Balada Maldita.
3 Secret And Lie
Uma semana depois do desaparecimento.
Sede NCIS Washington D.C
Fazia uma semana que Abby havia desaparecido. Nenhuma pista nova apareceu apesar de alguns telefonas estranhos na linha de Tony. Timothy tentava sem sucesso rastrear os telefonemas, mas nunca conseguiu nada. A ligação não era uma coisa elaborada. Pareciam gritos femininos parecidos com os de Abby. Nunca conseguiram provar.
Gibbs vivia mais no seu porão, construindo seu barco. Já faziam dois dias que estava sem ir ao NCIS. A simples lembrança de Abby era o sinal para mais uma dose de Bourbon. Não era paixão. Era um amor de pai que com o passar dos anos Abby construiu com ele. Ela era o porto seguro dele depois que Kelly e Shanon morreram.
Ziva estava sem vontade de fazer as coisas e sempre que ia para casa ficava escutando músicas que lembrassem Abby. Se Abby não foi com a sua cara no começo agora eram melhores amigas e até poderiam dizer que eram irmãs.
Timothy era o que mais estava sofrendo com o sumiço de Abby. O tempo que não estava com a esposa estava verificando coisas ou procurando atualizações sobre Abby em delegacias próximas. Sempre saia sem nada. Ele se sentava no meio fio sempre entre alguns carros e chorava.
Tony se culpava e quando voltava para o apartamento abria a caixa de fotos que guardava no armário e olhava as fotos dele com Abby. Já não saia com todas as mulheres que via na frente desde que Abby havia sumido. Um copo de uísque fazia companhia durante a noite.
Ducky sentia saudades de Abby e Palmer tentava controlar com Breena a saudade da amiga.
Apenas Vance não parecia abalado. Vivia ao telefone. Chegou ao ponto de ligar para Eli David, pai de Ziva para pedir ajuda para descobrir se Abby não estava por Israel e teria forjado o próprio sequestro. Gibbs o pegou ao telefone com Eli e ficou nervoso com o que ouvira seu diretor falar.
— Ah... Sim Eli. Eu ainda acho que a Srta. Sciuto planejou seu próprio sequestro. É. Claro que eu entendo. E eu sei que ela é responsável, mas estava estranha nos últimos meses e.... – Parou de repente ao ver Gibbs entrar na sala. – Eli. Eu ligo depois. Tchau. Agente Gibbs. Achei que fosse criar juízo e bater antes de entrar. O que quer?
— Você ligou para Eli David para dizer que acha que Abby fingiu o próprio sequestro? – Gibbs sentou em uma das cadeiras a frente da mesa do diretor. – Isso é ridículo.
— Eu sei que é., mas ela estava estranha nesses últimos meses. – Vance tentou levantar mas mudou de idéia. – Tem algum motivo para isso acontecer? – Perguntou Vance.
Gibbs não sabia o que responder. Ele levantou da cadeira e começou a ir em direção a porta.
— Eu não sei, Leon. Mas seja o que for eu vou descobrir.
Gibbs saiu batendo a porta atraindo a atenção de Susi, a secretária do diretor.
— Desculpa Susi. – Gibbs disse aquelas palavras saindo do local.
— Está bem. – Disse ela espantada.
Gibbs desceu a escada como se estivesse atrasado ara alguma coisa.
— Alguma notícia, algo de novo, qualquer coisa? – Perguntou para Tony e Ziva os únicos que estavam na sala. – Cadê o McGee? – Se referiu ao agente faltante.
— Laboratório da Abby chefe. Foi checar uma coisa. – Tony sabia que Gibbs queria resultados e tratou de apresenta-los.
McGee chegou em uma velocidade absurda. Foi direto para o computador. Todos estranharam, mas queriam saber do que se tratava.
— Então... – Começou McGee. – Eu lembrei de uma coisa que a Abby falou no dia do sumiço dela. Ela disse que estava indo se encontrar com um carinha do chat que ela conheceu. Eu chequei os registros e descobri... Ah! Obrigado. Que ela começou a conversar com ele a dois meses.
— Dois meses? É o tempo que ela está agindo estranho. – Começou Tony.
— A Abby saia todos os dias cinco minutos antes do prédio e ia direto para casa. Ligava o computador e ficava até umas duas da manhã conectada num chat de relacionamentos. Mychat.com é o site que ela usava.
— Mychat.com? O que é esse site? – Perguntou Gibbs.
— É um site que permite conversar com pessoas aleatórias todos os dias. Eles têm que usar o nome real usando a identidade e é proibido para menores de 18 anos. Mas se alguém gerar um número aleatórios de números válidos por um aplicativo que você baixa ele automaticamente....
— McGee! Direto ao ponto por favor! – Respondeu Gibbs cansado da conversa nerd de McGee.
— Desculpa chefe. – Falou McGee.
— Não peça desculpas McGee! É um sinal de fraqueza.- Gibbs citou uma das regras.
— Ok. Então... o site que Abby usou precisa de um número válido de identidade ou não dá para acessar.- Falou McGee.
— Sabemos quem é o cara que estava falando com a Abby? – Perguntou Tony.
— Esse é o problema. Ele gerou um número válido de identidade e acessou o site com um nome falso. Tentei rastrear o IP, mas ele escondeu tão bem que vai demorar para rastreá-lo e se tivermos sorte em achar o IP. – McGee não parecia convencido que daria certo.
— Você tem que achar esse cara Timothy. – Disse Gibbs.
— Está certo chefe. – Timothy estava com medo do chefe.
Algumas horas se passaram. Gibbs estava impaciente. Já estava no decimo primeiro copo de café quando Timothy anunciou.
— Temos um vencedor! – Disse McGee orgulhoso de si mesmo. – Achei o canalha.
— Me mostre Timothy. – Exigiu Gibbs.
— Chefe. Conheça Andrew Tobbs. Ex-fuzileiro. Expulso com desonra há 1 ano. Foi morar em Virginia Beach, mas mantem uma casa aqui em Washington. Ele contatou Abby há dois meses e começaram a conversar. Coisas pessoais sobre a Abby. Ela contava sobre o dia de trabalho dela no NCIS e ele respondeu em uma das conversas que queria conhece-la algum dia. – McGee fez uma pausa para respirar. – Eles combinaram de ir a um bar na rua Elke quando Abby desapareceu. Depois que ela sumiu ele enviou dois meses para ela perguntando porque de ela ter faltado ao encontro.
— Tragam ele. – Ordenou Gibbs.
— Vai ser um problema chefe. – McGee se afastou de Gibbs. – Andrew está internado num hospital há duas semanas. Disseram que ele sofreu um acidente de carro. Chegou inconsciente e está na UTI.
— Que droga. – Gibbs deu um soco na mesa. – Não temos mais pistas.
— Não exatamente. – McGee parecia feliz com aquela descoberta. – Ambos os e-mails foram depois que o Sr. Andrew estava na UTI.
— O sequestrador levou Abby e fez o Sr. Tobbs sofrer um acidente ou simulou um para se safar? Parece muito complexo. – Gibbs não conseguia acreditar naquilo.
— Isso quer dizer que a Abby era o alvo o tempo todo. – Disse Timothy sentando na cadeira. – Estavam de olho nela.
— Quem é esse cara? E o que ele quer com a Abby? – Gibbs também sentando na cadeira dele. – Temos que encontrá-la.
— E nós vamos Chefe. – Disse McGee.
Dias atuais...
Abby continuava em coma. Já era o segundo dia que ela havia sido encontrada. Gibbs não saia de perto apesar da aparência dela o assustar demais. A enfermeira vinha e ele saia para pegar mais café e voltava a vigiar Abby. Vance tomou coragem e veio visitar Abby. Não conseguiu deixar de se assustar com a aparência de Abby.
— É. Também fiquei assim a primeira vez que vi, Leon. – Disse Gibbs sentado na cadeira.
— Pelo menos ela está bem, né Gibbs? – Disse Vance.
— Acha que ela está, Leon? Olha para ela, deitada com aparelhos. Cabelos pintados e lentes azuis. Sem fazer idéia de onde ela estava afinal.- Gibbs explodiu com Vance. – Eu nem sei o que realmente aconteceu. O exame de agressão sexual ainda não voltou e eu to com medo, Leon. Medo de descobrir eu Abby foi usada para deus sabe lá o que! E que eu não consegui evitar isso. – Gibbs estava se acalmado. – Ela não está bem diretor. E talvez nunca fique.
— Eu sei Gibbs. Quando a Jackie morreu eu fiquei sem rumo também e.... – Vance queria falar algo mas foi interrompido por Gibbs.
— A Abby ainda não está morta, Diretor. – Disse Gibbs secamente para Vance.
— Perdão Gibbs. – Vance se aproximou de Abby e pegou a mão dela. Era a primeira vez eu demonstrava carinho com Abby. – Ei Abbs. Vê se volta para a gente. Estamos todos te esperando.
Vance saiu do quarto forte, mas quando chegou a parede do corredor se virou e começou a chorar. Uma enfermeira que passava pelo local o viu e se aproximou
— O senhor está se sentindo bem?
— Não é nada. Minha agente está na UTI ali em frente. Ela foi sequestrada por dois meses. E eu não pude fazer nada para impedir. Em vez disso, a acusei de fingir o próprio sequestro. – Vance deu um soco na parede. – E tudo isso porque eu sou um convencido.
Vance saiu do corredor e apertou o botão do elevador. Tony e McGee saíram do elevador quando a porta se abriu.
— Agente Dinozzo. Agente McGee. Como vão? – Pergunto Vance.
— Bem diretor. Estamos levando os resultados dos exames de Abby. – Respondeu Tony. Havia uma tristeza no olhar do agente.
— E? – Perguntou Vance antes de entrar no elevador e segurar um dos lados.
— Positivo para agressão sexual. – Tony fechou a cara e Vance apenas disse:
— Peguem esse desgraçado. A todo custo. – A porta do elevador fechou e Tony e McGee foram até a UTI.
Gibbs parecia incrédulo enquanto Tony e McGee lhe davam as notícias.
— Algo mais Dinozzo? – Perguntou Gibbs segurando a mão de Abby.
— Na verdade sim Gibbs. Ainda não é oficial, mas Abby terá um bebê.
Gibbs se virou abruptamente para Tony.
— Abby. – Foi o eu ele apenas conseguiu dizer depois daquilo. – Diga algo McGee.
— A gravidez ainda não foi confirmada chefe.
Gibbs fuzilou McGee com o olhar e ele entendeu o recado.
— Vou pedir mais rapidez no teste. Já volto. – McGee saiu do quarto quando uma enfermeira o abordou no corredor.
— Agente Especial Timothy McGee? Os resultados do teste de gravidez laboratorial da Srta. Sciuto ficaram prontos. – Falou ela estendendo um envelope grande.
— Obrigado. – Ele pegou o envelope e levou para Gibbs e Tony.
— É o resultado do teste de gravidez da Abby? – Tony perguntou. – Nunca pensei que iria dizer isso um dia.
— Abra logo Timothy! – Ordenou Gibbs. – Agora.
— É claro chefe. – E rasgou a aba para abrir o teste. Ele nem sabia se torcia para um sim ou não. – Negativo. – Ele leu as palavras em voz alta. Elas saíram como sinos alegres para Gibbs.
— Nunca pensei que ficaria tão aliviado com essa palavra num teste de gravidez. – Disse Tony. – Apesar que nunca deu positivo também e eu... – Gibbs deu um tapa na nuca de Tony.
— Concentra Dinozzo. Concentra. – Disse Gibbs.
— Obrigado chefe. – Agradeceu Dinozzo.
— Acho que eles queriam engravidar Abby. Mas porquê? – Timothy estava incrédulo.
— Grana. Salvar o mundo de uma extinção ou simplesmente fetiche. E para completar um visual diferente para ninguém saber quem ela é. Pode escolher McGee. – Disse Gibbs se sentando de novo. – É um segredo e uma mentira. Em qual vai apostar? – Gibbs fechou os olhos e apenas completou. Seja quem for ele ou eles iram pagar por isso. – E dormiu enquanto Tony e McGee saiam do quarto.
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