Andando pelas ruas da cidade
É por engano ou planejado?
Me sinto tão sozinha em uma sexta à noite
Você pode fazer eu me sentir em casa
Se eu disser que você é meu?
É como te disse, querido

– Lana del Rey — Born to Die.

X

É claro que nem todos os acordos dão certo. As brigas continuavam constantes, mas, durante a noite, eles se sentavam para conversar sobre alguma coisa. Qualquer coisa. Nem que fosse sobre o clima do dia, queriam apenas quebrar aquele silêncio. Durante aquele período, Hermione foi fazendo algumas anotações sobre o lugar em que estavam — mais especificadamente, Barton Hollow — a primeira das anotações havia sido de que animais poderiam entrar e sair, mas humanos não. A primeira prova era Steve, o filhote. Não, ela não queria comentar esse nome. Malfoy havia dado alegando que "o filhote é meu, não se meta. Ele precisa ter uma auto estima maior". A segunda prova eram os pássaros, que iam e vinham.

E até agora, ela só havia anotado isso.

– Eu quero que você me diga o que está acontecendo lá fora — ela ouviu a voz de Malfoy e ergueu a cabeça, o vendo em pé a poucos metros. Sua face estava com uma expressão... agoniada — Por que você não me fala? Algo aconteceu, não é?

Hermione havia tentado seu máximo evitar falar sobre esse assunto, mas sabia que um dia, esse momento iria chegar. Não queria ser quem contaria para ele, mas não tinha escolha. Suspirando, deixou o pergaminho em cima da mesa de café e acenou com a cabeça para ele se sentar. Obviamente ele não se moveu.

– Malfoy... eu não quero lhe contar isso...

– Deuses, Granger, você é nobre demais. É só cuspir da sua boca — ele revirou os olhos e ficou sério novamente — Alguém da minha família morreu?

– Malfoy, eu já lhe disse que não quero contar... — novamente ela tentou retrucar, mesmo sabendo que não iria passar disso.

– Quem morreu? — pelo visto, ele havia levado sua teimosia como um "sim" escondido. O problema era que ele estava totalmente certo em fazer isso.

– Seu pai — a morena respondeu suavemente e viu como o rosto dele ficou tenso e como ele mordeu o interior da bochecha. Queria gritar para ele para não fazer isso, já que doía, ela mesma havia feito o ato várias vezes e poderia comprovar isso — E sua mãe está desaparecida, tentamos localizar ela mas...

– Achar ela pra que? Mandar para Azkaban? Nah, isso não faria importância. Ele iria tirar ela de lá de qualquer jeito. Vocês iriam a torturar em busca de respostas não é mesmo? — Draco começou a andar abruptamente pelo quarto e ela se encolheu com o seu tom de voz: rígido e cruel — São tudo um bando de filhos da puta...

– Nunca iriamos torturar ela! Não somos Comensais! — Hermione defendeu, também se levantando e ficando de frente para ele, apontando um dedo em seu rosto — Iriamos fazer algumas perguntas é claro... para terminar tudo isso o quão rápido possível e...

– Deixe de mentiras. Estou cansados de mentiras! — ele berrou, a empurrando contra a parede de madeira. Algo de vidro se quebrou, já que ela escutou o som dos cacos. Suas costas agora estavam doendo — Você deveria ter me contado antes.

– Se eu soubesse que teria reagido assim, não teria contado nunca! — Hermione agora se autodefendeu, erguendo o nariz orgulhosamente — Não, melhor ainda, eu teria contado e saído da sala. Você está sendo ridículo!

– Merda, você não sabe como é! — ele apertou seu braço, mas foi cambaleando para longe, como se tivesse sido atingido — Você... você não sabe como é, sangue-ruim.

E então saiu da sala, subindo as escadas para seu quarto. Hermione ficou parada lá por muito tempo, olhando o vazio. Provavelmente Malfoy estaria chorando agora já que sua voz havia saído estrangulada na última frase. Ela suspirou, passou as mãos no cabelo e olhou para Steve como se ele pudesse lhe dar uma resposta para o que fazer a seguir. Nunca em sua vida, Hermione Granger deixou alguém chorar por algo que ela vez. Mesmo nesse caso, ela sabia que nunca deveria ter contado a ele o que aconteceu com Lucius e Narcisa Malfoy.

"Você realmente tem que parar de ser tão bondosa" pensou para si mesma, enquanto subia as escadas "E eu juro, se Malfoy me empurrar na parede de novo, eu vou socar ele."

Chegando em sua porta, ela não sabia se deveria bater ou não. Sua mão tocou a madeira suavemente e não escutou nada. Suspirou. Deve ser melhor dizer alguma coisa, para ele não perceber que estava tentando invadir ou coisa parecida.

– Malf.... Draco? — pediu hesitante, usando seu primeiro nome — Posso entrar?

Escutou a porta se abrir e ele estava a sua frente. Teve que dar uma passo para trás para seu nariz não encostar em seu peito. Tinha certeza de que ele não iria abrir a porta e por isso mesmo ele ergueu uma sobrancelha quando notou seu olhar surpreso. Ele estava com os olhos vermelhos, de choro. Hermione sentiu uma culpa dentro de seu peito.

– Eu sinto muito — ela falou.

– Foi você quem matou eles?

– Não.

– Então não precisa sentir nada. Entre e feche a porta.

Draco se afastou da porta e ela entrou novamente no quarto que era ridiculosamente maior do que o seu, fechando a porta com o pé. Ele se sentou na cama e ficou olhando para um espaço vazio. Hermione andou, fingindo estar interessada demais olhando em volta, mas não conseguia deixar de olhar para ele de vez em quando. Nunca o tinha o visto tão... tumultuado. Ou com tantos problemas.

– Eu sei como é — ela começou a falar calmamente, quando o silêncio se prolongou por tempo demais — Perder os pais. Eu mudei a memória dos meus antes da guerra começar. Eles não se lembram mais de mim. Talvez assim eles estivessem mais seguros.

– Bem, isso não funcionaria comigo, não acha Granger? — Malfoy zombou, a olhando com um sorriso cruel de canto de lábios — Não sou eu quem coloca meus pais em perigo. Eles foi quem me coloraram nessa situação.

Hermione ficou em silêncio, mordendo o lábio para impedir de perguntar: "Então por que não fugiu?", mas sabia que seria totalmente burrice. Ao invés disso, caminhou até a mesa de canto e puxou um livro. Orgulho e Preconceito, de Jane Austen. Ela sorriu para si mesma e jogou o livro para ele, que pegou olhando totalmente confuso.

– Lendo romances? — balançou a cabeça — Que gracinha. O que achou?

– Péssimo e ridículo. Algo entre previsível e.... chato — ele pensou por um momento e deixou o livro de lado — Não me diga que você já leu? Ah é mesmo, você é Hermione Granger, leu todos os livros existentes da face da Terra.

– Eu acho maravilhoso. A maneira como ela fez o preconceito de Darcy e o orgulho dele e de Elizabeth é totalmente inspirador — ela ignorou seu comentário sarcástico e se sentou ao seu lado na cama, mantendo uma grande distância — A primeira proposta de casamento mostra ele sendo alguém arrogante, a última sendo alguém apaixonado.

– Homens assim não existem — Draco revirou os olhos — Se continuar a pensar assim vai morrer velha e sozinha. Não, esquece, você vai morrer velha e sozinha de qualquer jeito.

Ela o olhou com a testa franzida.

– Por que você faz isso? — perguntou calmamente, sem se abalar.

– Isso o que? — Draco retrucou sem interesse.

– Isso. Isso!– ela apontou para todo ele, em um gesto confuso com as mãos — Usa o sarcasmo e a ironia para afastar as pessoas. Ou... essa atitude totalmente fria. É como se não quisesse que ninguém descobrisse seus maiores segredos.

– Meu maior segredo é que eu sou secretamente apaixonado por Severo Snape, mas todo mundo sabe disso, então não tenho nada para esconder — Draco zombou, revirando os olhos para ela — Pare de tentar ver coisas onde não tem nada, Granger, é extremamente irritante. Além disso.... bem — ele mordeu a bochecha novamente, como se tivesse que fazer uma força extremamente forte para dizer o que estava prestes a dizer — Você é boa em fazer os outros esquecerem as coisas.

Hermione então se levantou, deu em ombros e caminhou até a porta.

– Acho melhor eu ir dormir agora — disse sem emoção, girando a maçaneta novamente.

– Ah, e sangue-ruim — ele a chamou, mas ela escutou extremamente pouco desdém em seu antigo xingamento... ou nem tão antigo assim — Dá próxima vez que quiser entrar, não precisa pedir permissão ou bater na porta.

– E se você estiver trocando... ahn... de roupa? — Hermione perguntou confusa e corou um pouco nas bochechas.

– Levante as mãos aos céus e agradeça — Draco lhe deu um sorriso arrogante, para qual ela revirou os olhos — Porque é a sua única chance de me ver nu. Boa noite, Granger, tenha pesadelos agradáveis.

X

Narcisa Malfoy caminhava pela biblioteca Black. Havia lido mais da metade daqueles livros em sua juventude, enquanto morava naquela casa junto de suas irmãs. Andrômeda ainda não havia aparecido, mas não conseguia guardar a ansiedade para quando visse a irmã mais velha novamente. Fazia tanto tempo...

Tirou o medalhão de dentro de seu decote, o abrindo e vendo a foto dela e Lucius no dia de seu casamento no lado esquerdo e dela e de Draco com apenas quatro anos do outro. Fechou os olhos e apertou os dedos ao redor do objeto. "Por vocês" pensou "Estou fazendo isso por vocês, mas por mim também."

Escutou a porta se abrir e Kingsley entrou, junto de Minerva. Cada um se sentou em um lado de Narcisa deu um sorriso educado para ambos, mostrando a gratidão que ainda sentia por eles terem a acolhido.

– Suponho que precisamos tratar de negócios — disse lentamente, levantando uma sobrancelha — Finalmente. Estava ficando cansada dessa tensão no ar. Devo pedir chá a Monstro?

– Não, Narcisa, não precisa se incomodar. Seremos o mais breves possíveis — Minerva respondeu, acenando com a mão — Gostaríamos que começasse sobre os quarteis. Você-sabe-quem com certeza tem mais que um, sabendo da localização da Mansão Malfoy, mas os outros permanecem em segredo. É de extrema importância que...

– Descubram. Eu sei. Felizmente Lucius me deu algumas informações antes de falecer — Narcisa engasgou na mesão de seu marido e deu um sorriso forçado — Desculpem é só que... bem, esqueçam. Sim, há um quartel na Floresta do Leão em York e outra perto de Liverpool — contou — A cabana de Greyback é um dos mais utilizados. O Lorde das Trevas gosta de lugares pequenos. Fica lá frequentemente.

– Não temos um plano para atacar Voldemort pessoalmente — Kingsley informou.

– Pois deviam — Narcisa retrucou e então finalmente sorriu de lado, como uma digna Malfoy — Ah sim, eu vejo. O menino Potter ainda não está preparado.

– O Sr.Potter tem muita coisa para aprender... — Miverva começou.

– É claro que tem — O olhar da loira se deslocou para uma fenda na porta — Como por exemplo, como escutar a conversa dos outros sem ser notado.

E Harry entrou meio acanhadamente. Minerva lhe deu um olhar cortante e Kingsley sorriu compreendendo. Ele se sentou em uma das cadeiras e olhou para Narcisa com algo em seus olhos: era evidente que queria saber tudo sobre Voldemort e quais eram os seus planos.

– Ele planeja...?

– Matar todos? Não. Escravos? Com toda a certeza — Narcisa o respondeu e viu seus olhos verdes olharem para longe — Lily fazia a mesma coisa quando falava comigo. Olhar para longe com medo de suas emoções serem... expostas. Era apenas uma garotinha quando a conheci.

– Você falava com minha mãe? — Harry perguntou surpreso.

– Claro que não, ela era uma nascida trouxa e eu uma Black — mesmo assim, Narcisa sorriu para ele — Mas eu tinha certa inveja dela. Uma garota mais nova que eu e melhor em poções, minha mãe ficou extremamente decepcionada.

– Sra.Malfoy — Kingsley limpou a garganta — O plano.

– Meu plano no momento é tomar chá com o Sr.Potter — Narcisa se levantou e estendeu a mão para o garoto — Gostaria de ouvir histórias sobre os seus pais? Eu era monitora chefe da Sonserina, e as paredes tem ouvidos. E quando não tem, as pessoas da nossa casa sempre sabem maneiras de descobrir — ela enviou um olhar significativo para Minerva e o líder da Ordem — Só precisamos... que alguém confie em nós.

Harry a olhou mais confuso ainda, mas aceitou seu pedido para chá, mesmo que o achasse estranho. Enquanto ambos saíam da biblioteca, ele ouviu o murmúrio de Minerva falando “que audácia, acho melhor ela compensar isso depois”. O jovem olhou para a mulher mais velha ao seu lado e finalmente percebeu o que ela queria.

– Não me chamou para... tomar chá, não é?

Narcisa riu.

– É claro que não. Depois de todos estes anos, estou enjoada de tomar chá – ela se virou para ele com um sorriso prensado e quase bondoso – E você é mais inteligente do que lhe dei crédito, Sr. Potter.

– Obrigado, mas ainda não entendi o que tem a me dizer que não pode falar na frente deles – Harry disse, ajeitando os óculos. Ainda conseguia ouvir Minerva e Kingsley conversando – Achava que vocês tinham um acordo.

– E temos. Deixei bem claro o que eu quis dizer com minha ultima frase, eles provavelmente estão discutindo isso neste exato minuto – Narcisa olhou para cima do ombro, conferindo que a porta da biblioteca estava fechada antes de novamente se virar para Harry – Sr.Potter, estamos em guerra já faz dois anos, e eu estou cansada de lutar. Não nasci para isso. E existe tons de cinza em ambos os lados. Pessoas que estão dispostas a te ajudar.

– Então... o que você quis dizer que sonserinos só precisam de alguém que confiem neles... – Harry parou para pensar por um momento e quando percebeu, a olhou espantado – Você quer dizer espiões.

– Exatamente. Este é um dos nomes que vai lhe ajudar – Narcisa retirou um pequeno pergaminho do bolso de seu longo vestido – Ele está no quartel de Liverpool, esperando a Ordem. Asseguro que ele é confiável. Ele é o prometido de Pansy afinal de contas.

Harry desdobrou o pergaminho, quase irritado. Quando finalmente abriu-o por completamente, se chocou com o nome escrito.

– Rebastian Lestrange – leu em voz alta – O irmão de Rodolphus.

– Que por sinal é meu cunhado – Narcisa acenou com a cabeça – Rebastian conheceu Pansy no sexto ano dela, durante a invasão de Comensais. Ele foi o responsável para a trazer de volta e no caminho, se apaixonou pela garota... sabe, nunca achei que a idade importasse, e creio que nesse caso seja verdade. Rebastian faria tudo por Pansy. Morreria por ela. Eu sei que a pobre garota não sabe dos sentimentos do homem, apenas aceitou o pedido de casamento porque ele lhe disse que era uma garantia que estaria a salvo se o Lorde das Trevas reinasse. Ele está disposto a lutar pelo seu lado, Potter, e tem mais informações do que eu posso lhe dar.

– Mas você pode ajudar mesmo assim – ele acenou com a cabeça e tentou dar um sorriso – Obrigado, Sra. Malfoy.

Narcisa sorriu.

– Me agradeça quando eu conseguir matar minha irmã – ela lhe estendeu o braço – O que acha de agora irmos tomar nosso chá?

X

No momento em que ela colocou sua cabeça no travesseiro, tudo ao seu redor foi embora. Principalmente a conversa com Malfoy. Mas ela sentia que o pior daquele dia estava prestes a chegar, mesmo que sonhos não fossem exatamente uma realidade. Hermione apenas fechou os olhos e deixou-se levar.

Estava exatamente naquela mesma cabana, porém a mesma estava muito mais limpa e chique. Havia um enorme lustre de cristal acima de si e ela olhava completamente encantada. Vestia um longo e refinado vestido vermelho sangue. Mas por que não se sentia como Hermione Granger? Percebeu um espelho e caminhou até ele. Seu rosto estava mais suave e pálido, seus cabelos eram de um caramelo e seus olhos de um azul gélido. Havia algumas sardas em seu rosto. Aquela não era Hermione, mesmo que ela se sentisse em seu corpo. Não era ela.

– Anne, querida? – ouviu uma voz.

Se virou, mesmo que não quisesse fazer essa ação. Um homem de cabelos negros estava ali, com olhos castanhos escuros e incrivelmente magro e alto.

– Estava perdida em pensamentos, Will – sorriu para ele – Essa cabana... ela é o símbolo do nosso amor. E agora que Céline descobriu sobre nós, temo que planeja a destruir.

– É apenas uma casa – ele respondeu – O mais importante é sairmos daqui antes que ela planeje alguma coisa. Sabe que eu faria qualquer coisa por você.

– Sei disso. E você sabe de todos os sacrifícios que estou fazendo, tirando a honra restante da minha família para ficar com você... as pessoas comentam nas ruas. Todos sabem – Anne suspirou e olhou para longe, preocupada – Céline é uma bruxa. Assim como eu.

– Ela não vai fazer nada – mesmo assim a voz de Will falhou.

– Ela o ama tanto quanto eu, fará qualquer coisa para te ter de volta – Anne colocou a mão no rosto de Will – E mesmo assim, uma parte de você sempre estará comigo.

– O que quer dizer?

Anne sorriu.

– Will, eu estou grávida.

Hermione se levantou em um pulo e com a respiração ofegante. A primeira coisa que ela fez foi correr para um espelho, ficando aliviada quando viu que continuava ela mesma. Escutou alguns ruídos de passos descendo as escadas e logo Malfoy estava em sua porta, também com uma respiração pesada. Ela o olhou confusa.

– Você também sonhou? – perguntou, fazendo uma anotação mental para mais tarde – Eu... quer dizer, ela, estava grávida.

– Eu não era eu mesmo – Malfoy parecia totalmente perturbado – Eu não conseguia controlar o que eu falava ou o que eu fazia. Era uma merda total.

– Por favor, Malfoy, esse seu vocabulário é horrível – Hermione o repreendeu, mas sem muita força. Colocou os braços em volta de si mesma – Era uma memória... não um sonho. Alguém colocou uma memória em nossas mentes.

Draco a olhou com raiva, mesmo que ele não soubesse o motivo da mesma. Só queria gritar com ela, dizer que nem sempre estava certa. Mas seria burrice, já que de fato, ela estava. Passou a mão pelos cabelos. Odiava ter Granger tão perto. Odiava ela. Mas... ela era a única que poderia desvendar essas coisas. A única que poderia achar a saída daquele maldito lugar.

– O diário – ele disse, acenando para o livro que estava em cima de uma prateleira – Deve ter algo escrito nele. Me surpreende a sabe-tudo não pensar nisso antes.

– Cale a boca – foi tudo o que a morena disse, caminhando para a prateleira.

Mas antes que ela pudesse tocar no livro, eles escutaram mais passos no andar de cima. Antes que Draco pudesse interferir, Granger já havia saído do quarto em uma correria, subindo as escadas. Ele berrou um “Granger” cheio de irritação e raiva. Ela era louca de seguir um barulho desses? Passos? Ah, mas é claro que sim. Ela era da maldita Grifinória afinal de contas. Rosnando, ele a seguiu, sem tanta pressa. Não queria ter a cabeça arrancada para fora do corpo. Sempre foi um covarde.

Ela estava na frente de um quarto vazio, os olhos cheios de medo. Draco se aproximou silencio e pegou no seu braço, mais para si do que para Hermione, que parecia totalmente aterrorizada com a cena a sua frente. Não era para tanto. Havia uma mulher ali no centro, com um vestido branco longo que parecia ser feito de fumaça. Seus cabelos eram negros e lisos e suas feições rígidas, de uma beleza espetacular. Seus olhos de um dourado tão forte como ouro.

– Preparem-se – ela disse, uma voz longe, como um eco.

E então ela se desfez em centenas de corvos negros, que voavam ao redor do quarto berrando. Hermione colocou as mãos nos ouvidos, tentando tirar o som da mente. Draco ficou apenas parado, escutando tudo em choque. Talvez Granger não conseguia entender... mas os corvos falavam. Mas não uma frase só, mas uma palavra, repetidamente.

MORRAM, MORRAM, MORRAM!

Notas finais
Olá a todo mundo! Yaaay! Olha, eu queria pedir desculpas pela demora do capítulo e também por não ter respondido os comentários, o que eu fiquei extremamente me sentindo culpada. Mas, foi semana de provas e eu estudo de manhã, de tarde E de noite. Eu tava praticamente morrendo a essa semana e tive alguns problemas pessoais que precisava resolver :/ e eu não tinha tempo de entrar no Nyah praticamente. Maaaas, espero que me perdoem por isso. Nesse capítulo, juro que vou responder TODOS os comentários e desculpem DE NOVO pelo atraso, mas tava tudo muito difícil mesmo. E então vamos láááá! Mesmo eu não tendo respondendo, eu li todos eles, cupcakes ♥ cada um muito especial para mim, as criticas de vocês sempre são importantes :3 e eu amei muito as respostas de vocês. Aqui vai a minha: eu acho que eu tentaria se tornar amiga, fazer as pazes. Mas a gente sabe que não é tão fácil assim né? Sempre tem aquela vadia da turma mergulhada em maquiagem que fala que nem um pato. Tudo bem, hora de se acalmar Ice. Se acalma. E eu espero que tenham gostado desse capítulo! Tem muita coisa para acontecer ainda, muito mesmo. E como essa é a minha versão de RdM, as Horcruxes e tudo vai mudar. Inclusive algumas mortes.... então vocês podem deixar nos comentários quem você quer que NÃO morra e quem você quer que morra, vou pensar sobre isso com muito carinho. De novo, mil desculpas :c mas eu sinceramente não estava muito bem com todas essas provas e notas e problemas pessoais. As vezes a gente só não se sente muito no clima e acho que isso que aconteceu, mas espero que esse capítulo tenha sido agradável e tudo mais. Muuuuuuuuito obrigada pelo apoio, comentários incríveis. E espero que a: Buuh Malfoy 7 tenha gostado muito também. Obrigada pela segunda recomendação que foi totalmente fantástica, cupcake! Você me fez sorrir. Espero que especialmente você tenha gostado. E acho que é isso! Depois de falar que nem uma louca aqui, pedindo desculpas... eu tenho que ir! Obrigada, de novo *-* e vou ver vocês no próximo capítulo! Beeeeeeeeeeeeeeeijos sabor Icey :*