Bastidores

13 The fucking bitch is back.


Notas iniciais
Eu não morri! Mentira, eu morri, estou postando do purgatório.
HA, PEGUEI VOCÊS! Eu não morri mesmo.
ME MATEM AGORA PORQUE ESSE CAPITULO FICOU MINUSCULO MAS EU COMPENSO NO PRÓXIMO! Tá, já desliguei o caps lock.
E... Créditos ao "the fucking bitch is back" à Yas fofa e doida. Eu copiei mesmo, kk. Então, aí está o capítulo.

Lily tirou os óculos de James e examinou. Estavam, além dos dois, Remus e Sirius, no carro de Sirius. James e Lily, para variar, estavam brigando.



– Ô caralho, devolve essa porra aí! – James falou, tentando pegar os óculos das mãos de Lily.



– Incrível como você consegue falar mais palavrão que a mãe do Sirius. – Lily riu.



– Não coloca minha mãe no meio aí não... Opa! – Sirius, que estava ao volante, falou, logo depois fazendo uma curva fechada, que fez todos caírem pro lado.



– Ô seu veado! Presta atenção! – Remus falou.



O carro atrás deles buzinou, e Sirius pôs o braço para fora, mostrando o dedo do meio.



É preciso dizer que eles estavam um pouco bêbados?



Lily e James, no banco de trás, começaram a brigar. Novamente.



– Cala a boca, Potter! – Lily gritava, rindo.



– Cala a boca, Evans! – James também gritava.



Eles começaram a dar socos um no outro.



– Dá pro casal discutir a relação em outro lugar? – Remus falou, sem paciência.



Lily mostrou o dedo do meio, rindo.



– Retardados. – o loiro murmurou.



Chegaram ao hotel e fãs enlouquecidos barravam a entrada do hotel.



Havia algumas groupies que tentavam, em vão, ter alguma coisa com James.



– É... Preparem seus escudos. – a ruiva brincou.



Caminharam, enquanto seguranças abram passagem para eles. Quando estavam a salvo, soltaram as risadas guardadas.



Entraram no elevador, e mesmo sendo proibido, Lily acendeu um cigarro de maconha.



O cigarro passava de mão em mão, e logo uma densa cortina de fumaça havia se formado. Quando o elevador abriu, a fumaça de dissipou, revelando quatro jovens que soltavam risadas histéricas.



Entraram no quarto mais próximo, o de Remus. Tudo estava bagunçado, as roupas, a cama, tudo.



Sentaram-se no chão, lado a lado. Lily abraçou os joelhos e encarou o nada.



– Aquilo é da Tonks? – falou, quando reparou em uma calcinha no canto do quarto.



– Foi selvagem a noite de vocês, caralho! – Sirius falou rindo, olhando em ovlta e percebendo as várias roupas femininas espalhadas pelo quarto.



Remus estava ficando vermelho.



Lily e os outros não puderam segurar. Gargalharam alto o suficiente para o velho de o quarto a frente gritar.



Lily sentiu a cabeça doer, tanto que a fez se encolher. Remus, James e Sirius a olharam, assustados.



Fechou os olhos com força. Era como se um machado atravessasse sua cabeça.



Levantou-se, arrumou um pouco os cabelos e saiu, apoiando-se em tudo, sem dar satisfação a ninguém. Tirou um baseado do bolso, esperando que aquilo fizesse a dor passar. Quando se deu conta, havia fumado três cigarros, sentada no corredor.



– Lily Evans? Ou... LL?– uma voz desconhecida perguntou.

Lily olhou para cima. Oh, não. Não podia. O que aquela vadia fazia ali?



– Tracie Louth? – perguntou, se levantando rapidamente.



– Eu mesma, em carne e osso! – falou, como a típica vadia escandalosa que sempre foi.



– Deixe-me adivinhar... Você virou uma “Maria-Guitarra” e resolveu correr atrás de James, que você sempre julgou ‘nerd’ e que jamais falaria com ele?



– Você andou lendo pensamentos, bobinha? – brincou falsamente.



– Já pensou na possibilidade de... Morrer?



– Cale a boca, LL.



– LL é a vadia da sua mãe.



Louth ficou sem palavras, e saiu batendo os sapatos rosa — chiclete, dentro de um apertado top da mesma cor e uma saia verde-limão, que causou dor nos olhos da ruiva.



– Quando morrer, avisa! Vou de rosa no seu enterro! – Lily gritou, o que fez a loira bufar alto e entrar no elevador soltando fogo.



A ruiva soltou uma gargalhada, mas sentiu sua cabeça doer novamente, mas agora, menos. Entrou em seu quarto e viu que a camareira havia arrumado tudo. Ótimo, alguém mexeu nos meus remédios. Falou para si mesma.



Revirou todo o quarto a procura de alguma coisa que fizesse a dor passar. Pegou sua bolsa, revirou os bolsos, tudo. Estava agitada, sem controle.

Tomou todos os remédios que tinha em sua bolsa. Normalmente o desespero e a dor a faziam fazer isso.

Não era a primeira vez que ela tinha aquela forte dor de cabeça. Mas ela pensava que fosse pelo stress, ou algo do tipo.

Pegou um saquinho transparente com cocaína e se dirigiu ao banheiro. Pôs um punhado do pó branco nas costas da mão e inalou de uma vez, fechando os olhos.

A droga a corria por dentro. Mas era uma sensação boa... Alívio, calma, era o que ela sentia naquele momento. Cheirou todo o resto do pó do mesmo jeito, até sentir o mundo começar a girar. Encostou-se a parede gelada do banheiro, suspirou.

Trancou a porta, e foi até o chuveiro, abrindo-o e deixando a água quente encher a banheira. Despiu-se e quando a água já estava em um volume considerável, entrou, desligando o chuveiro.

Pensou. Pensou no que perdera, no que ganhara. Perdera sua família, perdera a sanidade, perdera a saúde. Mas ganhara muitas outras coisas. Fãs, fama, dinheiro – que em sua maioria eram gastos com bebidas e drogas. Fazia o que gostava, estar em um palco, com seus amigos, cantando para uma multidão, câmeras focadas em si. Ganhara reconhecimento.

Automaticamente, seus pensamentos pularam para Luke. Ela tentava parecer forte, mas, mesmo sento ela quem terminara com ele, aquilo doía. Mas a dor já era sua companheira, estava com ela desde a primeira traição. Como pôde agüentar tanto? Um ano.

Quanta coisa acontecera em um ano. Mudanças, muitas delas.

Levantou-se, tirando o tampão do ralo. Secou-se e enrolou a toalha no corpo. Em cima da pia, havia uma tesoura grande de metal. Lily a pegou, separou uma mecha de seu cabelo e começou a cortá-lo.

Os fios ruivos caiam, mas Lily não tinha pena. Estavam molhados e grudavam no chão e na pia, mas ela não ligava. Em minutos, seu cabelo estava curto novamente, na altura dos ombros, com mechas mais curtas e uma franja cobrindo a testa. Balançou a cabeça, bagunçando os cabelos, que ficaram mais volumosos.

Voltou para o quarto e vestiu uma calça jeans rasgada, uma camiseta larga e curta, e calçou suas botas de sempre, que agora já estavam velhas e acabadas. Saiu para o corredor, mas parou, ao ver algo que jamais imaginara ver.

– Filho. De. Uma. Puta! – Marlene gritava, enquanto batia em Sirius com algo preto e duro, talvez um livro.

Lily levou um tempo para entender a cena. Marlene chorava enquanto batia em Sirius, que estava com os lábios vermelhos e um grande e roxo chupão no pescoço, e uma vadia loira estava em um canto, assistindo tudo com cara de santa.

Ligou os fatos. Não. Que Sirius era um grande filho da puta, era, mas não a ponto de fazer aquilo com Marlene. Afinal, eles se amavam, não?

– Epa! – Lily gritou e tudo parou. – Alguém me explica o que ‘tá acontecendo aqui?

– Eu explico! – Tracie Louth se dirigiu a ruiva. – Nossa, amei seu cabelo! Foi você que cort... – comentou, pegando uma mecha de cabelo da ruiva, mas sento interrompida pela mesma.

– Cala a boca, vadia. – falou impaciente. A loira a olhou assustada, se afastando em seguida.

Encarou Sirius, implorando para que o que estava pensando não fosse verdade. Encarou Marlene, implorando para que ela parasse de chorar. A morena enxugou as lágrimas.

– Não me procure mais. – falou para, a voz trêmula. Passou as mãos pelos cabelos escuros e saiu.

– Sirius, você é um filho da puta. – a ruiva quebrou o silêncio.

– Eu sei. – Sirius falou, sentando-se no chão.

– E eu? – a loira, até agora excluída, se pronunciou.

– Que se foda você. – Sirius falou.

A loira o olhou, os olhos arregalados, a expressão confusa e a cabeça levemente caída para o lado. Lily não pode segurar o ataque de riso que se seguiu.

Novamente o silêncio se seguiu, a não ser pelo som dos sapatos de Tracie Louth se distanciando. Minutos se passaram, agora em completo silêncio. Lily e Sirius estavam sentados no meio do corredor, de frente para o quarto da ruiva. A mesma se levantou, determinada.

– Aonde você vai? – Sirius perguntou.

– Falar com a Lene. Mas antes você vai me explicar tudo que aconteceu.

– Eu tava indo na recepção, e aquela vadia loira apareceu do nada e me agarrou. A Lene viu e... Bom, o resto é de se esperar.

– Tá, e você não fez porra nenhuma pra consertar?

– E você acha que a Lene ia me escutar?

A ruiva suspirou. Caminhou lentamente até o quarto onde sabia que Sirius e Marlene havia ficado.

– Lene... – Lily entrou no quarto, procurando Marlene. Ela estava encolhida em um canto, as lágrimas corriam como uma cachoeira.

– Eu sabia. – Marlene se lamentou.

– Não, não sabia.

– Ele pediu pra você vir aqui, não é?

– Não. Eu sei que ele jamais faria isso. Não de propósito.

– Para de perder seu tempo. Eu sabia que nós não daríamos certo, nunca deveríamos ter acontecido, na verdade.

– E você vai deixar que todos tenham razão? Lene, todos duvidaram que vocês dariam certo, e você vai deixar que eles tenham razão? Eu sei que você não fica brava com ele, não precisa mentir pra mim.

A morena suspirou.

– Eu não consigo ficar brava com aquele filho da puta. – sorriu fracamente.

– Vai agarrar seu homem, antes que uma loira o agarre. – Lily brincou. Marlene se levantou.

Realmente não conseguia ficar brava com Sirius. Ela o amava demais para deixá-lo, mas a confiança nele jamais seria a mesma.

Notas finais
TENHO OUTRA COISA PRA FALAR! Então, falta um mês e um pouco pro Natal (tá, e dai?) E daí que eu pensei em fazer um capítulo especial de Natal! Sim! Um bem fofo e grudento e com bastante açúcar!
E... eu ia escrever um conto de Halloween, mas minha criatividade não chega a tanto.
É isso, deixem reviews fofas que eu respondo e até o próximo capítulo!