Bastard

7 Capítulo 6


Entro no restaurante junto com Camille. Sabe aqueles dias que tu só tem preguiça? Preguiça até de respirar? Tipo falar é uma coisa mais que chata?

Me sento em uma mesa escondida e pedimos nossos pratos.

Camille aponta e vejo BN, Marco e outros dois meninos com mulheres no coloco bebendo e comendo.
Respiro fundo e fecho os olhos pra não chorar. Só de lembrar de toda merda que ele me falo me faz querer chorar até fica desidratada.

Nossa comida chega e assim que sinto o cheiro o enjoo vem mais forte que nunca, pulo da cadeira e corro pro banheiro colocando tudo que já não tinha no estomago fora.

Depois de um bom tempo ali, lavo o rosto e saiu do banheiro. Todos literalmente todos do maldito lugar estão com a atenção voltada pra mim.

[X]

Oito meses, tô quase pra ter meu bebê. Falta tão pouco pra ver o rostinho de quem mudou de minha de cabeça pra baixo.

O trailer vendi, as pessoas aqui gostaram demais dos meus doces e com isso começaram a encomenda o que me fez deixa de lado a venda nos bailes. O que é ótimo, lá tem muita confusão e não é muito legal pra uma gravida e uma criança ficarem no meio de tanta briga.

Os bolos são o carro chefe, sai muito. No começo acho que estavam com receio de comprar de mim, mas ai experimentaram e gostaram.

Uma senhora chamada Danielle fez uma boa encomenda para a festinha de um ano do seu neto e que será daqui a dois dias, sim em cima da hora demais, mas não tô podendo me fazer de difícil.

Saio pra comprar tudo que preciso. Na saida um dos vapor me diz que o “Chefe” tinha avisado que queria todo mundo dentro de casa. Agradeço o aviso e saiu mesmo assim.

Não me demoro muito, não sou louca de querer ficar no meio de fogo cruzado e com certeza esse alerta de Marco tem fundamento.

Subo o morro morrendo, sem essa barriga toda eu já subia isso aqui cim dificuldade agora então falto fica pelo caminho.

Dou graças a Deus quando passo pela porta da minha casa, mas foi nesse momento que deixei as comprar no chão quebrando os ovos, quando ouvi os tiros.
Fechei a porta na velocidade da luz, toda me tremendo.

Fui pra junta as compras, mas olho pra frente e vejo a janela aberta. Corro na direção pra fechar, mas dou um grito com o susto, um corpo sendo jogado pra dentro da minha casa.

Marco!

O que esse filho da puta ta pensando? Que eu sou uma das putas dele? Mas isso ele não acha, ele tem certeza. Filho de uma puta!

Depois daquele choque de realidade que ele mesmo me deu, ele acha que vou o esconder aqui entro da minha casa em invasão? Não mesmo!

— Sai daqui, fora da minha casa Guerra. – levanto pela camisa.

Ele me encara como se eu fosse seu pior inimigo.

— Qual foi? Que fuder a minha vida? – ele vai falando e se aproximando de mim me encurralando na parede- tu me paga, desgraçada!

— Não me chinga e fecha a merda dessa janela, vai que te vejam aqui? Vão pensa que tô no meio disso.

— Patri...

— Eu sei que tu não se importa, mas eu tô grávida e não posso passa esse nervoso todo. Não quero policial dentro dessa casa procurando bandido não.

— Olha Patrícia, tu vê bem como tu fala comigo. Que porra tu foi fazer fora do morro em um dia que eu dei a voz que queria geral dentro de casa?

Decide ignorar e fui juntar minhas compras do chão e guardar, se tu se mexeu pra me ajudar esse jumento me ajudou.
Pego uma toalha e vou pra dentro do banheiro tomar um banho.

Eu mereço mesmo. Olha onde eu tô, dentro de uma favela, com um bandido dentro da minha casa se escondendo da polícia e o melhor grávida dele. O que meu pai não pensaria disso tudo?

Tomo meu banho rápido visto a toalha e volto pro quarto pra pegar um baby doo e já dou de cara com o encosto.

Não mesmo Patricia, toma vergonha nessa tua cara.
Pego o que preciso e volto pro banheiro pra me vestir.

Se passou o maior tempão. Quando os barulhos de tiro sessarão. Marcos se levanta do sofá indo pra porta a abrindo.

— O que tu ta fazendo? Ainda pode ter policial lá fora, fecha essa porta e se senta ai.

Ele se vira pra mim ainda com a porta aberta.

—Como se fosse da tua conta.

Não foi meia hora pra começa tudo de novo, os tiros e a correria. Que inferno! Por que esse estupido saiu daqui?
È muito tiro, meu coração falta sair pela boca. Quando batem na porta e eu me assurto tanto que ao levanta da cama bato contra a mesa.

— Abrir essa porra aqui Paty

È o Marco!

Não pensei só corri pra abrir a porta, dou espaço e Marco entra voado. Fecho a porta e me viro o olhando jogado no chão com o braço coberto por sangue. Ele levou um tiro. Seu rosto se contorcia de dor. Meu coração para por completo.

Esse dia esta melhor que a encomenda.

Fica calma que tu não pode passar nervoso e o bebê já esta se remexendo de mais.

Me aproximo dele com calma.
— Marco...

— Me deixa que é só essa porra parar que saio da tua casa.

— Deixa eu vê isso – segurei seu braço com ele me chincando.
Fiz o que pude, limpei e fiz um curativo me parece que foi de raspão o tiro, mas não sou medica ele tem que ir pra um hospital. Dou um medicamento para dor e ele adormece.

O observo dormindo, parece mais calmo.
Me sento ao seu lado e passo a mão em seu rosto.
Ele esta pálido e quente.
Tento não me mexer muito para ele não acorda e inventar de ir embora nesse estado, aqui pelo menos posso cuidar dele, posso esta do seu lado sem levar um coice.

— Bom dia – ele fica me olhando por um tempo e responde- Você tem que ir no hospital vê esse braço.

Marco faz uma carreta nada contente

— Que mane hospital o que, tu não fez as paradas aqui? Te preocupa não que já vou sair da tua casa.
Ele ta impulso pra se levanta.

Notas finais
Iai meus libertinos? Como anda as coisas? Tô de volta como podem ver e espero que seja pra fica. Mis besitos, Amy Holly
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.