Balada Maldita.
12 Desejo refletido
Notas iniciais
Quatro anos depois...
Quatro anos se passaram desde que Abby fora sequestrada por Enoar. Erick estava quase saindo da cadeia e a sede de vingança só aumentou. Abby não foi mais vê-lo mesmo depois de tudo que ele havia feito por ela. Arrumava briga na cadeia só para poder aumentar sua sede de vingança.
Abby estava casado com McGee e tinham uma filha juntos. Kelly tinha três anos e era protegida e amada por toda a equipe, especialmente por Gibbs. Seu carinho pela filha de Abby era tanto que ele cuidava dela quando Abby ou Timothy não podiam cuida-la.
Abby havia sido convidada para falar num simpósio de ciência forense em Miami. Praia, sol, e drinks felizes. Timothy não poderia acompanha-la porque queria ficar com Kelly e Abby estaria segura afinal a equipe do CSI de Miami estaria ajudando no evento. Gibbs queria acompanha-la, mas Abby não quis porque o agente teria que trabalhar.
Erick finalmente saiu da cadeia. A primeira coisa que fez foi entrar em contato com um dos ex-parceiro de crime. Ele foi a uma fábrica aparentemente abandonada onde sabia que poderia encontrá-la. Se ele tivesse ido para outro lugar ele o encontraria.
— Edward. Você está aí? – Gritou Erick. – Sou eu. Erick. Acho que se lembra de mim.
— Claro. Você se entregou depois da morte de Enoar. – Disse Edward aparecendo. – O que quer aqui? Está usando uma escuta?
— Eu saí da cadeia a pouco. Estou em busca de vingança. E não. Não estou com uma escuta. – Disse Erick. – Eu a ajudei. Eu a ajudei a sair do cativeiro. E ela nem se quer oi me visitar. Uma vez e mais nada. – Erick se sentou numa cadeira a frente de Edward. – Eu sei algo dela nesses quatro anos. Alguns guardas da cadeia iam me passando informações.
— Quem ela é? – Perguntou Edward.
— O nome dela é Abigail Sciuto. Trabalha no NCIS. É casada com um dos agentes. Timothy McGee. – Disse Erick entregando algumas fotos em uma pasta.
— E a garotinha? – Perguntou Erick.
— É a filha dela. Kelly Sciuto McGee. 4 anos. – Erick disse. – Mas a garotinha não deve ser machucada ou sequestrada nem nada. Só quero a Abby.
— O que está pensando em fazer? – Perguntou Edward.
— Ela vai fazer um discurso em Miami sobre pericia forense. E ela aí sem nenhum acompanhante. É perfeito. –Disse Erick.
— Se nós vamos atrás dela preciso de garantias que não vou ser preso. – Disse Edward. – E quero alguma grana para poder sumir depois. – Completou.
— 100 mil Dólares agora. 100 mil depois do serviço. – Disse Erick.
— Perfeito. – Disse Edward.
— Vamos combinar um jeito de acabar com ela mesmo com proteção.
Miami. 2 dias depois.
Abby desembarcou em Miami. Queria muito dar um tempo na praia, mas os horários do congresso não davam muito certo.
Horátio Caine e Eric Delko checaram o hotel onde seria feito o discurso de Abby. Ela por sua vez chegou ao local algumas horas antes para se preparar para o discurso. Abby encontrou Horátio e Erick checando o local. Eles trocaram apertos de mão enquanto Abby foi preparar o palco.
— Ela é diferente. – Disse Eric. – Não parece uma cientista normal.
— As aparências enganam Eric. – Disse Horátio ao mesmo tempo que Algo explodiu em cima do palco jogando Abby no chão desacordada.
Horátio e Erick correram para ajudar Abby e recuperar sua consciência.
— Senhorita. Ei senhorita. Você está me ouvindo? – Horátio checou o sinal vital de Abby colocando um dedo no pescoço dela. – Eric. Peça uma ambulância urgente.
— CSI Delko. Preciso de uma ambulância no hotel Hilton urgente. Uma vítima não fatal, mulher. Está inconsciente.
— Previsão de chegada cinco minutos. – Disse a voz da emergência.
Erick desligou o celular e correu para perto de Horátio que estava estabilizando Abby.
— Ela está estável. Uma concussão forte. Precisa de um hospital e levar uns pontos. – Disse Horátio.
— Chamo a equipe para periciar? – Perguntou Eric.
— Claro. É uma cena de crime. – Disse Horátio. Vou acompanha-la até o hospital e garantir que ela fique bem. E vocês tem que descobrir se ela era a vítima. – Disse Horátio indo com Abby na ambulância.
A equipe CSI entrou em ação. Recolheram destroços de um dispositivo destruído provavelmente usado para o atentado.
Wolfe subiu no palco e pegou os textos que Abby usaria para o discurso.
— A moça que se feriu é uma agente federal. Trabalha como cientista forense para o NCIS de Washington e segundo a programação iria fazer um discurso no evento de hoje. – Disse Wolfe. – Ela é dedicada a tudo isso.
— Deve ser boa mesmo. – Disse Calleigh. – Esse evento é para os melhores. Tem que ser muito boa para discursar aqui. – Disse pegando algo do chão. – Tinha mais alguém aqui em cima além dela?
— Não. – Disse Wolfe colocando os papeis em um saco de evidências. – Horátio disse que ela estava sozinha na hora da explosão. Ela pegou algo daquela pilha e depois veio a explosão.
— H. não faz idéia do que pode ter explodido com tamanho violência? – Perguntou Calleigh.
— Ele não viu nada de anormal aqui em cima. – Disse wolfe. – Eles estavam parados ao lado dessa mesa em cima do palco. Tinha copos e uma garrafa de água prontos para a hora da palestra. – Falou virando o olhar para os cacos quebrados de alguns copos. – Acha que os copos eram uma bomba disfarçada?
— Vamos levar para o laboratório com cuidado. Vai saber o que tem escondido nisso. – Disse Calleigh. Ela e Wolfe colocaram os cacos em um plástico para evidência.
— Há digitais aqui nesse caco. – Wolfe pegou o celular e tirou uma foto da digital.
Hospital Memorial de Miami.
Quarto 123.
Abby estava descansado num quarto com Horátio do lado dela. Ela não tinha nada quebrado e além de uma concussão ela parecia estar bem. Eric bateu na porta e pediu permissão para entrar. Horátio liberou a entrada de Eric no quarto. Horátio estava sentado em uma cadeira ao lado da cama de Abby. Tinha sua arma em cima da mesa ao lado da cama de Abby. Ela ainda dormia. Havia recebido uma dose de morfina para a dor então ela dormiria por mais algumas horas.
— Ela é agente federal Horátio. NCIS. Agente da marinha. – Disse Eric. – Devíamos avisar o Diretor Leon Vance que Abby está aqui. – Completou.
— Tem razão Eric. – Disse Horátio. Tente contata-lo assim que possível e por favor diga que a gente pode protege-la se ela ficar aqui. – Disse Horátio. – E diga que ela está bem.
— Claro. – Disse Eric saindo com o celular na mão.
Eric discou alguns números e momentos depois uma voz atendeu.
— Vance. – Disse o diretor do NCIS.
— Oi diretor Vance. Eu sou o CSI Eric Delko. Sou do CSI de Miami. – Disse Eric. – Sua agente Abigail Sciuto McGee está no hospital de Miami.
— Ela está bem? – Perguntou Vance.
— Sim. Foi só uma concussão. Uma bomba explodiu no palco onde ela iria fazer um discurso sobre ciência forense. – Disse Eric acalmando Vance.
— Eu posso mandar Gibbs para aí agora mesmo. – Disse Vance.
— Meu chefe, Horátio disse que a gente pode protege-la se ela ainda quiser ficar e fazer o discurso. – Disse Eric. – Mas acho que a presença de Gibbs vai fazer bem a ela. Mande outro agente junto. – Completou.
— Ela está consciente? – Perguntou.
— Ela ainda está dormindo. Deram um pouco de morfina para ela por causa da dor e ela vai dormir por um tempo ainda. – Disse Eric.
— O agente Gibbs saíra no primeiro voo junto com o agente Dinozzo. – Disse Vance.
— Muito obrigado. E pode me ligar nesse número se tiver dúvidas. – Disse Eric.
— Farei isso. Até mais. – Disse Vance desligando.
Vance desceu as escadas com uma cara fechada. Não acreditava naquilo.
— Agente Gibbs e Agente Dinozzo. Façam suas malas. – Disse Vance.
— Por que? – Perguntou Gibbs.
— Vocês dois saem no próximo voo para Miami. – Disse Vance.
— É onde Abby está. O que está acontecendo? – Perguntou McGee.
— Ela sofreu um atentado enquanto estava no palco onde faria o discurso dela. – Disse Vance.
— Então eu deveria ir para lá. – Disse McGee.
— Você tem uma filha com ela McGee. Precisa cuidar dela. Acho que Gibbs e Tony dão conta do recado. – Disse Vance para desgosto de McGee.
— Ela está bem? – Perguntou Tony.
— Sofreu uma concussão por causa da queda. Mas está estável no Miami memorial. O CSI Horátio Caine está cuidando dela pessoalmente. – Disse Vance.
Gibbs e Tony se apressaram em fazer as malas. Eles pegaram o primeiro voo até Miami.
— Vai ser uma viagem longa. – Disse Gibbs. – Talvez se eu assistir um filme eu tire minha mente do que eu estou pensando.
— Posso recomendar um? — Perguntou Tony.
— Não. Vou assistir a Reflections of desire. Acho que um programa mais leve vai me fazer bem antes de chegar lá e me começar um caso novo.
O avião levantou voo e seguiu para Miami onde os CSI's os esperavam.
Fale com o autor