Ele marretava a rocha arduamente, o suor gotejava, seus braços ardiam como se estivessem sendo moídos, seus olhos estavam irritados com a poeira, e ele temia que alguns resquícios das pedras entrassem em sua retina, o dia demorava a passar e a fadiga já tinha o tomado completamente, passaram se alguns meses e ele ainda não tinha se habituado aquela rotina. O garoto não tinha tido problemas com Ikzos devido a complicações que o grupo dele estava enfrentando com outros grupos. Zion se encontrava a parte desses conflitos até conhecer Riú.

— Oi Zion, pensou na minha proposta?

— Pensei sim, e resolvi aceitar.

— Que bom, você não vai se arrepender.

— Espero.

— O dia de trabalho já está acabando, vamos nos reunir hoje, apareça.

— Tudo bem!

A aparência de Zion começava a tomar forma de escravo de pedreira. Corpo totalmente esbranquiçado de poeira, parecia que sua pele tinha mudado de cor, os cabelos derrubando poeira onde passava, suas mãos eram grosseiras e calejadas e os pés extremamente rígidos.

O serviço acabou, então se banhou e seguiu para o encontro com o grupo, adentrando a porta estavam todos sentados ao redor de uma mesa, bebendo.

— Entre sirva se, sinta se em casa. Falou Riú. — Esse é o novo membro do grupo Zion.

— Seja bem-vindo Zion — Disse Diox o cumprimentando.

— Bem vido — Gram apertou sua mão.

Os outros o cumprimentaram de longe.

— Você tem quantos anos?

—Tenho 15.

— Venha, vamos beber — Riú o convidou.

Sentaram se e começaram a beber.

— Nem sempre temos um vinho como esse, porem a vinícola deve ter dado uma boa safra esse mês — Disse um dos guerreiros.

— Ou talvez mudaram de vinícola — Disse Diox.

Todos sorriram.

Eles conversaram e beberam a noite toda. Estava tarde e então Zion se retirou.

No caminho para sua tenda, ouviu um barulho estranho, então resolveu averiguar, ao se aproximar avistou uma bela garota com a boca, mãos e pés amarrados sendo arrastada por 4 homens, então bradou:

— Onde pensam que vão com essa garota?

— Não interessa a você, se não quiser problemas saia daqui agora.

Ele sorriu.

—E se eu quiser problema?

— Garoto saia logo, antes que eu perca a paciência com você.

O homem partiu na direção de Zion tentando acertá-lo com um soco no queixo, mas o garoto se esquivo e deferiu um chute no órgão reprodutor o levando ao chão, os outros se apressaram a defende-lo. Eles eram rápidos, então um correu na direção de Zion tentando atingi-lo e os outros dois o cercaram pelos lados. Ao ver que não estavam conseguindo deter o garoto, puxou uma faca que se encontrava em sua bota e disse:

— Você vai morrer.

A garota se encontrava no chão, indefesa só observava a Cena rezando. Zion estava mais veloz que o normal talvez o efeito do álcool, porem algumas facadas o atingira, e ele se encontrava com duas perfurações no lado direito do peito e três em seus braços, que foram adquiridas ao se defender. Os outros dois entraram na briga e conseguiram segurar o garoto que recebeu mais cinco facadas. O sangue jorrava, no entanto, o garoto permanecia de pé, então partiram para cima dele, um com faca, outro um pau, e por fim o ultimo pegou uma pedra do chão. Os três se encontravam indo em direção a Zion, enquanto um deles estava no chão a gemer de dor.

O garoto se desviou da facada usando a mão direita para defender do seu ofensor, porem recebeu a paulada em seu estomago, e uma pedrada na parte de trás de sua cabeça ao abaixar para segurar o pau que o atingirá, indo ao chão viu sangue a jorrar, o homem com a faca em punho se levantou e disse:

— Eu vou matá-lo, porem antes eu vou estuprar a garota em sua frente. O que estava no chão levantou e chutou o garoto.

— Miserável, ainda dói.

Ice-one sempre era fria porem a garota tremia, no entanto de medo. Passo a passo ele se aproximava da garota em quanto um dos homens erguia a cabeça de Zion e falou:

— Você a partir de agora vai assistir o estupro da garota, e logo após vamos matá-los. Quem mandou bancar o herói.

O homem se aproximou e cortou a corda que prendia os pés da garota. Abriu suas pernas em quanto ela se contorcia, e a violou. Ela derramava lagrimas, se encontrava aflita enquanto Zion pensava:

— O que eu fiz de tão grave? Eu vi minha mãe morrer na minha frente, a minha terra ser destruída, meus amigos serem mortos e agora uma garota está sendo violentada na minha frente.

De súbito uma mão atingiu seu rosto.

— Levanta daí agora! — Era seu pai que se encontrava em sua frente. — Foi isso que eu te ensinei? — Eu te ensinei a agir como um covarde e correr? — Você é meu filho. — Filho de Axel e vai ficar no chão? Levanta agora! — Disse bradando e sumiu.

O garoto se levantou apertando a mão do homem que o segurava, ao levantar socou seu rosto, a ponto de jorrar sangue pelo nariz, ao ver aquilo, o estuprador saiu de cima da garota e com a faca em mão se direcionou a Zion:

— Você quer repetir a história novamente? — Sabemos onde isso vai dar!

O garoto continuava calado olhando para o chão.

— Vamos acabar com ele.

Os três partiram em direção ao garoto com as mesmas armas que usaram anteriormente. A faca passou próximo ao seu olho, no entanto ele se esquivou, e segurando com força torceu a mão do ofensor tirando a faca, e com uma rasteira foi levado ao chão. O utilitário da pedra tentou acerta-lo arremessando, mas a tentativa não foi válida ele seguiu em direção o acertando com um soco na boca do estomago e em seguida um gancho na ponta do queixo. O que estava com o pau na mão, tentou correr, mas Zion foi atrás e ao pular em suas costas o derrubou contra a parede, e ao bater a cabeça ficou inconsciente. O garoto parecia não estar em si, seguiu em direção aos agressores, socava e chutava sem sessar. Até que se levantou carregou a garota e saiu com ela em seus braços. Ele gotejava sangue, sua taxa já deveria estar na reserva, mesmo assim há levou para sua tenda, ao chegar caiu em cima de um dos panos. Depois de horas ele abriu os olhos, se encontrava numa cama e suas feridas estavam limpas e cobertas, e se encontrava sem camisa.

— Que bom, que acordou, estava preocupada. Disse a garota ao adentrar o quarto.

— Onde estou? Como cheguei aqui?

— Essa é minha casa. -Calma eu te trouxe para cá com a ajuda de meu irmão — E completou — Obrigado, ninguém nunca tentou me defender antes.

— Aquilo já tinha ocorrido outras vezes?

— Sim, começou depois que minha mãe morreu.

— Aqueles desgraçados. — Deveria ter os matado.

— Mais o problema real, é que agora eles não vão mais me deixar em paz.

— Eu não vou permitir que eles toquem em você, confie em mim.

— Você não está em condições nem de se defender.

— Eu tenho alguns aliados, preciso que seu irmão traga um deles aqui.

— Mas são quatro da manhã.

— Justamente por isso as cinco e trinta todos terão que estar na pedreira, se não serei castigado, e de marcas de, já bastam as que tomamos trabalhando.

— Tudo bem vou acorda-lo, porem ele não pode saber o que aconteceu aqui.

— Ele não sabe?

— Não, ele tem 11 anos, não quero que ele saiba.

— Tudo bem.

Ela foi ao quarto de seu irmão e o acordou, informando o que ele teria que fazer.