Balada Maldita.
4 O bem e o mal
Abby começou a dar sinais que finalmente iria sair do coma. A equipe inteira foi chamada ao hospital. Ela abriu um olho e depois o outro. Os aparelhos haviam sido retirados no dia anterior. Ela ainda estava com um caninho no nariz por onde passava o oxigênio. Gibbs se aproximou da cama de Abby e beijou a testa dela.
Ela olhou em volta e se assustou depois de finalmente perceber onde estava. Tentou falar algo, mas a voz não saia. Gibbs sentou-se no lado direito da cama.
— Ei Abby. Seja bem-vinda de volta. – Disse Gibbs para Abby.
— Abby. Que bom que está bem. Nos deu o maior susto. – Disse McGee empolgado.
— Abigail. Como sente? – Perguntou Ducky.
— Está tudo bem Abby? Fiquei preocupado. – Disse Tony.
Abby não falava nada. Estava assustada.
— Onde eu estou? Como vim parar aqui? Quem são vocês? — Perguntou Abby?
— Você não se lembra da gente? – Gibbs perguntou.
— Não. – Disse Abby. – Quem são vocês?
Gibbs saiu de perto e se assustou. Não podia acreditar no que estava acontecendo. Ele saiu do quarto e procurou o médico.
— Dr. Acho que tem algo errado com a Abby. Ela não se lembra de mim nem de ninguém da equipe. É como se fossemos estranhos para ela. – Queixou-se Gibbs.
— Ela está sofrendo de amnesia agente Gibbs. É normal depois de uma situação dessas.
— Ela vai recuperar a memória? – Perguntou Gibbs. – Ela vai voltar a se lembrar de nós?
— Sim Agente Gibbs. Ela vai algum dia. – Falou o médico.
— Não parece convencido disso Dr. – Disse Gibbs.
— Essa não é uma ciência exata Agente Gibbs. Se a gente errar algo pode acabar dando errado para todos. Temos que ter cautela.
— Há de ter um remédio que a faça lembrar. – Disse Gibbs.
— O que você quer que ela lembre agente Gibbs? Momentos de romance entre você e ela? Ou os acontecimentos recentes? – Perguntou o médico se sentando.
— Eu quero que ela lembre da família NCIS. Quero que ela volte a ser a menina brilhante que ela era antes disso tudo acontecer. Quero a Abby antiga de volta e quero agora.
— Não é assim que funciona Agente Gibbs. Tudo depende de como isso vai florescer e prosperar.
— Ah! Por favor. Você é Ducky agora para falar essas coisas idiotas? Nem ele citaria tal frase e nem sequer falaria uma coisa dessas. Eu e Abby nunca ficamos. Nossa relação sempre foi de pai e filha. Nunca passu de beijinhos na bochecha, abraços carinhosos e um Caf-Pow na mesa dela para agradecer cada resultado obtido. – Gibbs pegou uma caneta e jogou na parede. – Eu quero a Abby antiga de volta. E eu a quero logo. O NCIS precisa dela, das músicas e roupas alegres. E especialmente eu preciso da minha menininha de volta. – Gibbs parecia frustrado.
— Eu sei disso Agente Gibbs. – O médico se sentou certo de Gibbs. – Temos que fazer alguns testes antes. Dali em frente seguiremos um plano de ação para ela lembrar de quem são vocês e tudo o que aconteceu nesses dois meses.
Gibbs parecia mais calmo. Levantou-se e voltou para o quarto de Abby. Tony e McGee havia contado quem cada um daqueles homens eram e ela parecia menos confusa do que antes. Gibbs chegou no quaro e viu Tony em cima da cama junto com Abby. Ele estava abraçado com ela e quando Gibbs entrou Tony nem ligou. Gibbs se sentou em uma cadeira vaga no quarto de Abby e ficou só observando.
— Já sabe quem sou eu? – Perguntou Gibbs para Abby.
— Gibbs. – Respondeu Abby com dificuldade.
— Sim, Abbs. Eu sou Gibbs. E você trabalha há alguns anos comigo, Tony, McGee, Ducky, Palmer, Ziva, Vance. – Falou Gibbs para Abby. – Você sumiu por dois meses Abby. Sem nenhuma notícia sua. E você veio parar aqui. Passamos um longo te procurando em meio a casos abertos e investigações. – Gibbs parecia chateado com Abby. Ele nunca pensara em gritar com Abby.
Abby se apoiou nos braços de Tony que a ajudou a levantar da cama.
— Então como vou saber o que aconteceu comigo? – Abby parecia triste. – Eu quero saber Gibbs. Eu tenho que saber. E se algo de ruim aconteceu eu preciso saber também.
— E você vai Abby. – Gibbs levantou e deu um beijo na testa de Abby.
Ela por sua vez teve flashes quando ganhou o beijo.
— Lembrou de algo Abby? – Perguntou Tony.
— Acho que já o conheço Gibbs. E acho que já me deu mais do que esse único beijo na testa. – Disse Abby.
— Lembrou dos beijos na testa que eu te dou sempre. – Falou Gibbs contente. – Sua memória está voltando finalmente. Isso é bom.
— Você vai me ajudar a lembrar Gibbs? – Perguntou Abby.
— Vou. – Respondeu Gibbs.
— Obrigado. – Agradeceu Abby.
— Sempre minha garotinha. – Disse Gibbs dando outro beijo em Abby. – Vê se dorme um pouco.
Abby se encostou no travesseiro e dormiu. Já tivera emoções demais naquele dia. Ela começou a sonhar.
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