Bakuque. Zion a jornada de um escravo
8 Desconhecido
— O que houve. — Perguntou Riu.
— É uma longa história. — Disse Zion relatando o ocorrido.- Eu não perguntei, mas qual seu nome?
— Meu nome é Diana.
— Diana, você sabe quem foram os homens que te atacaram? Perguntou riu.
— Sim, eles servem a Ikzos.
— Que merda Zion, isso é um problema grave.
— Você queria que eu permitisse algo assim? — Falou Zion irado.
— Claro que não, mas parece que você tem um péssimo habito de atrair confusão.
Ele sorriu
— Eu vou trazer o doutor aqui.
— Como é que vai trazer o médico aqui?
— Se puder não fazer perguntas agradeço! Você tem que estar inteiro para amanhã.
Ele saiu do quarto.
— Você falou que os homens de Ikzos foram responsáveis pelo que ocorreu. — Eu preciso saber o porquê? Disse Riu perguntando para Diana.
— Meu pai era responsável pelo grupo, que hoje pertence a ele. Ele foi traído por Ikzos, era noite e eles pretendiam fugir, mas meu pai era contra a tentativa, que acabou dando errado. Os soldados o cercaram, dando uma oportunidade. Libertaria todos apenas com uma surra, se entregassem o líder da revolta. Então eles entregaram meu pai como líder do motim. — Marcaram uma reunião com meu pai. Ao chegar lá o renderam com uma espada, dada pelos cavaleiros e o levaram. Ele e minha mãe foram enforcados, para todos verem. Nós só não fomos, por sermos crianças.
— E porque ele persegue você?
— Não é apenas a mim que eles perseguem, mas ninguém consegue pará-los, essa é a realidade.
— Eu vou pará-lo. Falou Zion.
Ela se aproximou beijando seu rosto e dizendo:
— Obrigado!
O doutor entrou no quarto no momento exato.
— Você de novo Zion?
— Fazer o que doutor.
— O que você aprontou dessa vez?
— Protegi uma donzela indefesa.
Ela sorriu.
— Estou vendo que a coisa foi feia. — E eu sou médico não feiticeiro. — Mas vou ver o que posso fazer por você.
O doutor limpou e costurou as feridas.
— Isso não vai resolver o problema completamente, mas vai te permitir trabalhar amanhã, porém não se esforce muito e depois do trabalho me procure.
— Tudo bem doutor.
O dia amanheceu e ele já estava na pedreira a trabalhar, e de tanto esforço no final do dia uma das feridas abriu. Ele escondeu o ferimento e assim que saiu da pedreira foi até o doutor.
— Oi Zion vamos dá uma olhada nesses ferimentos.
Ele tirou os panos e assustado disse:
— Tenho uma péssima notícia para você, você vai sobreviver.
O doutor sorriu, enquanto Zion respirava aliviado.
— Quer me matar doutor?
— Te assustei foi?
— Quem é aquele paciente?
— É um novo morador.
— E o que ouve com ele? Que já veio parar aqui foi Ikzos?
— Não sei só você perguntando a ele, até agora ele não falou uma palavra.
— Oi meu nome é Zion, e o seu é?
O homem permaneceu calado.
— É, pelo visto você não quer conversa, Ikzos deve ter batido bastante em você a ponto de afetar a sua fala.
— Então esse é o nome daquele miserável.
— Agora sabe falar? Qual é seu nome?
O rapaz permaneceu imóvel sem dizer uma palavra então Zion completou:
— Não quer falar, mas vai por mim, se quiser conviver sossegado, tem que conversar com as pessoas certas.
— Meu nome é Cool, você é a pessoa certa?
— Não, mas conheço a pessoa certa.
— Então quero vê-lo.
— Não é assim, se comporte bem e ele aparecerá para você.
Zion se retirou dizendo:
— Cuide-se!
Os dias passavam e Riu foi até Cool
— Oi Cool.
— Como você sabe meu nome?
— Vamos dizer que eu sou a pessoa certa.
— E o que você tem para me propor?
— Eu acredito que juntos podemos ajudar um ao outro.
— E como você pode me ajudar?
— Eu tenho aliados, que me permite alguns benefícios, como por exemplo segurança contra Ikzos ou qualquer outro.
— E o que você quer de mim?
— Eu quero só sua lealdade.
— Você há tem, a partir de agora.
— Venha hoje a minha casa, todos estarão lá bebendo.
— Certo! Vou aparecer.
Cool saiu daquele local e se aproximou de um outro homem que chegou na pedreira naquele dia. Estava o homem no chão, cool se abaixou deu-lhe uma fruta e ouviu.
— Você tem que ser rápido, vai acontecer amanhã à noite.
— Por que ele apressou os planos?
— Eu não sei, mas alguma coisa aconteceu, ele não mudaria do nada.
— Claro! Eu não desconfiaria dele, mas é bem estranho ele não muda de opinião tão fácil.
— É bom mesmo!
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