Bastard

6 Capítulo 5


Em um quarto escuro, em lençóis frios, eu não consigo sentir coisa nenhuma. Eu me perdi entre suas pernas, seu medicamento está na minha cabeça.

— Habits Of My, James Young.

— Minha filha com o dinheiro que te dei você podia está junto com sua avó uma hora dessas.

E cá está mamãe novamente com a mesma conversa. Ela não entende que o que eu preciso é de independência. Esse bebê vai precisar de uma mãe que faça por ele, e não dê ele aos cuidados dos outros.

Minha avó está vivendo, finalmente está conhecendo o mundo sozinha do jeito dela. O que eu ia fazer? Além de claro lembra ela que tem uma neta lesada? Tirar ela da sua jornada e a leva de volta pra casa? Deixa ela longe desse circo todo.

Estou prestes a fazer cinco meses e ainda não sei o sexo do bebê as perninhas sempre fechada. Esse só faz o que quer antes mesmo de nasce?

— Acho que só isso está bom.

Olho ao redor, está tudo tão lindo. Eu, mamãe e Camille arrumamos tudo pra hoje anoite.

BN trouxe essa menina pra me ajudar, segundo ele é muita coisa pra uma pessoa e sinceramente? Também estáva preocupada com isso.

Bom ela tem penas 12 anos na hora me neguei, mas ai vi que aqui é normal crianças trabalhando. Mas só deixei se ela voltasse pra escola, a menina já tinha largado a escola no fundamental pra trabalhar.

— Camille vai pra casa, descansa e pouco e volta umas...

— Começa 22:00, mas a gente tem que chega antes pra ir preparando o que falta, não?

Olho pra essa menina e fico com vergonha de mim mesma por está a colocando um horário desse pra trabalhar, mas o BN me falo que se não fosse isso era a prostituição.

Aqui meninas menores que ela está pra lá e pra cá com plaquinha nos bailes com suas idades e tudo.

...

Termino de me arrumar: Pouca maquiagem, rabo de cavalo, sandalinha rasteira e um vestidinho florido soltinho.

Vou passar horas de lá pra cá quanto mais confortável melhor.

Minha mãe já foi embora desde cedo, mas antes fez uma vitamina doida dela pra mim. Tomei a vitamina, peguei a bolsa e segui pro trailer.

Chego e Camille já está colocando as mesas nos seus lugares.

— Menina por que não me esperou?

Ela sorrir e continua.

Depois de terminarmos tudo, nos sentamos pra tomar um suco.

Conversamos um pouco, mas logo já tem movimentação e clientes.

Já era mais de uma da manhã e já estava com meus pés me matando, e isso aqui não tem cara de que vai acabar agora não.

— Ei coisinha, me dá um misto com uma coca ai.

Olha pra menina e já prevejo confusão. Ela está em uma mesa com mais duas que pedem a mesma coisa.

Preparo o pedido delas e levo eu mesma já que Camille foi busca umas coisas na minha casa.

Estou servindo levando um suco quando as ouço falando de mim.

— Eu não te falei que ele não tinha assumido ela? Tu acha que essa inha ia ta na lida se tivesse recebendo do Guerra?

— Tu não presta Mine.

Elas riem escandalosamente e pedem a conta após comerem.

[x]

Dias depois...

A rotina está puxada e cansativa, mas vou me acostumar.

Camille me ajuda bastante, ela é um amor.

BN nos levou até um supermercado "no asfalto" e compramos tudo pra reabastecer o trailer. Depois voltamos e fomos pra praça tomar sorvete, estou louca por um de tapioca e olha que nunca nem provei isso.

Hoje não vou abrir o trailer.

Estávamos nos três lá na mais santa paz até um menino chegar e começa a dá em cima da Camille na maior cara dura, será que esse menino não vê a cara de criança dela? Mas ele é tão engraçado que até o BN rir das loucuras que ele fala.

Ele se ajoelha na minha frente e toca na minha barriga.

— Se esse bebê for uma menina tu vai em um baile comigo boneca. — depois de falar ele pisca.

Eu não sabia se ria ou se mandava ele deixa a menina em paz, ela tava vermelha.

Uma moto para bruscamente na nossa frente todos, o menino cai de bunda no chão. Olho pra ele e depois pro motoqueiro que já estava pronta pra mandar pro inferno até ver quem era.

O menino pula do chão e fica de pé

— Chefe.

Marco tá com uma cara que g-zuis amado nos proteja.

— Vaza. — ele mal fala e o menino já está longe- BN pra boca.

Depois de suas ordens ele voa com sua moto.

— Idiota, nem pra cair é quebrar um braço.

Os outros dois sorriem e reviro os olhos.

Novamente a moto para na nossa frente com o lindão em cima, ele se inclina pra frente e me puxa me fazendo levantar.

— Sobe nessa porra.

— Não vou subir em...

— Patrícia sobre na porra dessa moto. — sabe o capeta? Acho que tá nele.

Subo na moto e ele acelera me agarro nele pra não cair, em pouco tempo estamos na frente do portão das kitnets onde ainda moro.

Desci com cuidado da moto e olho pra ele, sua respiração está acelerada, ele está ofegante. Assim que ia pergunta o que está acontecendo ele vai embora.

Aproveito que já estou em casa e vou guardar as compras, depois arrumo a casa e deixo tudo organizado como gosto. Faço meu jantar e vou cuidar de mim.

Tomo meu banho, lavo meus cabelos, me depilo, passo esfoliante....

Saiu e coloco um baby doll, passo um óleo de pele e penteio meus cabelos. Faço unha e tudo mais.

Pego meu jantar e me sento na cama pra comer assistindo serie.

Me espanto quanto a porta é aberta e Marco entra feito um furacão.

— Que porra?

Não tenho nem como pensar e ele já esta em cima de mim me beijando.

O que era pra mim fazer? Me sair e o manda pra puta que pariu. Mas o que eu fiz? O puxei mais ainda pra mim.

Puxa vida como eu tenho vergonha na cara.

Poxa eu tô gravida e meus hormônios estão nas alturas, estou pegando fogo e depois de meses sem ter contado intimo com um homem... E agora o mesmo homem.

Seu cheiro é só maconha e álcool prova do porque ele está aqui tirando minha roupa.

È vergonhoso eu está aqui gemendo o nome de um homem que só me procura quanto está drogado.

Depois de goza ele cai ao meu lado na cama, puxo o lençol e me cubro.

Penso que ele caiu no sono quando diz.

— Tu é minha porra, não pode deixar que homem nem um troque em ti. Ninguém toca no que é meu.

— Não sou sua, não sou um objeto pra você pegar e usa sempre que quiser. Não sou sua puta.

— Tu é sim, quem te fez mulher fui eu, o que tem na tua barriga é meu e quem está na porra dessa cama depois de te comer sou eu.

Depois dessa só faço cobrir a boca pro soluço do choro não sair tão alto.

Olho pra ele que está agora dormindo.

Notas finais
Quem quer dá na cara do nosso querido Guerra? Entrem na fila porque eu também quero. AMOOOOOOOOOOOO essa música, escutem ela muitooooo. Comentem o que estão achando, e não se esqueçam de votar nessa bagaça. Mis besitos, Amy Holly.