Bakuque. Zion a jornada de um escravo
5 Lar doce lar
Era noite quando o garoto cruzava Ice-one, sendo recebido com bastante neve, estava tão frio que os candieiros no caminho não estavam resistindo e acabavam apagando, então um escravo tinha que acende-los o tempo todo. O garoto se encontrava no fundo da carroça gradeada, coberto por um pano groso e mesmo assim tremia muito. A carroça chegou ao seu destino, e ao parar dois homens o desceram da carroça, como se ele fosse um saco de feijão e o levaram algemado, o cavaleiro que o trouxe disse:
— Meu mestre mandou traze-lo, disseram que vocês pagam bem. — Pagamento não é com a gente, entre e receberá o que é devido. Disse um dos homens com o garoto nos braços.
Ao entrar, havia uma casa enorme com diversos arcos em um imenso corredor, após o percurso adentraram em uma sala quadrada bem luxuosa, onde estava sentado um Senhor de barba, cabelo branco e com uma verruga no nariz. Olhou para mim e perguntou:
— O que esse cavaleiro está fazendo aqui?
— Vim pegar o pagamento pelo garoto que trouxe — Disse o cavaleiro. — Esse jovem que está debilitado? — Sim esse jovem, porem ele só está cansado Lorde...
— Tire o Lorde, não tenho título algum, meu nome é Teres o dono dessa humilde pedreira.
— Tudo bem teres, eu vim pegar o pagamento do meu mestre pelo garoto. — Que seria?
— Ele não estipulou, mas disse que você pagaria bem. — E você garoto ficará calado? — Qual seu nome? — Perguntou Teres. — Meu nome é Zion- disse temeroso e envergonhado.
— Zion nome bonito, a partir de agora você é minha propriedade. — E com relação ao pagamento, quanto será? — Indagou o cavaleiro.
— Quinze peças de ouro. — Meu mestre disse que seria um preço justo.
— E está sendo, ninguém pagaria mais que isso. — Está bem, eu aceito!
Então o cavaleiro soltou as algemas do garoto e partiu.
— Homidos, leve Zion para seus novos aposentos. — Sim, meu mestre!
Disse há levantar o garoto. Homidos era bem forte e media cerca de dois metros de altura, para resumir extremamente assustador.
Levando o garoto saiu da casa onde estavam, montou em um cavalo pós o garoto deitado em sua frente e cavalgou até uma casa que mais parecia um estábulo, ao lado se encontrava a pedreira. A casa era cercada de cavaleiros e escudeiros que faziam a segurança, nos quais foram cedidos por um Duck muito influente da região. Ao colocar Zion no chão o arrastou pelo braço adentrando o recinto. Todos o olhavam conversando entre si:
— Chegou mais um. — Carne nova. — Tão novo já veio parar no inferno. — Esse não dura uma semana.- Vamos esmaga-lo. Andaram até uma pequena tenda onde só havia panos dentro dela. Ao arremessar o garoto disse: — A partir de agora essa é sua casa, se quiser comer ou beber trabalhe bem. — Amanhã terá uma noção de onde está. — Só mais uma coisa, se tentar fugir vão matar você, se quiser pagar para ver é só tentar. Ao falar aquelas palavras Homidos saiu e o garoto agora solitário olhava para os lados, até que assustado se encolheu e adormeceu. Enquanto dormia dois homens adentraram a sua tenda.
— Acorda pirralho — Falou um deles chutando Zion. Ao levantar segurando o estomago gritou.
— O que vocês estão fazendo na minha tenda? Sorriram os dois. — O que você acha que é isso aqui? Um estaleiro? — Cala a boca! — Você está em nosso território, quem manda aqui sou eu. Disse Ikizos com um tom de ira.
Enquanto isso o garoto o analisava imaginando onde iria soca-lo, ele continuou falando:
— A partir de amanhã você vai dar metade do que você ganhar...
Ikizos foi interrompido por um soco que atingiu em cheio seu queixo indo ao chão, seu aliado socou o garoto, sendo revidado por um chute, ao ouvi o barulho da briga os outros capangas entraram na tenda, segurando o garoto.
— Maldito! — Eu vou te matar! — Disse limpando o sangue escorrendo em seu queixo — Dê as ordens – Disse, um dos que seguravam o garoto.
— Eu deveria mata-lo, porem só vamos te dar uma surra inesquecível, se você conseguir levantar amanhã será um milagre, Ele disse e cumpriu, socava e chutava o incessantemente enquanto o garoto respondia cuspindo sangue, estava extremamente debilitado, os capangas de Ikizos não conseguiam levanta-lo. Então largaram ele estirado no chão, por fim disse um deles:
— Isso é para você aprender. O garoto se encontrava sobe o peso do chão congelado, que o atraia como um imã, estava anti-gravitacionalmente fixando ao solo, contrariando todas as leis da física, seus olhos se encontravam acinzentados, como se sua alma tivesse abandonado seu corpo e estivesse vagando pelo espaço.
Ao amanhecer ele permaneceu imóvel, só não estava congelado porque na calada da noite movimentou seu braço para trás, e quase sem forças puxou para si um cobertor, cobrindo parte do corpo.
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