Baile de Pai e Filha
4 O vestido
Notas iniciais
A sexta-feira veio e se foi. Foi um dia de trabalho com outro qualquer, com um caso que exigiu da equipe todas as habilidades que eles possuíam. Mas, no fim, pegamos o culpado, ou melhor, culpados. Sempre achei que ex-eposas eram perigosas, mas ex-esposas unidas com seus amantes são piores. E, assim, quando terminamos, Abby, Ziva e Ellie vieram me avisar que iriam para a minha casa cedo, no sábado, para que pudessem arrumar a Liz.
— Mas por que tão cedo?
— É muito bom você não estar por lá! – Abby me, ameaçou!?
— E para onde eu vou?
— Para a casa do DiNozzo? –
— Por que para a minha casa, Bishop?
— É, por que para a casa do DiNozzo?
— Não sei, foi só uma ideia!
— Ok, não precisa ficar fora o dia todo, só uma parte da tarde. Não levaremos o dia todo para arrumá-la. – Ziva foi diplomática. Essa historia do baile estava deixando todos muito estranhos.
Como o caso demorou mais do que deveria, quando cheguei em casa, Lizzie já estava apagada e a babá tinha ido embora. E esse não era o combinado.
— Antes que você ligue para a babá para reclamar que ela deixou uma garota de sete anos, sozinha e indefesa dentro da sua casa, saiba que fui eu quem a dispensei. Lizzie não acorda durante a noite. Achei seguro dar uma folga para a pobre senhora...
Ela vinha da cozinha, com um pano de prato jogado no ombro esquerdo, a imagem da dona de casa, que ela nunca foi.
— Achou seguro? E se alguém...
— Ninguém do seu time vai aparecer aqui hoje, amanhã talvez, mas não hoje. Pode parar com a paranoia. E com esse mau humor. Mas com esse último eu consigo lidar. Fiz o jantar, vem comer.
— Você fez o jantar? Você não cozinha! Aposto que vai me envenenar!
Ela me lançou o olhar mortal.
— Realmente deveria, mas seria injusto com minha sobrinha. E eu te disse, tive que aprender. Perdi a Noemi nesses últimos anos, então parti para o caminho mais fácil.
— Comida pra viagem?
— Programas e livros de culinária. E, além do jantar, tenho algo pra você. – Disse como se não fosse nada de importante.
Em cima do sofá da sala, o mesmo que eu usei como cama durante muito tempo, tinha um embrulho. Grande. Olhei para ela, mas ela estava concentrada em algo que tirava do forno, algo que tinha cheiro de comida cara e chique e que me lembrava Paris...
— Não vai abrir?
— Você nem estava olhando para cá?
— O que você acha que eu faço pra viver?
Eu tinha dito estas mesmas palavras para Lizzy há pouco mais de vinte e quatro horas atrás.
Abri o embrulho só para encontrar o bendito terno de quase cinco mil dólares. O que ela tinha em mente? Era um baile de escola, não um encontro com o Presidente!
— Você não tem mais nada para comprar não?
— Achei que você tinha gostado desse, tendo em vista que quase o comprou...
— Gostar é uma coisa, agora gastar tudo isso...
— Sinceramente, são poucos os ternos que realmente ficam bem em quem os veste. E este, Jethro, caiu perfeitamente em você. Seria um desperdício deixar de comprá-lo. Aceite como um presente!
— Presente?
— É, você é incapaz de comprar uma roupa mais cara para você, mas não liga de comprá-las para pessoas que você se importa. Acha que não sei que aquele casaco que deixei no avião, valia uma pequena fortuna, algo mais ou menos no preço desse terno?
— Precisava tocar nesse assunto?
— Não, mas é uma comparação válida. Você não se importa em agradar outras pessoas, nem gastar dinheiro com elas, mas quando se trata de você, é outra história! Agora larga de choramingar, esse é o terno que você irá usar amanhã, sim, e venha jantar, antes que esfrie.
Ela tinha feito o nosso prato preferido de quando estávamos na França. Eram muitas memórias para um dia só. Comíamos em silêncio, até que ela resolveu falar.
— Só mais uma pergunta. Que horas as garotas vão vir para poderem fazer da Liz uma boneca?
— Não falaram, mas me disseram para ficar bem longe da casa na parte da tarde.
— Já sabe o que vai fazer, enquanto está exilado do seu porão? Por que eu tenho uma ideia...
— Preciso ter medo?
— Desde quando você tem medo das coisas que faço, Jethro? Não vou ter arrastar para a forca!
Mesmo perguntando, ela não disse aonde iríamos para passar o tempo de sábado a tarde. Acabamos o jantar, cozinha pronta e fomos dormir. De novo o mesmo esquema. Iria sentir falta quando ela se fosse novamente.
— Você sabe que tem que sair ainda mais cedo amanhã, não sabe?
— Sei, pode ficar tranquilo, nenhum deles vão ver vestígios meus aqui!
— Assim espero, porque se DiNozzo ou Ziva verem algo incriminador por aqui, vão espalhar para todos.
— Fica tranquilo, não vou ficar desaparecida por muito tempo mais.
— Se você diz...
— Confie em mim. – e seus olhos me falavam o que ela não dizia, ela tinha um plano.
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E chegou o dia do baile. Eu sabia que cedo ou tarde, teria que sair de casa, e que as três garotas do meu time tomariam conta da minha casa e da minha filha. E só de pensar nisso, me dava calafrios. O que será que elas aprontariam?
Jenny ficou por perto até mais ou menos a hora de Elizabeth acordar. Eu podia jurar que o que ela mais queria era participar da festa de arrumar a Liz. Mas ela ainda não podia e, muito resignadamente, disse que pelo menos ficou com a parte de arrumar o pai...
— Se você está achando que eu vou me arrumar em outro lugar...
— Eu não estou achando. Eu tenho certeza. Abby vai te fazer chegar aqui já todo arrumado. Para então pegar a Liz. E como quem vai falar isso vai ser a Abigail, você vai acatar.
— E se eu não fizer isso.
— Você faz tudo o que a Abby pede, Jethro. Sempre fez. Agora preste atenção...
— Não faço.
— Larga de ser teimoso. Vai doer se você concordar comigo? Acho que não. Bem, eu reservei um quarto no Hilton. Me encontre lá, e você vai ser o pai mais bonito naquele baile! – Ela me deu uma piscada.
— E você vai ser a velhinha de novo? – Tive que perturbá-la.
— Muito engraçado! Então, já sabe onde me encontrar. Boa sorte! — Um selinho e ela se foi.
Poucos minutos depois, escutei um carro cantando pneus ao estacionar na porta da minha casa. Só tinha uma pessoa que dirigia assim, depois de mim, é claro. Ziva. E não demorou para que ela, acompanhada de Bishop e Abby entrassem pela porta e fizessem seus caminhos até a minha direção na mesa da sala de jantar.
— Bom dia, Gibbs! – Abby me saudou. – Lizzy já acordou?
— Bom dia, Abbs. Ainda não. Mas fiquem à vontade para acordá-la. Ela não morde, só demora para despertar.
— Ótimo! Vou lá acordar a pequena bela adormecida.
— Arranja outra princesa dorminhoca que não seja loira, Ellie. – Ziva reclamou já na escada.
— Ouvi as três discutindo enquanto subiam em direção ao quarto, o dia delas estava começando, e como eu já sabia que teria que sair mais cedo ou mais tarde, tratei de fazer o meu caminho para porão, iria deixá-las à vontade.
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— Bom dia, bela adormecida! Acorda, Liz!! – Foi assim, pulando em volta da cama, que Abbs me acordou...
— Quantas horas?
— São oito e meia da manhã! Vamos levantar que temos muita coisa para fazer...
— Eu só tenho que colocar um vestido, Ziva. Me deixa dormir mais...
— Nada disso. Vamos levantando, porque sei que sábado é o dia de arrumar o seu quarto e suas coisas. Então mãos à obra! Quanto mais cedo começar, mais cedo termina! – E ela puxou as minhas cobertas.
— Que coisa...
— Não vale começar o dia assim, de mau humor, Liz. Vamos logo, vamos animando! Eu trouxe vários pacotinhos de bala de gelatina!
— Obrigada, Ellie, mas eu ainda quero dormir...
— Sua cama já está feita, nada de deitar de novo.
— Sim, senhoras. — Esse vai ser um longo sábado.
Quando acabei de arrumar o meu quarto e de fazer todo o meu dever de casa, já era hora do almoço. E foi nessa hora que vi o papai pela primeira vez, naquele dia...
— Onde você estava, papai?
— No porão.
— Nem para me dar uma ajuda...
— Você já tem ajuda suficiente das três... – ele apontou para as três mulheres loucas que invadiram a nossa casa
— Mas não é disso. Elas não me deixaram dormir! – Reclamei.
— Você dorme amanhã...
— Amanhã... parece tão loooonnngeee.
— Não reclame, Liz. E qualquer coisa eu estarei lá em baixo. – Ele me deu um beijo no topo da cabeça, mas antes que eu pudesse dizer qualquer coisa...
— Não por muito tempo, Gibbs, logo, logo você vai ter que sair... – Ellie disse.
— Mas ele vai para onde? – Protestei.
— Casa do Tony – As três loucas responderam
Eu só olhei delas para o meu pai e a única reação que ele teve foi um dar de ombros... tadinho!
Almoço, cozinha pronta. Era a hora de começar a me arrumar. E eu tinha a pequena impressão de que as Abby, Ziva e Ellie estavam me fazendo de boneca viva. Eu só tinha um vestido, mas elas fizeram e refizeram meu cabelo, tentaram solto com ondas, liso como ele é, preso em um coque, rabo de cavalo, meio rabo, todos as formas de trança que elas sabiam fazer, até que decidiram por um meio rabo, onde tranças laterais levavam o restante do cabelo até a amarra. Meio guerreira vinking, mas eu adorei!
Essa brincadeira levou um tempão. E quando eu quis descer as escadas para mostrar para papai, Ellie me disse que elas o tinham colocado para fora, e que ele só voltaria quando fosse a hora de me levar.
— Mas, meninas, por que todo esse mistério?
— Porque é o seu primeiro baile!
— Mas para onde ele foi? Para a casa de um dos meninos?
— Hei, ele é o Gibbs e é seu pai, você não precisa se preocupar!
— Mas Ziva...
— Vamos logo porque você tem apenas mais noventa minutos para tomar banho, colocar o vestido para que possamos fazer esse penteado direito e depois pintar as suas unhas! – Abby disse em um só folego que eu quase não entendi.
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O baile começava às cinco da tarde. Então, quando eram quinze para cinco Ellie me ligou falando que eu poderia voltar para minha casa e levar a Lizzie para o baile.
Só que até essa ligação, eu já tinha perturbado e enchido a paciência da Jen até o ponto que ela ameaçou me jogar da cobertura onde estávamos.
Confesso que, apesar de tudo, eu tive que admitir que ela comprara o terno certo, e ainda me disse que eu poderia aproveitá-lo para algum outro compromisso futuramente, nas palavras dela:
— É um terno clássico, não cai de moda. E, desde que você não engorde ou emagreça demais, você vai tê-lo por um bom tempo.
E emendou.
— Agora será que você pode parar de ficar andando de um lado para outro, céus, elas vão te ligar! Nem DiNozzo ou McGee vão fazer às vezes de pai para a Elizabeth. Eu te ofereceria um drink, mas você está indo para uma escola, não vai pegar bem.
— Mas o baile é às dezessete.
— E são dezesseis horas agora, Jethro. Ninguém chega na hora nessas coisas.
— Você fala como se tivesse prática.
— Você abriu o baile do seu último ano? Ou foi o último a chegar?
— Cheguei mais ou menos uma hora depois.
— Depois que o ponche já estava com bastante álcool, não é? – Ela riu.
— E você?
— Fiz mistério do meu vestido. Afinal, uma Rainha nunca está atrasada, os outros que chegaram cedo demais. – Ela cantarolou rindo.
— Então estou olhando para a Rainha do baile?
— Mas é claro! Quem mais seria? A Rainha da Inglaterra? — Ela tinha um olhar indignado.
— Isso explica muita coisa, Majestade. – Disse em tom jocoso a última palavra e recebi um olhar raivoso de volta... ela estava ficando boa nestes olhares.
E foi aí que Ellie me ligou.
— Não disse, elas iriam te ligar. Aposto que todos já estão lá. E que ela deve estar muito linda! Agora vamos.
— Vamos?
— Sim, eu também quero vê-la. Tá achando que só você vai poder curtir isso? – ela estava consertando a minha gravata torta e dando os últimos ajustes nas abotoaduras.
— Então você vai aparecer para ela?
— Ainda não, mas vou para sua rua, para vê-la saindo! E se você não se apressar, vão se atrasar mais ainda. E nesse baile não tem ponche batizado!
Saímos. E cada um rumou para o seu carro. Ela acelerou para poder parar perto o suficiente da casa para ter uma visão da porta e, consequentemente de Liz, mas não tanto para não ser notada.
Quando parei o carro, vi o Jaguar dela já estacionado do outro lado. A janela um pouco aberta e ela tinha uma visão completa da porta. Por um instante quis bloquear a sua visão, só para forçá-la a se mostrar, mas não o fiz. Desci do carro e dei um mínimo aceno de cabeça em sua direção. Notei que ela abriu ainda mais o vidro e sorriu pra mim. Ela já devia ter tido um vislumbre da sobrinha.
Quando me virei em direção á entrada da casa, Abby já estava com a porta aberta e com um sorriso imenso nos lábios!!
— Gibbs, Gibbs, Gibbs! Olha só você! Está lindo! Eu poderia ter abraçar, mas tenho medo de te amassar!
— Nada disso Abbs. Tudo pronto aí?
— Sim!
Nesse ponto, DiNozzo e McGee chegaram.
—Vejo que o chefe tirou o escorpião do bolso e comprou o terno que vimos! – Tony tinha que vir com piadas.
— Tá muito elegante, Gibbs. – Ellie me elogiou.
Foi aí que ouvimos um pedido do alto da escada.
— Eu já posso descer?
Imaginei como Jen estaria do outro lado da rua, esperando para poder ver Liz. Se todos aqui dentro estavam ansiosos, ela deveria estar quase saindo do carro e entrando correndo pela porta.
— Eu ainda não a vi. –DiNozzo disse. – Abby quase arrancou a minha cabeça quando fiz menção de subir as escadas.
— Ela disse que quer gravar a reação de todos nós. – McGee disse. Delilah também estava aqui, assim como Jimmy e Breena e Ducky.
— Alguém me responde!! – Ela pediu mandona do segundo andar.
— Quando eu estiver no pé da escada eu te chamo e você desce. – Ziva ordenou.
— Meu Deus! Por que tudo isso?
— Lizzy, não estrague o momento.
— Então anda logo, Ziva! – Ela bufou contrariada.
— Ok, todos prontos? – Abby perguntou.
Ninguém respondeu, só olhamos para o alto da escada. E eu podia jurar que tinha escutado alguns passos do lado de fora. Acho que a falta de paciência é realmente genética, ela não aguentou esperar no carro e veio ver pela janela.
— Pode descer, Rainha do baile! – Ziva chamou.
Rainha do baile... eu tinha acabado de escutar isso.
Escutamos os barulhos de pequenos saltos, mas antes que pudéssemos vê-la, Ice e Ginger desceram na frente, como dois abre-alas. E então, ela parou no alto da escada. E parecia uma pequena boneca de porcelana.
O sorriso no rosto de todos foi instantâneo, assim como o rubor vermelho nas bochechas dela. Não era para menos. Era a criança mais bonita que eu já vira, junto com Kelly.
O vestido era verde escuro, o que destacava ainda mais o verde de seus olhos, sem mangas, com uma fita na cintura, a saia se abria como uma saia de noiva, mas só ia até à altura dos joelhos e dava a ela um ar ainda maior de boneca. Os sapatos, com pequenos saltos, eram pretos e, combinado com seu andar de bailarina, deram a ela uma elegância ímpar ao descer as escadas. Quando ela chegou no penúltimo degrau, peguei sua mão em um gesto de cavalheiro – e pude ouvir a risada de sua tia em minha cabeça, me chamando de chauvinista – e a guiei até o pé da escada, onde todos puderam notar o que as meninas haviam feito nos cabelos — os deixaram soltos, só prenderam o necessário para que não caísse em seus olhos, — bem como a parte de traz do vestido, um grande laço marcava a cintura. Era realmente uma boneca, uma linda bonequinha ruiva, com as bochechas vermelhas de vergonha.
— Ela não está linda? – Abby cantarolou.
— É um baile, ou um concurso de bonecas? Por que se for o segundo, ela já ganhou como a boneca mais linda! – Tony disse.
— Você está muito bonita, criança. – Ducky disse.
— Obrigada, Ducky – ela fez um agradecimento de bailarina e, como se ainda fosse possível, ela ficou mais vermelha do que estava.
Ziva e Ellie estavam muito orgulhosas de seu trabalho.
Delilah e Tim ainda estavam admirados com ela, assim como Breena e Jimmy, mas Breena tomou a iniciativa, e fez o que todos queriam fazer, deu os dois passos que separavam as duas e a abraçou, com cuidado para não amassar o vestido.
Abby não perdia um movimento, tirou fotos de todos, e depois, de cada um ao lado dela, disse que iria para seu mural particular.
— Nada disso, Abbs, eu também quero uma foto dessas. – Ziva clamou. – Afinal, fomos nós três que a ajudamos a achar esse vestido.
— Epa, epa, epa. Eu e o Tim, aqui também fomos. Merecemos créditos!
— Gente, todo mundo ajudou! Não vamos brigar! – Liz disse.
— Isso, nada de brigas, vai ter foto para todo mundo! – Abby falou. E chegando mais perto de mim, disse:
— Imagina a cara que a Jenny não iria fazer quando visse ela assim, toda bonitinha! Tanto a Jenny quanto a mãe dela! Queria tanto que elas estivessem aqui!
— Te garanto que elas adoraram o que vocês fizeram. – Dei um beijo na têmpora de Abby e olhei pela janela na esperança de poder vê-la, mas ela não se arriscaria a tanto.
— Olha, não é por nada não, mas eu acho que tem gente que tem um baile para ir, então que tal acelerarmos as coisas e as fotos por aqui e liberarmos a nossa pequena bonequinha russa para ir dançar?
— Dessa vez concordo com você, Tony. – Ziva disse. — Vamos pessoal. Já temos as fotos, já vimos a Liz, agora é a hora dela se divertir! E quando tudo acabar, vamos jantar!
— Opa, janta! Aonde? – Ellie perguntou
— No Palena!
— Aquele restaurante chique em Washington?
— Sim, McGee, lá. Então agora somos nós quem temos que nos arrumar. – Abby disse colocando todos para fora.
Era a hora do baile.
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