Notas iniciais
Olá, menines! Sei que ando demorando, mas bem... semana de provas e entrega da trabalhos, sabe como é... Bem, tenho duas notícias para vocês. Uma, infelizmente, estamos na fase final da história, já estou morrendo de saudades. Segunda, mais triste ainda, vou demorar a atualizar o final dela (um pouco mais do que já estou demorando), mas é por um bom motivo. Eu tenho provas agora e cara, nem peguei matéria online para ler ainda! E também, eu quero consertar algumas coisas no final que me incomodaram um pouco e isso pode demorar um pouco, por causa das provas. Enfim, perdoem a demora e não desistam de mim. ♥

Ele permaneceu parado, completamente apático. Seus olhos seguiam o veículo branco e vermelho se distanciando. Suas pernas pareciam fracas e paralisadas. A imagem de Bruce ensaguentado continuava estagnada em sua mente. Tinha a sensação de que o chão se partiria ao meio e que seria engolido pelo solo. E não se importaria muito.

Ao seu redor tudo continuava acontecendo. Viaturas continuavam a se aproximar. Barulhos de tiros permaneciam ecoando pela avenida. Apesar de tudo, Oliver permanecia apático. O mundo ao seu redor era apenas um grande borrão com sons abafados. E, por mais que não estivesse na linha de fogo, ainda era perigoso estar ali. Mas ele continuava não se importando.

Um guarda saltou de uma viatura que acabava de se aproximar para dar apoio e observou o rapaz vegetativo no meio do confronto. Impaciente, ele resolveu se aproximar. Agarrou o rapaz pelos ombros e tentou empurrá-lo para longe dali com pressa. Afinal, um de seus homens já havia sido baleado. O que ele menos queria era que um civil também saísse ferido.

— Moleque! Você precisa sair daqui! Você não quer tomar um tiro! — rugiu para ele.

Oliver não respondeu, sequer pareceu escutar. Olhava através do homem, ainda vislumbrando a imagem de Bruce ferido em sua mente.

— Moleque, você está me escutando? Você precisa cair fora daqui! — insistiu, balançando seus ombros.

Notando a apatia do rapaz, julgou que estaria no meio de algum surto aleatório. Por isso, ergueu a mão para acertar um tapa em seu rosto e lhe tirar do transe. Nesse momento, os sentidos de Oliver atinaram e ele conseguiu se afastar do homem antes que ele lhe batesse.

— Não... Não me bate, por favor.

O homem observou o estado dele e meneou. Tornou a segurá-lo pelos ombros e o levou até a calçada, empurrando-o.

— Cai fora daqui logo, antes que você seja ferido! — esbravejou.

Oliver o olhou por uma última vez e anuiu. Então, começou a se afastar aos poucos, aumentando a velocidade dos passos gradativamente até começar a correr de maneira desesperada. O homem o viu sair correndo e suspirou confuso.

Parecia estar correndo sem rumo algum, mas tinha traçado um trajeto em sua mente. Precisava ir até o hospital para saber como Bruce estava. Tinha de saber como ele estava e qual era o seu estado. E pensar que ele podia estar em um estado grave doía no mais particular âmago de Oliver.

Se recusava a aceitar que perderia Bruce daquela maneira. Talvez nunca mais voltasse a falar com ele, mas só de saber que nunca mais o veria, seu coração se partia. Mesmo que nunca mais tivesse nenhum tipo de conexão com ele, só precisava saber que estava bem para seu dia ficar bom. Até mesmo só de ouvir sua voz.

Contudo, também havia o arrependimento. Afinal, Bruce havia se arrependido de tudo, voltado atrás e pedido perdão a Oliver, que poderia ter aceitado e teria aceito. Mas o orgulho falou mais alto e o fez tomar decisões que, talvez, fosse tarde demais para reverter. E esse sentimento caía sobre seus ombros como uma bigorna.

Oliver insistiu sem parar, mesmo que suas pernas logo demonstrassem sinais de cansaço e que seus pulmões parecessem falhar. Ele sabia que não podia parar, nem para respirar. Tinha a sensação que se parasse, nunca mais poderia ter Bruce de volta. Então, ele se recusava a desistir.

Continuou a correr de maneira desgastante. Cruzando quarteirões. Contornando esquinas. Atravessando as ruas e quase sendo atropelado em algumas vezes. O hospital não era tão distante assim, mas o fato das ruas serem entrelaçadas causava essa sensação.

Oliver estava quase vomitando pelo cansaço, quando enxergou a estrutura do hospital no fim da rua. Tentou insistir mais um pouco naquela breve corrida, mas suas pernas bambearam e uma tosse o incomodou até que ficasse tonto. Afinal, não era nenhum maratonista.

Apoiou as mãos sobre os joelhos, ofegando. Nunca tinha corrido tanto em sua vida. Nem quando os rapazes de sua escola ameaçavam cobrir-lhe de pancadas. Ou quando precisava fugir de seu pai. Nenhum dessas vezes Oliver havia corrido tanto. E era engraçado, pois nas outras ocasiões tratava-se de sua vida. E naquela, tratava-se da vida de Bruce.

Tossiu mais algumas vezes, sentindo a cabeça rodar. Tornou a erguer-se, respirando fundo. Forçou uma caminhada em direção ao hospital até que sentisse suas pernas firmes novamente, então começou a acelerar os passos até formar uma corrida.

Assim que chegou ao portal, ele respirou fundo, tomando mais ar para sustentar o corpo. Quando entrou, notou as inúmeras pessoas na recepção que esperavam para serem atendidas. Ele olhou em volta, procurando algum sinal de Bruce, ou do destino que ele tomou ao chegar ali.

Imaginou que ele havia sido encaminhado para a emergência, mas não sabia se isso o deixava mais nervoso ou mais aliviado. Passou o olhar uma última vez pelo ambiente e sem receber nenhuma resposta em seu campo de visão, ele se aproximou do balcão atrás de notícias. Mas, teve de esperar sua vez de ser atendido.

Com um sorriso compreensivo, porém automático, a recepcionista se direcionou para seu atendimento.

— Posso ajudar? — perguntou cruzando as mãos diante do balcão.

— Eu... — tentou falar, mas o cansaço o obrigou a respirar fundo e tentar recomeçar. — Eu estou procurando por um policial que foi baleado.

Ela anuiu paciente.

— Pode me falar o nome para que eu possa verificar? — questionou com uma calma que incomodou Oliver, que estava fervilhando por dentro.

— Bruce. Bruce Rogers. — informou.

A mulher assentiu, se levantando e seguindo pelo corredor devagar. Oliver teve vontade de pedir por urgência, mas não sabia se tinha esse direito. Não havia frequentado o hospital muitas vezes. E todas as vezes que frequentou, ele era a vítima. Então, estar na posição do visitante era novo para ele. Pois nem mesmo teve essa chance quando sua mãe foi baleada.

Enquanto esperava, o que parecia levar séculos, Oliver tamborilava os dedos sobre o balcão. Havia uma carga de nervosismo que transitava por seu corpo, que não o deixava sossegar. Precisava se manter alerto, mesmo que isso significasse, ficar batucando os dedos na madeira e puxando olhares incomodados a sua pessoa.

Aproveitou e olhou em volta, procurando algum fardado, mas não viu nenhum sinal deles. Questionou se ninguém iria visitar Bruce, exceto ele.

Depois do que pareceu uma eternidade, a mulher retornou com o mesmo sorriso automático. Oliver quase se debruçou sobre o balcão para ouvi-la.

— Sim, recebemos um caso urgente de acidente com armas de fogo com este mesmo policial, senhor. No momento, ele está sendo atendido e recebendo os devidos cuidados. — concluiu, alargando o sorriso.

Oliver agitou as mãos.

— Teria como eu ter notícias dele, ou... Não sei. Eu só queria saber como ele estava, ou talvez... Sei lá. Poder vê-lo... — ele gesticulava, mas não tinha uma real noção do que estava tentando falar. — Eu não sei como isso funciona, eu só queria...

— Entendi. O que você é dele?

Aquela questão pegou Oliver de surpresa, o deixando sem palavras. Passou a língua pelos lábios e olhou em volta, procurando por alguma resposta plausível. Não conseguia se encaixar em nenhum tipo de familiaridade em relação a Bruce e isso só dificultava as coisas.

Notando o silêncio do rapaz, a mulher meneou, comprimindo os lábios, pesarosa.

— Sinto muito, senhor. Somente familiares tem direito a ficarem na sala de espera. — lamentou, tornando a cruzar os dedos sobre o balcão.

— Espera, eu sou da família dele! Eu... Eu sou... — tentou mentir, mas foi em vão.

Oliver abaixou a cabeça, tomando ar. Precisava pensar em alguma coisa. Não podia simplesmente abandonar Bruce. Se algo acontecesse com ele, se culparia eternamente. Por isso, tomou ar e ergueu novamente a cabeça.

— Olha, moça... — começou, respirando fundo. — Eu não sou familiar dele. Nem sei se posso me considerar alguma coisa em relação a ele, mas... Ele é a pessoa mais importante para mim. Ele não sabe disso, provavelmente, e eu preciso dizer isso a ele, antes que seja tarde demais. Eu o vi ensanguentado e...

— Ah, compreendo... — ela o interrompeu, esboçando um sorriso curto. — Você é o namorado dele. Por que não disse antes? Nós não temos nenhum tipo de preconceito aqui.

Oliver piscou algumas vezes.

— Eu... Eu... Tá, tudo bem! Namorado é bom! — concordou nervoso, balançando a cabeça apressado.

— Me acompanhe, por favor. — ela sugeriu enquanto se levantava.

Oliver assentiu e seguiu a mulher que o levou por um corredor até um portal transparente. Assim que atravessaram, passaram por uma cafeteria simples e logo a frente, se depararam com uma sala ampla, com algumas pessoas presentes. O ambiente não era todo branco, como todo o hospital. Diferente do resto, tanto as paredes quanto os estofados eram em tons claros de marrom, que traziam um conforto e tranquilidade.

— Sinta-se à vontade, irei avisar o doutor da sua presença para que ele possa lhe trazer as notícias. — concluiu, sugerindo os sofás com a mão e então, se retirando.

— Obrigado.

Passou o olhar pelo ambiente e se sentou sobre o estofado mais próximo. E, por mais que sentisse um pouco tranquilo, ainda havia uma carga de ansiedade transitando por seu corpo, que fazia sua perna balançar freneticamente, sem parar.

O silêncio presente, mesmo que a sala não estivesse vazia, o incomodava. Oliver era capaz de escutar o próprio coração batendo forte no peito, bem acelerado. Até mesmo o som de sua respiração ofegante o incomodava. Aquele silêncio aumentava sua ansiedade, deixando-o ainda mais nervoso.

Tentou respirar fundo e manter a calma, mesmo que parecesse impossível. Tornou a olhar as pessoas, se perguntando se alguma delas estaria ali por causa de Bruce, mas logo foram sendo chamadas e a sala se esvaziando. Com o tempo, Oliver tornou a se perguntar se seria mesmo o único a visitar Bruce, o que parecia injusto com alguém tão respeitado.

Não tinha nenhuma ideia temporal. Não fazia ideia de que horas eram, mas ao olhar a luz que vazava das persianas entreabertas, julgou ainda ser cedo, mas próximo ao entardecer. Seu corpo parecia ter se acalmado um pouco, mas ele continuava tendo grandes e largos resquícios de nervoso. Primeiro, porque até então não teve nenhuma notícia de Bruce e isso o preocupava. Afinal, se não fosse nada de grave não estaria demorando tanto. E segundo, porque estava sem celular para poder avisar as coisas para sua família e eles, certamente, ficariam preocupados com seu sumiço. Então, lembrou-se da cafeteria.

Se ergueu, deslocando-se até o local. Conforme se aproximava tinha a sensação de que estava vazia, sem ninguém para atendê-lo. Mas quando encostou seu corpo no balcão de vidro, um homem vestido de branco se aproximou.

— Com licença, você teria algum telefone para me emprestar? — perguntou um pouco nervoso.

O homem apontou para o corredor depois do portal, indicando um telefone público. Oliver agradeceu com a cabeça e se afastou.

Não tinha nenhuma espécie de fichas ou de dinheiro para comprá-la, então teria de jogar na sorte e ligar a cobrar. Teria de torcer para que sua irmã atendesse ou retornasse, já que não queria preocupar ninguém.

Discou o número, revisando se estaria certo os códigos para a chamada e depois de três tentativas errôneas, sua chamada foi encaminhada. Esperou por pouco tempo até que fosse atendido, após os procedimentos a cobrar.

— Olha aqui, eu não vou ficar tolerando trote a...

— Não, Lisa! Sou eu, Oliver! — corrigiu-a rápido antes que ela desligasse.

— Oliver? Por que está me ligando de um telefone público? — sua voz alterou de irritação para preocupação.

— Eu deixei meu celular em casa. Só estou ligando para avisar que vou demorar um pouco para retornar. — informou.

— Quê? Por quê? Oliver, aconteceu alguma coisa?

— Sim, mas não foi comigo, por isso vou demorar. Então, não se preocupe.

— Espera! O que aconteceu, Oliver?

— Não dá para falar agora, Lisa. É uma longa história. Quando chegar em casa, nós conversamos, eu prometo. Só confie em mim. Eu não vou me meter em confusão. — suplicou.

Lisa ficou em silêncio por um tempo. Apenas sua respiração podia ser ouvida.

— Eu sei que não vai se meter em confusão nenhuma, Oliver. Só tenho medo que aconteça algo com você... Enfim, tudo bem. Imagino que deva ser algo sério. Quando chegar em casa você me conta. — concordou.

— Tudo bem, obrigado. — despediu-se e então, desligou.

No fim da ligação, Oliver retornou a sala ampla e se sentou no sofá, se aconchegando. Nesse momento, percebeu o quanto seu corpo estava cansado. Tanto pela noite mal dormida e serviço comunitário quanto pela corrida desesperada. Por isso, não demorou que o cansaço se convertesse em sono, tornando seus olhos pesados. Oliver até tentou os manter abertos, mas quando percebeu que, provavelmente, demoraria para receber notícias, decidiu fechá-los para um cochilo. Pois era a única maneira de tranquilizar seu corpo e fazer as horas passarem mais rápido.

No entanto, não demorou muito. Logo que seus sentidos se apagaram e se entregaram para o profundo mundo do sono, ele foi despertado. Uma grossa mão apertou seu ombro esquerdo, o acordando assustado. Oliver balançou a cabeça de um lado para o outro, espantando a sonolência. Então, reparou no doutor de jaleco a sua frente. Pôs-se de pé em um pulo, sentindo a ansiedade lhe despertar de vez.

— Parece cansado, rapaz. — o homem grisalho comentou ao reparar no semblante dele.

— Dia corrido... — deu de ombros, ansiando pelas notícias. — E então? Como ele... Como ele está?

Um curto sorriso surgiu nos lábios do médico.

— Está bem! Não foi nada muito grave, já que a bala não ficou alojada em seu corpo. Basicamente, foi de raspão. — informou, observando o sorriso aliviado estampar o semblante do garoto a sua frente. — Única coisa que me preocupa é a quantidade de sangue que ele perdeu. Por isso, vou mantê-lo em observação e se tudo correr bem, hoje ainda ele recebe alta.

Um suspiro aliviado escapou dos lábios de Oliver. Receber aquela notícia fez seu coração ficar em paz novamente.

— Então, quer ir vê-lo? Ele pode estar um pouco sonolento ainda por conta dos medicamentos, mas você pode visitá-lo. — sugeriu, juntando as mãos diante do corpo e entrelaçando os dedos.

— Ah, claro. Eu realmente preciso vê-lo...

O doutor acenou com a cabeça para que Oliver o seguisse. Então, o levou através do mesmo portal que já havia passado. Cruzou para outro corredor extenso, dessa vez todo colorido em branco. Havia um silêncio bizarro ali, que só era quebrado pelo abre e fecha das portas. Oliver afundou as mãos nos bolsos frontais da calça de moletom e seguiu o homem até a porta quase no fim do corredor, de frente a escadaria para o segundo andar. Diante da porta branca, o doutor se despediu.

— Logo estarei de volta. — concluiu já se afastando.

Oliver esperou o médico se distanciar e antes de abrir a porta, respirou fundo. Apesar de saber que Bruce estava bem e fora de perigo, ainda estava nervoso. Mesmo assim, girou a maçaneta e adentrou no quarto branco, sentindo seu coração bater cada vez mais alto.

Bruce estava deitado, coberto até o peitoral e com os braços de fora. Não havia nenhum tubo ou aparelho interligado nele como Oliver temeu que teria. Ele estava apenas deitado, com os olhos fechados, ressonando baixinho. Oliver abriu um sorriso ao reparar no semblante pacífico que ele trazia no rosto.

Fechou a porta, com cuidado, atrás de si e se aproximou. Seus olhos estavam presos no rosto dele. Oliver sentia-se abobado ao admirar a beleza que Bruce tinha. Certamente, ele era o homem mais belo que já tinha visto. E também, o mais correto. O que o deixava ainda mais bonito.

Em silêncio, juntou-se ao leito dele. Passou o olhar da face dele para sua mão, e então um pouco mais ousado, aproximou a sua. Aos poucos, começou a encaixar palma com palma, até que sua mão segurasse a dele. Sentiu que estava quente e isso fez uma carga de ansiedade escorregar por seu corpo como um raio, lhe arrepiando inteiro.

Tornou a olhar seu rosto adormecido e levou a mão livre até sua bochecha, a tocando com ternura. Curvou levemente seu corpo, aproximando seu rosto do dele, mas não muito, apenas o suficiente para lhe confidenciar uma conversa. Nesse momento, seus olhos lacrimejaram e o choro ficou engasgado em sua garganta.

— Eu precisava te dizer... — sussurrou, se esforçando para não chorar. — Antes que fosse tarde, eu precisava te dizer que... Eu não sou capaz de superar, muito menos, esquecer você.

Oliver fechou os olhos após proferir tais palavras. Talvez ele nem estivesse escutando, mas só de dizer já era o suficiente para seu coração estar em paz. Então, curvou-se um pouco mais sobre ele, com total cuidado. Aos poucos, aproximou seus lábios da bochecha que antes sua mão tocava e então, beijou-a ternamente.

Quando afastou os lábios da pele dele, foi impossível conter algumas lágrimas que escorreram por seu rosto. Não era de tristeza. Era de amor e, talvez, alívio. Por isso, não foi amargo o seu derrame.

Oliver o olhou uma última vez e sorriu. Bruce estava bem, saudável e fora de perigo. Isso era tudo o que ele precisava saber. E só de vê-lo com aquele semblante límpido, Oliver sentia-se tranquilo. Mas precisava deixá-lo descansar para se recuperar de vez, então decidiu deixá-lo. Afastou seu corpo ao poucos do leito, dando-lhe as costas. Foi então que sentiu sua mão ser apertada.

Virou-se para trás e encontrou um sorriso curto estampando o semblante de Bruce, que abria os olhos aos poucos.

— Não vá embora... — pediu baixo, com a voz rouca. — Se você me deixar de novo, eu vou me odiar até que eu morra.

Foi inevitável um sorriso alargar-se nos lábios de Oliver ao escutar aquelas palavras. A ansiedade tornou a fazer seu coração acelerar, mas era por um motivo bom. Oliver tornou a se aproximar. Correspondeu o aperto de mão dele, mas quando estava prestes a falar algo, a porta sendo aberta pelo médico o interrompeu.

— Olha só quem acordou. — ele comentou sorrindo. — Como está se sentindo?

— Grogue... — Bruce respondeu. — Já posso ir para cara?

Oliver observou a ambos, esperando ansioso pela resposta do doutor, que fez uma careta.

— Por que será que policiais odeiam tanto hospitais? — balançou os ombros, sendo sarcástico.

— A pergunta é: quem é que não odeia hospital? — Bruce retrucou com uma leve risada rouca.

Oliver sorriu, observando-o. Era bom vê-lo sorrindo e brincando.

— Bem, Oficial Rogers. Eu pretendo te dar alta hoje ainda, mas só se você se comportar bem. — informou para ele e depois se dirigiu a Oliver. — Eu preciso checar mais algumas coisas, pode esperar lá fora?

Ele anuiu, mas antes de sair, virou-se a Bruce.

— Mais tarde conversamos. — murmurou a ele com um sorriso nervoso.

Soltou sua mão lentamente e assim, deixou a sala. O sorriso, por mais nervoso que fosse não abandonou seus lábios.

Seu corpo estava pesado e cansado, mas seu alívio era tão grande que ele não sentia nenhum incomodo. Toda a preocupação havia caído de seus ombros. Não havia mais nenhum tipo de bigorna sobre seu corpo que lhe deixasse desesperado. Bruce estava bem e era tudo o que importava.

Imaginando que poderia tirar um cochilo sobre o estofado e descansar o corpo, ao menos que um pouco, ele se adiantou. Entretanto, quando estava prestes a se aconchegar no sofá, uma aproximação repentina puxou sua atenção.

Ginger aproximava-se afobada, esfregando o rosto de nervosismo. Parecia tão agoniada quanto Oliver, minutos atrás. E quando o viu, acelerou em sua direção. Por um momento, Oliver achou que ela fosse lhe abraçar e chegou a estender os braços, mas ao perceber que era apenas agitação, ele desistiu.

— Oh, Oliver! Nem imaginava te encontrar aqui! — ela parecia admirada, apoiando as mãos nos lábios.

— Que bom que você veio, achei que ninguém viria visitá-lo.

— Estão vindo! Não viemos antes porque não podíamos abandonar o serviço. — explicou, passando as mãos pelos cabelos presos. — Me diz, como ele está? É grave?

— Ele está bem. Parece que foi só raspão.

Ginger soltou um suspiro aliviado e fechou os olhos. Oliver conseguiu se enxergar nela e deu um sorriso. Era bom ver o quanto Bruce era querido e como as pessoas se preocupavam com ele.

— Está aqui desde quando? — ela perguntou.

— Desde... Desde que ele foi trazido.

Ele arregalou os olhos.

— Você deve estar cansado. — comentou e o viu anuir. — Olha, é melhor você ir para casa. Daqui a pouco os outros oficiais vão chegar, então você não precisa se preocupar.

— Hmm... Sim, mas Ginger...

— Sim?

— Você tem o endereço do Bruce? Sabe, para visitá-lo quando ele tiver alta.

Um sorriso estampou o rosto dela.

— Claro!

Depois de inúmeras tentativas de corromper a fechadura da casa indicada, Oliver conseguiu entrar, finalmente. Assim que o escutou o clique, ele bufou impaciente. Estava quase desistindo e optando pelo método tradicional de espera, mas por fim, acabou conseguindo entrar.

Logo que pôs os pés para dentro da casa, Oliver fez questão de verificar se não havia danificado a porta da casa de Bruce, afinal queria apenas fazer uma surpresa a ele, não dar-lhe prejuízo. Sabia que não era a melhor das escolhas arrombar a porta e invadir sua casa, mas não imaginou outro jeito para recebê-lo.

Era um tanto quanto invasivo e Oliver não se sentia confortável fazendo aquilo. Entretanto, uma vez dentro, era melhor aproveitar. Por isso, jogou as pinças pelo canto da parede, sem se importar que ficariam óbvias demais. Afinal, ele já estava bastante evidente enquanto esperava o dono da casa.

Avançando pelo lote, reparou o quão amplo era. Era uma casa bem maior que a de seu pai e a de Lisa. Pensou que talvez fosse maior até que as duas juntas, mas depois achou certo exagero. Caminhou pela sala, observando o sofá repleto de roupas jogadas por ele. Era bem grande e bonita, porém estava bem bagunçada. Logo atrás da área da sala, havia um portal e conforme Oliver foi se aproximando, percebeu se tratar de um jardim, com muros nem tão altos em volta. Então, revirou os olhos.

— Poderia ter sido muito mais fácil por aqui. — comentou a si mesmo, lamentando sua falta de pesquisa do terreno.

Estava prestes a virar as costas, quando reparou em um monte de cinzas acumulado no gramado. Um tanto curioso, ele se aproximou para averiguar. Agachou-se e levou as mãos até os destroços. Estavam todos queimados, o que os tornava irreconhecíveis. Porém, quando reparou em alguns objetos que pareciam fazer parte de decoração infantil, Oliver suspirou. Provavelmente, eram os pertences de Margot e o futuro filho, e Bruce teria achado melhor queimá-los. Aquilo o trouxe uma sensação estranha, portanto ele decidiu se afastar.

Retornou até a cozinha e reparou em três garrafas de cerveja sobre a bancada da pia. Era uma parte que não conhecia de Bruce, afinal conviveu com ele em lugares que requeriam certo tipo de seriedade. Mas era capaz de imaginá-lo bebendo. Um curto sorriso apareceu em sua boca. Oliver não era do tipo que beberia, pois nunca tentara. Mas beber com Bruce deveria ser algo interessante.

Passou o olhar para a mesa, reparando em alguns pães mordiscados e frutas bagunçadas. Oliver imaginou que Bruce deveria estar sem tempo pelo trabalho e deu de ombros. Se morasse sozinho, sua casa, certamente, seria mais bagunçada.

Desistindo da cozinha, ele seguiu para o corredor. Não estava procurando por nada em especial, apenas estava esperando até a hora que Bruce chegasse. E tinha certeza que ficar sentado no sofá, feito um bom moço, esperando seu regresso, não era uma opção. Por isso, resolveu continuar passeando pela casa.

Adentrou na primeira porta a sua esquerda e reparou em um cômodo totalmente vazio. Não havia nada ali, senão a janela gradeada. Oliver arqueou as sobrancelhas e se aproximou do peitoril, observando o céu que estava anoitecendo aos poucos. Bruce estava demorando, o que o deixava ainda mais desconfortável.

Saindo daquele quarto, Oliver seguiu para a porta logo a sua frente. Naquele quarto encontrou a cama de casa e o guarda-roupa. Mais ao fundo, reparou na porta do banheiro. Então, fez as contas. Provavelmente, aquele quarto seria o de Bruce, que um dia dividiu com a esposa. Logo, o outro deveria se tratar do quarto de Pietro. Um arrepio estranho percorreu pelo corpo de Oliver e ele decidiu sair.

Uma careta estampou seu semblante. Estava começando a achar má ideia ter invadido a casa de Bruce. Não era um criminoso. E não estava se sentindo bem-vindo ali. Talvez porque um dia recebeu a esposa grávida do homem que amava. Sentia como se estivesse, não só invadindo a casa de Bruce, mas invadindo o lugar de Margot. Como se estivesse roubando algo dela, mesmo que isso não fosse mais possível. E por mais que tivesse muito o que conversar com Bruce, ele não se sentiu mais a vontade.

Poderia voltar outra hora e agir como um cidadão decente, como bater na porta e ser convidado a entrar. De qualquer forma, Oliver não estava se sentindo bem. Não era o ambiente dele. Era a casa de Bruce e Margot. Ele era apenas um invasor, tanto naquela casa quanto na vida de Bruce. E, por isso, decidiu que seria melhor ir embora.

No entanto, quando estava alcançando a porta, escutou o barulho de pneus e logo em seguida, vozes conversando. Não tardou e ele reconheceu a voz de Bruce. Era tarde demais para decidir ir embora, então ele decidiu completar a missão da surpresa.

Bruce fechou a porta do carro e fez uma careta de dor, que preocupou Ginger.

— Está tudo bem? Eu posso ficar essa noite. — sugeriu.

— Não, eu consigo lidar. Está tudo bem, sério.

Ela suspirou.

— Tudo bem, qualquer coisa me ligue.

Anuindo impaciente, Bruce acenou com os dedos e foi até a porta de casa enquanto escutava Ginger fazendo o retorno.

Apalpou os bolsos da calça grossa para recolher a chave e quando ia encaixá-la na fechadura, notou que a porta estava destrancada. Ele franziu o cenho, estranhando a situação.

— Eu lembro de ter trancado...

Assim que resolveu abrir a porta, encontrou pinças jogadas pelo canto da parede e então, entendeu o motivo da porta estar destrancada. Alguém havia invadido sua casa. Isso o deixou preocupado. Afinal, estava desarmado e não tinha condição nenhuma de enfrentar uma pessoa corpo a corpo.

Com cautela, ele avançou para dentro da própria casa. Seus olhos percorriam por todo o ambiente, procurando por qualquer sombra que fosse. Sentiu-se extremamente vulnerável naquela situação. Se alguém resolvesse atacá-lo, não teria chance alguma de resistir. Porém, quando ele reparou na cozinha bagunçada, sentiu que teria alguma chance. Talvez ele pudesse se defender com uma faca.

— Bruce. — a voz conhecida o chamou, impedindo-o de continuar.

Atônito ao reconhecer o timbre, ele se virou e encarou Oliver bem a sua frente. Jamais imaginaria uma situação como aquela.

— Oliver?! Você invadiu minha casa?!

— Sim, eu sei. — ele concordou esboçando um semblante sonso. — Por favor, não chame a polícia.

Bruce soltou um riso nasal ao escutar aquilo.

— Não chamar a polícia? Você invadiu a casa da polícia.

— Sinal que a polícia não consegue proteger a si mesma. — ele deu de ombros, abrindo um sorriso. — E bem, se a polícia é incapaz de proteger a si mesma, ela não pode proteger o povo.

Ele arqueou as sobrancelhas e assentiu com a cabeça. Assim, seguiu até a sala, sentando-se sobre o sofá de modo confortável. Seu tronco doía um pouco, mas os analgésicos que tomara no hospital davam certo alívio contínuo.

Oliver o seguiu, mas não sentou. Permaneceu de pé, aparentando certo nervosismo. Bruce não disse nada, apenas continuou o observando.

— Eu preciso te falar algo, Bruce. — arriscou de repente, sem conseguir sustentar o olhar no dele. Seu coração estava acelerado e a respiração parecia falha.

Um curto sorriso estampou a boca de Bruce.

— Eu sei. — respondeu, puxando o olhar dele a si novamente. — Meio que quero te falar a mesma coisa.

Oliver respirou fundo, se aproximando. Sentou ao lado de Bruce, mas virado de frente a ele, com a perna direita encaixada por baixo da outra.

— Eu sei que eu deveria ter te escutado quando tive a chance, mas... — a voz em sua garganta falhou, interrompendo sua fala.

Bruce estendeu a mão até o joelho dele, o apertando.

— Não tem que se culpar por isso, quando fui eu que estraguei tudo. Eu não deveria ter agido daquele jeito com você. — admitiu, suspirando.

— Mas nada disso importa mais, por que... — Oliver levou a mão até a dele, tocando seus dedos. — Bruce, quando eu te vi naquela maca, coberto de sangue, tudo perdeu o sentido. É verdade que eu não sei o que é ter um filho ou uma esposa, mas quando eu te vi naquela situação e tive a noção que podia te perder... Eu me senti como você, mesmo que bem pouco.

Ele abaixou a cabeça, desviando o olhar de Oliver. Mordeu o lábio inferior, absorvendo aquelas palavras.

— Acho que no fundo, bem no fundo, eu só estava tentando te poupar. — esclareceu, ainda sem olhá-lo. — Queria te poupar do que a Margot sentiu, do que ela passou. Não queria te causar o mesmo risco. Te colocar a mesma responsabilidade nos ombros. Porque as coisas não são fáceis de aguentar em relação a vida que levo. Então, eu pensei que estivesse te ajudando ao te afastar, mas...

— Mas eu aguento, certo? Não foi você quem disse que não é todo mundo que aguentava as coisas que eu aguentava? Então, Bruce. Eu não preciso ser poupado de nada. Eu vivi inúmeras coisas ruins, mas quando conheci você... Eu tive certeza que o que viesse, era lucro.

Bruce sorriu abobado e virou para encará-lo. Oliver também sorria, aquele sorriso cínico que conhecia bem. Aquele era seu Cherry Bomb e se ele teve alguma dúvida se ele havia desaparecido, não restou mais nenhuma. Ele estava ali a sua frente, disposto a acatar todos os riscos, porque só ele lidaria com isso com maestria, pois ele sabia o que era enfrentar riscos absurdos e mesmo assim, insistia.

Conduziu a mão até o rosto dele, tocando sua bochecha com o polegar, bem devagar. Sentiu a textura lisa de sua pele e toda a sensação que recebia ao tocá-lo. Oliver tomou sua mão, levando até os lábios e beijando seus dedos. Um suspiro intenso escapou de sua boca diante da cena. Passou a ponta dos dedos sobre os lábios dele, sentindo sua textura macia. Então, aproximou seu rosto do dele.

— Diz para mim o que você queria me contar, vai. — murmurou com os lábios próximos ao dele, fazendo-o sorrir. — Preciso escutar você dizendo.

Oliver ajeitou o corpo, podendo tocar o rosto dele enquanto sentia a respiração dele se misturar com a sua. Passava o olhar das íris dele até sua boca entreaberta, então alargava o sorriso.

— Eu estou amando você, Bruce. — confessou em um sussurro.

— Soa tão bem quando você diz... — murmurou antes de tomar os lábios dele em um beijo.

Os lábios se envolveram, deixando Oliver com um misto de nervoso e ansiedade. Era um beijo que daria nele e não haveria ameaçadas e brigas depois. Era um beijo correspondido e isso o deixava extasiado.

Bruce manteve as mãos segurando seu rosto, o puxando mais para perto. Aproveitava cada momento do beijo, como não havia feito antes. Sentia o modo como os lábios dele eram macios e delicados, mas seu beijo era intenso de maneira que o fazia ansiar por mais.

Deslizou as mãos até a cintura dele e o puxou mais para perto. Queria sentir todo o corpo dele de qualquer forma, mesmo que estivesse dolorido pelo ferimento. Por isso, com cuidado, o trouxe ainda mais para perto, até que ele sentasse sobre suas pernas.

Os lábios se afastaram por um momento, mas os rostos continuaram próximos e os olhares fixados um ao outro. As mãos de Oliver deslizavam entre o pescoço e o rosto de Bruce, fazendo-lhe uma carícia confortável. Já as mãos de Bruce alisavam todo o tronco de Oliver, desde o peitoral até a cintura, arrepiando o rapaz por completo. Estava gostando de sentir todos os músculos dele e apertar sua pele.

Oliver reaproximou o rosto, mas dessa vez, beijou seu queixo e mordiscou. Deslizou os lábios mais para baixo e encheu seu pescoço de beijos. Bruce fechou os olhos, prendendo a respiração. Escorregou as mãos pelas costas dele até abaixo da cintura, agarrando seu traseiro por cima da calça. Oliver não conseguiu conter um gemido baixo, fazendo Bruce se excitar ainda mais. Por isso, tomou sua mão esquerda e a conduziu até seu baixo ventre. Um sorriso brotou nos lábios de Oliver ao perceber sua intenção, mas acabou hesitando.

— Você não deveria estar repousando? — perguntou baixo e com certa preocupação, pelo fato dele ainda estar ferido.

Bruce sorriu, insistindo em apertar seu traseiro.

— Sim, mas quem disse que eu quero? — arqueou as sobrancelhas de modo sugestivo.

— Tem certeza?

— Eu dou conta, Cherry Bomb. — roubou-lhe um breve beijo nos lábios.

Oliver sorriu ao escutar o apelido. Levou os lábios até a orelha dele e mordeu seu lóbulo levemente.

— Como quiser, daddy.

Ele fechou os olhos, sentindo sua ereção pulsar dentro de sua calça. Foi inevitável acertar um tapa de força mediana no traseiro de Oliver e apertá-lo em seguida. Arrancou um gemido do rapaz, que deslizou a mão até o volume em sua calça e começou a tocá-lo intensamente.

Antes que suspiros prazerosos escapassem dos lábios de Bruce, Oliver tratou de beijá-los de novo. Iniciaram um beijo voraz, dessa vez demonstrando todo o desejo que sentiam um pelo outro. Bruce mordeu seu lábio inferior e puxou, lhe provocando. Oliver retribuiu, passando a ponta da língua sobre sua boca e escapando de outro beijo seu. Recebeu o olhar confuso dele por ter fugido e então, agarrou a blusa preta dele. Com cuidado para não atingi-lo na área sensível, começou a erguer a peça de roupa até conseguir retirá-la. Com o tronco dele nu, Oliver pode observar o ferimento fechado próximo a costela. Deixou a blusa sobre o sofá e avançou para beijá-lo de novo, mesmo que brevemente.

Deslizou os lábios pelo pescoço dele, tornando e enchê-lo de beijos e mordidas leves enquanto suas mãos apalpavam seu torso inteiro, sentindo-o por inteiro. Aos poucos, os lábios começaram a descer mais, distribuindo beijos pelo peitoral de Bruce e arrancando-lhe gemidos baixos. Oliver continuou, mordendo levemente sua pele e marcando-a de vermelho com alguns chupões. Conforme sua boca foi se aproximando da barriga suas mãos alcançaram o cós de sua calça, desabotoando e abrindo-a. Quando Bruce percebeu sua intenção, sua respiração ofegou.

Sentiu suas mãos segurarem seus cabelos, ainda sem força, e sorriu. Insistiu nos beijos e mordidas sobre a pele da barriga dele enquanto suas mãos despiam, previamente, seu membro. Assim que foi capaz de segurá-lo entre os dedos, começou a masturbá-lo devagar, porém intenso. Logo foi capaz de escutar um gemido grosso de Bruce e então, escorregou a língua por sua barriga, lambendo-o desde o umbigo até perto do peitoral. Depois, conduziu os lábios até sua virilha, beijando-a seguidas vezes antes de encostar os lábios em seu membro ereto.

Um gemido misturado com um xingamento escapou de Bruce assim que sentiu os lábios macios de Oliver abocanharem seu membro. Entrelaçou os dedos em seus fios de cabelo com certa pressão, descontando o prazer. Observava-o subir e descer a boca. Ás vezes, ele envolvia a língua e a deslizava por toda a extensão. Era impossível conter os gemidos, contando com os movimentos que Oliver fazia com a boca, que se tornavam cada vez mais excitantes.

Sentia os lábios dele se envolvendo cada vez mais, com movimentos mais ritmados e acelerados. Sua respiração começou a ofegar em pouco tempo. O prazer percorria por seu corpo como descargas elétricas e fazia seu membro pulsar entre os lábios úmidos de Oliver. Agarrou com força os cabelos dele e mexeu os quadris, mexendo-se a favor dos movimentos que ele fazia. Aos poucos, começou a ficar difícil de controlar. Bruce inclinou a cabeça para trás e arqueou o corpo. Não tardou e o ápice chegou, melando os lábios de Oliver.

— Droga, desculpe... Eu devia ter avisado... — lamentou ofegante, observando-o limpar a boca.

— Não tem graça se avisar. — ele sorriu cínico.

Bruce o puxou para cima de novo, até perto de seu corpo. Segurou o rosto dele próximo ao seu e o encheu de beijos. Nos lábios, no canto deles, nas bochechas e no queixo. Oliver sorriu, retribuindo alguns selinhos que conseguia acompanhar.

— Acho que deveria descansar agora. — Oliver sugeriu baixo, acariciando seu rosto.

Bruce parou de beijá-lo, apenas relaxou a cabeça sobre o estofado e o observou.

— Só com uma condição. — propôs, levando o dedo indicador até o queixo dele.

Oliver arqueou as sobrancelhas, dando a entender que estava prestando atenção.

— Se vier comigo.

— Bem... — ele balançou a cabeça de um lado para o outro, pensando. — Quem sou eu para negar, não é mesmo?

Ele se levantou e ajudou Bruce a fazer o mesmo. Seguiu-o pela casa e foi até o quarto dele. A estranha sensação de estar invadindo o território alheio retornou a seu peito, o incomodando. Por isso, quando chegaram ao quarto, ele pareceu hesitar e Bruce percebeu.

— O que foi? — perguntou, reparando no semblante incerto dele.

— Eu não sei se é uma boa ideia... Esse é seu quarto com a Margot e...

— Para! — cortou-o, se aproximando novamente. — Era meu quarto com ela, mas... Olha, não quero falar sobre isso.

— Desculpe, eu só...

— Não sabia que era frouxo assim. — Bruce o desafiou com olhar.

Oliver arqueou as sobrancelhas.

— Eu? Frouxo? Não fui eu que gozei em menos de dois minutos. — retrucou, esboçando cinismo.

Bruce segurou seu rosto pelo maxilar inferior, fazendo-o grunhir pela pressão. Os lábios se aproximaram e ele passou a língua brevemente sobre a boca de Oliver.

— Tem certeza? Ainda não te fiz gozar. — comentou sugestivo enquanto empurrava Oliver até a cama.

Antes de deitá-lo, o ajudou a retirar a própria blusa. Então, subiu sobre seu corpo, encaixando-se entre suas pernas. Começou a beijá-lo de maneira intensa ao mesmo tempo em que suas mãos tocavam-no pela barriga, descendo até sua calça, começando a abaixá-la.

— Você não vai repousar coisa nenhuma, não é? — Oliver riu, admirando-o ao terminar de lhe despir.

— Não. Não mesmo, Cherry Bomb. — respondeu, avançando para beijá-lo novamente.

Notas finais
Não me xinguem! Vai ter mais cenas dessas, okay? KKK Adorei escrever essa capítulo (porque será???), sério. Eu ia postar ele ontem, mas o notebook deu pau e eu tive que consertá-lo (sou bem elliot alderson sim, monamour), ou seja, perdi tudo. Consegui fazer o milagre de reescrever 80% praticamente igual e hoje consegui terminar. Então, mil desculpas e espero que tenham gostado! xx