Bastidores
29 The last fucking song
Notas iniciais
CHOREMOS
antes que eu fale muito, eu amei escrever essa primeira temporada, ok? eu adoro todos vocês. de verdade, vocês são muito especiais pra mim, e Bastidores me fez experimentar sensações que eu jamais esperimentaria antes. cada comentario e recomendação foi especial pra mim, cada leior, cada capítulo e cada personagem dessa jornada insana.
E tudo isso acaba hoje. quase 10 meses.
29/07/11 - 17/05/12
vocês são especiais pra mim. Bastidores é especial pra mim. Amo vocês ♥
chorando oceanos, fiquem com o último capítulo ):
Dois anos, duas turnês, muitos prêmios e dois discos depois.
Há algum tempo atrás, quatro jovens saíram de suas casas em Londres para tentar a vida no novo centro de gravadoras do país: A cidade de Liverpool. Apenas com seus instrumentos, um sonho e muita força de vontade nos ombros, eles construíram sua vida profissional com muito suor, brigas, passagens no hospital e manchetes de jornais. Eles construíram sua própria vida, seus amores, sua imagem. E dois anos depois, ninguém imaginava o que eles se tornaram. A fama, os holofotes e o dinheiro pareceu ter subido as cabeças precoces deles. Brigas constantes, paparazzo com suas câmeras quebradas e escândalos rodavam sobre o marca “The Snakes”. Ninguém os alertou. E, percebendo tudo isso, precisaram tomar a decisão mais difícil de toda sua vida. A banda precisava acabar.
Foi numa tarde chuvosa de 1992. Lily Evans, a vocalista ruiva, adentrou o estúdio da casa dos Black com sua barriga enorme de sete meses de gravidez – nunca se vira uma mulher tão feliz ao descobrir a gravidez – e James Potter a tira colo. Sirius Black dedilhava seu baixo e Marlene McKinnon – agora Black – fotografava tudo – fora chamada para fazer um teste para fotografa do catálogo oficial de uma grife de roupas no próximo mês – a sua volta.
– Eu não agüento mais. – Lily disse, com os olhos marejados. Nunca se sentiu tão mal em toda sua vida.
– O que você quer dizer, Lil’? – Sirius perguntou, largando o instrumento e se levantando. Não tinha um pressentimento muito bom.
– As nossas brigas, a imprensa, o mundo! A banda é meu sonho, mas minha família é minha vida, e eu não posso largar minha família. Vocês são minha família, e a banda está atrapalhando nossa relação. Uma delas tem que acabar. E não vai ser a nossa amizade. – encarou Sirius, para depois desatar a chorar. Fora a decisão mais difícil que ela já havia tomado. Amava o que fazia. Amava cantar e seus fãs. Mas amava ainda mais James, o pequeno Harry que estava prestes a nascer e sua família, mesmo que não de sangue.
– Se quiserem, podem continuar a banda sem mim. Eu vou entender. – disse, baixo, enquanto Sirius sacava o telefone para ligar para Remus.
– Nunca. – ele disse, antes de Remus atender o telefone. Em alguns minutos, o loiro estava lá. Aflito, perguntou a Lily o que ela estava pensando. Ela o explicou, lágrimas pesadas rolando.
– Tudo bem. Acabamos aqui. – Remus disse, sério, mas sua voz e seus olhos não queriam concordar. Nenhum dos presentes queria, na verdade. Era estranho demais o que estava acontecendo. Ninguém nunca imaginaria.
– Precisamos ligar para Frank, precisamos de um show de despedida. – Lily disse, respirando fundo para tentar se acalmar.
E assim o fez, Lily ligou para o número tantas vezes já discado e falou com quem sempre conversou. Como era de se esperar, Frank Longbottom não ficou muito animado com a idéia, simplesmente porque em toda sua carreira, nunca havia achado uma banda tão boa. The Snakes rendeu para todos, de todos os modos, o salvou quando estava prestes a ser demitido, e agora eles decidem terminar assim. Mas, mesmo contra sua vontade, e tentando convencer Lily que algum dia ela se arrependeria, fez tudo que pode para conseguir um grandioso show final para sua banda preferida.
Agora eles estavam a caminho de Cambridge, com o habitual frio na barriga multiplicado mil vezes. Lily vestiu suas calças preferidas – preta e rasgada propositalmente nos joelhos – e uma camiseta grande o suficiente para cobrir sua barriga. Os antigos sapatos altíssimos estavam guardados e agora ela usava seus All Stars pretos. Usava seu melhor batom vermelho e seus cabelos estavam compridos e com belos cachos nas pontas – obra de uma Tonks mais ansiosa que a ruiva. James usava sua melhor roupa, acompanhada de sua jaqueta de couro que ultimamente fazia parte de seu corpo. Sirius se arrumara tanto que ninguém sabia que quem sairia de lá seria Sirius ou uma noiva. Já Remus continuara com as mesmas roupas surradas e tênis rasgados, a camiseta que deixava seus braços nus fora rasgada propositalmente nas mangas e a calça jeans já estava também no mesmo estado.
Subiram no palco tocando Goin’ Down, para depois tocar os hits do primeiro álbum, Poison: Under the water, My Medicine, Make me wanna die e Ignorance. Depois partiram para as do segundo álbum, Ladies and gentleman, welcome The Snakes, para finalizar com as do terceiro ábum, esse ao vivo: The Snakes: The British Pride Tour. A multidão explodia em gritos a cada vez que Lily falava. Estavam prestes a tocar a última música.
– Cambridge, foi muito bom estar aqui. Nós amamos vocês! Esse é o nosso último show e eu gostaria de fazer isso uma ultima vez. – falou, retirando o microfone do pedestal. Caminhou até a bateria, ficando ao lado de Remus. – Esse, meus amigos, é o melhor baterista que eu já conheci. Batam palmas para Remus Lupin! – a platéia o fez, gritando. Lily andou até parar ao lado de Sirius. O encarou, divertida, e ele fez uma brincadeira com seu tamanho, recebendo um tapa da ruiva. – Esse aqui, senhoritas... Ah, senhoritas, cuidado com ele. Não... Cuidado com a mulher dele. Senhoras e senhores, nosso baixista, Mr. Sirius Black! – Sirius fez uma reverencia. Lily andou até James, que a recebeu sorrindo. – Preciso apresentar esse? – sorriu. – Ah, ok. Senhoritas tirem o olho e recebam James Potter! – James fez uma reverencia exagerada, jogando beijos para a platéia, apenas para ver Lily irritada. Abraçou-a, depositando um beijo em sua testa. Ele limpou a garganta, aproximando-se de seu microfone.
– Não preciso dizer nada, não é mesmo? Aplausos para a ruiva Lily Evans Potter! – falou, e Lily recebeu os aplausos divertida, jogando os cabelos com um charme irônico.
– Ok, ok. Vamos com Zombie. – Lily disse, ao que os caras começaram a melodia.
I'm not listening to you
I am wandering right through existence
With no purpose and no drive
'Cause in the end we're all a lie, a lie
Two thousand years I've been awake
Waiting for the day to shake
As luzes estavam baixas, o que dava o clima sombrio ao palco, que somando-se com a melodia, deixava tudo sombrio. A letra, escrita calma e demoradamente por Lily fazia seu coração querer se partir. Era a ultima música.
Dear all of you who've wronged me,
I'm, I'm a zombie
Again, again you want me to fall on my head
I'm, I'm, I'm a zombie
How low, how low, how low will you push me
To go, to go, to go, before I lie, lie down dead
As luzes se acenderam, e Lily abriu os braços, cantando feroz.
Blow the smoke right off the tube
Kiss my gentle burning bruise
I'm lost in time
And to all the people left behind
You are walking dumb and blind, blind
And two thousand years I've been awake
Waiting for the day to shake
Dear all of you who've wronged me
I'm, I'm a zombie
Again, again you want me to fall on my head
Deixou que a platéia cantasse o ultimo verso, aproveitando para retomar o fôlego. Girou nos calcanhares, voltando a sua posição, as mãos firmemente segurando o pedestal.
I'm, I'm, I'm a zombie
How low, how low, how low will you push me
To go, to go, to go, before I lay, lay down dead
Oh dead, Oh dead, Oh dead
Dear all of you who've wronged me
I'm, I'm a zombie
Again, again you want me to fall on my head
I'm I'm I'm a zombie
How low, how low, how low will you push me
To go, to go, to go, before I lie down dead
As luzes abaixaram gradativamente, e Lily caminhou para as sombras do palco com os olhos fechados. A última nota fora ouvida e, em prantos, ela deixou o palco.
Michael Orion Black, com seus apenas três anos, estava junto à mãe, que também chorava. Sirius abraçou o filho paternalmente, como nunca se vira. Remus se dirigira a Tonks e Ted, que brincava no colo da mãe. James abraçou Lily tão firmemente que ela poderia ficar ali para sempre. Estava, enfim, em seu lugar. Todos estavam.
***
Harry Potter já parecia estar ansioso para conhecer o mundo. As dores de Lily estavam cada vez mais freqüentes e fortes. Portanto, numa noite estrelada e fria em Londres, a família Potter se dirigiu ao hospital. Duas horas antes, quem fazia esse percurso eram os Black. Parece que os bebês estavam ansiosos para nascer naquele 31 de julho.
Partos complicados depois, o choro de Samantha Nichole Black invadiu a ala da maternidade do hospital, alegrando Sirius Black, ansioso para conhecer sua garotinha. Logo depois, a noticia do nascimento de Harry James Potter despertou um sorriso em James.
Os papais se dirigiram bobamente para o berçário, acompanhados de Tonks, Remus, Ted e Mike. Os pequenos achataram os narizes no vidro para poder enxergar algo.
– Olha Ted. O primo e a prima. Diga oi pra eles. – Tonks disse para o filho, erguendo-o. O menino acenou, ainda sem localizar os bebes certos. Mike estava no colo do pai.
– Cadê a mana, papai? – Mike perguntava, já triste por não conseguir localizar a irmãzinha. Sirius apontou para o montinho cor-de-rosa de pano no meio de outros tantos montinhos azuis e verdes. A menina dos meninos. Harry não parava, ao lado de Sam, e seu cobertor verde já não o cobria mais.
– Hey Sirius. – James chamou, sem tirar a atenção do filho. – Quer ser padrinho do Harry?
FIM
Notas finais
choremos
cabo minha gent
amo vcs lindos
sérião
♥
até epilogo
hoho
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