Bastidores

20 Overdose.


Notas iniciais
Oi fofoletes da tia Kass
:BBBBBB
Cês tão bem?
Como foi o Natal de vocês? O meu foi horrível. Tive que aturar meu primos pequenos gritando e meus tios ouvindo sertanejo universitário.
Enfim, meu computador tava na manutenção tinha uma puta eternidade (uns 216578541321 anos luz) e eu escrevi esse capt. agora pouco. Não tá betado.
É.
Enjoy!

E hoje, o assunto da vez é... – a apresentadora de um programa qualquer da MTV falou, fazendo uma pausa de suspense. Lily rolou os olhos, acomodando-se no sofá quentinho de sua casa. – ‘The Snakes!’ – a mulher anunciara e Lily quase teve um ataque do coração.

Ok, agora eles – especialmente Lily – seriam bombardeados pelas criticas do velho que não perdia a oportunidade de atacar qualquer banda ou cantor que fosse.

‘The Snakes’ é um quarteto, formado pela vocalista Lily Evans, o baixista Sirius Black, o guitarrista James Potter e o baterista Remus Lupin. Eles são de Londres, e estouraram na mídia no último ano. – Cheril Hole, a apresentadora, fez um pequeno resumo de quem eles eram. – O que você tem a dizer sobre eles, Charlie? – se dirigiu ao tão temido Charlie, o crítico.

Nada muito diferente. É o hard rock de sempre, só que com menos testosterona e mais apelação sexual. E enquanto aos integrantes, são só mais quatro drogados como tantos outros. – disse o homem, indiferente.

A raiva cresceu dentro de Lily. Seu coração disparou e seu rosto tomou um tom de vermelho tão forte que ela sentia que poderia explodir de tanta raiva.

– Sete, oito, nove, dez... – contou para tentar acalmar-se, mas sem sucesso. Soltou um grito de raiva.

Apelação sexual? Onde ele viu apelação sexual? Quem aquele velho achava que era?

E a vocalista se veste como uma prostituta. – o velho finalizou e Lily já não pode contar o acesso de raiva.

Jogou uma das muitas garrafas vazias de uísque e vodca no chão e jogou na parede. Ela esperava que a raiva se espatifasse naquela parede assim como o vidro. E mais uma garrafa, e outra... E outra... Até elas acabarem de vez, diferente da raiva da ruiva, que continuava intacta.

Sentou-se no chão, a TV já desligada – ela não suportaria ouvir mais uma palavra daquele velho filho da puta – e sentiu as lágrimas de raiva descerem pelas suas bochechas e desaparecerem pelo seu pescoço.

Levantou-se novamente, indo até seu quarto. Enxugou as lágrimas com as costas das mãos, o que a fez borrar a maquiagem pesada que usava. Revirou tudo a procura de algo que a acalmasse. Heroína, especificamente. Suspirou aliviada ao achar uma seringa ainda cheia. Esticou o braço esquerdo, e agradeceu por ter a pele quase transparente, o que facilitou ela achar a veia. Injetou e em alguns poucos segundos, sentiu seu corpo relaxar e tudo parecer mais engraçado. Seu coração acelerou e todo seu corpo aqueceu-se. Seus olhos começaram a pesar, seu corpo inteiro ficou pesado, como se ela fosse desmaiar a qualquer momento.

Mas o efeito seguinte não foi dos melhores. Ela já tinha bebido muito antes, e a mistura não foi boa. Seu corpo esfriou repentinamente, e, mesmo com os olhos embaçados, ela viu as pontas dos dedos começarem a ficar azulados. Sua respiração diminuiu e em momentos, parava por alguns segundos. Caiu para trás, desmaiada.

Por sorte, ou talvez acaso do destino, alguém estava prestes a entrar o apartamento de Lily. James bateu a porta, seis vezes, até constatar que estava aberta. Ele entrou, procurou a ruiva na sala e viu as garrafas quebradas. Entrou no quarto e viu o corpo desacordado de Lily, no chão, ela ainda segurava firmemente a seringa.

A respiração dela falhava, ela tinha os olhos entreabertos. James pegou-a nos braços. Ele suava frio.

Lily não podia morrer.

Ele não a deixaria morrer.

Xingou mentalmente o dono daquele prédio, por não ter um elevador. Mas, por sorte, Lily morava num dos primeiros andares. Em segundos, ele já estava dentro de seu carro, a ruiva ainda desacordada no banco do carona, andando a quase cem quilômetros por hora em direção ao hospital.

Porque, infernos, Lily tinha que morar tão longe do centro?

Estacionou na vaga para deficientes do hospital, e pegou novamente a garota nos braços, entrando correndo no hospital. Apressou a enfermeira a chamar o médico, xingando tudo e todos. E depois do que pareceu uma eternidade, Lily estava numa maca, sendo levada até algum lugar que James não pode ir.

Frustrado e ainda xingando, ele sentou-se numa cadeira da sala de espera, e pela porta de vidro, viu a entrada de o hospital encher-se de paparazzo. Resolveu sair dali, sempre se sentira desconfortável na presença das lentes.

Foi até a recepção e perguntou a recepcionista se já podia ver Lily. Bufou com o belo e frio “não” que recebeu. Deu as costas para a moça, afastou-se alguns passos, e então a voz esganiçada da mesma moça gritou.

– OH MEU DEUS! – e James virou-se, o indicador na frente dos lábios, pedindo – quase implorando, na verdade – para que aquela garota – sim, garota, ela não podia ter mais que vinte anos – calasse a boca.

– Pode me dar um autografo, por favor? – ela pediu, falando mais baixo agora. James revirou os olhos, voltou para o balcão, onde um papel e uma caneta estavam.

Assinou rapidamente e voltou a andar até onde ele pensou seu a lanchonete, já que haviam mesas ali. Sentou em uma, afastada, e esperou impacientemente.

Uma eternidade depois, quando o moreno já estava quase cochilando sobre a mesa de alumínio, uma enfermeira de cabelos muito cheios e claros e batom rosa choque o chamou.

– Senhor... ãn... Potter? – ela gaguejou, baixo.

– Eu. – ele respondeu, sonolento.

– A senhorita Evans já está no quarto e pode receber visitas. – a enfermeira anunciou e rapidamente James se levantou, e seguiu a enfermeira pelas escadas, até o segundo andar, o dos quartos, onde ela indicou uma porta com uma placa de madeira com o número 12 e saiu – não sem antes analisar James dos pés a cabeça, medindo-o.

James entrou, silenciosamente. Lily estava numa cama, ainda desacordada, com vários fios ligados a ela e recebendo o soro por uma mangueirinha em sua veia. Estava pálida demais, os lábios ainda um pouco roxos. Parecia um... Cadáver.

– Ela ficará desacordada por algum tempo, devido aos sedativos. – a voz grossa do médico que anotava algo em sua prancheta assustou James. Ele andou em direção a porta, mas não sem antes dar um amigável tapinha no ombro de James, olhando-o com pena. Não queria dizer que, talvez, a ruiva pudesse morrer.

Ao lado da cama, havia uma cadeira, dura e desconfortável, onde James se sentou, mas logo se levantou. Esquecera do resto do mundo, e também que Sirius e Remus gostariam de saber o que acontecera – ou não.

Correu até a recepção, onde a mesma garota que o pedira um autografo ainda estava, e lhe cedeu o telefone de bom grado. James discou os números e esperou. Muitos toques depois, um Sirius irritado e sonolento atendeu.

– Quem é? – perguntou, mal humorado.

– Eu. – James respondeu, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

– Ajudou muito, obrigado. – ironizou, e James bufou. – Fala, querido. – continuou, ironizando a última palavra.

– To no hospital.

– Quem morreu? – brincou Sirius.

– Ninguém... Ainda.

– Potter, fala logo o que aconteceu, cacete. ‘Tá me deixando preocupado.

– A Lil’...

– O que aconteceu, caralho? – Sirius já estava nervoso e seu tom de voz aumentava.

– Ela teve uma overdose... Outra. – James sussurrou a ultima parte, mais para si mesmo.

Do outro lado da linha, Sirius desligou o telefone sem nem dizer nada, pegou uma jaqueta e vestiu-a rapidamente, gritando para Marlene que sairia e não voltaria tão cedo. Ela tentou ir junto, mas ele já tinha saído a muito tempo. Sirius arrancou o carro até a casa de Tonks, onde provavelmente Remus estava. Abriu a porta sem bater e Remus dormia no sofá, babando e roncando. Puxou o loiro pela camiseta, explicando tudo rapidamente.

Em vinte minutos, um Sirius nervoso e um Remus um pouco irritado e sonolento entraram no hospital.

– Deus do céu! – a moça da recepção murmurou quando viu o baixista e o baterista de sua banda preferida entrar pela porta.

– Em que quarto Lily Evans está? – Sirius perguntou sério.

– 12, no segundo andar, à esquerda. – a mocinha falou ainda abismada.

O moreno e o loiro correram pelas escadas até o quarto número 12, no qual entraram silenciosamente. James quase dormia na cadeira ao lado da cama.

Lily parecia tão indefesa naquela cama...

Ela ainda era como uma irmãzinha para eles, apesar de tudo. E doía ver uma irmã assim, na beira da morte.

Morte.

Essa palavra parecia tão distante, tão impossível. Mas, ali, parecia mais próxima, possível demais.

Sirius aproximou-se da cama, passou uma mão pela testa da ruiva, afastando alguns fios de seu rosto.

– Hey irmãzinha. – sussurrou. – Só... Não morra, ok? – falou, com a voz embargada, sentindo um bolo em sua garganta. Beijou a testa de Lily, afastando-se.

Foi a vez de Remus aproximar-se. Ele pegou uma das mãos de Lily. Estavam frias.

– Por favor... Não morra, baixinha. – murmurou e afastou-se, sentando-se num canto, próximo de Sirius.

A porta rangeu, assustando os três ali presentes, que levantaram os rostos.

Não gostaram nada do que viram.

Era ele.

Não... Não Luke. Ele não teria a ousadia de ir vê-la no hospital.

Era alguém pior.

Alguém que fez a ruiva sofrer.

Alguém que, secretamente, a amava muito.

– Ranhoso, o que você ‘tá fazendo aqui? – James perguntou sério.

– Tenho o direito de vir visitar a Lily, não tenho? – Severus Snape respondeu com outra pergunta, desafiador.

– Na verdade... Não. – James o respondeu, começando a ficar com raiva do... Ranhoso.

Severus bufou e aproximou-se da cama. Pegou a mão de Lily, mas não disse nada. Talvez o bolo em sua garganta o impedisse.

Estava arrependido. Arrependido de tê-la magoado, de ter se afastado dela. Daquela que ele amava.

No fundo, Severus tinha um coração. Um coração que batia única e exclusivamente pela ruiva deitada naquela cama, sem vida.

Mas, ali, mais de um coração batia pela ruiva.

Severus saiu dali antes que derramasse suas lágrimas na frente dos repugnantes e idiotas Marotos.

***

Passaram-se três dias. Três dias que Lily estava ali, naquela cama de hospital.

Três dias que James tinha algo entalado em sua garganta.

Estava indo... Declarar-se para Lily, quando a viu caída no chão.

Aquilo doeu como uma facada em seu coração.

O barulho irritante do aparelho que checava os batimentos cardíacos da ruiva começaram a apitar mais rápido, atraindo a atenção de James.

E, de repente, pararam.

Por um milésimo de segundo. Depois voltaram a apitar.

James tinha palavras entaladas na garganta. E era hora de solta-las. Quem liga que talvez ela não estivesse ouvindo? Ela estava viva, não estava?

– Eu fiquei com tanto medo que você morresse, ruiva. Eu não sei o que aconteceria, eu não sei o que seria de mim sem você. O que seria “The Snakes” sem uma vocalista como você? – as palavras jorravam da boca do moreno como uma cachoeira. Ele segurava a mão fria da ruiva firmemente, como se, caso ele soltasse, ela se fosse. – Eu... Eu te amo, Lil’. – finalmente soltou as palavras.

Soltou tudo o que conseguia dizer. E todos os outros sentimentos, estavam tão embaralhados dentro dele, que não conseguiu verbalizá-los.

Ele poderia parecer um idiota, visto desse lado. Mas quem ligava o que ele parecia ou não? Ele parecia, sim, talvez um idiota.

Um idiota apaixonado por uma ruiva a beira da morte.

A mão pequena e branca de Lily apertou, mesmo que fracamente, a mão de James. Os olhos dela abriram-se apenas em pequenas frestas. Seus lábios abriram-se e fecharam novamente, sem emitir som algum.

Ainda sem conseguir emitir as palavras, os lábios da ruiva moveram-se, num silencioso “eu te amo”.

O mais sincero.


Notas finais
whats so funny about peace, love and understanding?
Oi? To ouvindo Elvis Costello. Aliás, oução. É muito bom.
OH MERLIN o ano tá acabando saijdlsajljauaodlsakdmnlfhbuqihjkmd
Merlin.
Tá acabando a fic também.
Porque, né, começou o romance. Mas tem água pra rolar ainda....... muita. Um cachoeira ainda. hohoh q
Mas não fiquem magoados, vocês ainda me verão muito e muito na segunda temporada, também.
FELIZ ANO NOVO, LEITORAS FOFOLETES QUE DEIXARAM REVIEWS, RECOMENDAÇÕES E TAL o/