Balada Maldita.
6 O desejo
Duas semanas depois...
Abby já estava em cativeiro a duas semanas. Nunca pensou que iria passar por isso. Gibbs ainda não havia descoberto seu paradeiro e Abby estava parecendo uma escrava sexual de Enoar. Era duas vezes por dia. Começou a se sentir um lixo. Ele estava determinado em engravida-la. Naquela semana ele havia dado um tempo para ela. Queria ver resultados, mas nunca dava certo. Enoar já estava nervoso com aquilo. Iria recorrer a outros meios se aquilo não desse certo.
Ele resolveu mudar o visual de Abby. Ele queria que fosse uma surpresa até mesmo para Abby. Comprou roupas novas, pintou os cabelos dela de ruivos e a levou para uma clínica de cirurgia plástica e colocou implantes nas bochechas. O capanga o acompanhava levando Abby sempre inconsciente para os procedimentos estéticos.
A cada vez que Abby acordava ela se estranhava cada vez mais. Não conseguia quase reconhecer. Ela pensou em tudo aquilo e pensou que talvez fosse um fetiche dele. Ou então que ele queria recriar alguém que ele amava.
— Ele é um doente isso eu tenho certeza. – Falava com ela mesma.
Enoar recomeçou os abusos na semana seguinte. A combinação de drogas cada vez que ela iria ser violentada a estava deixando doente. Enoar percebeu que ela não duraria muito tempo se continuasse com aquelas drogas e resolveu mudar o coquetel. Ela dormiria mais e ficaria menos acordada agora. E passaria a ficar deitada na cama o tempo todo. A cadeira estava fazendo ela ter problemas na coluna.
Enoar decidiu tentar algo diferente naquele dia. Ele queria um pouco mais de “romance” para tentar outra vez. Alugou uma casa por quatro meses. O dono da casa havia falecido e Enoar tentou convencer os filhos a venderem a casa dele. Ofereceu um milhão naquele dia. Em notas. Na hora, mas os filhos não aceitaram dizendo que era uma herança de família. Mas Enoar não desistiu tão fácil.
Saiu e voltou meia hora depois com mais dinheiro. Um dos filhos chamou os irmãos e os convenceu. Afinal não daria como continuar a cuidar da casa já que todos estavam ocupados em suas próprias casas e famílias. Combinaram de dividir o dinheiro entre os quatro filhos. Os moveis ficaram na casa. Tiraram apenas roupas e objetos pessoais e alguns objetos de valor que os filhos insistiram em pegar. Enoar não criou caso.
Queria mesmo era a casa. Iria poder deixar Abby em algum outro lugar. O armazém estava ameaçado por causa dos gritos de resistência de Abby. Ele não amordaçaria Abby. Ele podia ser um terrorista, mas Abby era especial para ele.
Sede NCIS Washington D.C
Uma semana depois...
Gibbs andava cada vez mais triste com o desaparecimento de Abby. Era obvio que o que Gibbs queria era a alegria de Abby de volta. Ele se esforçava o tanto que podia, mas nada parecia dar resultado. Pistas frias, telefonemas misteriosos tudo isso combinado a tensão de não acharem pelo menos o corpo de Abby fazia a equipe ficar estressada.
McGee que era o mais calmo da turma começou a socar o computador cada vez que não tinha um resultado fácil. Tony começou a ir menos ao trabalho e ficar mais em casa. Sempre acompanhado por um copo de bebida. A mais forte que ele poderia encontrar. Ziva pediu uma licença e foi para Israel. Prometeu voltar com uma solução ou pista por mais fria que fosse. Gibbs fez do porão uma moradia e da garrafa de Bourbon uma companheira. Saia apenas para ir ao banheiro ou para ir até a mercearia ao lado comprar outra garrafa. Ducky começou a trabalhar em alguns casos com Palmer na vaga esperança de que um dia Abby voltasse e enchesse de alegria o prédio. Vance arranjou uma namorada, mas as constantes brigas sobre o trabalho o fizeram ficar outra vez só.
Quando Timothy chegou para o trabalho naquele dia, depois de três semanas sem quase nada sobre Abby e ligou o computador a primeira coisa foi checar seu e-mail. A esperança de Tim voltou quando leu o assunto do e-mail mais recente.
Email: NickyTeth@FBI.gov.com
Subject: Abigail B. Sciuto.
CC: Possível pista sobre Abigail Sciuto.
Caro senhor Timothy Farragut McGee.
Nossa inteligência captou algumas mensagens sobre a cientista da NCIS desaparecida. As mensagens de um terrorista chamado Enoar Haswari citam a senhorita Sciuto como uma possível moeda de troca entre Irã e Estados Unidos. Como vocês do NCIS tem uma história com o irmão do Senhor Haswari, o terrorista Ari que matou a Agente Kate Todd decidimos entrar em contato com vocês. Tentamos mandar um email para o Agente especial Leroy Jethro Gibbs, mas não tivemos sucesso nenhum. Acredito que o Agente Gibbs esteja mal por causa da senhorita Sciuto ter sido levada. Entre em contato assim que ler esse email.
Atenciosamente,
Agente Especial Nicholas Sparks, FBI.
McGee não conseguia acreditar no que havia lido. A primeira pista que prometia dar em algo em semanas. Timothy se apressou em telefonar para Gibbs. Quando ele finalmente atendeu o telefone parecia estar mal.
— Acho bom estar ligando para dize que Abby voltou e está me esperando no laboratório. – Gibbs parecia bêbado, mas McGee não parecia convencido disso.
— Quase isso chefe. Tenho uma pista nova e com alguma sorte é uma ótima pista. – McGee queria perguntar como Gibbs estava, mas não o fez. – Pode vir para cá agora?
— Talvez McGee. Talvez. – Gibbs parecia descrente. – O quanto essa pista pode ser relevante?
— Ela cita Ari e Enoar Haswari. – Disse McGee.
— Enoar Haswari? Ele é o irmão de Ari Haswari não é McGee? – Gibbs levantou-se do barco onde estava construindo e dormindo ao mesmo tempo.
— Sim chefe. Recebi um email de um agente do FBI citando uma conversa interceptada dele com alguns membros da organização terrorista. – McGee falou. – E elas citam Abby diretamente
— Vou colocar uma roupa limpa e chegarei em alguns minutos. – Gibbs falou levantando num ulo só do barco. – Entre em contato com o agente que lhe mandou o email e peça mais detalhes.
— Entendido chefe. Vou localizar Tony e Ziva. Também.
— Faça isso Timothy. – Gibbs desligou o telefone e subiu as escadas. Alguém o esperava na sala.
— Casa bonita Agente Gibbs. Já trouxe a Abby aqui? – Disse Enoar.
— Quer ver meu porão Enoar? Talvez ver onde seu irmão filho da puta morreu irá te trazer paz antes de eu meter uma bala no meio da testa como eu fiz com ele. – Disse Gibbs apontando a arma para Enoar.
— Se me matar, nunca saberá onde a Abby está? – Enoar se sentou no sofá de Gibbs. – Venha. Vamos conversar sobre isso Agente Gibbs.
— Sabe Enoar. Quando seu irmão e eu nos conhecemos eu prometi meter uma bala na cabeça dele e eu cumpri isso quando ele matou a Kate. E eu vou prometer isso para você também Enoar. – Disse Gibbs. – Você deveria ter ficado no buraco onde estava e não ter saído de lá para sequestrar a minha especialista forense que não fez nada de mal para você.
— Está enganado Agente Gibbs. – Enoar estava bravo com Gibbs. – Abby contribuiu para a morte de Ari. Ela ajudou você e Ziva a mata-lo. Ele era minha família. E você destruiu tudo.
— Ele matou minha agente e veio atrás do resto da minha equipe. Eles são minha família também. – A arma de Gibbs ainda estava apontada para Enoar. – Você pode me matar, fazer o que quiser comigo, mas solte a Abby.
— Abby vai gerar um filho comigo. Mesmo que para isso eu tenha que mantê-la presa e algemada. – Enoar também estava com a arma dele apontada para Gibbs.
— Você tem uma mente feia Enoar. Abby não merece ser mãe de um filho seu. Qualquer coisa que seja gerada com o DNA Haswari é programada para matar. – Gibbs chegava perto de Enoar cada vez mais. – Você vai me dizer onde a Abby está ou vou meter uma bala em você e vou procurar Abby sozinho. E eu sei que vou achar.
— Tente a sorte Agente Gibbs. Dê um tiro em mim agora. – Enoar chegou perto de Gibbs. Gibbs tentou dominar Enoar e os dois brigaram fisicamente. Ambas as armas caíram e um tiro rasgou a vizinhança.
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