Bastidores

4 Liverpool wait for us.


Notas iniciais
1º Capitulo betado! Todos comemora/ KKK
Enjoy!

Só da pra ver o cabelo dos dois. Marilyn e Sirius se pegando em frente de casa. Já não bastou uma noite, não?

Se eu fosse Mari, também não bastaria.

Ainda bem que eu não sou.

– 3...2...1... – eu e James sussurramos enquanto chegávamos perto dos dois.

Gritamos em seus ouvidos. Não consigo parar de rir, minha barriga já dói. Coitados, pularam! Marilyn caiu na brincadeira e também começou a rir como uma louca, e logo temos quatro (Sirius resolveu rir também) loucos se matando de rir na frente da casa dos Black. As pessoas passavam na rua e nos olhavam como se fossemos doidos.

Depois de algum tempo, paramos aos poucos com as risadas ao ver a lata velha do Remus chegando. Da pra perceber que ele ta vindo pelo barulho e o cheiro de gasolina. Já disse pra ele trocar de carro, por algum pelo menos da década passada. O carro de Remus é de 67. Tem vinte anos, mais velho que ele próprio.

Entramos no carro de Remus e fomos até o tal estúdio. Eu fiquei batendo como uma criança os pratos da bateria por todo o caminho, sorrindo pras crianças que ficavam olhando – um carro com quatro pessoas, lotado de instrumentos e fedendo não é nada discreto.

Chegamos ao tal prédio e era enorme, com um cara enorme de preto na frente. Deu medo.

– Hm... Oi? – estalei os dedos na frente do rosto do cara que olhava pro nada.

– Quem são vocês? – eu pulei ao ouvir a voz grossa e ameaçadora do segurança.

– Licença... – Sirius passou por nós até chegar ao segurança, sorrindo debochadamente – Coé. – fez um gesto de “mano do rap” e abafou um riso quando o segurança o olhou confuso. – Sou Sirius, a gente quer falar com o... Jack alguma coisa.

– Só um segundo. – o segurança nos olhou desconfiado e pegou um tipo de walktock e começou a falar com alguém – Senhor J.? Sim, eles estão aqui. Mandá-los entrar? Tem certeza? Oh, sim. – e desligou, voltando a nos encarar, abriu a porta e nós entramos.

Eu carregava apenas nos pratos da bateria e meu microfone, olhávamos tudo em volta.

Chegamos ao estúdio, com várias capas de discos coladas em uma parede. De costas pra nós, o tal Jack falava ao telefone. Sirius deu um pigarro, e o homem se virou pra nós.

– O que estão esperando? Achei que já estavam prontos, vamos, vamos.

Os meninos arrumaram tudo dentro da salinha de paredes verdes. Jack me entregou uma folha de papel com a letra de uma música e aos meninos partituras.

– Cantem. Em qualquer ritmo. – saiu da salinha e voltou a sentar-se em sua cadeira.

All I Wanted – Paramore

Think of me when you're out, when you're out there

I'll beg you nice from my knees

When the world treats you way too fairly

It's a shame I'm a dream

All I wanted was you

All I wanted was you

I think I'll pace my apartment a few times

And fall asleep on the couch

And wake up early to black and white re-runs

That escaped from my mouth

Oh-Oh

All I wanted was you

All I wanted was you

All I wanted was you

All I wanted was you

Era definitivamente uma música complicada e necessitava de ar. Fôlego. Estendi a última frase por um longo tempo, até Jack fazer um movimento com os braços e todos pararem. Massageei a garganta, que havia ficado dolorida.

– Não. – ele falou, seco.

– Oi? – falei, um pouco rouca.

– Não, eu não vou gravar nem uma musica com vocês.

– ENTÃO VAI PRA PUTA QUE O PARIU. – Gritei e minha garganta doeu. Peguei o que consegui segurar e saí daquele estúdio.

Como assim “não”? Eu me mato em fazer um grave bom e fico com a minha garganta toda fodida pra receber um “não”? Coloquei as coisas na mala do carro, bufando. Ouvi os meninos me chamarem, e correrem até o carro. Colocaram as coisas no banco de trás do carro e Remus abaixou o teto do carro – oh, yeah, Era um conversível, cheio do cheiro de gasolina de cigarro.

– Filho da puta. Alguém tem uma faca? – falei, sentando encima do porta-malas do carro, com os pés no banco, ao lado de Sirius.

Todos me olharam assustados. Arregalei os olhos e levantei os braços.

– Brincadeira, galera... – e então Remus ligou o carro e nós fomos em direção ao cafofo do próprio.

O cafofo de Remus consiste em: um banheiro sujo, uma cozinha/sala suja, um quarto sujo e uma garagem – pra variar, adivinha? – suja. Acho que Rem é a pessoa que mais odeia fazer limpeza, por que olha.

Sentei-me no lugar mais limpo possível daquela sala, abracei os joelhos e balancei pra frente e pra trás. Remus sumiu casa a dentro, um pouco nervoso, e voltou alguns minutos depois, mais calmo e rindo de tudo. Seu nariz estava um pouco sujo de um pó branco e eu na hora soube o motivo de suas risadas excessivas. Me levantei e passei por ele, limpando seu nariz.

Ninguém falou com ele pelos minutos seguintes. James e Sirius haviam pegado umas garrafas de cerveja ou qualquer outra bebida alcoólica e bebiam, jogados no chão. Fui ao banheiro e abri o armário do espelho. Encontrei lá todos os cigarros e isqueiros de Remus. Peguei uma das cartelas e um isqueiro. Tirei um cigarro e coloquei entre os lábios, ascendendo-o. Voltei pra sala, com o cigarro entre os dedos. Sentei ao lado de Sirius e deitei minha cabeça em seu ombro.

– Six... – falei, puxando o “i”.

– O que?

– O que a gente faz agora?

– Você, eu não sei, mas eu vou pra minha casa, pegar todas as minhas coisas, pegar o carro dos meus pais e ir pra Liverpool. – enquanto ele falava, eu traguei mais algumas vezes.

– O que? – falei um pouco mais alto, me ajeitando.

– Eu e o Jay. Você pode ficar com o Rem.

– Não! Eu vou com vocês!

– Não, não vai. – foi a vez de James se meter na conversa.

– Vou sim, né Rem? – olhei pro drogado a minha frente.

– Sei lá. – ele me respondeu. Bufei.

– Eu vou com vocês, sim. Eu o Rem.

– E teus pais? Como fica? – James me olhou, sério.

– Eles tem a Petúnia.

– Então vai pegar tuas coisas. – Sirius disse, dando um tapinha atrás da minha cabeça.

– Mas, a gente vai hoje? Tipo, agora? – Me levantei, afobada. Dei mais uma tragada no cigarro, eu havia me esquecido do coitadinho que queimava sozinho.

– Vai logo, depois eu passo na tua casa! – Sirius falou, rindo e saiu comigo, em direção a sua casa.

Corri até minha casa e meus pais ainda não haviam chegado. Dei Graças. Subi as escadas, entrei no meu quarto e encontrei várias roupas jogadas no chão, minhas e de James. Peguei tudo que pude pegar para colocar minhas coisas dentro, até um case de violão e uma mala da Petúnia. Rosa.

Joguei todas as nossas coisas dentro das malas e logo vi o carro do pai de Sirius na frente da minha casa. Ouvi os passos apressados do Black subir as escadas. Ele tinha o rosto um pouco triste.

– O que aconteceu, Six? – perguntei confusa.

– Meu pai. Tá preso. – Ele disse sério. Minha boca se abriu em um perfeito “o”.

– Mas... Como? Meu Deus! – eu fiz menção de abraçar, mas ele começou a chingar seu pai de tudo quanto era nome.

Sr. Black estava preso por corrupção e fraude. Não me pergunte de que. Que ele não era a pessoa mais honesta do mundo eu já sabia, mas... Preso? Já era demais. Era de se esperar que Sirius quisesse ficar o mais longe possível de Londres. Mas... Por que logo Liverpool? Ele queria atravessar a Inglaterra?!

Sirius me ajudou a levar tudo até o carro e colocou tudo na mala, junto com suas coisas – era realmente um carro grande. A verdade é que Six não tem tanta coisa assim, nem eu. Passamos na casa de Remus e James entrou no carro também. Remus foi com seu carro logo atrás, alegando que “levaria os instrumentos”.

Notas finais
Não me atirem pedras por eles não terem sido aceitos, é pra dar um ar mais ~real~ sabe? Tipo, você tem que receber muitos nãos até achar alguém que goste, sacou? Hm... Acho que é só isso, obrigada Queen/Yas sua lindo s2
Não esqueçam de passar no tumblr enterthebackstages.tumblr.com (: