falou a última frase, e andando para trás, se escondeu onde a luz não a alcançava.

Respirou fundo e ignorou a fraca dor de cabeça. Voltou para os holofotes, e foi recebida pelos gritos e aquele já habitual coro: “Snakes!”.



Make Me Wanna Die (The Pretty Reckless)

Take me, I'm alive

Never was a girl with a wicked mind

But everything looks better when the sun goes down

I had everything, opportunities for eternity

And I could belong to the night

Your eyes, your eyes

I can see in your eyes

Your eyes

Começou a música sem anunciá-la. Deixou o microfone no apoio, sem soltá-lo, cantou com os olhos semi-fechados e a expressão neutra.



You make me wanna die

I'll never be good enough

You make me wanna die

And everything you love

Will burn up in the light

And everytime I look inside your eyes

You make me wanna die

Cantou o refrão com mais força, cuspindo as palavras.



Taste me, drink my soul

Show me all the thing that I should've known

When there's a new moon on the rise

I had everything, opportunities for eternity

And I could belong to the night

Your eyes, your eyes

I can see in your eyes

Your eyes, everything in your eyes

Your eyes

You make me wanna die

I'll never be good enough

You make me wanna die

And everything you love

Will burn up in the light

And everytime I look inside your eyes

(I'm burning in the light)

You make me wanna die

Agora ela tinha o microfone numa mãe, e a com a outra ela segurava o pedestal. Brincava com o fio do microfone, enrolando nos dedos.



I would die for you, my love

My love

I would lie for you, my love

My love (Make me wanna die)

And I would steal for you, my love

My love (Make me wanna die)

And I would die for you, my love

My love

Deslizava a mão pelo corpo, levantando um pouco a camiseta ou arranhando as coxas, puxando a meia.



Will burn up in the light

And everytime I look inside your eyes

(I'm burning in the light)

Look inside your eyes

(I'm burning in the light)

Look inside your eyes

You make me wanna die

Jogava a cabeça para frente, e todo seu cabelo como fogo sendo jogado no rosto, bagunçado. Terminou a música, passou as mãos pelos cabelos, jogando-os de qualquer jeito para trás.

– eu preciso falar alguma coisa? – disse no microfone, e alguns risos foram ouvidos. – Ok, ok. Essa última chama “Make Me Wanna Die”, e essa é a... – faz uma pausa para pensar. – Segunda vez que a tocamos, e nós nunca a gravamos. Então... Vamos de mais uma que vocês nunca ouviram! – e a multidão gritou. – Essa nós chamamos de “Far From Never”. Agradaçam ao meninos por fazerem a melhor melodia que eu já ouvi. – e todos gritaram, recebendo as reverencias dos garotos.

Remus bateu as baquetas uma na outra e a música começou.



I know I fucked up this time

Just give me one more try

I know you've made up your mind

So leave me here behind you

And all the things you've said

Made it harder to breathe

When I was lying on the floor

I couldn't believe you wouldn't save me

But you blame me

Ela jogava os cabelos de acordo com as batidas da música, trocando o peso de uma perna para outra constantemente.



And you cried, the fire has just died.

It's gone forever

And the chance to live our lives

It's gone forever

And where we stand tonight

It's where we stand tonight

So far from never

I know I messed with your mind

And wasted all your precious time

The more I try, the more I find that

And all the things you've said

Made it harder to breathe

When I was lying on the floor

I couldn't believe you wouldn't save me

But you blame me

Ajoelhou-se, dobrando-se para frente. As mãos fechadas em punho faziam suas unhas machucarem as palmas das mãos, tamanha força.



And you cried, the fire has just died.

It's gone forever

And the chance to live our lives

It's gone forever

And where we stand tonight

It's where we stand tonight

So far from...

No one will never let you down

No one will never let you down

No one will never let you down

No one will never let you down

Engatinhou até a beirada do palco. Virando-se de lado, escorregou as mãos para frente, deixando seus peitos tocarem o chão, e depois finalmente deitando-se de bruços.



'Cuz the fire has just died.

It's gone forever

And the chance to live our lives

It's gone forever

And where we stand tonight

It's where we stand tonight

So far from never

So far from never

You said you'd never let me down

You said you'd never let me down

Virou-se de barriga para cima, e terminou a música assim, deitada no chão. O último acorde da música fora tocada, a última luz fora apagada num fade out. E só então ela levantou-se, deu as costas para o público e saiu do palco, terminando o show ali mesmo.



Caminhou para o camarim, atrás do palco e entrou batendo a porta. Encostou-se na porta e escorregou até sentar no chão.



Tirou o maço de cigarros amassado do bolso de trás do shorts e tirou um, acomodando-o entre os lábios vermelhos e finos e acendendo. Deu uma funda tragada, segurnado a fumaça por três ou quatro segundos, o suficiente para ela invadir todos seus sistema respiratório e depois soltou-a para o alto.



Acalmou-se.



Jogou-se no sofá marrom, vestindo a jaqueta camuflada que estava jogada sobre o mesmo – provavelmente seria de Remus, ele usava muito uma parecida – e deitou-se, cruzando os pés.



– Vocês embarcam hoje. – Frank entrou no camarim rapidamente, assustando Lily, que jogou a metade que ainda restava do cigarro no chão. Atrás dele, um Remus aparentemente cansado também entrou.



– Hoje!? – ela gritou, exaltada.



– Hoje. Em uma hora. – Frank confirmou.



Uma hora era muito pouco, ela nem fizera suas malas ainda! Que droga, ela era sempre a ultima a saber das coisas e odiava isso.



Lily levantou-se afobada e seguiu-os para fora. James já a esperava em seu carro, no banco de trás Tonks dormia. Remus entrou no carro junto a Lily, e seguiram para o apartamento da mesma.



Ela faz sua mala na velocidade da luz, levando apenas o necessário. Com certeza compraria muito lá.

Ela iria pra Los Angeles, finalmente!

Notas finais
Quero reviews, muitas. E... é isso, agora vão ler Garota Rebelde, go go go! kkk
1 bj pra vcs suas LIMDAS com m de minhas kkk