Venha, pequena perda

Venha até a água

Aqueles que aguardam somente por você

Venha, pequena perda

Venha até a água

Para longe da vida que você sempre teve

Estamos te chamando

– Come Away do the Water — Maroon 5

X

Se recusava em sair do quarto. Fazia no mínimo três dias que estava ali e tudo o que conseguia pensar era nas reações de Harry e Ron quando souberam o que havia acontecido com ela. Esperava, do fundo de seu coração, que eles não fizessem nada estúpido para vir ao seu resgate. Mas o ruivo sempre tinha esses pensamentos, então, sua preocupação não era em vão. Suspirando, Hermione andou de um lado para outro em uma roupa maior que ela. Desde que havia aberto o armário, percebeu que as roupas eram basicamente vestidos longos e antigos — alguém não vinha naquela cabana a muito tempo.

Os elfos sempre lhe traziam comida, já que a morena se recusava descer e ficar na companhia de Malfoy, cujo o temperamento estava pior do que nunca. Mesmo assim, ele sempre batia em sua porta e falava que a comida estava servida, ou que iria sair pegar água. Ela nunca respondia nada, embora na tarde passada falou um singelo "Vá, então". Já havia se acostumado com o som de seus passos pesados pelo chão de madeira,e, embora nunca fosse admitir isso, a presença de Draco embora o menos desejável possível, era um pouco consoladora. Havia ficado naquela cabana por uma semana e já estava se sentindo solitária, não imaginava como ele se sentia já que ficou ali, naqueles mesmos corredores durante dois anos.

Agora, havia desistido de tentar dormir. Sons estranhos vinham do sótão, como passos e os móveis antigos estralavam, dando-a aquela sensação de não ter apenas ela, Malfoy e os elfos. Embora os elfos raramente apareciam, eram bastante educados, mas suas falas eram quase limitadas.

Ouviu som de passos do lado de fora da casa. Foi até o buraco na parede e viu Malfoy andando em direção a floresta, com um balde. Estava indo pegar água. Hermione se afastou e se encostou na parede, pensativa. Um rio tinha que dar em algum lugar, provavelmente em um vilarejo ou até mesmo em uma cidade trouxa.

Abriu a porta e olhou para os lados. Não viu os elfos domésticos em lugar algum e assim, desceu as escadas apressada. Nunca havia saído para fora da cabana, essa seria sua primeira vez, mas a curiosidade fincava em seu peito. Foi seguindo os passos lentos de Malfoy através das árvores, longas e largas. Foi se escondendo atrás das mesmas quando ele se virava e erguia uma sobrancelha em desconfiança.

– Se queria minha companhia, Granger, era só pedir — foi o que ele disse, sem se virar para trás, porém estava parado no mesmo lugar.

Hermione saiu atrás da árvore e se aproximou, hesitante.

– Eu não quero sua companhia, eu só estava curiosa — se defendeu e ergueu a saia do vestido com um ruído de irritação — Você não tinha roupas mais... modernas? Isso aqui é ridículo.

O loiro se virou, mas ela pode ver o sorriso irritante se erguendo no canto dos seus lábios. Começaram a andar, ela tomando cuidado para não tropeçar nas raízes que se espalhavam pelo chão.

– Desculpa se eu não saio comprando vestidos, sangue-ruim — ele lhe respondeu e ela lhe lançou um olhar de raiva — O que?

– Nada — balançou a cabeça — Estou decepcionada por sua falta de interesse por moda.

Hermione o viu revirar os olhos e ergueu o queixo em orgulho. Continuaram a andar por alguns minutos e ela já começou a se perguntar se não estavam perdidos, embora provavelmente nesses dois anos Malfoy já tivesse se acostumado com toda aquela região. Começou a ouvir o som de água correndo e se sentiu mais aliviada. Momentos depois, estavam descendo um pequeno barranco até um rio de água movimentada, cheio de pedras. Hermione escorregava no barro, porém Draco não esticava nenhuma mão para a ajudar. É claro, ela pensou, ele nunca iria tocar em uma sangue-ruim.

Mas não foi isso o que lhe deixou surpresa, mas sim, uma enorme parede quase transparente com um leve tom azul, que se mexia dando a impressão de ter algo elétrico envolvido. Olhando para os dois lados, Hermione percebeu que ela ia além da vista e que então, começava a rodear, como uma cerca.

– O que é isso? — perguntou para Malfoy.

Ele levantou o olhar do rio, onde já havia enchido o balde. Não parecia nem um pouco mexido com a barreira.

– Quando eu disse que é impossível sair daqui, era disso que eu estava falando — sua voz era sem emoção — Se tocar nisso, ela vai lhe dar uma descarda elétrica capaz de lhe matar ou ferir gravemente — o loiro mexeu a gola de sua camisa e ela pode ver o começo de uma cicatriz — Esse lugar tem uma espécie de feitiço antigo, nunca consegui identificar, embora na biblioteca tenha vários livros sobre encantos.

– Espera, tem uma biblioteca? — Hermione perguntou, sua voz uma mistura de alegria e confusão. Franziu a testa quando ele começou a rir — Do que infernos você está rindo?

– Eu acabei de dizer que estamos presos aqui, provavelmente para sempre, e tudo o que você escuta é "biblioteca" — ele mexeu a cabeça, e a olhou de maneira gélida — Sempre a sangue-ruim com o nariz enfiado nos livros. Chegue na cabana e tome um banho, está coberta de lama, embora eu saiba que você esteja acostumada com ela... afinal, corre em suas veias. Não quero que suje o meu tapete.

Hermione não se deu o luxo de responder, embora tivesse vários xingamentos prontos para voarem de sua língua. Apenas subiu o morro, não se incomodando em pegar um dos baldes — ele que carregue sozinho! — e caminhou de volta para a cabana. Pelo menos sabia que o motivo de não poder sair daquele lugar não era apenas um plano maligno de Malfoy, e sim, um feitiço.

Finalmente chegaram na cabana, saindo da floresta úmida. A morena pode ver o quão antiga era, com aquele ar de mistério pairando sobre toda a clareira. Entraram no Hall e ela escutou a porta ser fechada com um chute.

– Gostaria de tomar banho agora — pediu calmamente. Estava coberta de barro seco, já que a lama havia secado. Seu vestido longo estava arruinado. Ainda bem, pois ele era pesado demais, ao contrário do branco que usou nos últimos dias.

– Não precisa pedir minha permissão para tudo — Malfoy rosnou, claramente mau-humorado.

– Eu não estou pedindo sua permissão, Malfoy. Até porque, eu posso fazer as coisas não importa o que você diga — cruzou os braços teimosamente. Ele ergueu uma sobrancelha como se perguntasse "então, o que quer?" e ela revirou os olhos — Eu não sei onde fica o banheiro com uma banheira ou chuveiro.

– Ah, é mesmo — ele pareceu se lembrar de alguma coisa e sorriu maldosamente — O seu último banho foi aquele que eu lhe dei.

– Mentiroso. Não tocaria em uma sangue-ruim, muito menos a veria nua — Hermione empinou o nariz, convencida — Provalvemente Autum e Atus me deram banho. Você é um péssimo mentiroso, Malfoy, assim como seu pai.

Ela achou que ele iria gritar, a empurrar contra a parede como fizera da última vez. Ao invés disso, seus olhos escureceram não somente com raiva, mas também tristeza. Hermione finalmente entendeu o que estava acontecendo na cabeça de Draco. Ele estava ali durante dois anos, provavelmente não sabia o que havia acontecido com Lucius Malfoy. Não sabia que o pai estava morto. Ela sentiu algo duro em sua garganta, como se a puxasse para baixo. O olhar que Malfoy estava lhe dando poderia cortar dez mil homens ao meio.

– Vamos deixar algo bem claro, Granger — sua voz era pesada — Não toque o nome de ninguém da minha família de novo, ou eu mato você.

E então ele saiu, a deixando no meio da sala se sentindo completamente perdida. Deveria contar a ele? Não, seria maldade. E mesmo quando se tratava de Draco Malfoy, ela não poderia o machucar mais ainda. Sim, ela havia percebido o quão solitário ele era. Escutou dois estralos atrás de si e viu os elfos. Malfoy provavelmente os chamou para a levar até a sala de banho. Ela falou rapidamente com eles, a voz quebrando, e os seguiu por um corredor até uma sala quase vazia, a não ser por uma banheira antiga feita de mármore.

– Se a senhorita precisar, nos chame, senhorita! — Autum exclamou e deixou um dos baldes que Malfoy havia pego.

Quando os elfos desapareceram, Hermione começou a se despir. Pensou novamente em seus amigos e em seus pais — não sabia nada sobre eles a tanto tempo que a saudade era arrebatadora. Jogou a água gélida do balde na banheira. Pensou que provavelmente deveria tomar banho com aquela temperatura, mas achou um botão ao chão, com um buraco. O apertou e o cheiro de gás encheu a sala. Ah, uma fornalha logo abaixo da casa.

Sua pele estava arrepiada, mas não era por causa do ar frio e úmido do tempo chuvoso. Havia um buraco da parede. Pequeno, mas era um buraco, onde qualquer um do lado de fora poderia a ver. Se sentiu sendo observada, cada parte do seu corpo sendo analisada.

Se aproximou do buraco, usando o braço para tapar os seios. Mesmo assim, parecia que o olhar de quem seja se tornou mais intenso. Só havia uma pessoa que poderia a estar observando. De costas para a banheira, com o cheiro do gás aumentando, ela se aproximou mais e mais.

– Malfoy? — se sentiu estúpida em perguntar.

Se agachou e olhou pelo buraco. Não havia ninguém ali. Balançou a cabeça e se afastou, estava ficando louca. Foi se virando para finalmente entrar no banho, mas sentiu algo molhado em seus pés. Olhando para baixo, percebeu que era viscoso.

Sangue.

Respirando de maneira pesada, olhou para a banheira e percebeu que toda a água havia se tornado um liquido pesado e vermelho escuro. Hermione iria reconhecer sangue em qualquer lugar. Ela gritou, sua voz fazendo as paredes fracas de madeira velha tremerem. Ouviu passos ao longe e felizmente conseguiu pegar o vestido e o enrolar ao corpo, mesmo este tampando tão pouco.

A porta se abriu e Malfoy entrou. Estava com o cabelo molhado, indicando que havia lavado o rosto ou tomado banho em outro local. Olhou em volta confuso e seu olhar se prendeu nela, em irritação e confusão.

– Que diabos está fazendo, Granger? — ele quase gritou.

– Sangue, havia sangue na banheira — ela estava tremendo visivelmente. Finalmente olhou para o mármore e ficou surpresa ao perceber que a água estava lá, normal, como antes — E-eu não entendo...

– Você está ficando louca — Malfoy olhou para longe e ela agradeceu mentalmente, afinal, estava enrolada no seu vestido, mal cobrindo suas pernas e coxas — A biblioteca é do outro lado do corredor. Não quero ficar na companhia de uma pessoa louca e ainda por cima, estúpida. Tome banho e clareie sua mente. Não me chame mais, nem mesmo quando é algo importante.

E então ele saiu, fechando a porta. Hermione tremeu e finalmente entrou na banheira, desligando o gás. A água estava mais quente do que gostaria, mas não reclamou, tirou todo o barro de sua perna. O gás havia ficado muito tempo ligado, era isso. E ela teve uma breve alucinação, acontecia toda hora. Malfoy estava certo — argh, isso doía. Ir na biblioteca não seria uma má ideia.

Tinha que clarear sua mente. Não poderia ficar louca em tão pouco tempo, mesmo que se dependesse de Malfoy, ela já nem lembraria o próprio nome.

X

Um grupo de ex-sonserinos estavam sentados em uma sala antiga e luxuosa. As irmãs Greengrass, tão diferentes uma da outra, estavam se olhando como se soubessem de algo. Daphne, a mais velha, tinha uma beleza espetacular com seus cachos loiros e bem feitos cor de areia e os olhos verdes escuros. Astória era bastante magra, cabelo liso médio de um castanho tão escuro que poderia ser considerado preto e olhos verdes claros. Ela olhava para Blaise, seu noivo, aquele que era suposta a amar para sempre. Ele estava mexendo os anéis de prata em sua pele morena, os cabelos escuros que tantas vezes ela passou a mão. Os lábios carnudos que ela beijava. Os olhos quase dourados. Sabia que qualquer garota era sortuda em ter ele.

– Pare de ficar o encarando — Theodore Nott disse, entrando na sala ao lado de Pansy Parkinson, que havia prendido seu cabelo preto escuro e curto em um mini rabo de cavalo — É irritante.

– Ela é minha noiva, Nott — Blaise retrucou, sorrindo para Astória lascivamente — Pode me encarar o quanto quiser.

Theo revirou seus olhos castanhos assim como seu cabelo enrolado. Era lindo, com suas tatuagens cobrindo seu braço esquerdo onde havia também a Marca Negra. Sempre dizia que era para disfarçar o passado. Apenas ele e Blaise tinham a Marca, já que agora, Draco estava desaparecido.

O peito de Astória doeu. Havia sido apaixonada por Draco há muito tempo. Ele havia tentado algo com ela. Pena, supôs, era tudo pena o que ele tinha por mim. Finalmente, quando terminaram, ele havia lhe dito que seria apenas um amigo, assim como era com Pansy, uma de tantas que havia tentado algo. Astória escondeu sua decepção e sua tristeza. Finalmente, havia achado Blaise, aquele por quem se apaixonou e agora, estavam noivos a duas semanas.

Todos eles tinham uma história. Foram forçados a se tornarem Comenais, assim como Draco. Astória e Daphne conseguiram fugir antes de serem marcadas. Pansy havia fugido semanas antes. Blaise, Theo e Draco fugiram algum tempo depois e eles se encontraram em uma casa antiga. Estavam seguros ou assim pensaram. Foram perseguidos e, durante uma fuga, Draco desapareceu no ar. Ele simplesmente tocou uma adaga antiga e então, ele desapareceu como fumaça. Naquele dia, os cinco amigos ficaram chocados. Não sabiam mais o que fazer.

Até que Narcisa Malfoy os encontrou. Ela disse que tomaria conta deles e que havia um esconderijo, uma das antigas casas dos Black. Ela cuidava de todo o sonserino que não tinha a alma "quebrada". Mas todos sabiam a tristeza da mulher quando ela soube que seu filho não havia conseguido a encontrar a tempo. Narcisa se trancou. Ela quase enlouqueceu.

E agora ali estavam. Um grupo anti-Voldemort feito de Sonserinos e liderados por Narcisa Malfoy, a quem todos consideravam morta. Ela nunca lutava, ficava trancada em seu quarto a maioria do tempo. Mas era uma boa cozinheira e gostava de companhia para o chá. Sempre tão chique, Astória pensou, um dia pretendo ser como ela. Era a única das irmãs Greengrass que não parecia ter fome de vingança. Astória queria ser uma dama. Daphne queria ser uma vingadora.

– Sabe, a Ordem da Fênix me decepciona mais a cada dia — Theo disse, dando um gole de cerveja trouxa — Não é um bom nome de boate? "Ordem da Fênix, dance até queimar".

– Talvez — Pansy concordou, andando pela sala, seus saltos fazendo um ruído irritante — Ou um restaurante de comida mexicana. "Ordem da Fênix, comida com mais pimenta que vai fazer você pegar fogo".

– Vocês não tem jeito — a voz calma de Narcisa encheu a sala, como ela entrou. Estava com um vestido longo e cheia de jóias. Era estranho que mesmo em tempos de guerra, ela fazia questão de se arrumar — E temo que não teremos outra opção. Vamos ter que nos aliar a eles.

Astória a olhou surpresa.

– Mas não podemos — disse, exasperada — Eles nunca nos iriam nos aceitar. Acha que Harry nos aceitaria?

– Potter? Quem liga para o que Potter pensa? — Pansy perguntou, erguendo uma sobrancelha quando percebeu algo — E finalmente, por que o chama pelo primeiro nome?

– É o nome dele, oras — Astória deu em ombros e se virou para Daphne, que olhava para um ponto em vão. Desde quando ambas eram pequenas que a mais velha fazia isso, como se tudo o que tivesse em sua mente era a memória da mãe sendo assassinada pelo pai a sengue frio. A mais nova sabia que era isso o que se passava na mente da loira. Era sempre a vingança — Não podemos concordar com isso. Não podemos correr o risco de não sermos aceitos mais uma vez.

– Ninguém nos quer por perto, mas eu posso os persuadir — Theo sugeriu, sua voz cheia de alegria falsa — Posso aparecer na frente da sede da Ordem, nu. Nunca iriam resistir a esse corpo.

– Theo — Blaise disse, cortante — Cale a boca.

E Theodore se calou, finalmente, olhando para seu colo como se estivesse arrependido. Pansy o olhou, analisando cada ato dele. Era incrível como Theo não obedecia a mais ninguém, nem mesmo Narcisa que era uma figura impressionante, mas tudo o que Blaise pedia ele fazia. Qualquer coisa. Ela não era tola como uma das Greengrass — principalmente Astória, com quem Pansy tinha uma enorme desavença — e sabia exatamente o porque de que cada vez que Zabini falasse algo, os olhos de Nott brilhavam.

Theodore Nott estava apaixonado por Blaise Zabini. Provavelmente, sempre esteve. E agora precisava observar o seu melhor amigo, aquele a quem admirava, se casar com outra pessoa.

Isso doía até mesmo nela.

– É a minha palavra final — Narcisa falou, mostrando claramente que não havia discussão — A Ordem é a nossa única chance. Estamos ficando sem comida e mantimentos, e toda vez que fazemos alguma missão, eles estão lá e acabamos passando a ideia de sermos das trevas. Não quero que isso aconteça. Precisamos aceitar que estamos no lado deles... não há razão para nos escondermos. Mandarei uma coruja e, até lá, não quero mais discussões. Só vim os comunicar a minha escolha.

E ela saiu, tão silenciosamente quanto veio. Todos ficaram em silêncio, absorvendo as palavras, até que Dapnhe finalmente suspirou e se manifestou pela primeira vez.

– Ótimo, quem está preparado para entrar na caverna dos leões?

X

A biblioteca não era tão grande, mas pelo menos tinha uns livros interessantes. Hermione estava novamente com o vestido branco, o único que parecia mais confortável. Passava os dedos pelos títulos, mas quase nenhum lhe agradava. Finalmente, encontrou algo bastante interessante embaixo de um fundo falso de uma gaveta. Um livro de couro preto.

Quando ela o tocou, palavras surgiram em sua capa, como se fossem feitas por uma faca afiada. "Magia das Trevas por Céline Gryn" era o título. Hermione começou a olhar e percebeu que havia sido escrito a mão. O deixou de lado, não se interessando muito. Talvez mais tarde poderia o ler se tivesse mais vontade. Continuou a procurar, abrindo gavetas e mais gavetas e olhando mais prateleiras. Quando foi puxar um livro antigo, viu outro, muito menor e mais leve cair ao chão.

"O Diário de Anne Marie Pervensyh".

A morena ergueu uma sobrancelha. Seria Anne Marie a antiga moradora daquela cabana? Olhou a sob-capa e viu a 1789. Merlim, fazia tanto tempo. Sua concentração foi embora no momento que ouviu Malfoy gritando que o jantar estava servido. Ele estava meramente falando poucas palavras para ela, fato o qual Hermione agradecia.

Ela levou o Diário com ela, com toda certeza iria ler, não queria uma leitura muito pesada como "Magia das Trevas" e assim, esqueceu o livro grosso em cima da mesa.

Notas finais
E aqui estou eu! Yay! Primeiro de tudo, muuuuito obrigada por aqueles comentários. Eles me fizeram sorrir, como sempre. Acho que vocês sabem o quanto eu agradeço já que vivo falando isso para vocês, mas nunca acho que é o suficiente para mostrar o quanto eu amo vocês cupcakes ♥ e isso não é drama de autora. E como eu havia prometido: Theo voltou! E com a mesma personalidade de BOL, como vocês pediram. Maaas, "nada acontece duas vezes da mesma maneira" como nosso Aslam diria e por isso, algumas mudanças aconteceram nele, principalmente a sua sexualidade. É, meninas, parece que dessa vez a gente não é algo que o Theo esteja interessado e espero que mesmo assim vocês amem esse personagem tanto quanto eu amo. E espero também que tenham gostado desse capítulo! E nós vemos nos comentários e no próximo, vou trazer docinhos pra vocês porque fui numa festa de aniversário e com toda a classe que eu tenho eu fiz um pratinho de salgadinho e como sobrou espaço, coloquei os docinhos em volta. Sinônimo de elegância. Beeeeeeeeeeeeijos sabor Icey :*