Seu estado espiritual se encontrava da mesma maneira, não estava em seu corpo, mas quando as trombetas tocaram, seu inconsciente inóspito lembrou das palavras de Homidos.

— "Trabalhe bem se quiser comer". Essa simples frase fez seu celebro mandar impulsos nervosos para seu corpo que começou a reagir, então o espirito completou a volta na lua e voltou para seu corpo empretecendo seus olhos. Aos poucos ele conseguia mexer os dedos, e assim sucessivamente até se levantar vagarosamente. Levantando pegou um dos panos e começou a limpar sua boca e seu supercílio, depois massageou o corpo que estava dolorido e analisou as outras partes do mesmo apalpando, constatando que tinha batido a cabeça ao cair para trás em um dos socos. Força ele não tinha, mas com certeza a persistência daquele garoto era enorme, parecia genético ou talvez predestinação. Ao chegar na pedreira todo acabado, todos o olharem de cima abaixo. Então ao adentrar naquele local apertado o garoto foi ao chão.

Por sua bravura e persistência o garoto ganhou o respeito de muitos, pois pelas avarias em seu corpo não era nem para ele ter conseguido andar. Os olhos eram atentos todos curiosos para saber o que ouve olhavam de um lado para outro buscando resposta, até que observaram que Ikzos estava com a lateral da boca bem inchada, chegando a conclusão do que ocorreu durante a noite.

— Onde estou? — Perguntou Zion ao abrir os olhos.- Está na minha casa, onde são tratados os feridos — Eu sou Jhon e você é o? – Zion, o que eu estou fazendo aqui?

— Você teve uma tontura, devido a quantidade de pancadas que levou, a princípio você tem uma bela cicatriz na testa, não é visível pois é interna... — E o que tem isso? É algo grave? — Sim é algo grave — Se Por algum motivo, você tomar alguma pancada nesse local poderá morrer. Zion sorriu, então o doutor olhou para ele com um rosto de estranheza.

— Por que sorri? Acabei de falar que você pode morrer. — Doutor, não irei morrer — Essa cicatriz, é uma doce lembrança — Apenas isso. — Se você acredita assim, porem de certa forma eu avisei. — Muito obrigado!

— Lembre-se, você não pode tomar pancadas no local da cicatriz, é muito arriscado — Ouça o que te digo, falo para seu bem. — Já posso ir? Disse Zion.

— Nem pensar, você vai ficar aqui dois dias para análise.

— Tudo bem. O garoto em sua mente se perguntava, o que faria ao sair dali, com certeza a briga continuaria, e ele não tinha com quem contar. Homidos adentrou a porta.

— O que houve? Acho bom você falar. Disse cerrando os punhos para socá-lo e segurando a gola da camisa de Zion.

— O que está havendo aqui? Perguntou o doutor.

— Não se meta, esse assunto não é da sua conta.

— Ele é meu paciente, e enquanto estiver aqui, está sobre meu comando — Agora saia imediatamente — Saia — Disse a gritar. — Cuidado doutor. Falava Homidos ao mesmo tempo em que se retirava. — Agora podemos conversar? — Disse Jhon. — Eu prefiro não falar, posso acabar me complicando. — Você já está complicado. O garoto sorriu. — Foram Ikizos e seus homens. — Nesse caso então realmente está complicado mesmo, Homidos os encoberta e não permitiria que isso chegasse ao mestre. — Não sei o que fazer, eles são mais fortes e estão em maior número. — Vou te dar um concelho, não existe apenas um grupo aqui na pedreira, pense nisso.

— Você está me aconselhando a entrar em um outro grupo? — Eu... Não de maneira alguma, nem te conheço — Descanse eu vou sair e volto. O paciente acatou as orientações do médico enquanto está preso ao consultório, até que se passaram dois dias e o garoto foi liberado.

— Boa sorte garoto — Espero te ver outra vez. — Obrigado doutor, mas se for para velo, espero que não seja por motivo de saúde. O doutor sorriu. Quando Zion saiu ele disse:

— É garoto, espero que você seja forte suficiente para resolver esse problema.

Ele seguiu para pedreira, ao chegar notou o esforço de todos e procurou saber, onde Ikzos estava para se afastar, e após analisar todo terreno ao redor começou a trabalhar. A pedreira era extremamente grande, e para ser bem especifico era uma montanha com buracos, parecia um formigueiro e nós a formiga que trabalhava arduamente para alimentar sua rainha. Outra característica importantíssima da pedreira era o frio que não era tão intenso quanto fora. Ice-one era uma terra extremamente congelada um deserto de neve sem fim, usado justamente para trazer prisioneiros e escravos. Devido as péssimas condições de vida oferecido pelo local, muitos morriam por não suportar as condições climáticas, se houvesse um apelido para essa cidade com certeza seria inferno congelado, ao redor de Ice-one existiam outros reinos, também acometidos pela neve porém, alguns seguiam os preceitos da escravidão e outros discordavam o que acabava gerando confrontos filosóficos, mas que viam se proliferando com os anos, o que poderia gerar uma guerra.