Bastidores

2 We're all fucked.


Notas iniciais
Segundo cap. cheio de ~treta~ k

Tum Tum Tum Tum. Como se meu coração na verdade fosse a bateria de Remus, batendo descompassada. Podia jurar que vira Petúnia ali, mas era apenas uma das colunas no meio do bar.

God Save The Queen – Sex Pistols

God save the queen

Her fascist regime

It made you a moron

A potential H bomb

God save the queen

She ain't no human being

There is no future

In England's dreaming

Don't be told what you want

Don't be told what you need

There's no future

No future, no future for you

God save the queen

We mean it man

We love our queen

God saves

Segurei o microfone. Eu não sabia se era o frio e o vento gelado ou o nervosismo, mas eu me arrepiei.

God save the queen

'cos tourists are money

And our figurehead

Is not what she seems

Oh God save history

God save your mad parade

Oh lord God have mercy

All crimes are paid

When there's no future

How can there be sin

We're the flowers

In the dustbin

We're the poison

In your human machine

We're the future

Your future

God save the queen

We mean it man

We love our queen

God saves

Posso ver Marilyn cantando junto. Isso com certeza me deixou mais a vontade. Os bêbados continuavam ali. Andei pelo tablado de madeira ( eu não podia chamá-lo de palco). Eu vestia uma camisa xadrez alguns números maiores que o meu, um short Jeans bem surrado e minhas botas, coturnos pretas.

God save the queen

We mean it man

There is no future

In England's dreaming

No future, no future

No future for you

No future, no future

No future for me

No future, no future

No future for you

No future, no future

No future for You!

Terminei a música jogando meu cabelo, deixando a última nota da guitarra se acabar. O som das palmas de Marilyn era o que eu escutava. Mari era como eu: não usava as roupas extravagantes da época, não arrumava o cabelo o mais armado possível e raramente usava salto. Mari era morena, cabelos curtos e repicados, olhos muito azuis, magra, alta, uma modelo.

Andei até ela, respirando fundo.

– The snakes of shoes! – ela abriu os braços. Não entendi.

– Oi?

– O Six disse que agora vocês são The Snakes Of Shoes. – Que cara retardado, esse Sirius.

– E cadê ele?

– Ali com ou meninos – ela apontou pro balcão.

Andei até eles, que bebiam e fumavam, rindo. Debrucei-me no balcão ao lado de James, e olhando pro Sirius, soltei:

– Quando você decidiu o nome da banda?

– Quando o Remus ficou doidão falando que precisava comprar sapatos pras cobras do Zoológico. – Drogas. Não use. Ou você pode querer comprar sapatos para as cobras do Zoo.

Tudo está esclarecido. Remus tem que parar de ir ao zoológico. E de usar drogas também. Ele já é retardado de nascença, imagina sob efeito de drogas?

– Puta que pariu! – James gritou, erguendo os braços, tipo “Eureca!”.

– Que foi, acéfalo? – Carinho transborda nesses momentos. Adoro demonstrar amor e admiração por esses apelidos tão carinhosos.

– O pai da Marilyn não é amigo de um cara que tem uma gravadora?

– Como você sabe disso?

– Mari ficava reclamando de como e amigo produtor do pai dela era chato e tinha cara de pedófilo.

Arqueei as sobrancelhas. James continuou falando... Falando... E falando. Do amigo do pai da Marilyn, pulou pra gravadoras, daí pra emissoras de TV, paparazzo, câmeras fotográficas e nosso futuro sucesso. Quando finalmente parou, ficou tentado descobrir como ele chegou aquele assunto. Eu também faço muito isso.

Quando me dei conta, já estávamos sendo expulsos do bar. Meu Deus, como o tempo passou rápido. Remus e Sirius acabaram caindo na calçada, ficando por lá mesmo. James sentou ao lado dos dois e acendeu um isqueiro, e ficou olhando o fogo. Fogo é uma coisa tão bonita, né? Eu gosto de fogo. Eu com certeza estava bêbada.

– Oh, girls Just wanna to have fun! – Marilyn passou na nossa frente, cantando, andando quase caindo e com uma garrafa de Jack Daniels nas mãos.

– Mari, sua linda. Vem cá. – Sirius tentou falar, com a voz arrastada e levantou uma das mãos, agarrando uma das pernas de Marilyn, que caiu de bunda no chão e começou a chorar. Meu Deus.

– Lily Evans, entre nesse carro agora se você quiser continuar viva! – Fodeu, fodeu. Meu pai está em seu carro, já pronto pra trabalho.

Me levantei com dificuldade, e entrei no carro. Ele ficou falando e falando, mas eu não escutava nada, estava com muito sono, então acabei dormindo.

Acordei já em casa, nem me lembro como saí do carro, só sei que estava jogada no sofá da sala, com meu pai gritndo pra eu acordar e minha mãe apenas olhando.

– Você acha isso digno, Lily? Acha? Não acredito que você estava lá. Um que eu já te proibi de ir ao Red, e dois: Você estava, de novo, com aqueles... – um suspiro – vagabundos!

Não fiquei pra ouvir o resto. Corri para o banheiro e deixei ali tudo que eu havia ingerido nas ultimas três horas. Minha boca tinha gosto de vômito, que me faz querer vomitar ainda mais. Resumindo: Fiquei alguns minutos lá vomitando, enquanto meus pais discutiam.

“Ela é adolescente!” Gritava minha mãe. “Isso não é desculpa pra andar com vagabundos como o filho dos Black! Você sabe que os pais dele são...” Devolvia meu pai.

Voltei pra sala e eles não discutiam mais. Deitei no sofá, e mesmo sem querer, dormi.

Mas alguém sempre acaba com o seu momento lindo no sofá babando no plástico da sua mãe. Petúnia, eu vou matar essa vadia. Fica vendo TV no último volume e senta encima das minhas pernas!

– Sai de cima. – Falei abrindo os olhos. Ela se levantou e eu também, fui pro meu quarto.

Eu ainda estava muito cansada, mesmo. Me joguei na cama e encarei o teto. Branco. Tão monótono. Estou louca, só pode. Aquelas doses de tequila não fazem bem. Não recomendo. Ouço pedras batendo no vidro da janela. Devo estar ficando louca, só pode. Continuo deitada. Mais pedras. Não, eu não estou ficando louca. Andei até a janela e abri-a, pondo a cabeça pra fora. Uma pedra pequena quase pega na minha cabeça. É James.

– Filho duma puta! Vai jogar pedra na vó! – ai como eu to boazinha.

– Desce aqui! – ele grita sussurrando (?).

Saio do quarto, ainda devagar – se eu corresse eu tropeçaria/passaria mal. Desci as escadas e abri a porta, e lá estava aquele acéfalo, quase dormindo na frente da porta. Puxei-o pela camiseta e arrastei-o até meu quarto, trancando a porta. Petúnia ou meus pais não podiam nem pensar que James estava ali.

– Diz. O que tu quer criatura?

– Meu pai me expulsou de casa.

– Novidade. Essa já é a quinta vez, e nós ainda estamos em abril!

– Dessa vez é sério, ele pegou todas as minhas coisas e jogou na rua. Pelo menos meus intrumentos tão na casa o Sirius.

– E cadê as tuas coisas? – eu disse, pondo as mãos na cintura. Ele apontou pra janela gigante, tipo uma porta de vidro. Ah, eu não sei explicar! Na sacada tinhas umas roupas, e lá embaixo poucas coisas ainda estavam jogadas no chão. – você não ta querendo dizer que tu vai ficar aqui, ta?

Ele pôs a mão na nuca – coro de garotas atrás suspira, por favor. É ele vai ficar na minha casa.

– Puta que pariu Potter! Meu pai arranca minha cabeça se tu ficar aqui! E olha essa tua cara de maníaco sexual! – apontei pra cara dele, enfurecida – Você vai me estrupar a noite! Não, não e não!

Eu estava vermelha como meus cabelos. E porque ele não fica na casa do Sirius ou do Remus? HEIN?

“Lily Evans, que gritaria é essa?” – a voz da minha mãe grita. Fodeu.

– Mãe... – falei estendo o “ã”, com a voz esganiçada.

E minha mãe entrou no quarto (lê-se: Arrombou a porta e entrou com uma metralhadora), eu me encolhi.

Pude ver James sorrir amarelo e minha mãe olhá-lo com raiva.

– Explique-se agora, Lily. – Ela andou até mim, e eu me encolhi mais ainda.

– O pai dele o expulsou de casa e ele quer ficar aqui, mas eu disse não. – falei num fôlego só. Eu não tenho medo da minha mãe, é só medo da bronca dela e do meu pai.

Ela contou até dez. Respirando calmamente (ou tentando).

– Eu já tava indo pra casa do Sirius mesmo e... – James começou, fazendo menção de ir até a varanda pegar seus trapos.

– Pode ficar. – minha mãe falou com um sorriso no rosto.

– Oi? Ficar? Mas ele não... MÃE! O QUE VOCÊ FUMOU HOJE? – pequei seus ombros.

– É, um amigo sempre é bem vindo. – Aquela mulher é doida, doida de pedra.

– Se eu morrer a culpa é sua! – gritei enquanto ela saia do quarto, sorrindo bobamente.

Eu não sei o deu na cabeça daquela velha doida. É a idade, só pode. Enquanto eu olhava pra porta com cara de tacho, James havia pegado seus panos e colocado em cima da minha cama.

– Então, querida, onde eu vou dormir? Não me importo de dormir com você. – ele falou com cara de tarado psicopata estrupador que ele tem.

– Na casinha do cachorro.

– Mas você nem tem cachorro!

– Agora tenho. Não faça xixi no chão da sala, ok?

Notas finais
Esper oque tenham gostado, deixem reviews, please?