Bad Boy
3 Bad boy- 3
Notas iniciais

Já era por volta das 17:30, Yusuke e Botan voltavam para casa junto de Keiko. A menor falava sobre o incidente entre os gêmeos, estava indignada com a atitude de Hiei para com Yukina. O rapaz do grupo torceu o nariz, até concordava com o amigo, muitas vezes fora na casados Jaganshi e sabia como era o local. As duas garotas discordavam de tal atitude.
– Por que você defende essa ideia hein?! — Comentou a mais velha.
— Ah Botan, fica na tua. E você Keiko, tenta entender o lado do Hiei!
— Tá certo Yusuke, vou tentar... — Disse a de cabelos castanhos, irônica.
A menor entrou em sua casa, deixando os irmãos na porta. Os Urameshi foram andando, viraram na esquina e foram para um pequeno prédio de três andares. Subiram as escadas até o segundo andar e foram para o apartamento 23. Ao abrirem a porta, deram de cara com a mãe e a avó assistindo à TV.
A mãe, Atsuko Urameshi, tinha 38 anos, seus cabelos eram castanhos escuros, longos e lisos, olhos pretos e pele esbranquiçada. Era uma mulher despreocupada, vivia bebendo e fumando. Já a avó, Genkai Urameshi, era uma idosa de 70 anos, possuía cabelos rosados, desgranhados e que vinham até um pouco abaixo dos ombros, sua pele era rugosa e os olhos eram pretos. A idosa era severa às vezes, mas também zombeteira.
— Como foi o dia? Finalmente deu uns pegas na Keiko?
— Tá doida mãe?! — Exclamou Yusuke, indo para seu quarto.
O apartamento não era grande, mas era razoavelmente médio. Na entrada, avistava-se: a sala de estar com um sofá de couro em L, uma cômoda e uma TV em cima do móvel e uma cozinha americana onde também ficava a lavanderia. No corredor, havia ao todo quatro portas, três para os quartos e uma para o banheiro.
O cômodo onde o garoto dormia era de paredes brancas, a cama ficava do lado esquerdo da porta e, consequentemente, na parede esquerda, a janela ficava em frente à entrada, o guarda-roupa na parede direita e do lado direito da porta. Ao lado do móvel, havia uma escrivaninha com um computador. Alguns mangás dele ficavam debaixo de sua cama, ele aproveitou e pegou o número 3 de Ultraman e ficou lendo até ouvir sua mãe o chamar. Ele respirou fundo, andou até a porta e abriu-a.
— Que é mãe?
— É o Hiei no telefone, quer falar contigo.
Ele revirou os olhos, pegou o telefone e colocou na orelha.
— Falaí Tampinha!
— Yusuke, você passou o endereço da minha casa pro novato?
— Passei ué, ele disse que você deixou ele ir aí.
— É, mas ele não entendeu que não era pra vir!
O menor desligou o telefone, encarando Kurama e Yukina que jogavam videogame e riam. O de cabelos pretos revirou os olhos, indo pegar um pouco de suco para si. O de olhos verdes dava um sorriso contagiante, fazendo até mesmo o Jaganshi dar um sorriso de canto, que sumiu pouco tempo depois. Ele andou e sentou-se ao lado do "convidado".
— Hiei, não quer jogar? — Questionou o maior.
— Não.
— Joga com ele, eu vou tomar banho manão. — Disse a menor, chamando o irmão pelo apelido.
— Tá.
O jogo em si era Mortal Kombat II, o anfitrião optou por usar Sub-Zero e o Youko por usar Kitana. A luta se iniciou, no começo, o de olhos vermelhos estava vencendo, até o novato mostrar sua total agilidade e atirar o personagem do outro no ácido, dando assim um Fatality no amigo. Kurama sorriu vitorioso, deixando Hiei um pouco bravo e fazendo um biquinho.
— Quero revanche.
— Tá, mas se você perder tem que pagar uma prenda. — Comentou o maior. — E se eu perder eu que pago.
— Ok.
Desta vez, o veterano da Sarayashiki optou por ir com Scorpion, e o outro por ir com Kitana mais uma vez. Novamente o de cabelos pretos estava começando bem, mas diferente da outra vez, ele venceu, atirando a oponente para o teto repleto de espinhos e dando um Fatality no "boneco" do novato. Ele deu um sorriso convencido, provocando uma risada baixa no outro.
A garota da casa voltou, vestia uma camiseta de ombros abertos preta com uma estrela amarela no meio, calças jeans e um par de chinelos. Sentou-se no braço do sofá e ficou vendo a cena. O irmão raramente sorria ou algo do gênero, aquilo realmente a impressionou. Resolveu ir para o quarto de sua mãe e ficar por lá, era um de seus lugares favoritos.
— Hahaha! Venci!
— Certo, o que eu faço?
— Bem... Te desafio a cantar Wannabe.
— Hum... Vejo que gosta de Spice Girls. — Disse o de cabelos vermelhos com uma cara cara maldosa e fazendo o menor corar.
— Não gosto, é a Yukina que gosta, então vai logo!
Kurama praticamente deu um show, fazendo o outro dar uma risadinha baixa. Continuaram a jogar e a se divertir, continuando o mesmo esquema de apostas. Por fim, Hiei estava com batom da mãe, um colar extravagante da menor e sem camiseta, mostrando seu tanquinho definido, deixando o outro levemente corado. Já o de olhos vermelhos, estava com os pés amarrados, havia cantado Smells Like Teen Spirit e agora toda vez que ia falar algo dizia "Caramelo" na frente.
— Caramelo tenho que ir pra casa.
— Já pode parar. — Disse o de cabelos pretos. — Bem, até amanhã.
— Tchau!
Foi só o maior sair (obviamente depois de desamarrar os pés) que Hina chegou, exausta. Ela caminhou até seu quarto e deitou-se com os filhos para assistir à TV. Ligaram no canal de animes onde passava Saint Seiya. O trio ficou lá, assistindo, apesar da mãe ser relativamente contra à violência. Mal sabia ela sobre os ocorridos do filho.
Enquanto isso, Keiko descia às escadas de sua casa (que no andar térreo era um restaurante) e caminhava em direção à casa de Yusuke, na intenção de levar um pouco da sopa que fizera com o pai. Era amiga de infância do Urameshi, lembrava-se do primeiro dia em que o viu, o garoto estava brincando de atirar bolas de neve na irmã mais velha, que lia em paz um mangá de romance.
Ao chegar na entrada do apartamento 23, deu uma batida na porta e foi atendida por Genkai, que tinha seu olhar severo de sempre, mas logo abriu um sorriso.
— Keiko! Quanto tempo! Entra aí! — Dizia a senhora. — YUSUKE, VENHA ATÉ AQUI!
— Calma aí vovó, tô chegando... — Murmurava o garoto. — E aí Keiko!
— Oi Yusuke! — Disse a de cabelos castanhos. — Trouxe sopa, achei que quisessem...
— Valeu! — Ele disse, devorando a sopa, junto da avó. — Senta aí!
— Obrigada... Mas cadê a Sra. Atsuko e a Botan?
— Deram uma saída... — Comentou a mulher da casa.
O trio ficou conversando até umas 21:30, quando o rapaz foi levar a amiga para casa. Ao chegarem na porta, se despediram, torcendo para o dia seguinte chegar e irem juntos pra escola.
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