Bastidores

9 If I say "I love you" I'm a liar.


Notas iniciais
Cap. Não tá betado ok? Se tiver um erro muito gritante, avisem.

Luke era totalmente o contrário do cara que eu esperava, porque ele... Bom, deixa pra lá. Agora nós namoramos. Depois daquele momento fofo e cuti-cuti, eu e Luke ficamos na casa dele, mesmo eu insistindo que precisava ir pra casa ensaiar. Eu poderia dizer que ficamos ouvindo Blondie e comendo bolacha de chocolate, mas não.

Quando eu finalmente consegui ir embora (não que eu quisesse, mas era meio que preciso), passei em uma loja de discos. Eu já falei que fico fascinada e amo lojas de discos? Então. Não comprei nenhum porque todo meu dinheiro foi gasto com os remédios, então. Tomei mais dois comprimidos no caminho. Quando cheguei, Frank quase arrancou meu cérebro.

– Ei Lily, você sabe que dia é hoje? SEXTA FEIRA! – tive que tampar os ouvidos na última frase.

– Tá, tá. – falei sem paciência. – e vocês por acaso sabem que músicas nós vamos tocar?

– Por enquanto Highway to Hell e Ignorance. – Remus falou, olhando um caderno em cima da mesa.

Ignorance era nossa nova música, e a que Frank mais gostava. Sentamos em volta da mesa do mini-estúdio de Frank e tentamos fazer uma set list curta, até porque nós não iríamos tocar por muito tempo para bêbados.

– Eu gosto de Radio Ga Ga. – Sirius falou, enquando discutíamos qual música do Queen nós tocaríamos. Por mim faríamos todas, mas não tínhamos tanto tempo assim.

– Não! Somebody to Love! – falei batendo na mesa.

– Crazy little thing called Love e ponto final! – Frank falou tentando dar um basta na discussão. Não deu certo.

– Somebody to Love! – Remus, pela primeira vez naquele dia, concordou comigo.

– Então vai Somebody to Love mesmo. – Frank se deu por vencido.

E quando finalmente a discussão acabou, e isso depois de umas boas horas, a Set List ficou assim: Ignorance e Shut Up Slut, T.N.T. do AC/DC (substituímos Highway to Hell), Satisfactiondo Rolling Stones, I Love Rock ‘n’ Roll da Joan Jett, e pra finalizar, Let it be, dos Beatles. Seis músicas estava mais que ótimo, não? Nenhuma das músicas (exceto as nossas) eram novidade pra gente. Na verdade escolhemos músicas que a gente sempre tocava no porão do Sirius.

Ignorance (Paramore)

If I'm a bad person, you don't like me

Well, I guess I'll make my own way

It's a circle a mean cycle

I can't excite you anymore

Where's your gavel? Your jury?

What's my offense this time?

You're not a judge but if you're gonna judge me

Well, sentence me to another life.

Don't wanna hear your sad songs

I don't wanna feel your pain

When you swear it's all my fault

But you know we're not the same

We're not the same, oh, we're not the same

Yeah, The friends who stuck together

We wrote our names in blood

But I guess you can't accept that the change is good

It's good, it's good

Ignorance era uma boa música, e também a minha preferida (até agora). Me lembrava um amigo de infância, que eu nunca mais vi. Ele se tornou ignorante, e me julgava como um juiz. E nós éramos amigos demais, eu o adorava.

Well you treat me just like another stranger

Well it's nice to meet you sir

I guess I'll go

I best be on my way out

You treat me just like another stranger

Well it's nice to meet you sir

I guess I'll go

I best be on my way out

Ignorance is your new best friend

Ignorance is your new best friend

This is the best thing that could've happened

Any longer and I wouldn't have made it

It's not a war no, it's not a rapture

I'm just a person but you can't take it

The same tricks that once fooled me

They won't get you anywhere

I'm not the same kid from your memory

Now I can fend for myself

Don't wanna hear your sad songs

I don't wanna feel your pain

When you swear it's all my fault

But you know we're not the same

We're not the same, oh, we're not the same

Yeah, we used to stuck together

We wrote our names in blood

But I guess you can't accept that the change is good

It's good, it's good

Minha cabeça estava nas nuvens, eu simplesmente cantava, com raiva. Raiva de Severus por ter me trocado. Sev foi sugado pelos valentões da escola, e me abandonou. Ignorance era uma indireta, isso era um pouco óbvio.

Well, you treat me just like another stranger

Well it's nice to meet you sir

I guess I'll go

I best be on my way out

You treat me just like another stranger

Well it's nice to meet you sir

I guess I'll go

I best be on my way out

Ignorance is your new best friend

Ignorance is your new best friend

Ignorance is your new best friend

Ignorance is your new best friend

Well you treat me just like another stranger

Well it's nice to meet you sir

I guess I'll go

I best be on my way out

You treat me just like another stranger

Well it's nice to meet you sir

I guess I'll go

I best be on my way out

Larguei o microfone no pedestal e fui beber um pouco d’água. Tomei mais alguns comprimidos. Confesso que estava me viciando naquilo. Era pior que as drogas, porque eu tomava doses cada vez mais fortes e freqüentes, e não quando estava com Tonks ou Luke, como era com as drogas. Voltei para o estúdio e logo os garotos começaram a tocar a introdução de T.N.T.

T.N.T. – AC/DC

See me ride out of the sunset
On your color TV screen
Out for all that I can get
If you know what I mean

Women to the left of me
And women to the right
Ain't got no gun
Ain't got no knife
Don't you start no fight

'Cause I'm TNT, I'm dynamite
TNT, and I'll win the fight
TNT, I'm a power load
TNT, watch me explode

A música tinha um ritmo… sexy. Que me fazia dançar. T.N.T. é o tipo de música que, na minha opinião, você escolhe pra fazer um Streep tease. E é sério. O tipo de música que me faz sentir sexy. Não que eu seja. Na verdade eu não acho mesmo.

I'm dirty, mean and mighty unclean
I'm a wanted man
Public enemy number one
Understand?

So lock up your daughter
Lock up your wife
Lock up your back door
Run for your life

The man is back in town
Don't you mess me 'round

'Cause I'm TNT, I'm dynamite
TNT and I'll win the fight
TNT, I'm a power load
TNT, watch me explode

Não era eu cantando. Era uma outra Lily. Uma Lily provocativa com a voz um pouco rouca, que cantava com os olhos entreabertos e as pálpebras cansadas. Era uma Lily que só existia dentro do meu quarto, que agora havia se libertado. Não era eu. E mesmo sendo apenas um ensaio.

(4x)
TNT, hey, hey, hey

TNT, hey
I'm dynamite (Hey, hey)
TNT, hey
And I'll win the fight (Hey, hey)
TNT, hey
I'm a power load (Hey, hey)
TNT
Watch me explode

Mal podia esperar a apresentação “pra valer”. Só de pensar meu coração disparava.

– Ótimo, realmente ótimo. – Frank falava enquanto olhava uns papeis. – Olhem, quanto mais gente tiver pagando naquele bar, mais nós vamos ganhar, ok? – assentimos – Ou seja, nós precisamos trazer o máximo de pessoas pra lá. Por isso fiz alguns cartazes. Espalhem pela cidade. – entregou as folhas e saiu.

Eu e os meninos fomos espalhar os cartazes pela cidade, e depois de quase nos perdermos (Sirius quis ir ver um baixo novo e acabou nos levando pro outro lado da cidade), voltamos pra casa.

Os garotos ficaram lá e eu, bem, eu fui pra casa do meu namorado. Eu estava aprendendo a diferenciar os sentimentos. Tudo que eu sentia por James sempre foi afeto. Um pouco de desejo sexual mas nada demais. E Luke, bem... Eu vou aprender a amá-lo. Entrei sem bater na casa de Luke e encontrei o mesmo fazendo comida só de cueca. Um pouco bizarro.

– Oi, querido. – falei, o assustando, dando ênfase na última palavra.

– Oi, querida. – falou também dando ênfase na ultima palavra e se aproximando de mim.

Me abraçou pela cintura e eu fiquei nas pontas dos pés (isso que dá nascer baixinha) para beijá-lo. Me levantou do chão e eu abracei sua cintura com as pernas. Ele caminhou até eu bater as costas em uma parede.

Acariciou minhas coxas enquanto eu bagunçava seu cabelo. Beijou meu pescoço, meu ombro e meu colo. E o resto eu não preciso contar, não é mesmo? Só um comentário em relação a Luke:

Que fogo!

Passei aquela noite com Luke. – em todos os cômodos.

– Luke, onde tem cereal? – gritei da cozinho, já de manhã.

– Eu sei lá. – ele apareceu do nada na cozinho, me abraçou por trás e beijou meu pescoço. – Minha camiseta fica muito melhor em você. – ele sussurrou, com a voz rouca mais sexy do mundo.

– Eu não posso dizer o mesmo, né. – brinquei, rindo.

– Poxa, ruiva... – ele continuou a falar sussurrado e rouco, o que me causou um arrepio.

Com um braço, puxou-me pela cintura, me fazendo colar meu corpo no dele. Com a outra mão, alisou minha coxa.

– Porra, ruiva, assim eu morro...

– Luke, ontem já não foi suficiente? – sussurrei, me virando de frente pra ele.

– Com você nunca é o suficiente.

– Assim você vai me cansar.

– Garanto que não.

– Duvido.

– Não duvide de mim, baixinha. – ele falou e me pegou no colo. Bati nele, porque eu realmente odeio que me chamem de baixinha.

Luke me levou até o sofá, onde deitou por cima de mim. Tirou minha (sua, na verdade) camiseta e eu levantei uma de minhas pernas, que ele alisava, até sua cintura.

Luke beijou meu pescoço enquanto eu bagunçava seus cabelos. Ajudei-o a tirar meu sutiã, e Luke beijou meu colo, entre meus seios e minha barriga. Nós mal tínhamos nos (eu, pelo menos) recuperado de uma noite de sexo selvagem – ok, selvagem não – e Luke já vinha com insinuações pro meu lado. Nós transamos de manhã cedo também. E depois, se perguntarem porque as olheiras, eu vou bater em Luke. Ele é o cara mais fogoso e ninfomaníaco da face da terra. Ok,nem tanto.

– Luke... – chamei, manhosa.

– Fala. – Luke respondeu, acariciando meu rosto. Ele ainda estava por cima de mim.

– Preciso ir pra casa.

– Não precisa não...

– Preciso sim.

– Fica aqui comigo.

– Vai comigo.

Luke pensou por um instante, mas decidiu ir comigo. E como eu ia contar a todos que eu estava namorando. Deus, eu não pensei nisso antes. Ah, Deus. Me ajuda. E se... eles não gostarem do Luke? Ok Lils, respira.

Ok. Estou mais calma. Eu acho. Fomos pra minha casa abraçados, eu e Luke, o que me pareceu bem fofo. Quando cheguei e abri a porta, Cherrie pulou em mim. E começou a latir pra Luke. E o mordeu. E eu não o ajudei. Eu não consegui parar de rir! O que eu posso fazer? Ele estava com a cara de dor mais engraçada e exagerada do mundo. Logo todo mundo ouviu meus risos histéricos e veio ver o que estava acontecendo. Menos Remus.

Estranho.

– Alice, meninos... – uma pausa pra rir – esse é Luke – mais risos – meu – agora uma real pausa de constrangimento – namorado.

– Namorado? – Sirius gritou.

– Não, é meu cachorro! – ironizei — É, meu namorado, claro. – “Meu namorado!” Foi a coisa mais estranha que eu disse desde... meu último namorado. Não tenho boas lembranças dele, não.

– Hey, cara, vamos conversar! – Sirius falou para Luke, passou o braço pelos ombros dele “amigavelmente” e ele e James o levaram pra um lugar afastado.

– Lily mal chega na cidade e já arranja um namorado! – Alice brincou. Ri sem graça. Não encontrei Remus, e ninguém sabia dizer onde ele tinha ido.

Estranho, porque Remus sempre fez o tipo “não tenho namorada, vou dormir”. Sim, Remus gostava de dormir tanto quanto eu. Fui pro meu quarto, porque era sábado e nós íamos tocar naquele pub. Coloquei uma calça jeans rasgada, minhas botas coturno e uma camiseta grande dos Beatles.

Baguncei meu cabelo e já estava pronta. Luke entrou, me assustando. Me abraçou pela cintura e me levantou um pouco do chão.

– Seus amigos são ciumentos assim mesmo ou é só comigo?

Gargalhei.

– Sim, eles são extremamente ciumentos.

– Ah, então tá!

– Me põe no chão. – pedi.

– Não, baixinha!

– Me põe no chão agora! – dei um tapinha de leve nele.

– Não!

– Me põe no chão! – falei mais alto, e batendo de verdade nele agora.

– Ok, ok! – ele se rendeu, gargalhando.

– Lily! A gente já tá indo! – ouvi a voz de Sirius gritar pra mim.

– Preciso ir, e você vai pra sua casa! – o empurrei até a porta. Ele selou rapidamente nossos lábios.

– Eu te amo. – falou.

– Eu te amo – repeti.

Eu sou uma mentirosa.