Bastidores

30 Epilogue


Lily’s POV.

Quatro anos se passaram e eu estou aqui, relembrando meus tempos de rockstar num álbum velho de fotografias.

Se eu sinto falta? Sinto. Sinto falta de ser Lily fucking Evans. Sinto falta de subir num palco e cantar com toda a minha alma.

E eu disse que nunca trocaria isso por nada. Mas a banda estava destruindo minha vida de um jeito que nunca imaginei. Estava brigando com os caras como nunca imaginei. E então, eu tomei a decisão mais difícil da minha vida: Meu sonho e as brigas ou minha vida e minha família. Fiquei com a segunda opção, me pareceu muito mais confortável. Então, eu dediquei e dedico os próximos anos da minha vida a James, Harry e a gravadora. Tento ser ao máximo uma boa esposa e mãe. E é estranho dizer isso, acima de tudo porque eu, Lily Evans, nunca foi do tipo que se dedicou muito as pessoas. Nunca fui disso. Mas é como se agora eu dependesse disso para ser feliz. E, com todas as reviravoltas que minha vida deu, tudo que eu quero agora é estabilidade.

Nunca deixei ou deixarei de falar com Sirius e Remus. Eles são meus irmãos. Ainda nos reunimos as sextas pra tocar. Ainda discutimos quem vai lavar a louça. Ainda conversamos sobre bobagens. E quando eu estou com eles, é como se eu tivesse dezoito anos novamente.

Mas quer saber? Achei meu lugar. E ele é aqui, com a minha família.

Amor, no dicionário, é dito como “Sentimento que induz a aproximar, a proteger ou a conservar a pessoa pela qual se sente afeição”, mas eu digo que é muito mais que isso. Amor é algo inexplicável. Amor é acordar no meio da noite sem reclamar para cobrir Harry ou simplesmente lhe dar um beijo. É querer fazer de tudo para ser a melhor mãe do mundo. E mesmo sabendo que nunca vou ser perfeita, o simples jeito que Harry me olha, sorrindo, já me faz sentir melhor do que nunca ma senti. Isso é amor. É dedicação, é mais que simples afeição. É poder morrer por alguém.

Sirius se tornou um pai babão. Mike, um sapeca e Sam, a bebê do papai. Ele colocou os filhos em toda e qualquer atividade extra-escolar, e, por isso, aos sete anos, Mike já toca baixo – como se já não fosse óbvio. Samantha se tornou uma menininha hiper-ativa, assim como Mike. Marlene está trabalhando como fotografa – e indo muito bem, posso dizer – e Sirius na gravadora que, depois do fim da banda, fundamos.

E eu posso dizer que estamos nos saindo muito bem como administradores. Remus e seu senso crítico ouve as demos que nos mandam – que são muitas, para tão pouco tempo de trabalho – e as avalia. As boas são mandadas para eu, que faço contato com a banda/pessoa, e Sirius e James cuidam de todo o resto da gravação. Somos até bem organizados, se parar pra pensar.

Posso dizer que tudo que eu vivi só me fez acreditar que a vida é feita das escolhas que você faz e dos caminhos que você quer seguir.E eu errei. Errei muito, fiz escolhas erradas, eu admito. Mas eu sou apenas uma pessoa, um ser humano comum, como todos os outros. E eu erro, sempre o fiz e sempre vou fazer. É algo da minha natureza. Posso errar como pessoa, como esposa, como mãe, como mulher. Só não posso decepcionar quem eu amo.

E de decepções eu sou colecionadora. Pessoas e coisas que me fizeram acreditar, por algum tempo em minha vida, que nada mais valeria à pena. Mas outras coisas me incentivaram a continuar e me fizeram acreditar que tudo tem algum motivo. E eu vou sentir falta de Severus, de como a inocência da infância nos fez tão unidos, e as mudanças da adolescência nos separaram. Vou sentir falta de Luke. Não, eu vou, na verdade, sentir falto do nosso relacionamento feroz, baseado em brigas, sexo e drogas. E muitas coisas foram culpa dessa relação conturbada. Minha quase-morte, meus diversos machucados – internos que nunca sairão e externos, que se tornaram apenas lembranças – e minha fama de “pior influencia”. Eu era a pior influencia para os adolescentes dos anos 80. Nós éramos! E que tipo de filho teria orgulho de ser filho desse tipo de pessoas? E foi por essa e muitas outras causas que decidimos acabar com a banda.

Foi sim uma decisão dolorosa. Eu pensei muito sobre isso, o que me rendeu noites em claro durante muito tempo.

– Mamãe. – a voz de Harry me despertou dos meus pensamentos. O peguei o colo e caminhei até a cozinha.

– Vamos comer. – falei, colocando-o sentado sobre o balcão e abrindo a geladeira.

É uma da manhã agora, e parece que nem e nem Harry conseguimos dormir.

Peguei algo para Harry comer e o levei até meu quarto, enquanto ele se deliciava com o doce. Coloquei-o ao lado de James, que dormia pesadamente. Também me sentei sobre a cama, me cobrindo.

Harry começou a balançar James, que mesmo sendo chamado, continuava apenas resmungando.

– James! – falei mais alto, e ele acordou assustado.

– Que horas são? – ele resmungou.

– Segundo meus cálculos... Uma e quinze.

– Da tarde!?

– Da manhã.

Ele enterrou novamente a cara no travesseiro.

– Papai tá com sono mamãe. Deixa ele dormir. – Harry disse e é nessas horas que eu tenho vontade de mordê-lo.

– Não, Harry. Papai não quer dormir. Né papai?

– Claro. Vamos brincar de avião, Harry? – a voz sonolenta do meu marido disse, enquanto ele se levantava para acender a luz.

Harry estendeu os bracinhos e os dois foram brincar de avião.

Às vezes eu penso: Que merda eu fiz da minha vida? Eu poderia ser ainda uma grande rockstar como... Sei lá, o Mick Jagger. Mas eu troquei tudo isso e eu preciso confessar: Foi a melhor escolha que eu fiz.

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The Snakes' frist festival show — 1987

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The Snakes' last show — 1992

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Lily Evans in 1990

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Remus Lupin and Samantha Black — 1995

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SEGUNDA TEMPORADA:

https://www.fanfiction.com.br/historia/225749/Bastidores_2

Notas finais
Precisei postar essas fotos, principalemnte a ultima ♥
Epilogo curto, simples, pov Lily e eu amei ♥
Deixem reviews!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!