Bastidores
27 Stay strong.
Notas iniciais
ANTES DE VOCÊS ATIRAREM, POSSO ME EXPLICAR?
Eu estudo o dia todo (faço o ensino médio + curso técnico em agropecuária) todos os dias! E, as vezes, no fim de semana, tenho manejo (rabalho no fim de semana) e chego muito cansada em casa. E o colégio é muuuuuuuuito puxado. Eu tenho (pausa pra fazer as contas) 20 matérias pra estudar! Fora o setor (o trabalho no campo) que é super cansativo. Então, entendam minha situação. Escrevi muuuuuito nesse feriado, fora esse capítulo que eu finalizei, já to escrevendo o 28 (que é o penúltimo /todos chora/).
Mandei ele pra beta, mas como ela tava demorando muuuuuuuuuuuuuuuuuuuito pra betar (cadê você, yasmin?!) eu resolvi postar ele sem betagem mesmo, pra não demorar tanto pra vocês.
Dei uma revisada, mas as vezes o erro passa despercebido. Portaaaando, se tiver algum erro, mil desculpas.
Enfim, esse é o antepenultimo capítulo. A fic vai ter 29 capítulos + o epílogo (que vai completar 30 capítulos) e os especiais (que vão ser separados). É, minha gente, quem diria. Tá acabando, e só de pensar já dá um aperto no coração. Mas não fiquem tristes, vai ter uma segunda temporada! Sim, meus amores! Vocês não vão se livrar de mim tão facilmente!
EPA! Antes que eu comece a chorar/falar demais, vou finalizar aqui.
PS: Os próximos capítulos vão ter muuuuuuuuitas passagens de tempo, porque né.
ENJOY!
Remus Lupin abriu os olhos sem nem ter acordado direito, mas os fechou rapidamente. Quem fora o filho da mãe que deixara as cortinas abertas, mesmo? Ah sim. Ele.
O quarto estava realmente um lixão. Os travesseiros estavam jogados no chão, junto com as roupas dele e de Tonks, que ainda dormia feito uma pedra na beirada da cama. Ele se levantou, pegou qualquer roupa no armário e vestiu enquanto andava para o banheiro.
Abriu o armário e tirou de lá, atrás da caixa de remédios para depressão de Tonks – o médico mandara tomar, depois da tentativa de abortar –, outra caixa. Seu “estoque de drogas para emergências”. Não que aquela fosse uma emergência. Ele apenas precisava daquilo. Pegou o saquinho com algumas poucas gramas de cocaína e despejou uma parte na palma da mão, guardando e escondendo o resto.
Inalou tido de uma vez, esquecendo dos problemas. Não havia mais nada. Fechou os olhos, prestando atenção no silêncio, encarando o nada.
Mas o silêncio fora quebrado pelo som de passos calmos e arrastados se aproximando e o ranger da porta se abrindo.
Ela parou na porta, o encarando. Não brava, apenas... Triste.
– Você prometeu. – falou baixo, a voz já chorosa. Ela apertou os lábios e Remus se levantou do chão.
– Desculpa... Eu... – ele suspirou – Desculpa.
– Você prometeu! Você disse que ia tentar parar, mas não tentou! – gritou.
Hormônios da gravidez...
Remus suspirou.
– Você não tomou os remédios ainda, né? – perguntou, baixo. Tonks chorava.
– Não vou tomar aquela bosta! Eu não preciso daquilo! Eu não sou uma porra de uma depressiva! – gritou.
– Não grita.
– Se eu quiser eu vou gritar, sim! E me solta!
Saiu pisando forte até a cama, onde se sentou, emburrada.
– Você sabe que parece uma criança, são sabe?
– Sei.
– E sabe também que eu sinto muito?
– Sei. Desculpa por isso.
– Tá tudo bem. – a abraçou.
Ela repousou a cabeça em seu ombro, fechando os olhos. Mas logo os abriu novamente, espantada, com a mão sobre a barriga.
– O que foi? – Remus perguntnou, aflito.
– Bebês já chutam com três meses?
– Não sei.
– Porque eu acho que foi is... – falou, mas se interrompeu para novamente se dobrar.
A primeira vez fora algo extraordinário e maravilhoso. Mas as outras seguintes foram horríveis. Pareciam socos dentro de si, que se intensificavam cada vez mais.
Ela xingou alto, gemendo de dor. Remus assistia assustado.
– Vem, eu vou te levar pro hospital. – ele se levantou, ameaçando a pegar no colo, mas Tonks não deixou.
– Não gosto de hospitais. – falou, respirando profundamente, e depois de dobrando novamente.
– Foda-se. Eu vou te levar pro hospital. – Remus falou, sério. Pegou Tonks no colo, enquanto ela se contorcia de dor.
Dirigiu-se ao carro, onde, mesmo sob protestos de Tonks, eles seguiram para o hospital mais próximo.
***
Próximo dali, uma ruiva saltitante e um moreno sem camisa cantavam, com pausas para dar uns amassos, todo o Back in Black, o disco preferido de James da banda preferida dele, AC/DC.
– O telefone... – Lily avisou, tentando (com nem tanta vontade assim) fazer James se afastar dela.
– Deixa tocar. – James falou contra a pele fina no pescoço da ruiva, onde le depositava beijos e leves mordidas.
– Pode ser importante! – ela murmurou, conseguindo, enfim, descer do balcão da cozinha. “You Shook me all night long” havia começado a tocar.
– Hey. – falou, ao atender o telefone.
– Lily, preciso de... Isso é AC/DC? – a voz de remus disse, do outro lado da linha.
– Sim. James está aqui. – ela quase pode ver Remus dar um sorriso malicioso do outro lado da linha.
– Ah. Ok, eu estou no hospital. Preciso que vocês venham rápido. Por favor. – pediu e desligou.
Lily saiu atropelando tudo a procura de seus tênis – quanto tempo ela não usava eles mesmo? – All Star antigos.
– Wow, Lily Evans de All Star. Quantas décadas você não usa isso, mesmo? – James apareceu enquanto a ruiva enfiava as pontas dos cadarços dentro dos tênis.
– Idiota. – revirou os olhos. – Remus está no hospital... Digo, ele ligou de lá. Acho que aconteceu alguma coisa com a Tonks. – falou tudo num fôlego só, se levantando e pegando seu casaco no sofá da sala.
– Hospital?
– Sim, hospital, Sr. Papagaio.
Sem ouvir o que James falou o resto do caminho, eles seguiram para o único hospital que Remus e Tonks poderiam estar.
Lily estava nervosa. Mesmo não conhecendo Tonks há tanto tempo assim, temia o que poderia estar acontecendo com ela ou com o bebê. Temia por Remus, também. Se algo acontecesse a algum dos dois, ele com certeza ficaria sem chão. Eles eram sua única família, depois de Lily e dos garotos.
Seus pais haviam morrido quando Remus tinha apenas alguns meses de vida. Fora adotado pela única tia, que morrera de câncer alguns anos depois, então foi morar com a avó, e quando ele completara dezesseis anos, ela também morrera. Portando, se ele perdesse mais alguém... Seria doloroso demais.
Dirigiram para o hospital e ,quando chegaram, encontraram Remus na recepção, impedido de ver Tonks. Ele estava com os cotovelos apoiados nos joelhos e a cabeça entre as mãos. Se eles não o conhecessem bem, diriam que estava chorando. Não estava. Remus era do tipo que não chorava.
– Hey. – Lily disse, sentando-se a esquerda do amigo. James sentou-se a direita dele.
– Os médicos não me deixaram vê-la. Não me disseram nada. – Remus sussurrou. Sua voz estava instável, assim como o resto do seu ser. Fraco, instável. Prestes a desmoronar, como um prédio com as estruturas abaladas.
– Vai ficar tudo bem. – James disse baixo. Ele definitivamente não sabia como consolar uma pessoa.
– E se não ficar? Eu... Eu não sei se agüentaria.
– Vai ficar. Eu tenho certeza. Tonks é forte, e o bebê também. Afinal ele tem seus genes. – Lily disse, apertando o ombro do loiro.
Aquilo pareceu tê-lo animado. Seus genes. Era mesmo. Remus era forte. O bebê seria forte. Tonks era forte. Tudo ficaria bem.
Assim ele esperava.
Lily se levantou rapidamente, se dirigindo ao balcão da recepção sem dar explicações.
– Olá. – disse, com um falso ar superior.
– Em que posso ajudá-la? – a recepcionista pareceu não dar atenção a ela, falando sem tirar os olhos das unhas.
– Meu nome é Lily Evans. – isso pareceu ter despertado a atenção da moça, que arrumou sua postura na cadeira e sorriu falsamente para a ruiva – Minha amiga está aqui. Eu quero vê-la. Agora. – disse friamente.
– Nome?
– Ninphadora Tonks.
– Quarto 333, terceiro andar.
A ruiva assentiu e se dirigiu aos amigos. Repetiu o que a moça dissera e os três dispararam em direção ao elevador. Lily apertava o botão do terceiro andar freneticamente, como se aquilo pudesse fazer o elevador andar mais rápido. Remus foi o primeiro a adentrar o quarto de número 333, onde uma Tonks com os cabelos coloridos de azul pela metade estava deitada numa cama, pálida e cansada. Seus olhos estavam vermelhos, como se ela tivesse chorado por dias a fio.
– FELIZ 1989! – Lily tentou animá-la. Tonks deu um sorriso fraco. O ano nova havia sido a alguns dias.
– Hey. – disse baixo. Remus sorriu para ela, ocupando a única cadeira do quarto e a colocando ao lado de Tonks. – O médico disse que não é nada muito grave... Eu não sei explicar, só vou precisar ficar aqui um tempo. – explicou lentamente.
– Vai ficar tudo bem, eu disse. – Lily falou, acomodando-se num canto da cama de Tonks.
– Oi bebê. – a ruiva disse, imitando voz de criança.
Remus e Tonks soltaram gargalhadas altas, e James sorriu para a namorada.
Lily brincou mais, “conversando” com o bebê – que, depois de uma grande discussão, Tonks resolveu que chamaria Rosier, caso fosse uma garota, e se fosse menino, Ted – e perguntando sem se cansar quando seria o casamento – Remus rebatia perguntando quando seria o casamento dela com James, fazendo os dois ficarem vermelhos.
***
A alguns quilômetros dali, uma Marlene aflita e nervosa estalava os dedos com tanta força que poderia quebrá-los sem querer.
– Eu vou me matar. – resmungou, olhando o resultado do deste de gravidez que tinha em mãos.
– E aí? – Sirius se levantou do sofá onde estava jogado (algo entre o sentado o e deitado definiria como ele estava) e parou em frente a Marlene, quando ela saiu do banheiro.
Ela apertou os lábios com força, sentindo seus olhos encherem de lágrimas. Encarou Sirius e desmoronou, sem emitir nenhuma palavra. Ele a abraçou forte.
– Você ainda vai me amar quando eu estiver chata e gorda? – a morena perguntou, baixo e com a voz chorosa.
– Vou te amar até quando você estiver com os cabelos todos brancos. Vou te amar pra sempre. – beijou o topo de sua cabeça.
Marlene podia não ser a pessoa mais perfeita do mundo, muito menos Sirius. Mas ambos sabiam que pertenciam um ao outro, e que eram perfeitos para o outro.
Notas finais
Gente, já ouvi "Long Distance Call" (o cover que o Paramore fez, não a original) 18 vezes desde as 19:00. Viciada, eu? Nem!
BEP BEP, ALERTA! Informação desnecessária! BEP BEP
Hm... Algo mais pra falar?
Ah tá. Eu to arrumando tudo, reescrevendo e tal essa 1a temporada pra disponibilizar ela pra download! Yeah, vai ser tipo uma "pacote", com toda a primeira temporada, os especiais, todas as músicas que foram "tocadas" na fic e mais alguma coisa.
É isso, beijo beijo, até qualquer dia, little Snakes.
PS: Campanha #CadeYasmin! LOL Beta sumida dá nisso.
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