Tenho um desejo ardente por você, baby

Tenho um desejo ardente por você, baby

Dirijo rápido, vento no meu cabelo

Vou até o limite porque simplesmente não me importo

Tenho um desejo ardente por você, baby

Tenho um desejo ardente

– Lana del Rey — Burning Desire.

X


Nenhum dos dois fazia ideia de onde estavam.

Era uma rua mal iluminada, apenas com um lampião aceso no meio do nada. Chovia fracamente mas o suficiente para os deixarem ainda mais molhados. De um beco, saía fumaça e a ideia de ir para um lugar quente era tentadora, mas também, suicida. Quem fosse a pessoa que havia ligado aquele fogo com toda certeza não era confiável.

Mas, Merlim, estava tão frio.

– Granger, precisamos sair da rua — a voz tremula de Malfoy a fez voltar para os sentidos. Ele praticamente a empurrou para outro beco mais afastado e ela nem ao menos retrucou. Sentia como se não tivesse mais forças para discutir.

Sentaram-se no chão, em baixo de uma cobertura de concreto antiga para se protegerem da chuva. Mesmo assim, seus corpos molhados faziam o frio ter mais intensidade, como lâminas penetrando cada parte de seus corpos.

– Eu... não consigo entender — Hermione disse de maneira fraca — Como algo que aconteceu séculos atrás nos afetaria? Eu não consigo acreditar naquela história. Nada entrou na minha mente.

– Eu sei, eu sei, mas escuta... sente esse frio? A gente tem que se preocupar com ele agora — ele falou por dentre lábios trêmulos. Hermione notou que fumaça saia de sua boca. Provavelmente na dela também — Precisamos nos aquecer, Granger... ou vamos ficar muito piores do que estamos agora.

E a roupa que ela usava não colaborava. O vestido dourado estava agora sujo e totalmente encharcado. A morena sentiu uma enorme vontade de se jogar contra a parede por ter saído daquele jeito da cabana. Tremendo, colocou os braços em volta de corpo.

– Precisamos nos aquecer e ir para um lugar seguro — disse, olhando em volta — Não estamos em uma cidade trouxa. Ainda é de noite, deve haver Comensais da Morte fazendo patrulhas.

– Se eles nos acharem, estamos mortos. Droga! — Draco exclamou, quase dando um soco na parede atrás de si — Se eles me acharem, eu estou morto.

– Malfoy, nós poderíamos aparatar para a Ordem... — Hermione começou a sugerir.

– Não! — ele a interrompeu rapidamente — Eu também estaria morto se fossemos até eles. Sou perseguido por ambos os lados, ou se esqueceu? De qualquer maneira minha cabeça estaria pingando sangue no meio de Hogsmeade.

– A Ordem nunca faria isso. Não são cruéis... e eu falaria para eles não o machucarem. Malfoy, eu diria que você me ajudou, você seria perdoado — a morena tentou colocar razão em sua cabeça — Eles confiariam em mim.

– Não, eles a atacariam no momento que pisar onde infernos for a sede deles — o loiro rosnou — Você desapareceu, querida Granger. Por um longo tempo. Para eles, você deve estar morta agora. Se você pisar lá, a primeira coisa que vão fazer é desacorda-la e me matar por ter trazido uma traidora até eles.

Por mais que ela quisesse negar, ele tinha razão. Eram tempos difíceis e a Ordem não media as coisas tão bem quanto antigamente. As ações não eram tão bem calculadas. E, sabia que ele tinha razão sobre o fato de estar sendo perseguido. Não sabia o que a Ordem havia sofrido naqueles últimos dias... talvez, sua tolerância havia chegado na raiz zero.

– Precisamos sair daqui — foi tudo o que ela disse.

– É, eu sei — e foi tudo o que ele respondeu.

Em total desespero, ela foi para mais perto, o abraçando. Sentiu seu corpo endurecer com seu toque e teve medo de que ele a empurrasse para longe, até ela ir contra a outra parede do beco. Mas ele não fez nada disso. De fato, ele nem ao menos se moveu.

– Eu quero que você por um momento não pense no meu sangue, mas pense que a gente tem que se manter aquecidos, tudo bem? E que precisamos pensar em um lugar para passarmos a noite — Hermione disse, o olhando seriamente — Mas até lá... vamos ficar assim. Juntos. Aquecidos, ok?

Malfoy não falou nada, apenas assentiu lentamente com a cabeça e a puxou mais perto, afundando o rosto na curva de seu pescoço, afastando os cachos úmidos. Todo o calor daquele lugar era a respiração dele contra a pele. A fumaça de seus suspiros e o sons dos mesmos eram a única coisa além deles naquele beco, e é claro, aquele sentimento de medo de serem encontrados.

A surpresa foi grande quando ele a puxou mais contra seu corpo, a fazendo sentar em seu colo e colocar suas pernas sob suas esticadas. Fora obrigada a o encarar. Como sempre, estava sem emoções. Como uma lápide feita de pedra onde continha apenas as palavras necessárias. Estava tão distraída o olhando com o cenho franzido que só notou seus dedos traçando o contorno de seus seios, quase visíveis contra o tecido molhado do vestido, quando ele mudou o olhar de seu rosto até eles.

E o mais estranho, é que ela não se importou. Nem um pouco. Fazia muito tempo desde que havia sido tocada. Desde que havia sentido o carinho de alguém, seja amigável ou... mais indecente. Não havia outra palavra para descrever. E o fato de que ela não se importava que o ato era feito por Draco Malfoy, de todas as pessoas, a aterrorizava.

Suas mãos fantasmas saíram de seus seios, indo por sua cintura e indo até atrás, no fim das suas costas. Com um movimento rápido, ele a puxou para perto, fazendo seu rosto ir até seu ombro.

– Sim — ele sussurrou em seu ouvido. Hermione tinha certeza que aquele lugar não fosse tão silencioso, ela não teria o escutado — Nos manter aquecidos.

E depois disso nenhum dos dois ousou se mover um centímetro.

Hermione era incrivelmente inteligente e todos sabiam disso. Desde pequena, não acreditava na ideia do frio ser puramente psicológico. Se ele fosse, como fazia efeitos em corpos? Nenhuma das informações fechava com a razão. Mas naquele momento, percebeu que estava errada. Pois não sentia mais frio nenhum. Como a razão explicaria esse fato?

Razão.

Razão.

Razão...

Luna.

Luna — Hermione falou em voz alta, fazendo Malfoy a olhar em confusão — É isso! Luna! Ela vai nos ajudar com toda certeza. Eu sei onde a casa dela fica e estaremos seguros lá. Claro, o pai dela não bate muito bem da cabeça mas...

– Lunática Lovegood — Draco ergueu uma sobrancelha — Você está me dizendo que nossa melhor chance é ir atrás da Lunática Lovegood.

A morena já havia se levantado, ainda com os braços em volta de si e tremendo. Agora, longe, o frio havia voltado com a mesma intensidade de antes. Ou talvez, pior.

– Sim, a não ser que você queira ficar aqui e morrer congelado — agradeceu por estar muito escuro e ele não poder ver a cor de suas bochechas naquele momento — Luna vai nos ajudar e não fará nada para nos ferir. Para te ferir, e eu tenho absoluta certeza.

– Levando em consideração que ela não prestava atenção nem para onde andava, ah claro, tenho certeza — Draco desdenhou — Isso se ela não estiver morta, claro.

– Ela não está morta!

– Como sabe? Você ficou fora por muito tempo, como eu disse. Como sabe que Potter já não perdeu essa guerra inteira?

– Porque eu acredito e outra, Malfoy, eu não me distanciei porque eu quis. Então não tente colocar qualquer coisa sobre mim para questionar minha inteligencia — Hermione cruzou os braços — Acho melhor você se segurar no meu braço, não podemos ficar longe. Então, você vem ou não?

X

Desde que chegaram da busca de Rebastian, os jovens na cede da Ordem estavam quietos. A porta da biblioteca estava trancada fazia horas e horas e todos estavam sentados na mesa da cozinha. Os mais velhos provavelmente haviam colocado um feitiço silenciador para eles não ouvirem as brigas. Molly Weasley entrava e saía toda hora com uma bacia de água. Ela ia limpa, voltava vermelha. E assim ia e voltava varias vezes.

– Como conseguem ficar assim? — Pansy perguntou, batendo os dedos impacientemente contra a mesa — Calmos, sabendo que eles estão brigando lá em cima.

– A gente acaba se acostumando — Harry respondeu. Embora não havia ido com eles, quando soube do que aconteceu a Ron, se juntou a espera — E acho melhor se acostumar também.

– É, porque isso vai acontecer muito daqui para frente. E mais mortes, claro. Sabe, eu tive uma visão... — Theodore Nott começou, acendendo um cigarro.

– Essa não... — Astória gemeu, afundando-se no banco.

– Cale a boca! O que eu ia dizendo? Ah sim, eu tive uma visão — ele continuou, assoprando a fumaça — Você-sabe-quem era um escritor, e a gente seus personagens e tudo isso que estamos vivendo é um livro. O livro dele. E sabe qual o fim dessa história? É simplesmente, "e todos morreram, fim".

– Você não pode estar falando sério — Pansy revirou os olhos e tirou o cigarro das mãos do garoto, o colocando em sua própria boca — Todo mundo sabe que quem vai morrer no final é só o Potter, não viaje tanto.

– Agradeceria se vocês não falassem tão abertamente sobre minha morte, obrigado — Harry disse, ajeitando os óculos.

– E eu também. Ninguém vai morrer! — Gina exclamou — E se mais alguém falar de morte enquanto meu irmão está lá dentro com risco de morte, eu vou espanca-lo até desmaiar.

– Eu também estive com risco de morte momentos atrás e ninguém deu a merda sobre mim — Pansy deu em ombros — Por que deveríamos se preocupar com seu irmãozinho estúpido?

– Pansy — Blaise falou, calmamente — Já chega.

A garota se calou e não falou mais nada durante longos minutos. Gina olhou para Harry, que estava do outro lado da mesa e estendeu sua mão sardenta para cobrir a sua. Ele não a apertou de volta, mas ela notou um micro sorriso em seus lábios. "Você é um péssimo ator, Sr.Potter" pensou com carinho "Já vi essa sua atuação de que não liga para mim antes, acho que está na hora de tentar algo novo". Mas havia sido ela quem terminou com ele, não havia? Mas por motivos óbvios. Ele a tratava como uma criança. Gina Weasley odiava ser tratada como uma criança. Sabia cuidar de si mesma e Harry Potter tinha que aprender de uma vez por todas que não tinha que passar por tudo aquilo sozinho. E esse era o jeito de mostrar a ele isso.

Ouviram passos descendo as escadas. Narcisa e Rebastian estavam ali na cozinha, ambos absurdamente pálidos. Kingsley logo apareceu, sorrindo para eles.

– O incidente foi explicado — disse — Não há motivos para temer traição.

– Nunca houve motivos para temer traição! — Pansy quase gritou.

– Pansy, querida, chega — Rebastian disse rigidamente — Não queremos causar mais problemas contra a bondade da Ordem, queremos? Bem, acho que vou me retirar, que todos tenham uma boa noite.

E ele subiu novamente as escadas. Pansy nem ao menos disse "boa noite" antes de o seguir apressadamente. Gina franziu a testa observando os dois. Eram um casal realmente estranho, embora fossem um casal apenas por uma das duas partes. Mais passos foram ouvidos e uma Daphne entrou, claramente perturbada.

– O Weasley vai ficar bem — disse, e parecia ter algo em sua garganta quando o falou.

– Ótimo, pois nada disso iria acontecer se você não resolvesse brigar com seu pai — Gina acusou, descaradamente — É bom que se sinta um pouco culpada.

– Quem disse que eu me sinto culpada? — a mais velha das Greengrass perguntou sem emoção.

– Ah, não sei... o fato de estar estampado na sua cara ou o fato de que você ficou naquela sala com ele o tempo inteiro? — Gina perguntou sarcástica e revirou os olhos — Você mal deixou eu e Harry irmos lá ver como ele estava indo...

– Não fale com minha irmã assim. Ela não tem culpa, Weasley, e é melhor observar a sua língua se não quer causar problemas — Astória disse, mas nunca perdendo sua pose cheia de classe ou elegância — Todos ficamos assustados com seu irmão, até mesmo eu, então... não vamos causar brigas. Foi um dia muito longo para todos. Já é de madrugada. Acho que o melhor é irmos dormir.

– Faço de suas palavras as minhas, querida — Narcisa sorriu — E que façam todos os mesmos. Vão descansar. Amanhã discutiremos o que precisa ser discutido.

E todos começaram a ir para seus devidos quartos. Theo foi o único que falou um "boa noite, seus idiotas". Harry apenas sorriu para Gina e subiu para seu quarto da depressão, como a ruiva o batizou. Continuou sentada no banco da cozinha, com o rosto enterrado nas mãos. Foi quando percebeu que não estava sozinha como quanto imaginava. Olhou em volta e o encontrou.

– Zabini — disse, erguendo uma sobrancelha.

– Weasley — ele respondeu, sorrindo de lado — Foi um grande show que deu com minha querida cunhada.

– Eu sou assim, explosiva, ainda não aprendeu? Acho que está um pouquinho atrasado. Todos os Weasley são assim — ela riu baixo — E ela ainda não é sua cunhada.

– De fato, não é — Blaise deu em ombros e começou a caminhar pela cozinha — E não creio que vai ser.

– O que? Você cancelou o casamento? Mas... — Gina perguntou, estupefata.

– Não cancelei o casamento, cara ruiva, apenas o adiamos — ele explicou calmamente, como se falasse como uma criança — Uma guerra não é tempo para um casamento... E Astória precisa observar a irmã. Não queremos mais acontecimentos como os de hoje, afinal.

– Mas e o que você quer? — a ruiva perguntou, também se levantando e se escorando em um armário — Você quer mesmo cancelar esse casamento?

– Não, eu casaria com ela hoje se pudesse — Blaise sorriu sonhadoramente e Gina quase o acompanhou. Mas aquele não era assunto dela — Mas isso não tem a ver comigo.

– Claro que tem, precisa de suas pessoas para ficarem noivas. Acho justo que adiar o casamento tem que ser algo entre as mesmas duas pessoas — disse, cruzando os braços — Odeio isso de "eu estou fazendo o que é melhor para você". Somente nós sabemos o que é melhor para nós.

– Concordo — Blaise sorriu — Acho melhor ir dormir, Weasley. Não quer que essa sua carinha bonita fique com aparência cansada, quer? Boa noite, cara ruiva.

E então ele se aproximou, se abaixando um pouco para colocar um beijo em sua testa que para ela, demorou tempo demais. E então ele se afastou, sorrindo como um lobo que havia conseguido capturar sua presa. Enquanto Gina o observava ir embora, pensou que talvez de fato, aquele lobo havia a capturado na floresta mais escura possível:a do desejo.

X

A casa dos Lovegood ficava em um campo afastado, Draco observou. Era realmente torta, com um formato estranho e ele não pode deixar de pensar que combinava muito com seus moradores. Seria um lugar com uma vista muito bonita se não estivesse tão frio.

"O inverno chegou" ele pensou com pesar.

Granger caminhava a sua frente, e parecia saber muito bem para onde estava indo. De vez em quando, ela olhava para trás para checar que ele estava a seguindo. Agora, estavam de frente para uma porta. Ele observou como a morena bateu de maneira hesitante, como se tivesse medo da pessoa que fosse lhes dar entrada.

– Quem é? — uma voz leve perguntou do outro lado da porta.

– Luna, s-sou eu... — Hermione engoliu em seco — Hermione.

Vários sons de coisas destrancando foram escutados. De repente, a porta havia feito um grande estalo como se fosse cair a qualquer momento. Ela se abriu, revelando a garota loira, agora um pouquinho mais alta, que Draco havia visto em seus anos de Hogwarts. Ela estava com um pijama grosso e surrado, com desenhos sem formato definitivo. E usava brincos de amoras. Sim, aquela era definitivamente Lunática Lovegood.

– Hermione — ela falou, surpresa — E oh, Merlim, Malfoy. Vocês estão muito molhados! Entrem.

Draco não pensou duas vezes antes de entrar, puxando o braço de Granger violentamente consigo, a empurrando para dentro. A morena lhe deu um olhar cortante e ele observou com curiosidade como a loira definitivamente louca colocava todas as trancas novamente.

– Luna, eu sei que tenho muito para explicar — o nervosismo estava em toda feitura de Hermione. Ela olhou para Draco pelo canto do olho — Muito mesmo. Mas você precisa acreditar que sou eu...

– Oh, mas eu acredito que é você, Hermione — Luna sorriu, se sentando em seu sofá colorido — Só você viria aqui com Draco Malfoy.

– Desculpa, mas não sei como isso prova nada — Draco retrucou, andando para perto da lareira que estava acessa — Na verdade, isso não faz o menor sentido.

– É bom vê-lo também, Draco Malfoy. Vejo que não faz mais a barba — Luna comentou, franzindo o cenho. Virou-se para Hermione com um pequeno sorriso — Sempre soube que não estava morta.

– Obrigada, Luna, muito obrigada — a morena quase sentiu vontade de chorar. Escutou o loiro bufar com seu tom meloso, mas decidiu o ignorar — Eu tenho muitas coisas para te contar.

– Tenho certeza que é uma história e tanto. Bom que eu gosto de ouvir histórias — ela deu em ombros — Vou fazer um chá. Tenho roupas limpas logo naquele porta-pratos, nosso guarda-roupa quebrou e tive que organizar elas ali. Pode usar as roupas do meu pai, Draco, tenho certeza que ele não vai se importar.

E então ela saiu, descendo as escadas para um cômodo qualquer. Provavelmente a cozinha. Hermione suspirou e se sentou perto do fogo, ao lado do loiro, para se aquecer. O calor da lareira era extremamente confortante.

– Tem certeza que ela é confiável?

– Ela parece perigosa para você? — Hermione perguntou, abraçando as pernas — Estamos seguros com ela, Malfoy. Acho melhor irmos trocar de roupa.

Ela caminhou até o guarda pratos e retirou jeans e um suéter roxo vibrante para si mesma. Puxou uma roupa qualquer masculina e jogou para Malfoy. O loiro a pegou, fazendo uma careta feia quando viu a vestimenta totalmente amarela.

– Eu não vou vestir isso.

– Ótimo, então fique molhado — a morena revirou os olhos, entrando em uma sala pequena para se trocar.

Depois de um tempo ambos estavam com roupas secas — e terrivelmente coloridas para seus gostos — sentados novamente a frente do fogo. Não tinham coragem de se encarar após o que aconteceu no beco. Talvez, nunca mais se olhariam no olho novamente. Não deveria ser tão difícil.

Luna voltou com duas xícaras de porcelana e colocou na mesinha a frente dos dois. Deu um pequeno sorriso e também se sentou. Seus olhos expressivos iam de um para outro.

– Vocês vão me contar?

– O que? — Draco rosnou.

– A história. É bom ouvir uma história antes de dormir, sabe. Mesmo as piores... fazem a gente viajar.

– Luna, eu... eu acho melhor a gente contar outra hora, tudo bem? — Hermione sorriu calmamente e viu um pouco da luz nos olhos azuis da loira se apagar — Sinto muito.

– Entendo, vocês devem estar realmente cansados. Além disso, já amanheceu e vocês provavelmente não dormiram. Eu infelizmente não tenho mais nenhum quarto, espero que não se importem em dormir nos sofás. Ao contrário do que parecem, são bem confortáveis.

E então ela disse um "bom dia" e se retirou. Hermione ficou olhando seu caminho até ela totalmente desaparecer, antes de suspirar e se deitar no sofá mais próximo. Ouviu os passos de Malfoy caminhando até o sofá do outro lado do cômodo, como se ele sentisse medo de se aproximar dela. "Covarde", Hermione pensou. Fechou os olhos e imaginou a manhã seguinte, como seria tomar chá com Luna e contar para alguém o que estava acontecendo. Como seria falar com uma pessoa que não era Draco Malfoy. Mas então se lembrou que já havia amanhecido e que ela já havia falado com ele . Não pode deixar de se perguntar se todas as suas manhãs seriam assim.

Notas finais
Sim, estou atrasada de novo e tenho más notícias, acho que vocês vão ter que se acostumar com isso, cupcakes. Não é por escolha minha, mas acontece que a minha rotina está muito diferente de como era antes. Antes, eu postava todo fim de semana porque eu estava mais livre. Agora não estou mais :// então eu peço desculpas, mas sim, alguns capítulos vão atrasar e outros vão ter que ser adiantados. Mas se vocês acompanham a fic, o Nyah sempre coloca as atualizações não é? Então, se tiver um capítulo vai estar lá, okey meus cupcakes de morango? :33 Eu não vou deixar de escrever por causa da minha falta de tempo. Não vou mesmo. Então com isso vocês não vão ter que se preocupar. E eu não me lembro se já agradeci as recomendações, mas se não: MUITO OBRIGADA A TODAS E TODOS QUE RECOMENDARAM E ME DERAM ESSE APOIO LINDO. VOCÊS NÃO TEM NOÇÃO DO QUANTO É IMPORTANTE ♥ E obrigada também pelos comentários incríveis do último capítulo. Eu não respondi, mas li todos viu gente? E amei cada palavra. Nesse capítulo, eu vou responder para compensar. Muuuuuito obrigada pelo apoio maravilhoso nos comentários também, que estão se aproximando a 200 em 10 capítulos ♥ Vocês são demais, cupcakes, mesmo. Então, acho que é isso. Até o próximo capítulo o/// e muitos doces para vocês. A Copa ta ae, vamos torcer, porque a Icey aqui já está com vuvuzela pra encher o saco dos vizinhos e reclamar muito no twitter. Beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeijos sabor Icey :*