Bastidores

16 I kissed a girl (and i liked it).


Notas iniciais
Oi ticas da tia Kass :B Tudo bom com vocês?
Então.
Desculpa a demora. Sério. 11 dias sem capítulo, né? Mas tá tudo explicado no tumblr (http://enterthebackstages.tumblr.com/post/13586999045).
E OMG MAIS UMA RECOMENDAÇÃO! QUE LINDO S2S2S2S2 Dessa vez foi a maiaguiar que ficou com invejinha e quis um capítulo dedicado pra ela também! Dedicado a você, maiaguiar! Obrigado, tica (:
(A mãe da minha amiga me chama de Tica e agora eu peguei essa mania)
Vou parar de enrolar e leiam o capítulo, vai:

E ela subiu no palco. Os cabelos ruivos soltos, os olhos verdes marcados pela maquiagem forte em contraste com a pele branca, os lábios vermelhos. O som dos sapatos de salto no palco despertou a multidão, até então em silêncio.


The Wild One – Suzi Quatro

“All my life I've wanted to be somebody, and here I am.
I know what I've got, and there ain't nobody gonna take it away from me.
So let me tell ya what I am!"


As luzes estavam apagadas, e o público foi ao delírio quando a voz arrastada de quem acabara de acordar invadiu os ouvidos de todos. E os acordes começaram, junto com a luz, ainda baixa.


I'm a red-hot fox. I can take the knocks
I'm a hammer from hell. Honey, can't you tell?
I'm the wild one. Yes, I'm the wild one
I'm a touched-up freak on a winning streak
I'm gonna own this town. You can't hold me down
I'm the wild one. Yes, I'm the wild one

Well it ain't no use. Turn me loose
More...more...I can't keep score

I've got my head screwed on, and the days are gone
When you kept me down, and you pushed me 'round
I'm the wild one. Yes, I'm the wild one


Ela era uma selvagem, sem dúvida. Ela dominara a cidade, o país inteiro. Toda sua vida ela quisera ser alguém, e lá ela estava, em cima de seu tão sonhado palco, cantando para milhares de pessoas.


I'm a green-eyed bitch and I wanna get rich
Get out of my way 'cause I'm here to stay
I'm the wild one. Yes, I'm the wild one
Well it ain't no use. Turn me loose
More...more...I can't keep score...YEAH!
Well it ain't no use. Turn me loose
More...more...I can't keep score

I'm a red-hot fox. I can take the knocks
I'm a hammer from hell. Honey, can't you tell?
I'm the wild one. Yes, I'm the wild one
I'm a touched-up freak on a winning streak
I'm gonna own this town. You can't hold me down
I'm the wild one. Yes, I'm the wild one

A pequena alteração na letra fizera o público gritar. Ela era assim, mudava a letra da música sem se importar com o que as pessoas iriam dizer.


Ela se afastou alguns passos do microfone quando a musica acabou. Um sorriso de canto brotou em seus lábios quando o público gritou, em coro: “Snakes”. Ninguém poderia definir o que aqueles quatro jovens sentiam.


A ruiva soltou uma gargalhada, e começou a tirar a camiseta, ficando apenas de sutiã. Não é preciso dizer que o publico – principalmente a parcela masculina – foi ao delírio. Ela caminhou, ainda sorrindo, até a beirada do palco e puxou uma garota de cabelos castanhos para o palco. Ela usava sutiã e um short surrado extremamente curto. Fez a garota dar uma volta de 360°, e mordeu o lábio inferior.


A garota se chamava Kathryn.


Sem cerimônias, Lily virou a garota para si, o rosto dela entre as mãos e beijou-a. Era possível ouvir os berros da multidão. Não era penas um selinho ou um beijo técnico e combinado. Nem Lily acreditada o que estava fazendo. Beijando uma garota num palco em frente a uma multidão.


Quando os pulmões pediram por ar, elas se separaram. Kathryn sorriu maliciosa e Lily devolveu o sorriso, logo após encarando as pessoas chocadas.


Não era o que boas garotas faziam, não é como boas garotas devem se comportar. Mas Lily não era uma boa garota. Ela beijara uma garota e havia gostado do gosto do batom de cereja dela.


Ela se recompôs e voltou para terminar o show. Mas ninguém estava realmente prestando atenção, todos estavam com suas cabeças no beijo.


Ela se jogou no sofá quando o show acabou, cansada. Não havia tirado a idéia pra uma música da cabeça desde o beijo.


– As pessoas estão dizendo que você é lésbica. – Sirius avisou.


– Quem? E como sabem?


– Estão falando na TV. Caso você não se lembre, estavam gravando e transmitindo ao vivo.


A ruiva sorriu. Falem mal ou falem bem, que falem de Lily Evans.


Ela procurou por papel e caneta. Não podia perder a idéia para uma música.


– O que é? – Sirius e Remus repetiam, tentando espiar o que Lily escrevia.


– Curiosos! Quando eu acabar eu mostro! – falou um pouco irritada.


Suspirou e voltou a escrever. Em alguns minutos, parou, encarou a folha rabiscada e declarou:


– Terminei!


– Agora deixa eu ver! – Sirius falou, arrancando a folha. Começou a recitar os versos como em um poema, rindo em seguida. – É boa. – e entregou a letra a dona.


– Obrigada, Sir.


Frank entrou afobado no camarim, assustando-os. Ele tinha cinco folhas nas mãos, pareciam passagens. Ele as sacudiu no ar.


– Califórnia! – gritou.


Eles ouviram corretamente? Eles estavam realmente indo pra Califória? Deus! Aquilo era... Espetacular, maravilhoso!


– É uma premiação de filmes, quase o Oscar, mas não tanto. Vocês vão fazer o “show do intervalo”, que não é transmitido, e depois vão fechar a noite. – Frank explicou.


Lily ainda estava em transe. Ela nunca nem imaginara que sairia de Londres e agora ela estava atravessando um oceano inteiro!


-Sol, pessoas bronzeadas, praias, biquínis...


– Pena que as estações lá são iguais as daqui né, lá também é inverno. – Sirius cortou toda sua linha de pensamento.


– Obrigado por acabar com minhas esperanças, Sirius.


– Disponha. – o moreno ironizou.


Ainda era cedo e eles concordaram em ir a casa em que os garotos – e Tonks e Marlene – dividiam. A casa não era grande, tinha três quartos – o de Remus e Tonks, o de Sirius e Marlene e o de James –, uma grande sala com amplificadores dos cantos, o banheiro e a cozinha. Suficiente para suportar cinco drogados.


Lily se jogou no sofá, como se morasse ali. Frank falava ao telefone, era o que ele mais fazia nos últimos dias. Quando ele finalmente desligou o telefone, se dirigiu a banda, com entusiasmo na voz.


– Vocês vão fazer um photoshoot pra uma revista amanhã cedo.


Lily bufou. Mais uma sessão de fotos naquele mês, era chato e enjoativo fazer poses pra uma pessoa totalmente desconhecida.


– Quem escreveu? – James perguntou, erguendo uma folha amassada no ar.


– Foi a Lil. – Sirius respondeu, indiferente.


Lily se lembrou da música.


– É boa, hein... – Frank examinava a folha que havia arrancado da mãe de James. – Tem melodia, já?


– Não. – Lily respondeu, tentando parecer indiferente. O problema era que mesmo depois de mais de um ano fazendo músicas, Lily ainda se sentia insegura em mostrar as letras para qualquer um que fosse.


– Então vamos fazer uma. – Frank quase mandou.


Remus se posicionou atrás da bateria e encarnou seu personagem rockstar. James e Sirius pegaram seus instrumentos e Lily riu da agilidade deles.


Depois de muita discussão, eles terminaram a melodia, como Lily imaginava: Menos pesado e mais pop. Esse música era diferente, a letra era ousada, a melodia mais leve, totalmente diferente das últimas.


Ela também tinha mais muitas idéias pra músicas, e aproveitando o embalo, escreveram mais duas: “Champagne Supernova” – profunda e calma – e “What You Want” – mais pesada.


A ruiva se jogou no sofá, esperando descansar um pouco. Não conseguiu.


– Acho que ela morreu... – Marlene interrompeu o cochilo de Lily.


A ruiva permaneceu com os olhos fechados e mostrou o dedo do meio para a morena.


– Que coisa feia Motorista de Autorama! – e mais uma vez Sirius e Remus estavam caçoando de sua altura. Como Lily tinha raiva daquilo.


– Me chama disso de novo e eu arranco isso que vocês chamam de cabeça. – falou, com raiva.


Um falso murmúrio de medo fez a ruiva rir. Ela se sentiu obrigada a abandonar o sofá, que parecia tão confortável pra dormir depois de um cansativo show...


A primeira coisa que viu quando abriu os olhos foi a cabeça de Remus quase dentro da boca de Tonks – e isso foi um exagero nem tão exagerado assim – e Sirius e Marlene quase na mesma situação “quase sexo”. Aproveitou a distração de Remus – muito ocupado trocando saliva com Tonks para se importar – e roubou o baseado que estava entre seus dedos.


Deu uma longa tragada, sentindo a fumaça invadir todo seu sistema respiratório e soltou-a para cima. Aquele baseado queimou em todas as mãos daquela sala, até Frank, que até agora estava excluído de toda a conversa, mas logo foi para casa, apressado.


– I want to break free! – Sirius começou a cantar visivelmente alterado, arrancando risadas de todos. E continuou, liberando seu Freddie Mercury interior. Lily o acompanhou, mexendo os braços no ar.


E a bagunça estava feita. Pra acompanhar, muitas e muitas garrafas de vodca e uísque barato jogadas no chão, furos quase imperceptíveis nos braços e Queen.


***


O outro dia chegou, e mesmo com uma ressaca gigante, Lily, James, Sirius e Remus foram obrigados a ir fazer a tal sessão de fotos. O estúdio era pequeno, apenas alguns refletores e tudo muito branco. Haviam apenas dois camarins não muito grandes. Marlene e Tonks também estavam lá. Marlene botara na cabeça que iria virar fotografa e agora ia com uma câmera pra todo canto. E Tonks estava lá de enfeite, foi quase arrastada pra lá.


Lily tomou posse de um camarim, e logo um homem – ou era mulher? Impossível de distinguir – com roupas cheias de brilho e batom vermelho começou a mexer em seu cabelo. A ruiva se acomodou na cadeira e deixou que ele mexesse em seu cabelo.


– Queridinha, i’m so sorry! Nem me apresentei! Sou Johnny e vou cuidar de você hoje! – ele se apresentou com a voz mais fina que alguém pode ter.


– Tipo Johnny Cash? – ela brincou.


– Tipo isso, fofa! Amei você queridinha! – e Lily comprovou: Ele era definitivamente o gay mais gay da face da terra.


E com suas mãos de fada – a fada com mais glitter do universo, vale ressaltar – Johnny arrumou o cabelo de Lily (“Arrumou o caralho! Estava bagunçado e continuou bagunçado, mas um bagunçado mais bonito” Lily pensou quase alto) e a maquiou, deixando seus olhos contornados de preto e a os lábios tão vermelhos quanto seus cabelos.


– Lily! Convite pra você! – Tonks apareceu, chacoalhando um papel bege no ar. Lily o arrancou das mãos da amiga.


Era um convite de casamento, que Lily abriu curiosa.


“Para Lily Evans e The Snakes:


Você está convidado para a união matrimonial de Petunia Evans e Vernon Dursley


que acontecerá no dia 5 de dezembro, às 20h00min.


‘Até que a morte os separe. ’”


Eram as únicas palavras do conviteeram essas, escritas em letras desenhadas e um pouco difíceis de ler.


– Pet vai casar. – Lily falou, estupefata.


Petunia estava se casando! O mundo definitivamente estava prestes a acabar! E com aquele porco, ainda por cima. Sinceramente, Petunia merecia algo muito melhor que... Aquilo.

No verso, escrito de lápis, Lily reconheceu a caligrafia da irmã.


“PS: Mamãe me obrigou a mandar o convite pra você, esquisita! Espero que venha, se não mamãe terá um infarto.


PS 2: Eu não sei onde você mora, portanto mandei para a gravadora que provavelmente você tem contrato.


PS 3: Por favor, leve aqueles seus amigos gatos!


Lily teve que rir com aquele último “PS”. Petunia sempre deu em cima dos garotos, e mesmo prestes a casar, ela não parava.


Agora que ela parar pra pensar, ela não via a família a mais de um ano. Seus pais devem estar duas araras de bravos, mas também devem estar orgulhosos e um pouco arrependidos. Bravos por Lily ter saído de casa e nem sequer ligar. Orgulhosos pela sua garotinha, sua ruivinha, virara aquilo que sempre quis ser: uma garota do rock. E arrependidos por duvidarem que ela fosse capaz de estar onde estava.


Enfim, um misto de emoções.


– Ruivinha! Hey, Hey! Vamos logo, você tem algumas fotos pra fazer! – a bicha louca interrompeu seus pensamentos. Sem ofensas às bichas loucas.


– Ah, tá, tá! Ok! PARA DE ME EMPURRAR SUA BICHA LOUCA! – Lily teve que se alterar, Johnny não parava de apressá-la e empurrá-la. Mas a ruiva se arrependeu amargamente assim que ele começou a chorar. – Não! Desculpa! Johnny! Não chora! Você é a bicha louca mais gliterizada da face da terra que faz maquiagem perfeitamente! Caralho!


– Ok... Vou me recuperar! Agora anda logo, ruivinha! – Johnny se recuperou, enxugando as lágrimas.


Ela seguiu para as aras, onde sua roupa já estava selecionada. Pelo menos a primeira. Era um corpete preto com tachas prateadas e uma saia de tule também preta, que ela vestiu rapidamente, calçando na mesma velocidade os sapatos de plataforma muito altos.


Ela caminhou até onde a fotografa estava, e a mesma apenas a indicou onde ficar. As fotos seriam para a capa de uma famosa revista de música. Depois de alguns cliques, poses e flashes, as fotos de todos juntos foram tiradas.


Lily era a mais a vontade ali, enquanto os garotos – especialmente Remus – estavam um pouco “travados”. Talvez porque a ruiva era a que mais aturava os flashes, tanto nas ruas, quanto em ensaios e no tapete vermelho. Mas ela também não parava de pensar na viagem para Los Angeles, o casamento da irmã e todo o falatório em volta de seu beijo lésbico ao vivo.


Mas ela era famosa e tinha que agüentar as conseqüências.

Notas finais
Eu gostei desse capítulo, muito gay, mas eu gostei.
E, ah! Eu já falei isso mas eu vou repetir: FANTASMAS, APAREÇAM! Sério, eu tenho medo! A média de reviews é de 4/5 por capítulo, eu sei que tem mais gente lendo, galera! Eu não mordo, juro!
É isso, beijos e deixem reviews!