Bastidores

17 Petunia's married now.


Notas iniciais
Oi pra vocês! Tudo bom? Eu sei que sim, yeah.
Esse capítulo eu dedico a Gi_Vernice que fez uma recomendação linda, obrigada tica *-*
Eu gostei desse capítulo, e espero que vocês gostem também! Enjoy!

Era o dia do casamento de Petunia. Lily não podia estar mais nervosa. Ela enfim veria novamente a família. Estava em seu carro, junto com James (Sirius e Remus se recusaram a ir, ninguém queria a ‘cara de cavalo’ em cima deles). Ela usava um vestido preto, marcado na cintura e mais volumoso abaixo, os cabelos presos num coque e a maquiagem de sempre: os olhos contornados de preto e os lábios vermelhos. E James usava apenas um terno, sem a gravata, os cabelos bagunçados como sempre e os óculos arrumados.



Lily não parava de estalar os dedos.



– Lily Evans! Para! – James a repreendeu. Os dois estavam nos bancos da frente, James dirigia.



– Desculpa. – ela falou, sem graça. – Dá pra acreditar? Petúnia vai se casar com aquele... Porco suado! Que... Nojento! – ela falou, com repulsa. A cena em sua mente realmente não era nada animadora.



Eles finalmente chegaram à igreja. Não havia muitas pessoas, ainda. Era cedo, mas Lily queria evitar a confusão.



Entrou na igreja apreensiva, de braços dados com James. Ela o apertou assim que viu seus pais, no primeiro banco, próximo ao altar. O som dos sapatos de Lily na madeira despertou a atenção de todos, e ela se sentiu a noiva. Ela abaixou a cabeça e mordeu o lábio inferior, repreendendo um palavrão que começara a se formar.



– Lily! Filhinha! – sua mãe, com os cabelos ruivos – iguais aos de Lily – já com alguns fios brancos, a abraçou quase esmagando suas costelas.



– Oi mãe. – Lily murmurou ainda nervosa. Viu seu pai ali atrás, com a expressão dura.



Quando soltou-se do abraço de sua mãe, que fora cumprimentar James, ela se viu de frente para seu pai.



– Oi pai. – ela falou, esboçando um sorriso torto.



– Nunca mais suma assim, Lily. – o senhor de cabelos loiros como os de Petunia falou, os olhos marejados, e deu um abraço sem jeito na filha.



James se sentia um intruso ali, então, rapidamente, se afastou.



Lily não queria chorar.



– Desculpa. – ela falou, tentando disfarçar o bolo em sua garganta.



– Pelo o que? Você só me trás orgulho, filha. Você mostrou pra todos que você poderia ser mais. E quando todo mundo, inclusive eu, duvidamos de você, você foi lá e fez. Você construiu seu castelo com as pedras que jogaram em você. – Sr. Evans falou, com um sorriso acolhedor nos lábios.



Aquelas palavras fizeram Lily soltar as lágrimas. Ela ignorou as pessoas ali, os – ainda que poucos – paparazzo. Eles não importavam agora. Ela estava nos braços de seu pai, era o que importava. Ela sentira tanta falta daquele abraço. Daquele abraço de pai.



As pessoas foram chegando, e Lily ficava cada vez mais desconfortável.



Ela, quando as lágrimas foram secadas e ela se separou do pai, sentou-se um banco atrás de onde seus pais estavam, e logo a marcha nupcial começou. Todos se levantaram, olhando para a porta. Uma moça vestida de branco, os braços magros cobertos pelas mangas do vestido, e em suas mãos um buquê de rosas brancas. Era Petúnia, andando em direção a seu futuro marido.



E aquele padre falou, falou tanto que Lily ficou com sono. E, muito tempo depois, os noivos saíram pela porta debaixo da chuva de arroz. Lily e James saíram junto a multidão, tentando passarem despercebidos pelos paparazzo que invadiam o local.



A festa, da qual Lily não queria participar mas foi obrigada, acontecia num grande salão, no mesmo terreno da igreja.



– Lily! Venha cá, filha! – a mãe de Lily a chamou, e Lily caminhou, sem soltar do braço de James um segundo sequer, até onde a senhora estava. – Será que você pode cantar? Só uma música, por favor! – a mãe implorou.



Lily, vencida, segui até o pequeno palco. Havia um microfone e um violão apoiados sobre um amplificador. James afinou o violão e logo a melodia suave e acústica começou.



My Heart (Paramore)

I am finding out that maybe I was wrong

That I've fallen down and I can't do this alone

Stay with me, this is what I need, please?

Sing us a song and we'll sing it back to you

We could sing our own but what would it be without you?

I am nothing now and it's been so long

Since I've heard the sound, the sound of my only hope

This time I will be listening

Sing us a song and we'll sing it back to you

We could sing our own but what would it be without you?

Petúnia estava abraçada ao seu marido, que causava repulsa a Lily. Ela cantou baixo, porém suficientemente alto pra criar lágrimas de emoção nos olhos da irmã e da mãe.



This heart, it beats, beats for only you

This heart, it beats, beats for only you...Oooh!

This heart, it beats, beats for only you, my heart is yours

This heart, it beats, beats for only you, my heart is yours

(My heart, it beats for you)

This heart, it beats, beats for only you, my heart is yours

(It beats, beats for only you. My heart is yours)

This heart, it beats, beats for only you, my heart...

Ela tinha a mão livre sobre o peito, os olhos fechados e um bolo na garganta. Parou de cantar, não conseguiria segurar a voz até o final da música. “My Heart” trazia a tona muitos sentimentos, que Lily quase não podia controlar.



Deixou o microfone sobre o amplificador e recebeu os aplausos dos convidados. Fez uma reverencia e desceu do palco. O barulho da conversa entre os convidados aumentou, enquanto Lily ia até o bar pegar algo para beber. Era um casamento, mas isso não impedia ninguém de beber alguma bebida alcoólica.



Passava da meia noite e Lily dançava com uma garrafa de champagne na mão erguida. Ela mexia o corpo de acordo com a música. Os convidados estavam dançando também, contagiados pela animação de Lily.



Onde fora aquela Lily miúda e anti-social? Onde estava a ruivinha de cabelos compridos e olhos verdes caídos? Eram as muitas perguntas que rondavam a cabeça dos parentes.

Lily, a mais bêbada de todos ali, cambaleou até o bar, pegar uma bebida nova. Foi surpreendida pelos braços de James, que a levantaram do chão como um bebê.



– Me solta, Jamie! – “Jamie”... Aquilo era sacanagem com ele! Ela ficava tão sexy enquanto falava aquele apelido bobo...



– Não. – ele falou, tentando perecer sério. Lily estava mal demais e ele precisava a levar pra casa.



– Jamie, por favor! – ela pediu, enquanto os dois iam saindo. Ela fez um biquinho. Droga, porque ela tinha que ser tão inocentemente sexy?



– Lils, vou te levar pra casa! – James falou, a colocando no banco da frente do carro. Acenou de longe para a mãe de Lily e deu a volta no carro, sentando no banco do motorista.



– Eu te amo Jamie! – Lily falou com a voz arrastada.



Ela estava bêbada.



Mas estava falando a maior verdade do mundo.



– Mentir é feio, Lily! – James brincou, rindo de nervoso.



– Eu não minto!



– Tá... Sei bem.



– Can't explain all the feelings that you're making me feel. My heart's in overdrive and you're behind the steering wheel! – Ela improvisou uma música, rindo em seguida. Nada como uma boa quantidade de álcool no sangue para despertar a criatividade.

James riu e continuou a dirigir, até chegar ao prédio de Lily. Com dificuldade, ele tirou-a do carro, passou um dos braços dela por cima de seus ombros e segurou sua cintura. Ela cantava e falava coisas sem nexo algum, e ria como uma condenada – se bem que condenados não estariam rindo – e tropeçava nos próprios pés a cada dois passos.

Com dificuldade, eles subiram as escadas – Lily estava sendo praticamente arrastada – e chegaram ao andar de Lily.

– Cadê a chave? Oh! Cadê você, chavesinha? – Lily choramingava, chamando pela chave.

James revirou os olhos e pegou o molho de chaves de dentro do bolso da calça social.

– Olha! A chavesinha! Oi chavesinha! – Lily conversava com a chave, sorrindo como uma criança.

– Quantos anos você tem? Sete?

– Seis! Eu tenho seis!

– Deus dá paciência. – James pediu, olhando o teto. Lily riu e tropeçou nos pés – novamente – já dentro de casa e sem o apoio de James, o que resultou num belo tombo de cara.

Ela começara a chorar. Ótimo!

– Lily! Lily Evans! Para agora de chorar! – James falou, autoritário. Ela parecia realmente uma criança de seis anos, que chora quando cai.

Lily fungou uma ou duas vezes e engoliu o choro, se levantando. A ruiva andou trôpega, até o quarto, onde tirou o vestido e os sapatos, trocando por um moletom e meias cor-de-rosa. James preparou o café mais forte que conseguiu.

– Que demor... – começou, virando-se para a porta. Interrompeu a si próprio quando viu a cena, rindo muito alto. A cena? Lily, apenas com um moletom, parte da calcinha branca aparecendo, meias esticadas cor-de-rosa e os cabelos ruivos presos em suas trancinhas, uma de cada lado.

– Que foi? – Lily perguntou, a voz ainda um pouco arrastada.

Ninguém jamais imaginaria que Lily algum dia dormiria assim! Na verdade, Lily fazia mais o tipo que dormia apenas de calcinha e uma camisola transparente, e não como uma criança.

A ruiva deu de ombros ao perceber que James não pararia de rir tão cedo, e pegou a caneca cheia de café e deu um gole gigante, ignorando o gosto amargo.

– Tá bom? – James perguntou irônico.

– Hm... Delicioso! – Lily respondeu igualmente irônica. – Quer um gole?

– Não, obrigado. – James sorriu.

Lily riu e bebeu mais um gole do café. Suspirou, pôs a caneca na pia e aproximou-se de James, encarando-o nos olhos. Esticou-se, ficando nas pontas dos pés. Ela podia sentir seu hálito de hortelã misturado ao seu próprio, que fedia a café. Soltou uma risada baixa e colaram os lábios, assim que Lily puxou James pela camiseta, quebrando todo o espaço ainda existente entre eles.

James se rendeu, quando percebeu que jamais conseguiria controlar-se com Lily tão... Vulnerável e provocativa quando estava. Lily provocava-o mesmo sem querer; e o simples físico fazia James desejá-la. Era o poder que Lily tinha sobre ele.

Deslizou as mãos pelas laterais do corpo da ruiva até alcançar a barra do moletom, já nos quadris da ruiva. Num impulso, a levantou do chão, fazendo-a enlaçar as pernas em sua cintura. Segurou as coxas da ruiva – com pequenas veias a mostra, devido ao frio e também ao fato da pele dela ser quase tão clara quanto as nuvens de um dia de sol – tão firmemente que deixaria marcas, mas ele – nem ela – se importavam com tal coisa.



Ela tinha as mãos bagunçando os cabelos do moreno. Quando o ar fez-se necessário, eles separam-se, mas continuaram muito próximos. Aproveitaram a pausa para respirar para retirar aquele tecido que tanto incomodava. James subiu todo o moletom da ruiva, que levantou os braços e logo o tecido branco estava no chão, em algum canto que realmente não importava agora.



E juntaram novamente os lábios, como se dependessem daquilo – e realmente dependiam agora. As mãos de James, até agora nas coxas da ruiva, deslizaram até suas costas, onde, rapidamente, abriu o fecho do sutiã dela, que deslizou pelos braços da mesma e se juntou ao moletom, no chão. A camisa social de James fez o mesmo percurso, e quando sua calça estava prestes a se juntar as outras roupas, o som da porta abrindo os despertou. Lily rapidamente recolheu seu sutiã e o vestiu.

A figura parada na porta não era muito boa. Ele tinha os cabelos bagunçados e mais compridos que o habitual, os olhos caídos e inchados, e seu rosto estava cheio de hematomas, como nas partes visíveis de sua pele. Ele estava péssimo, mas Lily refreou a vontade de abraçá-lo e cuidar dele. Depois de tudo que aquele cara fizera, ela o encarava com nojo, raiva, repulsa ódio e tudo de ruim que uma pessoa pode sentir. Ela o encarava com dor.



– Ninguém termina assim comigo, Senhorita Evans.


Notas finais
Que será o bêbado misterioso? TÁ FÁCIL, NÉ GALERA! Melzinho na chupeta, aí. Ok, façam suas apostas e até o próximo!