Bastidores
19 LA, baby!
Notas iniciais
Cês tão bem? Eu to - dá pra perceber, né?
então...
eu gostei desse capítulo.
IT'S LOS ANGELES, BITCH!
espero que vocês gostem :B
LEIAM AS NOTAS FINAIS
L E I A M A S N O T A S F I N A I S
É.
Califórnia! Ah, o sol, as praias, as pessoas bronzeadas, o calor... Foram pra algum lugar na América do sul. Faziam 7°C.
As pessoas estavam todas agasalhadas, e Lily mal conseguia deixar as cobertas.
Claro que ela estava acostumada com o frio da Inglaterra, principalmente nessa época do ano. Mas o frio dali era um frio... Diferente. Talvez porque ela estava psicologicamente preparada para o sol.
– Lily, anda! Levanta dessa cama agora que nós temos que ir! – Sirius já tentava levantá-la, depois de uma tentativa frustrada de Frank.
Lily resmungou, afundando o rosto no travesseiro fofo do hotel, abraçando mais a coberta quentinha. Sirius puxou seu pé, mas a ruiva o puxou com tanta força que a mão de Sirius provavelmente viria junto.
Como última opção, ele puxou a coberta com toda força, arremessando-a num canto menos sujo e bagunçado do quarto.
– Sua mãe só é sua mãe porque você é um filho da puta! – Lily disparou xingamentos, e Sirius só riu.
Lily, se arrastando, vestiu-se. Uma calça, camiseta, jaqueta e botas se salto. Fez a maquiagem de sempre, bagunçou um pouco os cabelos e saiu, sem ligar para a cara de sono.
Era diferente, tudo. As pessoas, os lugares, as ruas, os carros, até o frio era diferente! Mas uma diferente... Bom. Sem todo o assédio que – principalmente Lily – sofriam na Inglaterra, sem os flashes, sem a multidão... Mas aquilo logo mudaria. Lily tinha certeza.
Em questão de minutos, chegaram ao local onde aconteceria a premiação. Haviam dançarinas se aquecendo e pessoas testando o som e a iluminação.
Passaram o som, ensaiaram, tudo no mais absoluto sigilo. Sem os fotógrafos e câmeras, ninguém de fora.
Numa pausa, uma garota com maquiagem colorida e meia-calça verde puxou Lily.
– Vamos, você tem que fazer a prova de roupas! – ela falava, enquanto arrastava Lily até os camarins.
– Ok. Você vai cantar... – ela começou, olhando sugestivamente pra Lily e a mesma entendeu de que música ela estava falando.
– Sim. – falou, já examinando as araras.
– Ok! Ok! Vamos lá, o que você acha desse aqui? – e tirou um vestido cor-de-rosa com lantejoulas.
Lily negou com a cabeça. Ela jamais usaria aquilo.
– Esse? – e tirou mais um vestido.
Lily sempre negando com a cabeça. Nenhum dos vestidos que ela mostrara a agradaram. Até que a moça tirou dos cabides: em um, um top preto e no outro, um short curto, que ia até um pouco acima do umbigo, pelo que Lily pode constatar.
– É esse. – declarou, tirando os cabides bruscamente das mãos da garota, que a indicou onde poderia prová-lo.
Provou-os – com dificuldade – e mostrou para a garota, que aprovou com a cabeça.
– Vou ali respirar. – falou, se referindo ao top muito apertado. Vestiu novamente suas roupas, dando graças pro poder respirar novamente.
E finalmente tudo aquilo acabou. Ela estava cansada, todos estavam, e voltar ao hotel era o que eles mais queriam naquele momento. Mas voltariam a Londres no outro dia, e precisavam conhecer a cidade. Afinal, ir a LA e não ir a alguns dos lugares famosos era quase um crime. E eles estavam na cidade do pecado!
Lily e os garotos saíram dali, andando lado a lado pelas calçadas de Los Angeles, até pararem. A uns cinco metros, havia um bar, e a placa vertical multicolorida e com letras em preto dizia que ali era o Rainbow Bas & Grill. O tão famoso Rainbow, onde grandes bandas começaram. Entraram. A fumaça dos cigarros dos presentes era densa e dificultava a visão, uma banda desconhecida tocava covers de clássicos dos anos 70 e o vocalista tinha cara de quem estava a duas semanas sem dormir.
Sentaram-se nos bancos altos do bar e Remus tratou de pedir a bebida mais forte do lugar, que queimou a garganta de Lily, tinha um gosto esquisito, de tudo que Lily já tinha bebido misturado em um copo com três cubos de gelo.
Ela, com a unha, começara a escrever no balcão de madeira. Fazia muito isso quando estava entediada ou apenas pensando. Quando percebeu, estava sozinha, deixando sua marca no balcão. Um belo “LILY – THE SNAKES” fora entalhado.
– As pessoas firam aqui, no futuro, tirar fotos disso! – declarou para uma moça ao seu lado. Já havia bebido muitos copos daquela bebida esquisita pra conversar com estranhos.
A moça, uma loira de cabelos cheios e cacheados a ignorou e voltou a agarrar-se ao cara ao seu lado. Lily revirou os olhos e tateou os bolsos, a procura de um cigarro, mas acabara achando algo melhor que isso, um saquinho com cocaína, o suficiente para fazer apenas uma carreira, mas o suficiente para satisfazê-la. Despejou o pó sobre o balcão, arrumando em uma fila. Com o indicador, tampou uma narina, encostou a outra no pó e inalou. Seus olhos lacrimejaram um pouco, como sempre acontecia. Mas ela gostava da sensação, sentir suas vias respiratórias serem invadidas pelo pó, corroendo-a por dentro. Ela sabia que fazia mal, muito, mas ela não se imaginava sem aquilo. Era seu refugio, quando estava triste, cheirava para consolar. Quando estava feliz, cheirava para comemorar.
Aos tropeços, caminhou até onde três homens que aparentavam ter entre vinte e trinta anos fumavam. Eles eram basicamente iguais: Jaquetas de couro, botas de cowboy e calças jeans rasgadas, cabelos bagunçados compridos e a barba por fazer.
– Hey! – um deles a chamou, quando ela já estava perto.
Ela os olhou impacientemente.
– Vi você cheirando ali. Tem mais? – o outro perguntou, o de cabelos mais claros.
– Não. – falou, olhando-os inocentemente, e se aproximando
– Não acredito em você. – o terceiro falou. – Só se eu fizer uma revista completa. – olhou-a, sugestivamente.
Ela concordou, erguendo os braços de costas para ele. Estava assustado, ela concordara com sua sugestão, e não o xingou até a morte.
Ela sentiu as mãos grandes do homem com cara de motoqueiro deslizarem pelas laterais de seu corpo, invadirem os bolsos de sua jaqueta e tocarem a pele por baixo da blusa que ela usava. Um arrepio involuntário fez os pelos ruivos da nuca de Lily arrepiarem-se e provocar um sorriso naquele que a revistava. Ela permitiu que as mãos deles tatearem suas coxas e seu traseiro, a essa altura os outros dois amigos do homem já os deixaram a sós.
– Sou John. – falou o homem ao pé do ouvido da ruiva.
Um nome bem comum, para um cara diferente. Quantos caras chamados “John” ela já conhecera? E todos iguais. Exceto esse.
– Sou Lily. E o prazer é todo seu. – falou, virando-se de frente para ele.
John puxou Lily pela cintura, acabando com o espaço ainda restante entre eles, e tomou os lábios vermelhos da ruiva. Ela passou os braços pelo pescoço de John. A ruiva deu três passos para trás, puxando o moreno, até sentir suas costas baterem contra a parede do bar. Ela parecia uma criança, em comparação ao corpo grande de John.
Lily passou as unhas pelo abdômen de John, arranhando-o por cima da camiseta, até chegar ao ponto fraco dele. Passou os dedos sobre o tecido que cobria a excitação de John.
E de repente ela parou, se livrou dos braços fortes de John e saiu, deixando um homem constrangido no meio de um bar lotado.
Andou em passos firmes até a saída, sentando-se na calçada em frente ao bar. Acendeu um cigarro – o último – e ficou observando as pessoas passarem por ela.
***
Acordou em seu quarto de hotel, enrolada nas cobertas macias e brancas e com uma terrível dor de cabeça. Ficou alguns minutos intermináveis deitava, resmungando, até tomar coragem de levantar-se. Olhou o relógio de parede que marcava 12h35min. Foi tomar um banho gelado, pra acordar. Tinha que estar no local onde a premiação aconteceria às cinco da tarde, para o ensaio geral e prova final de roupa. Então ela voltaria para o hotel, se arrumaria e finalmente iria para a tão esperada premiação. E depois voltaria para sua tão amada Londres. Só de pensar, ela já estava com saudades da cidade dos anjos.
Terminou seu banho, vestiu-se e saiu pelos corredores daquele hotel. Acendeu um cigarro no elevador – mesmo os avisos proibindo o fumo dentro do prédio – e xingou uma velhinha que tentou arrancar o cigarro dela.
Na recepção, uma ou duas pessoas a encaravam, como se ela fosse um animal raro numa jaula de zoológico. Esse pensamento a fez lembrar-se de Remus e o porquê da banda chamar-se “The Snakes”. Riu baixo.
Andou mais um pouco, jogou o filtro do cigarro no chão e pisou para apagá-lo. Voltou para o quarto, entediada, mas não sem antes passar pelo quarto que os garotos dividiam e chutar a porta, rindo e recebendo xingamentos.
Entrou em seu quarto e foi diretamente para o banheiro, onde encheu a banheira com a água mais quente, e, sem se importar com as roupas, entrou. Ficou ali por um tempo indeterminado, olhando para a parede de azulejos brancos. Saiu, enrolou-se numa toalha e vestiu-se novamente com roupas folgadas, deitando-se na cama. Adormeceu involuntariamente.
Acordou com James, Remus e Sirius lhe chamando. Resmungando, vestiu uma jaqueta jeans de tachas e calçou suas botas, e saíram. Ensaiaram, provaram roupas, discutiram um pouco... Lily estava quase entediada. Mas o tempo passou mais rápido do que ela esperava, e logo ela estava em sua roupa “do tapete vermelho” – uma total perda de tempo, seguindo ela mesma –: Um vestido vermelho como seus cabelos e justo ao corpo, as já comuns meias e as botas de salto pretas. Estava pronta, seus cabelos – já compridos – com discretos cachos nas pontas caídos pelos ombros, os olhos marcados lindamente com a maquiagem preta e os lábios preenchidos por um batom... Preto. Nada comum, mas ficara bonito em Lily. Tudo fica bonito nela. Foi um dos pensamentos de James quando a viu já arrumada. Agora eles quatro estavam recebendo os holofotes, no tapete vermelho.
Diferente de Lily, os garotos estavam com simples ternos pretos – sem a gravata, uma “coleira desnecessária”.
E depois de toda bajulação da parte dos repórteres, tentando uma palavra que seja deles, a premiação começou, e se estendeu, entre apresentações de cantores locais e troféus para os filmes do ano, por duas horas, divididas em três blocos. No último, faltando trinta minutos para a apresentação final, a mesma moça que acompanhara Lily para escolher a roupa chamara-os; os levando até o camarim, onde Lily precisou se esforçar menos para entrar naquele top apertado – ela estava visivelmente mais magra, mas não muito. Retocou a maquiagem ela mesma, encarando-se no espelho com lâmpadas pequenas que faziam o contorno, iluminando-o.
– Dez minutos, pro palco. – um homem negro, careca e com cara de mau mandou, desaparecendo em seguida.
Os quatro rumaram para o palco, ainda escondido pela cortina preta.
– “Merda” quer dizer boa sorte no teatro, então... Merda pra vocês. – Lily disse, rindo nervosa. E as cortinas se abriram, a música começou.
(Escutem essa: http://enterthebackstages.tumblr.com/post/14258915333 e não a versão estúdio)
I Kissed a Girl (Katy Perry)
– Ok. L.A. Pulem! – Lily falou ao microfone durante a introdução da música, e o público obedeceu, pulando animados.
This was never the way I planned
Not my intention
I got so brave, drink in hand
Lost my discretion
It's not what I'm used to
Just wanna try you on
I'm curious for you
Call my attention
Ela segurou um copo imaginário quando a música citou “Drink in hand”, e cobriu o rosto com as mãos na próxima estrofe.
I kissed a girl and I liked it
The taste of her cherry chapstick
I kissed a girl just to try it
I hope my boyfriend don't mind it
It felt so wrong, it felt so right
Don't mean I'm in love tonight
I kissed a girl and I liked it
I liked it
Fez um coração no ar quando disse “Don’t mean I’m in love tonight”, sorrindo inocentemente.
No, I don't even know your name
It doesn't matter
You're my experimental game
Just human nature
It's not what good girls do
Not how they should behave
My head gets so confused
Hard to obey
I kissed a girl and I liked it
The taste of her cherry chapstick
I kissed a girl just to try it
I hope my boyfriend don't mind it
It felt so wrong, it felt so right
Don't mean I'm in love tonight
I kissed a girl and I liked it
I liked it
Pulou junto com o público no segundo refrão, e andou até uma extremidade do palco, onde cinco das dez dançarinas vestidas de vermelho estavam.
Us girls we are so magical
Soft skin, red lips, so kissable
Passou a mão livre no rosto da primeira garota, quando cantou “Soft skin”. Na segunda, passou um dedo pelos lábios vermelhos dela, e na terceira deixou um beijo em sua bochecha.
Hard to resist, so touchable
Too good to deny it
Ain't no big deal, it's innocent
Voltou a andar até a outra extremidade do palco.
I kissed a girl and I liked it
The taste of her cherry chapstick
I kissed a girl just to try it
I hope my boyfriend don't mind it
Alisou as coxas da primeira dançarina, enquanto ouvia o público cantar o refrão e um câmera a seguir. Apertou as nádegas da segunda garota, e na terceira, puxou para si, colando seus corpos.
It felt so wrong, it felt so right
Don't mean I'm in love tonight
I kissed a girl and I liked it
I liked it
Ficou atrás da quarta dançarina, roçou seus quadris nas nádegas dela, num ato totalmente obsceno, que deixou todos de queixo caído.
E depois de terminar a música, largando o microfone no chão, tomou o rosto da última dançarina das mãos e beijou-a. Tinha certeza que todos ali estavam com as bocas abertas em um perfeito “o”.
Limpou o batom que borrara, sem se importar muito. Andou até sair do palco, mas não sem antes mostrar o dedo do meio, rindo, para um câmera que estava paralisado.
Ela tinha certeza de apenas uma coisa: Aquela apresentação, assim como o nome “The Snakes”, fez história, naquela noite fria de novembro.
Notas finais
e abraçado.
e mordido, nhac :3
ok, sem enrolações.
NÃO SEI SE VAI DAR PRA POSTAR O CAPÍTULO ESPECIAL DE NATAL. pronto falei.
sério, não sei se eu vou conseguir escrever em tão pouco tempo. eu queria que ficasse um capítulo maiorzinho, tipo umas +3000 palavras, mas acho que não rola. Mesmo assim, eu posto o que eu conseguir, ok?
E também......... HAPPYBDAYTAYLORYORK *U* 1 bj pro guitarrista do Paramore, lindo, fofo, gostoso e tudo mais. *fogos de artificio*
E..... eu to pensando em postar uma 2ª temporada de Bastidores, que tal?
Se eu explicar sobre quem trataria, eu estaria soltando spoiler, então nem vou falar. só posso falar uma coisa: 2ª geração.
mas mesmo assim, o que vcs acham?
é isso, 1 bj pra vcs, lindas (e lindos, se houver algum aí, kk)
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